O duque de Bragança, Dom Duarte Pio, visitou na tarde desta sexta-feira, dia 30, a cidade de Vila Franca de Xira, a propósito da XIV tourada real que assinala os 110 anos da praça de toiros Palha Blanco.
"Agradeço comovido e sensibilizado esta recepção que me fizeram. Desde criança que tenho um fascínio por Vila Franca de Xira. É uma terra que consegue preservar as suas memórias e tradições", afirmou.
A presidente da câmara municipal, Maria da Luz Rosinha, disse que a visita do pretendente ao extinto trono português é "um momento importante para a cidade" porque está ligada a uma tradição "que muito acarinhamos", a tauromaquia. "A primeira corrida da praça contou com a presença do rei D. Carlos", recordou.
A autarca defendeu que é importante preservar e divulgar a festa brava, especialmente depois da Catalunha, em Espanha, ter banido as touradas. "Quem é contra as touradas deve ser coerente. Para proibir as touradas têm de proibir a caça e deixarem de comer carne", ironizou o duque de Bragança na resposta. "A Catalunha vive um nacionalismo exacerbado que não vai durar muito, quiseram mostrar que não são espanhóis", acusou.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
DOM DUARTE ESTEVE VISITANDO A FREGUESIA DE OLIVEIRA S.PEDRO
O pretendente ao trono português. D. Duarte, Duque de Bragança, elogiou ontem a valorização que a freguesia de Oliveira S. Pedro está a fazer da sua história e património. “É um bom exemplo para o país”, disse, no decorrer de uma visita oficial à localidade.
Recebido com aplausos da população e a actuação da Banda Marcial de Arnoso, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, elogiou ontem o esforço que tem sido levado a cabo pela freguesia de Oliveira São Pedro na valorização e preservação do seu património e da sua história.
“As terras que em Portugal souberem aproveitar a sua história e a sua paisagem e preservar a sua cultura são as que têm futuro. As terras e os países onde esses valores são esquecidos têm tendência a desaparecer”, referiu D. Duarte, que esteve em visita oficial à freguesia de Oliveira São Pedro, em Braga.
Deslumbrado com o amor que a população devota pela sua terra, o Duque de Bragança inaugurou uma réplica dos Marcos da Casa de Bragança que em tempos existiram na localidade.
A Junta de Freguesia de Oliveira São Pedro fez um levantamento dos locais de onde desapareceram marcos e resolveu mandar fazer réplicas para os substituir.
Estes marcos testemunham as delimitações de senhoria da Casa de Bragança, sendo visível numa das suas faces o escudo e as cinco quinas sobre a letra B de Bragança.
Ao longo dos anos os marcos originais foram desaparecendo, como explicou o tesoureiro da junta, André Faria, aos jornalistas à margem da cerimónia oficial de ontem.
Património da história de Oliveira São Pedro, dois desses marcos originais já foram recuperados pela junta, com a colaboração das pessoas que os tinham em seu poder.
“Há outros marcos aos quais se perdeu o rasto e que devem estar a enfeitar jardins em propriedades privadas”, sugere o autarca, apelando a que quem tem os marcos os de volta à freguesia. “Ou quem souber onde eles estão que nos diga para nós investigarmos se são os marcos originais ou não”, apela.
Foram identificados nove locais de onde desapareceram os marcos. Um desses locais fica na extremidade da freguesia com Guisande, que foi precisamente onde D. Duarte Pio inaugurou ontem a réplica.
As réplicas, em granito, foram esculpidas por um artista da terra, Marcelino Bezerra. Foi também ele o autor de uma réplica mais pequena que foi oferecida a D. Duarte.
Nesta visita, o Duque de Bragança ficou ainda a conhecer o Penedo das Letras, local onde a 6 de Dezembro de 1832 esteve o seu bisavô, D. Miguel I, como testemunha uma inscrição no local. O Duque de Bragança (que pernoitou no Hotel Alves, em Penso S. Vicente), visitou ainda a capela de S. Bento, o padroeiro de Oliveira S. Pedro, e participou num almoço em sua honra.
Recebido com aplausos da população e a actuação da Banda Marcial de Arnoso, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, elogiou ontem o esforço que tem sido levado a cabo pela freguesia de Oliveira São Pedro na valorização e preservação do seu património e da sua história.
“As terras que em Portugal souberem aproveitar a sua história e a sua paisagem e preservar a sua cultura são as que têm futuro. As terras e os países onde esses valores são esquecidos têm tendência a desaparecer”, referiu D. Duarte, que esteve em visita oficial à freguesia de Oliveira São Pedro, em Braga.
