Paralelamente ao governo, o rei marroquino Mohamed VI criou, desde que subiu ao trono, diversas comissões, que acabaram por constituir uma administração paralela e que monopolizaram a maior parte do orçamento público do país. O governo formal está paralisado entre a corrupção e o medo de molestar o rei, e acaba fazendo pouco para alterar a situação. "Os únicos negócios que avançam são apenas aqueles que interessam pessoalmente ao rei", diz Hakim Marrakchi, vice-presidente da CGEM, a Fiesp local.
É o caso do programa de moradia social, por exemplo, ou do porto de Tânger que, em dois anos, virou um importante pólo no mar Mediterrâneo. Aos olhos da população mais humilde, isso confirma a ideia de que o rei é o único a trabalhar para o bem de Marrocos, confrontado com um governo e uma classe política percebidos como corruptos ou parasitas. "O rei é um dos nossos, o problema são aqueles que o rodeiam", diz Driss, um porteiro, confirmando a crença popular.
Como muitos marroquinos, Driss temia Hassan II, mas tem carinho por “M6”, como o monarca é popularmente chamado pela população. O soberano é percebido como não arrogante, próximo ao povo. Nem o fato de o rei ser a pessoa mais rica do país não parece causar indignação ou revolta.
Em 2009, décimo aniversário da ascensão ao trono de M6, a revista Forbes revelou que a monarquia marroquina era a sétima mais rica do mundo, muito mais que as das famílias reais do Reino Unido, Holanda, Mônaco, Catar ou Kuwait. Uma constatação chocante em um país onde mais de cinco dos 31 milhões de habitantes vivem com dez dirhams (cerca de R$ 2) por dia, e ainda está no 130º lugar no ranking do Relatório Mundial sobre o desenvolvimento humano do PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas).
Ainda de acordo com a revista Forbes, a fortuna real, estimada em 500 milhões de dólares no início de 2000, multiplicou-se por cinco em dez anos. Se Mohamed VI não tem o interesse do pai pela política internacional – o Marrocos, que já foi um interlocutor importante na questão israelo-palestina, não joga hoje qualquer papel relevante - ele demonstrou inegável apetite pelos negócios.
Em 1999, quando assumiu o trono, ele herdou uma holding, a Singer (anagrama de regis, rei em latim) e suas subsidiárias, a ONA e a SNI, à época muito mal administradas e sempre no vermelho. Em dez anos, o grupo tornou-se uma impressionante máquina de guerra, com um pé fincado em todos os setores econômicos mais importantes, às vezes em associação com grupos estrangeiros: finanças e seguros (Attijariwafa, AGMA), telefonia (Inwi), energia (Nareva), imóveis (Onapar), materiais de construção (Lafarge, Sonasid), mineração (Managem), alimentos (Lesieur, Central de Leite, Cosumar, Bimo, Aï Saïss) ou distribuição (Marjane Acima). Sem falar dos chamados “domínios agrícolas” - um nome mais discreto do “domínios reais” usado pelo pai – que fazem do rei o primeiro latifundiário do país.
Pouco conhecida pela população, esta constante presença, e interferência, do rei na economia justifica-se pela ideia de que o Marrocos precisaria de "campeões nacionais" – o modelo da Coreia do sul. Mas, entre os empresários, a insatisfação está crescendo. "É verdade que devemos saudar a diversificação internacional do banco Attijari-Wafa, sem precedentes na África", diz Hakim Marrakchi, medindo as palavras com cautela. Oficialmente, ele considera que a intervenção do rei na economia não seja um problema. "Afinal, as empresas do rei são os principais contribuintes fiscais do país”, argumenta. Ele reconhece, porém, que “em determinadas áreas”, como o açúcar, um produto central na comida marroquina, e como tal fortemente subsidiado pelo Estado, a presença do rei nos negócios é “problemática”.
A empresa se beneficia de subvenções públicas, medida que é determinada pelo próprio rei. Marrakchi lamenta também o “uso indevido de informações privilegiadas por pessoas no entorno do rei, que assim conseguem construir fortunas em poucos meses”, especialmente no setor imobiliário. “Isso tira a motivação de qualquer empresário, todo mundo tem a sensação que é mais interessante ter amigos bem colocados, para saber, por exemplo, quando um terreno será declarado de utilidade industrial, multiplicando seu valor, que trabalhar em um projeto produtivo”, conclui.
