O rei daquela nação dos Himalaias, de 31 anos, desceu do seu trono para pôr uma coroa na cabeça de Jetsun Pema, filha de um piloto. Ao som do cântico dos monges, o rei regressou ao trono e ao seu lado sentou-se a nova rainha do Butão. O final de uma hora de orações e bênçãos, Wangchuck e Pema estavam casados.
A biografia oficial de Jetsun Pema, recentemente divulgada pelo palácio, indica que a nova rainha se interessa pelas artes, pela pintura e pelo basquetebol.
Jigme Wangchuck - apelidado de “Rei Dragão” -, que estudou na Índia, Reino Unido e EUA, é muito reverenciado no seu país, onde vivem cerca de 700 mil habitantes.
Na cerimónia não estiveram presentes outros chefes de Estado, príncipes e princesas estrangeiros nem celebridades. A cerimónia foi transmitida em directo pela televisão estatal.
“A ideia geral era manter este casamento como um simples acontecimento em família”, indicou à AP Kinley Dorji, o secretário da informação.
Jigme Wangchuck foi coroado depois de o seu pai - que deu início à transição democrática no país, permitindo pela primeira vez eleições parlamentares no país - ter abdicado do trono, em 2006.
Em Março de 2008, o Butão transformou-se numa monarquia constitucional e o rei abdicou dos seus poderes absolutos.
O Butão permanece um país relativamente desconhecido e fechado ao exterior, onde o rei tem muitas vezes de intervir como fiel da balança numa democracia tão recente que há quatro anos ainda não havia partidos políticos. “O casamento real assegura a continuidade da monarquia. E a monarquia tem ajudado a fortalecer a nossa democracia”, disse à Reuters o líder da oposição democrática, Tshering Tobgay.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
EUA PODERA NAO VENDER ARMAS AO BAHREIN
Departamento de Estado do governo norte-americano disse em uma carta tornada pública nesta terça-feira que levará em conta os resultados de uma investigação sobre a repressão política no Bahrein antes de realizar uma venda de armamentos de US$ 53 milhões ao país árabe do Golfo Pérsico.
O secretário-assistente de Estado, David Adams, garantiu ao senador democrata Ron Wyden, crítico do acordo com o Bahrein, que Washington olhará com atenção as conclusões de uma comissão que investiga supostos abusos aos direitos humanos cometidos no Bahrein.
"O departamento revisará as conclusões da comissão com cuidado e avaliará os esforços do governo bareinita em implementar as recomendações e fazer as reformas necessárias", disse Adams. A comissão deverá reportar suas conclusões em 30 de outubro, em relatório sobre a repressão das autoridades bareinitas aos manifestantes a partir de meados de março. A monarquia bareinita afirma que 24 pessoas foram mortas, mas a oposição xiita afirma que foram mortas 31 pessoas.
O secretário-assistente de Estado, David Adams, garantiu ao senador democrata Ron Wyden, crítico do acordo com o Bahrein, que Washington olhará com atenção as conclusões de uma comissão que investiga supostos abusos aos direitos humanos cometidos no Bahrein.
"O departamento revisará as conclusões da comissão com cuidado e avaliará os esforços do governo bareinita em implementar as recomendações e fazer as reformas necessárias", disse Adams. A comissão deverá reportar suas conclusões em 30 de outubro, em relatório sobre a repressão das autoridades bareinitas aos manifestantes a partir de meados de março. A monarquia bareinita afirma que 24 pessoas foram mortas, mas a oposição xiita afirma que foram mortas 31 pessoas.
UMA BELA VIAGEM AO REINO DA NORUEGA
Nos arredores de Bergen fica Troldhaugen, uma casa em estilo vitoriano de jardins imensos, que foi o lar do compositor norueguês Edvard Grieg e de sua esposa, Nina. Esse paraíso fica em um cerro com vista para Nordas Lake e outras paisagens incríveis.
O nome deriva de troll (nórdico antigo), que significa gnomo, e haug, colina. Segundo o próprio Grieg, as crianças da região chamavam aquele local de Colina dos Trolls e assim ele denominou a casa quando terminou de construí-la, em 1885. Lá viveu com Nina, principalmente no verão, até morrer, em 1907. Nina mudou-se, então, para a Dinamarca, onde passou o resto da vida. Quando faleceu, teve as cinzas depositadas na mesma tumba de Grieg, escavada numa rocha nos jardins de Troldhaugen.
Na sala principal, está o piano Steinway que Grieg ganhou de presente de bodas de prata em 1892. Hoje, o instrumento é utilizado para concertos privados ou relacionados com o Festival Internacional de Bergen. Num pequeno móvel, um minúsculo troll descansa. A ideia que se tem é que todo norueguês tem um desses seres feiosos para chamar de seu e dar-lhe proteção.
Além da casa, o terreno hoje abriga um restaurante, um museu, a cabana onde o compositor trabalhava, o túmulo dele e da mulher, além de uma sala de concertos — completamente integrada à paisagem — com capacidade para 250 pessoas. A Troldsalen apresenta uma série de concertos nos meses de verão e outono.
Na internet
» www.bergen-guide.com/travel Nesse site há mais informações sobre Bergen, inclusive alternativas de hospedagem.
Os barcos do Museu Viking ajudam a recontar a história dos guerreiros do norte. Imagem: Wikimedia / Reprodução
A Noruega é uma boa opção para quem gosta de viajar para a Europa
Os brasileiros estão viajando mais e, por isso, os roteiros tornam-se cada vez mais diversos. Para quem gosta de viajar para a Europa, mas quer sair do habitual, a Noruega torna-se forte opção: belíssima, atende requisitos dos mais exigentes em culinária, hospedagem e programação cultural.