Deslumbrado com o amor que a população devota pela sua terra, o Duque de Bragança inaugurou uma réplica dos Marcos da Casa de Bragança que em tempos existiram na localidade.
A Junta de Freguesia de Oliveira São Pedro fez um levantamento dos locais de onde desapareceram marcos e resolveu mandar fazer réplicas para os substituir.
Estes marcos testemunham as delimitações de senhoria da Casa de Bragança, sendo visível numa das suas faces o escudo e as cinco quinas sobre a letra B de Bragança.
Ao longo dos anos os marcos originais foram desaparecendo, como explicou o tesoureiro da junta, André Faria, aos jornalistas à margem da cerimónia oficial de ontem.
Património da história de Oliveira São Pedro, dois desses marcos originais já foram recuperados pela junta, com a colaboração das pessoas que os tinham em seu poder.
“Há outros marcos aos quais se perdeu o rasto e que devem estar a enfeitar jardins em propriedades privadas”, sugere o autarca, apelando a que quem tem os marcos os de volta à freguesia. “Ou quem souber onde eles estão que nos diga para nós investigarmos se são os marcos originais ou não”, apela.
Foram identificados nove locais de onde desapareceram os marcos. Um desses locais fica na extremidade da freguesia com Guisande, que foi precisamente onde D. Duarte Pio inaugurou ontem a réplica.
As réplicas, em granito, foram esculpidas por um artista da terra, Marcelino Bezerra. Foi também ele o autor de uma réplica mais pequena que foi oferecida a D. Duarte.
Nesta visita, o Duque de Bragança ficou ainda a conhecer o Penedo das Letras, local onde a 6 de Dezembro de 1832 esteve o seu bisavô, D. Miguel I, como testemunha uma inscrição no local. O Duque de Bragança (que pernoitou no Hotel Alves, em Penso S. Vicente), visitou ainda a capela de S. Bento, o padroeiro de Oliveira S. Pedro, e participou num almoço em sua honra.
portugual quer fechar representacao diplomatica no Principado de Andorra
A decisão saiu da reunião de quarta-feira da recém-criada plataforma contra o encerramento da embaixada, onde também foi decidido enviar a Lisboa, em data a definir, uma delegação para sensibilizar o Presidente da República, o ministro dos Negócios Estrangeiros e o secretário de Estado das Comunidades para a necessidade de manter uma representação oficial naquele principado.
O embaixador de Portugal em Andorra, Mário Damas Nunes, revelou há duas semana que a embaixada portuguesa no Principado encerrará até ao final do ano. Apesar de não ter sido confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a informação está a mobilizar a comunidade portuguesa e as autoridades de Andorra, que pretendem manter em funcionamento pelo menos um posto consular.
A 18 de Outubro cerca de duas centenas de portugueses concentraram-se pela primeira vez junto à embaixada de Portugal para contestar o seu eventual encerramento. O conselheiro da comunidade José Manuel da Silva, que também preside à Plataforma contra o encerramento da embaixada disse à Agência Lusa que na reunião de quarta-feira foi também feito um balanço da recolha de assinaturas para um abaixo-assinado contra o fecho da embaixada, cujo número ascende já a 1500.
"Não vamos ficar por aqui", declarou José da Silva, adiantando que a campanha de recolha de assinaturas vai continuar e que, também no Facebook, foram recebidas até agora mais de 900 mensagens de apoio. Em Andorra vivem cerca de 13 mil portugueses, o que representa quase 16 por cento da população do Principado.
O embaixador de Portugal em Andorra, Mário Damas Nunes, revelou há duas semana que a embaixada portuguesa no Principado encerrará até ao final do ano. Apesar de não ter sido confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a informação está a mobilizar a comunidade portuguesa e as autoridades de Andorra, que pretendem manter em funcionamento pelo menos um posto consular.
A 18 de Outubro cerca de duas centenas de portugueses concentraram-se pela primeira vez junto à embaixada de Portugal para contestar o seu eventual encerramento. O conselheiro da comunidade José Manuel da Silva, que também preside à Plataforma contra o encerramento da embaixada disse à Agência Lusa que na reunião de quarta-feira foi também feito um balanço da recolha de assinaturas para um abaixo-assinado contra o fecho da embaixada, cujo número ascende já a 1500.