Outras decisões do rei também provocaram escândalo. Em 20 de agosto de 2008, Mohamed VI anunciou que a isenção fiscal do setor agrícola, instituída por Hassan II em 1983, seria prorrogada até o final de 2014. Apresentada como “social”, esta medida não beneficia os pequenos agricultores que, na sua grande maioria, não pagam impostos. Na realidade, a isenção fiscal da agricultura beneficia principalmente as grandes fazendas, incluindo os famosos “domínios agrícolas”.
Além disso, a monarquia pode controlar praticamente todo o crédito, através de seus próprios bancos e das instituições financeiras públicas, dando-lhe o poder de, se necessário, sufocar concorrentes incômodos. Sem esquecer que o rei está acima da lei: o Poder Judiciário nada pode fazer contra ele. Nourredine Ayouch, um dos publicitários mais importantes do país, resume a opinião de muitos empresários. "O rei deveria vender todas as suas participações em empresas, pois ele está competindo com os outros, e tem um poder de decisão. As empresas sofrem com essa concorrência, seja diretamente ou psicologicamente”.
Ele lembra ainda outra anomalia: Mounir al Majidi, secretário particular do rei – em teoria, um cargo político – é também o gestor da fortuna de M6. Nas manifestações ocorridas em 20 de fevereiro, muitos cartazes pediam “fora al Majidi”.
Em seu histórico discurso dirigido à nação, no dia 9 de março, o rei teve o cuidado de não levantar a questão da corrupção, da impunidade dos poderosos, e muito menos o papel de suas empresas na economia marroquina. Seus assessores asseguram que ele deverá vender algumas de suas participações, especialmente no setor alimentar, mas a população espera outros sinais fortes.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
SUAZILÂNDIA FAZ CORTES PROFUNDOS
Ontem, o ministro do Comércio e da Indústria garantiu que o país poderá continuar a pagar os salários aos seus funcionários em 2011, mas "numa base de negociação diária com o FMI".
A Suazilândia, última monarquia absoluta na África sub-sariaana, entre a África do Sul e Moçambique, teve uma quebra de 60% nas receitas aduaneiras, que constituem dois terços do rendimento nacional, devido à crise global financeira.
Para o dia 12 de Abril está marcada uma grande jornada nacional de protesto, que conta com o apoio da poderosa COSATU, a união de sindicatos sul-africanos afecta ao ANC.
A Suazilândia, última monarquia absoluta na África sub-sariaana, entre a África do Sul e Moçambique, teve uma quebra de 60% nas receitas aduaneiras, que constituem dois terços do rendimento nacional, devido à crise global financeira.
Para o dia 12 de Abril está marcada uma grande jornada nacional de protesto, que conta com o apoio da poderosa COSATU, a união de sindicatos sul-africanos afecta ao ANC.
JUSTIÇA TAILANDESA CONDENA JORNALISTA
Um tribunal tailandês condenou um webmaster, responsável por um site anti-regime, a 13 anos de prisão pelos crimes de difamação da monarquia e violação informática.
O Tribunal Criminal tailandês condenou Thanthawut Taweewarodomkul a 10 anos de prisão pelo crime de difamação da monarquia, conhecido como lesa-majestade . O webmaster recebeu ainda mais três anos de pena por violar a Lei de Criminalidade Informática do país.
O homem de 38 anos administrava um site anti-regime conotado com o movimento Camisas Vermelhas, cujos protestos do ano passado foram eliminados pelo exército através da força.
A Constituição da Tailândia garante liberdade de expressão, mas o Governo bloqueou o acesso a milhares de sites na internet que considera serem subversivos.
O Tribunal Criminal tailandês condenou Thanthawut Taweewarodomkul a 10 anos de prisão pelo crime de difamação da monarquia, conhecido como lesa-majestade . O webmaster recebeu ainda mais três anos de pena por violar a Lei de Criminalidade Informática do país.
O homem de 38 anos administrava um site anti-regime conotado com o movimento Camisas Vermelhas, cujos protestos do ano passado foram eliminados pelo exército através da força.
A Constituição da Tailândia garante liberdade de expressão, mas o Governo bloqueou o acesso a milhares de sites na internet que considera serem subversivos.
REI DO BAHREIN DISSE QUE DESBARATOU COMPLÔ INTERNACIONAL
O rei Hamad ben Issa Al Khalifa anunciou, esta segunda-feira, que o Bahrein desmantelou um "complot" internacional, numa possível alusão ao Irão e falando durante um encontro com representantes da força comum do Golfo destacada neste país.
"O reino do Bahrein desmantelou uma conspiração estrangeira que estava a ser preparada desde, pelo menos, 20 ou 30 anos (...) contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)", disse o rei, citado pela agência AFP.