Viajantes mais audaciosos e de boa forma física também são contemplados com ciclovias, trilhas para caminhadas e montanhismo e hospedagens do tipo bed & breakfast (ou campings), além de comida saudável a preços acessíveis, principalmente em mercados de peixes e frutos do mar.
Pode-se viajar por todo o país de avião, carro, ônibus e trem, fazer travessias encantadoras de uma ilha a outra por meio de um eficiente serviço de ferry boats e experimentar cruzeiros pelas águas azuis dos fiordes. A maioria dos programas está disponível em todas as estações do ano.
O melhor é o sentimento de estar reconstruindo a saga milenar dos povos que seguiram em direção ao Norte, guiados pela mítica estrela polar. Noruega — Norveg ou Norge — deriva do norueguês antigo noror (norte) e veg (caminho). Norge vem das raízes noror e rike (reino do norte). E Nororveg refere-se à longa passagem costeira do ponto extremo oeste da Noruega às terras mais ao norte do Ártico.
Da barraca ao resort
Entre as opções de hospedagem, há hotéis de redes conhecidas, albergues da juventude, casas de família, flats e locais de acampamento (esses últimos, principalmente durante o verão). Um dos campings que funcionam o ano inteiro é o Bogstad (www.bogstadcamping.no). Já na outra ponta — com ofertas mais luxuosas —, há o hotel de design Grims Grenka (www.firsthotels.com). Funciona em um edifício antigo reestruturado por dentro. Considerado um resort urbano, fica bem no centro.
Na internet
» www.visitoslo.com
» www.trynorway.com
Nos links acima, você pode encontrar opções de hospedagem e alimentação, programação cultural, horários de funcionamento de museus e, ainda, locais para a prática de esportes.
O parque com 200 esculturas assinadas por Gustav Vigeland, que dedicou 40 anos ao projeto: obras retratam todas as fases da vida humana. Imagem: Wikimedia / Reprodução
Um pequeno país, com ilhotas e fiordes é a pátria de gênios da arte
Oslo, sede do governo e principal centro comercial, financeiro, industrial e cultural da Noruega, um dos berços do povo viking, pode ser considerada cidade única no mundo ao concentrar, no seu centro histórico ou bem perto dele, quase todos os atrativos turísticos. Ao longo da principal avenida (ou perto dela), a Karl Johan, reservada a pedestres, estão verdadeiras joias arquitetônicas que firmaram a Noruega como nação depois de sua independência da Suécia, em 1905.
Entre elas, o Teatro Nacional, que honra o mais conhecido escritor do país, Henrik Ibsen. E, ainda, a Galeria Nacional, que tem no acervo a versão original (óleo sobre cartão) de O grito, a obra mais importante e famosa de Edvard Munch. Roubada em fevereiro de 1994, foi recuperada em maio do mesmo ano com a ajuda da Scotland Yard.
Também fazem parte do acervo permanente da Galeria Nacional muitas obras de impressionistas franceses (entre eles, Renoir), além de modernistas como Modigliani. Os interessados em arte devem também atentar para eventos temporários, sempre de grande importância. Aberta em setembro, segue, até janeiro de 2012, a exposição Giacometti, Hodler, Klee… Swiss modern masters, organizada pelo Museu de Belas Artes de Berna, Suíça.
Parque
Considera-se como centro histórico de Oslo (Kvadraturen) a área entre a Fortaleza de Akershus, na zona portuária, e a avenida Karl Johan, com boas lojas para compras, como a Byporten, a Palé e a Christiania Glasmagasin. Perto do centro — acessível de ônibus ou metrô — encontram-se o Museu Munch com mais de mil obras do autor, inclusive a segunda versão de O grito (têmpera sobre cartão), roubada em 2004 e recuperada em 2006. E, além dele, o Museu Viking, com os navios e os artefatos resgatados nas localidades de Gokstad, Oseberg e Tune, bem como preciosidades arqueológicas descobertas no entorno do Oslofjord.
A menos de 3km do centro encontra-se o Parque Frogner, com 200 esculturas de um único artista: Gustav Vigeland (1869-1943), que dedicou 40 anos de sua vida ao projeto. Reserve uma manhã ou tarde para passear na área de 320 mil metros que abriga as esculturas e pode ser considerada um outro parque dentro do Frogner.
Depois das inevitáveis fotos, escolha um lugar tranquilo para observar melhor o conjunto da obra, que, além de expressar sentimentos humanos — tanto os mais quanto os menos nobres —, também lembram que se nasce para ter um fim. Todas as etapas da vida humana estão ali: desde a árvore carregada de bebês (como se fossem frutos), a infância, a juventude, a maturidade, a velhice e a morte. Deixe-se levar pela emoção e não tenha pressa de sair desse lugar tão carregado de verdades que só a arte consegue expressar.
Esqui
Do centro, pode-se também ir de metrô a Holmenkollen (a 20 minutos), a 400 metros do nível do mar, para um lanche, almoço ou jantar nos restaurantes do Park Hotel Rica, um dos mais famosos e bonitos da cidade, e desfrutar de uma atmosfera bucólica, com belas vistas de Oslo. A Holmenkollen dá acesso à Nordmarka Forest, reserva natural, ideal para a prática de montanhismo (mesmo no inverno).
Nessa colina encontram-se as principais pistas da Noruega para a prática de esqui, inclusive o nórdico (saltos). Quando não é utilizada para eventos esportivos, a estrutura fica aberta à visitação. Do alto, também é possível admirar vistas panorâmicas. Na base, está a sede do Museu do Esqui, que mostra a evolução desse esporte e documenta as edições das Olimpíadas de Inverno sediadas pela Noruega em 1952 (Oslo) e 1994 (Lillehammer).