"Não vamos ficar por aqui", declarou José da Silva, adiantando que a campanha de recolha de assinaturas vai continuar e que, também no Facebook, foram recebidas até agora mais de 900 mensagens de apoio. Em Andorra vivem cerca de 13 mil portugueses, o que representa quase 16 por cento da população do Principado.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
AMERICANO INSULTA MONARQUIA TAILANDEZA
A Tailândia, onde o rei é considerado praticamente uma divindade, é o país do mundo com legislação mais apertada contra os crimes de lesa-majestade, ou insultos à monarquia.
Lerpong Wichaikhammat, que tem também o nome de Joe W. Gordon, de 55 anos, nasceu na Tailândia mas tem igualmente cidadania americana. Foi acusado divulgar informação considerada insultuosa e ameaçadora para a monarquia, depois de ter traduzido e colocado no seu blogue excertos do livro “The King Never Smiles”, uma controversa biografia do rei Bhumibol Adulyadej (que aos 83 anos é o monarca do mundo há mais tempo no poder), escrita por um autor americano e que foi proibida na Tailândia.
Os crimes de que é acusado foram cometidos há vários anos, ainda nos Estados Unidos, onde Gordon viveu cerca de 30 anos, no estado de Colorado, trabalhando como vendedor de carros, adianta a AP. Em Março regressou à Tailândia para um tratamento médico. O caso levanta preocupações sobre o alcance da lei tailandesa e da forma como é aplicada, tanto a cidadãos tailandeses como a visitantes estrangeiros, continua a agência.
Quando foi detido, em Maio, Joe Gordon começou por negar as acusações. Esta segunda-feira mudou de posição. “Apresento-me como culpado porque ninguém conseguirá vencer o processo... Não tenho hipóteses”, disse aos jornalistas que se concentraram no tribunal “Quero que o Governo americano ajude a libertar-me. Este é um caso de liberdade de expressão” . O veredicto dos juízes será conhecido no dia 9 de Novembro.
A embaixada dos Estados Unidos em Banguecoque ofereceu-lhe apoio, e afirmou que irá continuar a garantir-lhe assistência diplomática. “Iremos também continuar a abordar o seu caso junto das autoridades tailandesas, salientando em todas as oportunidades os seus direitos como cidadão americano. Pedimos às autoridades tailandesas que garantam que a liberdade de expressão seja respeitada”, afirmou Walter Braunohler, porta-voz da embaixada, num comunicado. E adiantou: “Os Estados Unidos mantêm o mais alto respeito pela monarquia e também pelo sistema judicial tailandês”.
O número de crimes de lesa-majestade tem vindo a aumentar. Os críticos afirmam que a lei está a ser usada nos últimos cinco anos para calar activistas e políticos. Os generais que derrubaram o antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra em 2006 apontaram para um alegado desrespeito pela monarquia, entre outras razões.
David Streckfuss, um académico que vive no país e monitoriza os casos de lesa-majestade, afirmou à Reuters que 397 acusações foram apresentadas a tribunal entre 2006 e 2009. Nos 15 anos anteriores, havia apenas quatro ou cinco casos por ano.
Lerpong Wichaikhammat, que tem também o nome de Joe W. Gordon, de 55 anos, nasceu na Tailândia mas tem igualmente cidadania americana. Foi acusado divulgar informação considerada insultuosa e ameaçadora para a monarquia, depois de ter traduzido e colocado no seu blogue excertos do livro “The King Never Smiles”, uma controversa biografia do rei Bhumibol Adulyadej (que aos 83 anos é o monarca do mundo há mais tempo no poder), escrita por um autor americano e que foi proibida na Tailândia.
Os crimes de que é acusado foram cometidos há vários anos, ainda nos Estados Unidos, onde Gordon viveu cerca de 30 anos, no estado de Colorado, trabalhando como vendedor de carros, adianta a AP. Em Março regressou à Tailândia para um tratamento médico. O caso levanta preocupações sobre o alcance da lei tailandesa e da forma como é aplicada, tanto a cidadãos tailandeses como a visitantes estrangeiros, continua a agência.
Quando foi detido, em Maio, Joe Gordon começou por negar as acusações. Esta segunda-feira mudou de posição. “Apresento-me como culpado porque ninguém conseguirá vencer o processo... Não tenho hipóteses”, disse aos jornalistas que se concentraram no tribunal “Quero que o Governo americano ajude a libertar-me. Este é um caso de liberdade de expressão” . O veredicto dos juízes será conhecido no dia 9 de Novembro.