"Se tivesse triunfado, este 'complot' ter-se-ia alastrado ao conjunto dos países do CCG (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Omã e Kuwait)", adiantou o monarca.
O rei Hamad fez estas declarações, citadas pela agência oficial BNA, no decorrer de um encontro, no domingo, com oficiais do "Escudo da Península", a força comum do CCG enviada para o Bahrein para ajudar a controlar a contestação xiita.
A declaração do rei surge numa altura em que estão tensas as relações entre o Bahrein e o Irão. No domingo, Teerão pediu a um diplomata do Bahrein para deixar o Irão em represália pela expulsão de um diplomata iraniano de Manama, quando o chefe da diplomacia Ali Akbar Salehi pediu a saída das forças estrangeiras do Bahrein.
"O reino do Bahrein desmantelou uma conspiração estrangeira que estava a ser preparada desde, pelo menos, 20 ou 30 anos (...) contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)", disse o rei, citado pela agência AFP.
"Se tivesse triunfado, este 'complot' ter-se-ia alastrado ao conjunto dos países do CCG (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Omã e Kuwait)", adiantou o monarca.
O rei Hamad fez estas declarações, citadas pela agência oficial BNA, no decorrer de um encontro, no domingo, com oficiais do "Escudo da Península", a força comum do CCG enviada para o Bahrein para ajudar a controlar a contestação xiita.
A declaração do rei surge numa altura em que estão tensas as relações entre o Bahrein e o Irão. No domingo, Teerão pediu a um diplomata do Bahrein para deixar o Irão em represália pela expulsão de um diplomata iraniano de Manama, quando o chefe da diplomacia Ali Akbar Salehi pediu a saída das forças estrangeiras do Bahrein.
GOVERNO DO KUWAIT RENUNCIA
O Governo do Kuwait apresentou, esta quinta-feira, a sua demissão ao emir, anunciou o ministro de Estado para os Assuntos Internos, Rudhane al-Rudhane, citado pela agência noticiosa estatal Kuna.
A demissão do executivo do emirado surge depois dos deputados terem apresentado no parlamento pedidos de audições do vice-primeiro-ministro para os Assuntos Económicos, do ministro dos Negócios Estrangeiros e do ministro da Informação, todos membros da família governante Sabah.
O Kuwait, um dos países mais pequenos do mundo, é uma monarquia constitucional, localizada no Golfo Pérsico. O poder é dividido entre a Assembleia Nacional e o emir da família Sabah.
O actual emir, Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, está no poder desde Janeiro de 2006.
A demissão do executivo do emirado surge depois dos deputados terem apresentado no parlamento pedidos de audições do vice-primeiro-ministro para os Assuntos Económicos, do ministro dos Negócios Estrangeiros e do ministro da Informação, todos membros da família governante Sabah.
O Kuwait, um dos países mais pequenos do mundo, é uma monarquia constitucional, localizada no Golfo Pérsico. O poder é dividido entre a Assembleia Nacional e o emir da família Sabah.
O actual emir, Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, está no poder desde Janeiro de 2006.
PARLAMENTO DA JORDÂNIA REJEITA A MONARQUIA CONSTITUCIONAL
O Parlamento jordano anunciou, neste domingo, rejeitar os pedidos de uma monarquia constitucional, e o rei Abdullha II pede a manutenção da unidade nacional.
O rei da Jordânia numa vista oficial, neste Domingo, a Petra (Majed Jaber/Reuters)
“O rei tem os poderes da Constituição e a câmara baixa assegura tudo o resto para preservar a identidade jordana e a Constituição”, declaram os deputados num comunicado publicado neste domingo.
“A câmara baixa do Parlamento apela ao diálogo e sublinha a importância de proteger a liberdade de expressão, mas rejeita a chantagem política”, lê-se no mesmo comunicado.
Numa alusão à vaga de manifestações na Jordânia, o Parlamento disse que as reformas deviam ser discutidas através de um “diálogo construtivo” e não nas ruas.
Numa altura em que a oposição islamita, tal como os movimentos de esquerda e nacionalistas reclamam reformas constitucionais, entre as quais a eleição do primeiro-ministro, e não a sua designação pelo monarca, o rei jordano lança um apelo à unidade nacional. “O mais importante agora é a nossa unidade nacional, que não deve ser afectada”, disse o rei a responsáveis tribais na cidade de Petra. “Devemos evitar todo o comportamento ou atitude que provoque um incidente na nossa unidade”, acrescentou.