Estado monarquista
A Noruega é uma monarquia democrática parlamentarista. O chefe de governo é o Rei Harald V, e o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg. O país, por enquanto, não sofre os impactos da crise financeira global, apoiado no fundo alimentado pelas receitas do petróleo e do gás. O desemprego está em 3%, uma das taxas mais baixas da Europa.
Vida que segue
» Certamente a Noruega e o mundo não se conformarão jamais com os atentados a Oslo e à Ilha de Utoya, praticados em 22 de julho pelo extremista de direita Anders Behring. Muita dor para um país onde a criminalidade quase inexiste. Apesar da tragédia, o fluxo de turistas programado para 2011 não sofreu qualquer abalo. Para os próximos anos, a tendência é só aumentar, inclusive com a contribuição dos brasileiros. Pudera: há atrações para jovens, casais de todas as idades e famílias com crianças pequenas ou adolescentes.
O Hotel Ullensvang, frequentado por Grieg, fica na cidadezinha de Lofthus, cuja beleza atrai os artistas da região. Imagem : Wikimedia / Reprodução
As belezas da Noruega podem ser vistas em todos os ângulos
No interior da Noruega, há estradas, trilhas e ciclovias que acompanham quase toda a extensão dos fiordes. Mas alguns pontos de observação só se tornam acessíveis se o percurso for feito de navio, ferry boat ou qualquer tipo de barco (inclusive botes infláveis).
Passeios de helicóptero são outra forma de realizar o sonho de ver o inimaginável. Há várias empresas que fazem voos de helicóptero sobre os fiordes com saídas em Bergen e Alesund (ou nos arredores dessas cidades). Depois dos passeios, a maioria deixa os clientes nos respectivos locais de hospedagem.
Há voos, inclusive, saindo dos jardins dos próprios hotéis. Um deles é o centenário Ullensvang (www.hotel-ullensvang.no), que funciona desde 1856, na vila de Lofthus (a cerca de 170km de Bergen). A cidadezinha fica no distrito de Hardanger, região inspiradora de vários escritores, pintores e compositores locais.
Edvard Grieg, o principal compositor norueguês, frequentou o Ullensvang Hotel por muitos anos. A bela paisagem de seu entorno ajudou-o na criação de algumas de suas obras mais famosas, como A primavera e A suíte Holberg. A pequena cabana do compositor, nos jardins do hotel, continua lá, inclusive o piano que lhe pertenceu. Da habitação avista-se a Folgefonna, grande geleira que se espelha nas águas azuis do fiorde.
Para chegar ao hotel, pode-se ir de Oslo até Voss de trem (420km), uma viagem belíssima. De Voss até o hotel são 50km. De Bergen até Voss, por sua vez, são apenas 117km. Bons e belos hotéis, alguns tão históricos como o Ullensvang, fazem parte de inúmeros roteiros turísticos programados na região dos fiordes. Os restaurantes, os bares e os jardins são abertos a não hóspedes.
Duas alternativas
A cidade de Voss representa uma das paradas no trajeto de trem entre Oslo e Bergen. A Norwegian State Railways (NSB) faz a rota. Também é possível ir de ônibus: saiba mais em www.nor-way.no.
Quem leva
Fjord Helikopter
www.fjordhelikopter.no
Acesse para saber mais sobre os passeios de helicóptero sobre os fiordes. Informações em inglês e em espanhol. Também pode-se enviar um e-mail para trynorway@trynorway.no (em inglês ou português) para consultas sobre tours de helicóptero em toda a região dos fiordes, com saídas dos hotéis ou de pequenos aeroportos.
Fjord 1
www.fjord1.no/en O site da empresa de transportes e operadora de turismo traz informações úteis sobre viagens de ferry boat; trajetos combinados, feitos em ferries e ônibus; barcos expressos e rotas turísticas nas regiões dos fiordes noruegueses. Para comprar passagens antecipadamente (altamente recomendável), escreva um e-mail para booking@fjord1.no. Para saber mais informações sobre o cardápio a bordo e reservar refeições, o endereço é catering.mrf@fjord1.no.
O nome deriva de troll (nórdico antigo), que significa gnomo, e haug, colina. Segundo o próprio Grieg, as crianças da região chamavam aquele local de Colina dos Trolls e assim ele denominou a casa quando terminou de construí-la, em 1885. Lá viveu com Nina, principalmente no verão, até morrer, em 1907. Nina mudou-se, então, para a Dinamarca, onde passou o resto da vida. Quando faleceu, teve as cinzas depositadas na mesma tumba de Grieg, escavada numa rocha nos jardins de Troldhaugen.
Na sala principal, está o piano Steinway que Grieg ganhou de presente de bodas de prata em 1892. Hoje, o instrumento é utilizado para concertos privados ou relacionados com o Festival Internacional de Bergen. Num pequeno móvel, um minúsculo troll descansa. A ideia que se tem é que todo norueguês tem um desses seres feiosos para chamar de seu e dar-lhe proteção.
Além da casa, o terreno hoje abriga um restaurante, um museu, a cabana onde o compositor trabalhava, o túmulo dele e da mulher, além de uma sala de concertos — completamente integrada à paisagem — com capacidade para 250 pessoas. A Troldsalen apresenta uma série de concertos nos meses de verão e outono.
Na internet
» www.bergen-guide.com/travel Nesse site há mais informações sobre Bergen, inclusive alternativas de hospedagem.