A embaixada dos Estados Unidos em Banguecoque ofereceu-lhe apoio, e afirmou que irá continuar a garantir-lhe assistência diplomática. “Iremos também continuar a abordar o seu caso junto das autoridades tailandesas, salientando em todas as oportunidades os seus direitos como cidadão americano. Pedimos às autoridades tailandesas que garantam que a liberdade de expressão seja respeitada”, afirmou Walter Braunohler, porta-voz da embaixada, num comunicado. E adiantou: “Os Estados Unidos mantêm o mais alto respeito pela monarquia e também pelo sistema judicial tailandês”.
O número de crimes de lesa-majestade tem vindo a aumentar. Os críticos afirmam que a lei está a ser usada nos últimos cinco anos para calar activistas e políticos. Os generais que derrubaram o antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra em 2006 apontaram para um alegado desrespeito pela monarquia, entre outras razões.
David Streckfuss, um académico que vive no país e monitoriza os casos de lesa-majestade, afirmou à Reuters que 397 acusações foram apresentadas a tribunal entre 2006 e 2009. Nos 15 anos anteriores, havia apenas quatro ou cinco casos por ano.
AGENCIA MOODYS DE RANTING REBAIXA A DIVIDA DA REPUBLICA ESPANHOLA
Há dois dias, a Moody’s anunciou um corte do “rating” da dívida soberana de Espanha. No dia seguinte, no relatório sobre as implicações adicionais da sua decisão, com informação complementar sobre titularizações e títulos hipotecários emitidos pelas entidades financeiras espanholas, a agência de notação financeira cometeu uma “gaffe”… chamando República a Espanha.
Os meios de comunicação social espanhóis não perderam a oportunidade de brincar um pouco com a situação. Segundo o “Expansión”, a Moody’s não é a primeira instância que se confunde com este tema, “nem provavelmente será a última”.
“Em menos de duas semanas, a economia espanhola foi cortada pelas três grandes agências de ‘rating’… a última delas, com mudança de regime incluído”, graceja o “Expansión”.
O “El Confidencial” cita mesmo o excerto no qual a Moody’s se refere a Espanha como uma República, no relatório de 19 de Outubro de 2011: “A Moody’s Investors Service anunciou hoje que vai ponderar sobre as implicações, para as transacções espanholas de financiamento estruturado, decorrentes do corte em dois níveis do ‘rating’ da República de Espanha”.
No entanto, o “El Confidencial” ressalva também que no comunicado de anteontem, onde anunciou a descida da classificação soberana espanhola, a Moody’s referiu-se ao país como “reino”.
Recorde-se que a Moody’s cortou a notação da dívida de longo prazo de Espanha em dois níveis, de ‘Aa2’ para ‘A1’, na terça-feira. Ontem, cortou os cinco maiores bancos espanhóis, e hoje a classificação de 10 regiões autónomas do país.Partilhar
Os meios de comunicação social espanhóis não perderam a oportunidade de brincar um pouco com a situação. Segundo o “Expansión”, a Moody’s não é a primeira instância que se confunde com este tema, “nem provavelmente será a última”.
“Em menos de duas semanas, a economia espanhola foi cortada pelas três grandes agências de ‘rating’… a última delas, com mudança de regime incluído”, graceja o “Expansión”.
O “El Confidencial” cita mesmo o excerto no qual a Moody’s se refere a Espanha como uma República, no relatório de 19 de Outubro de 2011: “A Moody’s Investors Service anunciou hoje que vai ponderar sobre as implicações, para as transacções espanholas de financiamento estruturado, decorrentes do corte em dois níveis do ‘rating’ da República de Espanha”.
No entanto, o “El Confidencial” ressalva também que no comunicado de anteontem, onde anunciou a descida da classificação soberana espanhola, a Moody’s referiu-se ao país como “reino”.
Recorde-se que a Moody’s cortou a notação da dívida de longo prazo de Espanha em dois níveis, de ‘Aa2’ para ‘A1’, na terça-feira. Ontem, cortou os cinco maiores bancos espanhóis, e hoje a classificação de 10 regiões autónomas do país.Partilhar
REI MIGUEL DA ROMENIA FAZ DISCURSO CONTUDENTE NO PARLAMENTO LOCAL
O antigo rei Miguel I da Roménia voltou a dirigir-se ao Parlamento, mais de 60 anos depois do último discurso.
Ao assinalar o 90º aniversário, o rei apelou à classe política do país para restaurar a “dignidade e o respeito” da nação no palco internacional.
Criticou ainda o papel central das instituições do Estado, bem como a personalização do poder na Roménia.
Mas a presença e as palavras de Miguel I reavivaram tensões do passado.