Indiferente aos protestos e pedidos de reforma, o monarca sublinhou que o seu país “avança com entusiasmo no programa das reformas políticas”. E adiantou: “Não temos medo. Conhecemos as dificuldades e os desafios no país e na região, mas somos optimistas em relação ao futuro.”
O anúncio acontece no dia em que cerca de mil pessoas se juntaram para participar no funeral do jordano morto, na sexta-feira, durante os confrontos entre opositores ao regime e as forças de segurança. A morte de Khairy Jamil Saad foi a primeira relacionada com as manifestações de que a Jordânia é palco desde há três meses.
Na sexta-feira, a Frente de Acção Islâmica pediu a demissão do primeiro-ministro, Maarouf Bakhit, que acusara a irmandade muçulmana da Jordânia de “receber instruções de dirigentes da irmandade muçulmana do Egipto e da Síria
O rei da Jordânia numa vista oficial, neste Domingo, a Petra (Majed Jaber/Reuters)
“O rei tem os poderes da Constituição e a câmara baixa assegura tudo o resto para preservar a identidade jordana e a Constituição”, declaram os deputados num comunicado publicado neste domingo.
“A câmara baixa do Parlamento apela ao diálogo e sublinha a importância de proteger a liberdade de expressão, mas rejeita a chantagem política”, lê-se no mesmo comunicado.
Numa alusão à vaga de manifestações na Jordânia, o Parlamento disse que as reformas deviam ser discutidas através de um “diálogo construtivo” e não nas ruas.
Numa altura em que a oposição islamita, tal como os movimentos de esquerda e nacionalistas reclamam reformas constitucionais, entre as quais a eleição do primeiro-ministro, e não a sua designação pelo monarca, o rei jordano lança um apelo à unidade nacional. “O mais importante agora é a nossa unidade nacional, que não deve ser afectada”, disse o rei a responsáveis tribais na cidade de Petra. “Devemos evitar todo o comportamento ou atitude que provoque um incidente na nossa unidade”, acrescentou.
Indiferente aos protestos e pedidos de reforma, o monarca sublinhou que o seu país “avança com entusiasmo no programa das reformas políticas”. E adiantou: “Não temos medo. Conhecemos as dificuldades e os desafios no país e na região, mas somos optimistas em relação ao futuro.”
O anúncio acontece no dia em que cerca de mil pessoas se juntaram para participar no funeral do jordano morto, na sexta-feira, durante os confrontos entre opositores ao regime e as forças de segurança. A morte de Khairy Jamil Saad foi a primeira relacionada com as manifestações de que a Jordânia é palco desde há três meses.
Na sexta-feira, a Frente de Acção Islâmica pediu a demissão do primeiro-ministro, Maarouf Bakhit, que acusara a irmandade muçulmana da Jordânia de “receber instruções de dirigentes da irmandade muçulmana do Egipto e da Síria
domingo, 20 de março de 2011
AS MONARQUIAS LUTAM CONTRA KADAFFI
O Reino Unido , Canadá , Espanha e Dinamarca já enviaram navios e esquadrilhas para defender o povo da Libia e para forçar um cessar fogo imediato sobre Benghazi , onde as tropas já estavam as portas desta cidade .
O Governo Líbio insistia que houve a paralização das tropas leais a Kaddafi .
O Quatar mandou 4 aviões para o território libio contra determinação a Liga Arabe que contra a intervenção local .
O Canadá cedeu aviões F-16 que estão na Sicília .
O Reino Unido entrou com seus tornados e atacou o antigo reino Libio ou do Rei Idris.
É bom lembrar que o candidato a rei da Líbia mora em Londres há muito tempo,se assim a Monarquia seja estabelecida e espero que estas monarquias ajudem a conrabalançar a forças dos republicanos ou dos Estados Unidos para estabelecer uma Republica democrática realmente.
Os Franceses com seus Mirage 2000 e Rafaele destruíram os tanques do exército em benghazi .
O Governo Líbio insistia que houve a paralização das tropas leais a Kaddafi .
O Quatar mandou 4 aviões para o território libio contra determinação a Liga Arabe que contra a intervenção local .
O Canadá cedeu aviões F-16 que estão na Sicília .
O Reino Unido entrou com seus tornados e atacou o antigo reino Libio ou do Rei Idris.
É bom lembrar que o candidato a rei da Líbia mora em Londres há muito tempo,se assim a Monarquia seja estabelecida e espero que estas monarquias ajudem a conrabalançar a forças dos republicanos ou dos Estados Unidos para estabelecer uma Republica democrática realmente.
Os Franceses com seus Mirage 2000 e Rafaele destruíram os tanques do exército em benghazi .
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