Os barcos do Museu Viking ajudam a recontar a história dos guerreiros do norte. Imagem: Wikimedia / Reprodução
A Noruega é uma boa opção para quem gosta de viajar para a Europa
Os brasileiros estão viajando mais e, por isso, os roteiros tornam-se cada vez mais diversos. Para quem gosta de viajar para a Europa, mas quer sair do habitual, a Noruega torna-se forte opção: belíssima, atende requisitos dos mais exigentes em culinária, hospedagem e programação cultural.
Viajantes mais audaciosos e de boa forma física também são contemplados com ciclovias, trilhas para caminhadas e montanhismo e hospedagens do tipo bed & breakfast (ou campings), além de comida saudável a preços acessíveis, principalmente em mercados de peixes e frutos do mar.
Pode-se viajar por todo o país de avião, carro, ônibus e trem, fazer travessias encantadoras de uma ilha a outra por meio de um eficiente serviço de ferry boats e experimentar cruzeiros pelas águas azuis dos fiordes. A maioria dos programas está disponível em todas as estações do ano.
O melhor é o sentimento de estar reconstruindo a saga milenar dos povos que seguiram em direção ao Norte, guiados pela mítica estrela polar. Noruega — Norveg ou Norge — deriva do norueguês antigo noror (norte) e veg (caminho). Norge vem das raízes noror e rike (reino do norte). E Nororveg refere-se à longa passagem costeira do ponto extremo oeste da Noruega às terras mais ao norte do Ártico.
Da barraca ao resort
Entre as opções de hospedagem, há hotéis de redes conhecidas, albergues da juventude, casas de família, flats e locais de acampamento (esses últimos, principalmente durante o verão). Um dos campings que funcionam o ano inteiro é o Bogstad (www.bogstadcamping.no). Já na outra ponta — com ofertas mais luxuosas —, há o hotel de design Grims Grenka (www.firsthotels.com). Funciona em um edifício antigo reestruturado por dentro. Considerado um resort urbano, fica bem no centro.
Na internet
» www.visitoslo.com
» www.trynorway.com
Nos links acima, você pode encontrar opções de hospedagem e alimentação, programação cultural, horários de funcionamento de museus e, ainda, locais para a prática de esportes.
O parque com 200 esculturas assinadas por Gustav Vigeland, que dedicou 40 anos ao projeto: obras retratam todas as fases da vida humana. Imagem: Wikimedia / Reprodução
Um pequeno país, com ilhotas e fiordes é a pátria de gênios da arte
Oslo, sede do governo e principal centro comercial, financeiro, industrial e cultural da Noruega, um dos berços do povo viking, pode ser considerada cidade única no mundo ao concentrar, no seu centro histórico ou bem perto dele, quase todos os atrativos turísticos. Ao longo da principal avenida (ou perto dela), a Karl Johan, reservada a pedestres, estão verdadeiras joias arquitetônicas que firmaram a Noruega como nação depois de sua independência da Suécia, em 1905.
Entre elas, o Teatro Nacional, que honra o mais conhecido escritor do país, Henrik Ibsen. E, ainda, a Galeria Nacional, que tem no acervo a versão original (óleo sobre cartão) de O grito, a obra mais importante e famosa de Edvard Munch. Roubada em fevereiro de 1994, foi recuperada em maio do mesmo ano com a ajuda da Scotland Yard.
Também fazem parte do acervo permanente da Galeria Nacional muitas obras de impressionistas franceses (entre eles, Renoir), além de modernistas como Modigliani. Os interessados em arte devem também atentar para eventos temporários, sempre de grande importância. Aberta em setembro, segue, até janeiro de 2012, a exposição Giacometti, Hodler, Klee… Swiss modern masters, organizada pelo Museu de Belas Artes de Berna, Suíça.
Parque
Considera-se como centro histórico de Oslo (Kvadraturen) a área entre a Fortaleza de Akershus, na zona portuária, e a avenida Karl Johan, com boas lojas para compras, como a Byporten, a Palé e a Christiania Glasmagasin. Perto do centro — acessível de ônibus ou metrô — encontram-se o Museu Munch com mais de mil obras do autor, inclusive a segunda versão de O grito (têmpera sobre cartão), roubada em 2004 e recuperada em 2006. E, além dele, o Museu Viking, com os navios e os artefatos resgatados nas localidades de Gokstad, Oseberg e Tune, bem como preciosidades arqueológicas descobertas no entorno do Oslofjord.
A menos de 3km do centro encontra-se o Parque Frogner, com 200 esculturas de um único artista: Gustav Vigeland (1869-1943), que dedicou 40 anos de sua vida ao projeto. Reserve uma manhã ou tarde para passear na área de 320 mil metros que abriga as esculturas e pode ser considerada um outro parque dentro do Frogner.
Depois das inevitáveis fotos, escolha um lugar tranquilo para observar melhor o conjunto da obra, que, além de expressar sentimentos humanos — tanto os mais quanto os menos nobres —, também lembram que se nasce para ter um fim. Todas as etapas da vida humana estão ali: desde a árvore carregada de bebês (como se fossem frutos), a infância, a juventude, a maturidade, a velhice e a morte. Deixe-se levar pela emoção e não tenha pressa de sair desse lugar tão carregado de verdades que só a arte consegue expressar.
Esqui
Do centro, pode-se também ir de metrô a Holmenkollen (a 20 minutos), a 400 metros do nível do mar, para um lanche, almoço ou jantar nos restaurantes do Park Hotel Rica, um dos mais famosos e bonitos da cidade, e desfrutar de uma atmosfera bucólica, com belas vistas de Oslo. A Holmenkollen dá acesso à Nordmarka Forest, reserva natural, ideal para a prática de montanhismo (mesmo no inverno).