O presidente Traian Basescu disse que o fato do rei ter abdicado do trono foi um “ato de traição”, chamando-o de “servo da Rússia”. Motivo pelo qual a cadeira de Basescu esteve vazia durante a sessão.
Miguel I é um dos últimos chefes de Estado da Segunda Guerra Mundial ainda vivos. Em dezembro de 1947, os comunistas anunciaram a abolição da monarquia e o rei acabou por deixar o país.
No exílio viveu primeiro na Grã-Bretanha e depois na Suíça. Durante o regime comunista, perdeu a cidadania romena e adquiriu cidadania suíça.
Em 1992, três anos após a queda do regime de Nicolae Ceausescu, Miguel foi autorizado a voltar à Roménia. Em 1997 teve a cidadania romena restabelecida.
Ao assinalar o 90º aniversário, o rei apelou à classe política do país para restaurar a “dignidade e o respeito” da nação no palco internacional.
Criticou ainda o papel central das instituições do Estado, bem como a personalização do poder na Roménia.
Mas a presença e as palavras de Miguel I reavivaram tensões do passado.
O presidente Traian Basescu disse que o fato do rei ter abdicado do trono foi um “ato de traição”, chamando-o de “servo da Rússia”. Motivo pelo qual a cadeira de Basescu esteve vazia durante a sessão.
Miguel I é um dos últimos chefes de Estado da Segunda Guerra Mundial ainda vivos. Em dezembro de 1947, os comunistas anunciaram a abolição da monarquia e o rei acabou por deixar o país.
No exílio viveu primeiro na Grã-Bretanha e depois na Suíça. Durante o regime comunista, perdeu a cidadania romena e adquiriu cidadania suíça.
Em 1992, três anos após a queda do regime de Nicolae Ceausescu, Miguel foi autorizado a voltar à Roménia. Em 1997 teve a cidadania romena restabelecida.
DAVID CAMERON PREOCUPADO EM MODERNIZAR A MONARQUIA
A coligação liderada pelo primeiro-ministro David Cameron não está apenas preocupada com a crise, está preocupada com a modernização da monarquia. Insituição respeitável, pois claro, mas também cristalizada.
Para começar a transformá-la, Cameron decidiu escrever aos seus 16 colegas da Commonwealth que têm como chefe de Estado a rainha de Inglaterra propondo duas alterações fundamentais: que em primeiro lugar na linha de sucessão venha o descendente mais velho, independentemente de ser ou não um varão, e que se acabe de uma vez por todas com o veto aos cônjuges católicos.
Há anos que o Governo britânico tenta esta mudança constitucional, lembrava ontem o espanhol El País. Lord Dubs fez uma proposta em 2005, mas o Governo do trabalhista Tony Blair rejeitou-a por ser demasiado complexa e porque não havia pressa nenhuma, já que os filhos do príncipe Carlos eram ainda muito jovens.
O seu sucessor, Gordon Brown, resgatou-a três anos mais tarde, mas sem sucesso. Mas, agora, tudo mudou com o casamento de William e Kate. O número dois da coligação liderada por Cameron, Nick Clegg, quer acelerar o projecto de alteração, não vá o casal ter primeiro uma filha do que um filho.
Num cenário de grandes desafios económicos, Cameron está longe de considerar a alteração constitucional prioritária, mas teve de aceitar.
Para começar a transformá-la, Cameron decidiu escrever aos seus 16 colegas da Commonwealth que têm como chefe de Estado a rainha de Inglaterra propondo duas alterações fundamentais: que em primeiro lugar na linha de sucessão venha o descendente mais velho, independentemente de ser ou não um varão, e que se acabe de uma vez por todas com o veto aos cônjuges católicos.
Há anos que o Governo britânico tenta esta mudança constitucional, lembrava ontem o espanhol El País. Lord Dubs fez uma proposta em 2005, mas o Governo do trabalhista Tony Blair rejeitou-a por ser demasiado complexa e porque não havia pressa nenhuma, já que os filhos do príncipe Carlos eram ainda muito jovens.
O seu sucessor, Gordon Brown, resgatou-a três anos mais tarde, mas sem sucesso. Mas, agora, tudo mudou com o casamento de William e Kate. O número dois da coligação liderada por Cameron, Nick Clegg, quer acelerar o projecto de alteração, não vá o casal ter primeiro uma filha do que um filho.
Num cenário de grandes desafios económicos, Cameron está longe de considerar a alteração constitucional prioritária, mas teve de aceitar.
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