Nessa colina encontram-se as principais pistas da Noruega para a prática de esqui, inclusive o nórdico (saltos). Quando não é utilizada para eventos esportivos, a estrutura fica aberta à visitação. Do alto, também é possível admirar vistas panorâmicas. Na base, está a sede do Museu do Esqui, que mostra a evolução desse esporte e documenta as edições das Olimpíadas de Inverno sediadas pela Noruega em 1952 (Oslo) e 1994 (Lillehammer).
Estado monarquista
A Noruega é uma monarquia democrática parlamentarista. O chefe de governo é o Rei Harald V, e o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg. O país, por enquanto, não sofre os impactos da crise financeira global, apoiado no fundo alimentado pelas receitas do petróleo e do gás. O desemprego está em 3%, uma das taxas mais baixas da Europa.
Vida que segue
» Certamente a Noruega e o mundo não se conformarão jamais com os atentados a Oslo e à Ilha de Utoya, praticados em 22 de julho pelo extremista de direita Anders Behring. Muita dor para um país onde a criminalidade quase inexiste. Apesar da tragédia, o fluxo de turistas programado para 2011 não sofreu qualquer abalo. Para os próximos anos, a tendência é só aumentar, inclusive com a contribuição dos brasileiros. Pudera: há atrações para jovens, casais de todas as idades e famílias com crianças pequenas ou adolescentes.
O Hotel Ullensvang, frequentado por Grieg, fica na cidadezinha de Lofthus, cuja beleza atrai os artistas da região. Imagem : Wikimedia / Reprodução
As belezas da Noruega podem ser vistas em todos os ângulos
No interior da Noruega, há estradas, trilhas e ciclovias que acompanham quase toda a extensão dos fiordes. Mas alguns pontos de observação só se tornam acessíveis se o percurso for feito de navio, ferry boat ou qualquer tipo de barco (inclusive botes infláveis).
Passeios de helicóptero são outra forma de realizar o sonho de ver o inimaginável. Há várias empresas que fazem voos de helicóptero sobre os fiordes com saídas em Bergen e Alesund (ou nos arredores dessas cidades). Depois dos passeios, a maioria deixa os clientes nos respectivos locais de hospedagem.
Há voos, inclusive, saindo dos jardins dos próprios hotéis. Um deles é o centenário Ullensvang (www.hotel-ullensvang.no), que funciona desde 1856, na vila de Lofthus (a cerca de 170km de Bergen). A cidadezinha fica no distrito de Hardanger, região inspiradora de vários escritores, pintores e compositores locais.
Edvard Grieg, o principal compositor norueguês, frequentou o Ullensvang Hotel por muitos anos. A bela paisagem de seu entorno ajudou-o na criação de algumas de suas obras mais famosas, como A primavera e A suíte Holberg. A pequena cabana do compositor, nos jardins do hotel, continua lá, inclusive o piano que lhe pertenceu. Da habitação avista-se a Folgefonna, grande geleira que se espelha nas águas azuis do fiorde.
Para chegar ao hotel, pode-se ir de Oslo até Voss de trem (420km), uma viagem belíssima. De Voss até o hotel são 50km. De Bergen até Voss, por sua vez, são apenas 117km. Bons e belos hotéis, alguns tão históricos como o Ullensvang, fazem parte de inúmeros roteiros turísticos programados na região dos fiordes. Os restaurantes, os bares e os jardins são abertos a não hóspedes.
Duas alternativas
A cidade de Voss representa uma das paradas no trajeto de trem entre Oslo e Bergen. A Norwegian State Railways (NSB) faz a rota. Também é possível ir de ônibus: saiba mais em www.nor-way.no.
Quem leva
Fjord Helikopter
www.fjordhelikopter.no
Acesse para saber mais sobre os passeios de helicóptero sobre os fiordes. Informações em inglês e em espanhol. Também pode-se enviar um e-mail para trynorway@trynorway.no (em inglês ou português) para consultas sobre tours de helicóptero em toda a região dos fiordes, com saídas dos hotéis ou de pequenos aeroportos.
Fjord 1
www.fjord1.no/en O site da empresa de transportes e operadora de turismo traz informações úteis sobre viagens de ferry boat; trajetos combinados, feitos em ferries e ônibus; barcos expressos e rotas turísticas nas regiões dos fiordes noruegueses. Para comprar passagens antecipadamente (altamente recomendável), escreva um e-mail para booking@fjord1.no. Para saber mais informações sobre o cardápio a bordo e reservar refeições, o endereço é catering.mrf@fjord1.no.
REINO DO LESOTHO FAZ 45 ANOS DE INDEPENDENCIA
O reino do Lesoto comemora hoje, 4 de Outubro, o quadragésimo quinto aniversário da ascensão, em 1966, da sua independência.
A história do Lesoto, um pequeno país da África Austral, encravado no interior da África do Sul, começou no século XVI, quando os basotos se estabelecem na região da Transvaal (hoje África do Sul), em decorrência de conflitos com a etnia zulu.
No século XIX, os habitantes da Basutolândia travam guerras contra os bôeres. Em 1896 o Lesoto passa a ser protectorado do Reino Unido, e em 1884 colónia.
Em 1966, 4 de Outubro, o país se torna independente, sob o nome de Reino do Lesoto. O chefe Moshoeshoe II assume seu reinado. A partir da década de 1970, o Lesoto dá asilo político a muitos sul-africanos contrários ao regime de segregação racial do país, o Apartheid.
O general Justin Lekhanya dá um golpe em 1986, assumindo a chefia do governo e, quatro anos depois, depõe o rei Moshoeshoe II e o substitui por seu filho, o príncipe Letsie. O general é deposto em 1991 e, em 1995, Letsie renuncia, levando o rei Moshoeshoe II a reassumir o trono.
Com a morte do rei, em 1996, seu filho volta ao poder como Letsie III.
O país tem um dos mais altos índices de contaminação do Vírus HIV do mundo. Incrustado na África do Sul, montanhoso e sem saída para o mar, o país é o antigo Reino da Basutolândia, um dos países etnicamente mais homogéneos da África: 99% de sua população é da etnia basoto.
O país vive da agricultura e criação de ovelhas nos montes Drakensberg, que domina a maior parte do território e atingem mais de 3 mil metros de altitude. É bastante dependente da África do Sul.
O dinheiro enviado por seus cidadãos empregados nas minas e fábricas sul-africanas representa 26% do PIB.
O país tem cerca de 30.355 km² e caracteriza-se, geograficamente, pela sua meseta montanhosa, com os cumes formados por lava basáltica. A meseta é cortada por diversos vales e rios.
Lesoto possui cerca de 80% do seu território acima dos 1.800 metros de altitude, sendo o único país do mundo a ter toda a sua área acima da altitude de 1.000 metros. O ponto mais baixo do país possui 1.400 metros de altitude e está localizado na confluência entre o rio Makhaleng e o rio Orange, próximo à vila de Mahuleng, no distrito de Mohale's Hoek.
Dessa forma, o Lesoto é o país que possui a maior altitude mínima do mundo, que é superior à altitude máxima (ponto culminante) de 56 países.
Tem um clima temperado, com invernos frescos e secos e verões quentes e húmidos, nas partes mais baixas, e clima frio e com neve nas partes mais elevadas, com precipitações mais elevadas nestas áreas.
O seu ponto mais elevado é o monte Thabana-Ntlenyana, com cerca de 3.482 m. O limite a leste é a cordilheira Drakensberg, fazendo fronteira com a província sul-africana de KwaZulu-Natal.
Apenas uma faixa da fronteira noroeste tem suaves colinas, com uma pequena área de planícies. Os rios principais são o Orange e o Caledom, nascendo em um planalto entre 2.750 e 3.350 metros de altura.
Segundo dados de 2007, o país conta com uma população de 1,8 milhão de habitantes, resultando em uma densidade demográfica de 59,13 habitantes por quilómetro quadrado.
Um Relatório da ONU de 2004 apontou que 18% da população do país era portadora do vírus HIV e em 2005, outra informação alarmante: mais de 25% das mulheres grávidas possuíam o vírus da doença. Esta situação assustadora levou o governo a oferecer testes gratuitos de AIDS para toda a população.
O Lesoto é um país governado por uma Monarquia constitucional, com dois órgãos legislativos: o Senado e a Assembleia Nacional. No entanto, o rei não tem poderes executivos, nem legislativos. País marcado por violentos confrontos em 1998, no seguimento de eleições controversas, em 2002 foram de novo realizadas eleições parlamentares, mas de forma pacífica.
O maior diamante do século, a "Promessa do Lesoto", de 603 quilates (120 gramas), foi comprado por US$ 12,36 milhões pela South African Diamond Corporation (Safdico). Maior que uma bola de golfe é o 15º maior diamante da história em relação ao tamanho.
A sua economia tem por base a agricultura, em particular a de subsistência, como culturas de milho, sorgo, trigo e feijão. Nas zonas mais altas é criado gado caprino e ovino, extraindo-se lã e mohair, como sub produtos.
A história do Lesoto, um pequeno país da África Austral, encravado no interior da África do Sul, começou no século XVI, quando os basotos se estabelecem na região da Transvaal (hoje África do Sul), em decorrência de conflitos com a etnia zulu.
No século XIX, os habitantes da Basutolândia travam guerras contra os bôeres. Em 1896 o Lesoto passa a ser protectorado do Reino Unido, e em 1884 colónia.
Em 1966, 4 de Outubro, o país se torna independente, sob o nome de Reino do Lesoto. O chefe Moshoeshoe II assume seu reinado. A partir da década de 1970, o Lesoto dá asilo político a muitos sul-africanos contrários ao regime de segregação racial do país, o Apartheid.
O general Justin Lekhanya dá um golpe em 1986, assumindo a chefia do governo e, quatro anos depois, depõe o rei Moshoeshoe II e o substitui por seu filho, o príncipe Letsie. O general é deposto em 1991 e, em 1995, Letsie renuncia, levando o rei Moshoeshoe II a reassumir o trono.
Com a morte do rei, em 1996, seu filho volta ao poder como Letsie III.
O país tem um dos mais altos índices de contaminação do Vírus HIV do mundo. Incrustado na África do Sul, montanhoso e sem saída para o mar, o país é o antigo Reino da Basutolândia, um dos países etnicamente mais homogéneos da África: 99% de sua população é da etnia basoto.
O país vive da agricultura e criação de ovelhas nos montes Drakensberg, que domina a maior parte do território e atingem mais de 3 mil metros de altitude. É bastante dependente da África do Sul.
O dinheiro enviado por seus cidadãos empregados nas minas e fábricas sul-africanas representa 26% do PIB.
O país tem cerca de 30.355 km² e caracteriza-se, geograficamente, pela sua meseta montanhosa, com os cumes formados por lava basáltica. A meseta é cortada por diversos vales e rios.
Lesoto possui cerca de 80% do seu território acima dos 1.800 metros de altitude, sendo o único país do mundo a ter toda a sua área acima da altitude de 1.000 metros. O ponto mais baixo do país possui 1.400 metros de altitude e está localizado na confluência entre o rio Makhaleng e o rio Orange, próximo à vila de Mahuleng, no distrito de Mohale's Hoek.
Dessa forma, o Lesoto é o país que possui a maior altitude mínima do mundo, que é superior à altitude máxima (ponto culminante) de 56 países.
Tem um clima temperado, com invernos frescos e secos e verões quentes e húmidos, nas partes mais baixas, e clima frio e com neve nas partes mais elevadas, com precipitações mais elevadas nestas áreas.
O seu ponto mais elevado é o monte Thabana-Ntlenyana, com cerca de 3.482 m. O limite a leste é a cordilheira Drakensberg, fazendo fronteira com a província sul-africana de KwaZulu-Natal.
Apenas uma faixa da fronteira noroeste tem suaves colinas, com uma pequena área de planícies. Os rios principais são o Orange e o Caledom, nascendo em um planalto entre 2.750 e 3.350 metros de altura.
Segundo dados de 2007, o país conta com uma população de 1,8 milhão de habitantes, resultando em uma densidade demográfica de 59,13 habitantes por quilómetro quadrado.
Um Relatório da ONU de 2004 apontou que 18% da população do país era portadora do vírus HIV e em 2005, outra informação alarmante: mais de 25% das mulheres grávidas possuíam o vírus da doença. Esta situação assustadora levou o governo a oferecer testes gratuitos de AIDS para toda a população.
O Lesoto é um país governado por uma Monarquia constitucional, com dois órgãos legislativos: o Senado e a Assembleia Nacional. No entanto, o rei não tem poderes executivos, nem legislativos. País marcado por violentos confrontos em 1998, no seguimento de eleições controversas, em 2002 foram de novo realizadas eleições parlamentares, mas de forma pacífica.
O maior diamante do século, a "Promessa do Lesoto", de 603 quilates (120 gramas), foi comprado por US$ 12,36 milhões pela South African Diamond Corporation (Safdico). Maior que uma bola de golfe é o 15º maior diamante da história em relação ao tamanho.
A sua economia tem por base a agricultura, em particular a de subsistência, como culturas de milho, sorgo, trigo e feijão. Nas zonas mais altas é criado gado caprino e ovino, extraindo-se lã e mohair, como sub produtos.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
ONG TRATA DE ANIMAIS DE TRACAO NO CAMBOJA
Donos muitas vezes deixam de alimentar animais que ficam doentes.
Pôneis e outros animais de tração são o principal meio de transporte de carga nas zonas rurais do Camboja.
A falta de veterinários e o trabalho em excesso, no entanto, muitas vezes levam os animais a contraírem doenças.
Para muitos donos, animais doentes eram sinônimo de dinheiro jogado fora
No país, um dos mais pobres da Ásia, muitos não sabem como tratar dos cavalos e param de alimentá-los quando eles ficam incapazes de trabalhar.
Por isso, desde 2007, uma ONG vem tratando vermes, feridas e contusões e fornecendo suplementos alimentares de graça.
A Associação para o Bem-Estar dos Pôneis do Camboja atua em nove Províncias que têm grandes populações equinas.
Na comunidade de Chrey Loas, os veterinários atenderam cerca de 30 animais com problemas como feridas nas patas e cistos.
Além disso, a ONG organiza palestras para orientar os donos de animais sobre cólicas, um mal comum entre equinos.
Pôneis e outros animais de tração são o principal meio de transporte de carga nas zonas rurais do Camboja.
A falta de veterinários e o trabalho em excesso, no entanto, muitas vezes levam os animais a contraírem doenças.
Para muitos donos, animais doentes eram sinônimo de dinheiro jogado fora
No país, um dos mais pobres da Ásia, muitos não sabem como tratar dos cavalos e param de alimentá-los quando eles ficam incapazes de trabalhar.
Por isso, desde 2007, uma ONG vem tratando vermes, feridas e contusões e fornecendo suplementos alimentares de graça.
A Associação para o Bem-Estar dos Pôneis do Camboja atua em nove Províncias que têm grandes populações equinas.
Na comunidade de Chrey Loas, os veterinários atenderam cerca de 30 animais com problemas como feridas nas patas e cistos.
Além disso, a ONG organiza palestras para orientar os donos de animais sobre cólicas, um mal comum entre equinos.
REINO DO LESOTHOFOI LOCAL DA REUNIAO DE MINISTROS RESPONSAVEIS SOBRE A AGUAS DO SADC
O primeiro-ministro interino do Lesotho, Lesao Lehohla, disse hoje, em Maseru, capital do Reino do Lesotho, que mais de 25 porcento dos duzentos milhões de habitantes do continente africano carece de água para as suas necessidades, o que revela quão é importante uma gestão deste recurso natural.
Lesao Lehohla fez esta afirmação quando discursava na sessão oficial de abertura da reunião de ministros da SADC responsáveis pelas Águas, que decoorre hoje nesta cidade, sob presidencia da ministra angolana do sector, Emanuela Vieira Lopes.
Segundo o primeiro-ministro interino, África tem 65 fronteiras hídricas, com 95 porcento de águas superficais, porém, ainda assim, um
grande número dos seus habitantes vive dificuldades de água.
Apesar de ser detentora de três grandes lagos, com forte influência no conjunto hidrografico, como são os casos dos Lagos "Vitória" (o maior de todos), "Niassa e "Tanganica", a situação da água no continente deve merecer a acção de todos.
Lembrou que, que dados do Banco Mundial apontam que até 2050 a população africana deverá crescer para cerca de 500 milhões de
habitantes, o que demonstra a necessidade de séria e cada vez mais participativa na gestão partilhada da água.
Defendeu que a água deve ser considerada um recurso económico, cujo uso eficaz constitui "uma justiça às gerações vindouras e à vida ambiental".
Numa intervenção intercalada com exemplos e citações em idioma local, Lesao Lehohla, apelou para que as deliberações deste conclave levem à sustentabilidade da biodiversidade regional.
"Felicito, por isso, em nome do governo do Lesotho, do povo e em meu próprio, todos os delgados presentes à esta cimeira que o reino das montanhas, como se diz, tem o prazer de acolher"; concluiu o chefe de governo em exercício, ironizando que "só os grandes homens, os homens fortes têm coragem de ir às montanhas".
Antes da intervenção oficial de abertura, os ministros e respectivas delegações foram agraciados com momentos culturais.
Lesao Lehohla fez esta afirmação quando discursava na sessão oficial de abertura da reunião de ministros da SADC responsáveis pelas Águas, que decoorre hoje nesta cidade, sob presidencia da ministra angolana do sector, Emanuela Vieira Lopes.
Segundo o primeiro-ministro interino, África tem 65 fronteiras hídricas, com 95 porcento de águas superficais, porém, ainda assim, um
grande número dos seus habitantes vive dificuldades de água.
Apesar de ser detentora de três grandes lagos, com forte influência no conjunto hidrografico, como são os casos dos Lagos "Vitória" (o maior de todos), "Niassa e "Tanganica", a situação da água no continente deve merecer a acção de todos.
Lembrou que, que dados do Banco Mundial apontam que até 2050 a população africana deverá crescer para cerca de 500 milhões de
habitantes, o que demonstra a necessidade de séria e cada vez mais participativa na gestão partilhada da água.
Defendeu que a água deve ser considerada um recurso económico, cujo uso eficaz constitui "uma justiça às gerações vindouras e à vida ambiental".
Numa intervenção intercalada com exemplos e citações em idioma local, Lesao Lehohla, apelou para que as deliberações deste conclave levem à sustentabilidade da biodiversidade regional.
"Felicito, por isso, em nome do governo do Lesotho, do povo e em meu próprio, todos os delgados presentes à esta cimeira que o reino das montanhas, como se diz, tem o prazer de acolher"; concluiu o chefe de governo em exercício, ironizando que "só os grandes homens, os homens fortes têm coragem de ir às montanhas".
Antes da intervenção oficial de abertura, os ministros e respectivas delegações foram agraciados com momentos culturais.
LIECHTENSTEIN DISSE NAO A LEGALIZACAO DO ABORTO
Liechtenstein rejeita legalização do aborto em referendo
Eleitores do pequeno principado de Liechtenstein rejeitaram em um referendo neste domingo um plano de legalizar o aborto, após uma disputada campanha que levou o príncipe do país a ameaçar vetar a proposta de mudança na lei.
Opositores proposta ganharam o referendo com uma maioria de 514 votos. A contagem oficial apontou que 52,3% dos eleitores votaram contra e 47,7% se posicionaram a favor do plano de descriminalizar a prática do aborto nas 12 primeiras semanas de gravidez ou se o feto apresentasse deficiências.
Pela atual legislação, mulheres que tiveram um aborto correm o risco de terem um ano de prisão decretada, exceto nos casos em que a vida da mãe está em perigo ou ela é menor de 14 anos no momento da gravidez. Médicos que praticarem aborto podem ser detidos por três anos.
Os defensores da mudança argumentaram que a ameaça de acusação significava que as mulheres precisavam ir secretamente para Áustria ou Suíça, até mesmo para obter informações sobre suas opções em uma gravidez não desejada. Mas os opositores de Liechtenstein, país de maioria católica, alertaram que a proposta foi muito longe e pode resultar em abortos tardios de crianças deficientes. As preocupações foram compartilhadas pelo príncipe herdeiro Alois de Liechtenstein, governante de fato do país, que disse em um discurso no mês passado que usaria seu poder de veto para impedir a descriminalização do aborto.
Eleitores do pequeno principado de Liechtenstein rejeitaram em um referendo neste domingo um plano de legalizar o aborto, após uma disputada campanha que levou o príncipe do país a ameaçar vetar a proposta de mudança na lei.
Opositores proposta ganharam o referendo com uma maioria de 514 votos. A contagem oficial apontou que 52,3% dos eleitores votaram contra e 47,7% se posicionaram a favor do plano de descriminalizar a prática do aborto nas 12 primeiras semanas de gravidez ou se o feto apresentasse deficiências.
Pela atual legislação, mulheres que tiveram um aborto correm o risco de terem um ano de prisão decretada, exceto nos casos em que a vida da mãe está em perigo ou ela é menor de 14 anos no momento da gravidez. Médicos que praticarem aborto podem ser detidos por três anos.
Os defensores da mudança argumentaram que a ameaça de acusação significava que as mulheres precisavam ir secretamente para Áustria ou Suíça, até mesmo para obter informações sobre suas opções em uma gravidez não desejada. Mas os opositores de Liechtenstein, país de maioria católica, alertaram que a proposta foi muito longe e pode resultar em abortos tardios de crianças deficientes. As preocupações foram compartilhadas pelo príncipe herdeiro Alois de Liechtenstein, governante de fato do país, que disse em um discurso no mês passado que usaria seu poder de veto para impedir a descriminalização do aborto.
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