Leka Zog, cujo pai foi o rei da Albânia Zog I até que o país foi ocupado pela Itália na era fascista em 1939, e que voltou duas vezes ao país natal para reclamar sem sucesso sua coroa, morreu nesta quarta-feira aos 72 anos no Hospital Madre Teresa em Tirana. A informação partiu de Julinda Kamberi, a porta-voz da família Zog Murat. Kamberi disse que Zog, último herdeiro da extinta coroa albanesa, morreu de ataque cardíaco.
O pai de Leka Zog, Ahmet Zog, ou rei Zog I, governou a Albânia quando o país foi uma monarquia entre 1928 e 1939. Leka Zog nasceu em 1939, alguns dias antes de Benito Mussolini invadir a Albânia. O rei Zog I fugiu com o príncipe herdeiro e a família para Paris e depois Londres, onde Zog passou parte da sua vida. Em 1946, com a expulsão dos italianos, o regime comunista foi declarado por Enver Hodja na Albânia e a família real continuou banida.
Após a queda do regime comunista albanês em 1990, Leka Zog fez duas tentativas desastradas de voltar à Albânia - ele foi deportado em 1993 e em 1997 foi acusado de tentar liderar uma rebelião no exército. Após viver na África do Sul, ele finalmente conseguiu voltar à Albânia em 2002, onde viveu tranquilamente com sua mulher australiana e seu filho. Leka Zog não reclamou mais a monarquia albanesa, extinta em 1946.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
DOM DUARTE PREOCUPADO COM ASOBERANIA DE PORTUGUAL
"Portugal atravessa uma das maiores crises da sua longa vida". É com esta frase que D. Duarte abre a sua mensagem anual aos monárquicos, no Jantar dos Conjurados, na noite de quarta-feira, no Centro Cultural de Belém.
No tradicional jantar que junta os monárquicos portugueses na véspera das comemorações do Dia da Restauração da Independência, Duarte Nuno de Bragança menciona a possibilidade de ser este um dos feriados a extinguir pelo Governo.
Considerando o 1.º de Dezembro "o dia que mais deveria unir todos os portugueses", aproveita a oportunidade para se referir às consequências da actual crise.
Soberania ameaçada
"A soberania de Portugal está gravemente ameaçada" diz D. Duarte, considerando que a História tem demonstrado que "sempre que o país ficou enfraquecido aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência".
O duque de Bragança compara mesmo "a atual e humilhante dependência" do país face aos seus credores à crise financeira que Portugal enfrentou e que levou à queda da monarquia.
D. Duarte vê nesta crise sinais de que cada vez mais os portugueses "não se reveem no modelo de representatividade política em vigor" e aponta como caminhos para melhorar a situação económica nacional o aprofundamento das relações com os países lusófonos.
"Acredito que a CPLP deveria evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos", defende.
No tradicional jantar que junta os monárquicos portugueses na véspera das comemorações do Dia da Restauração da Independência, Duarte Nuno de Bragança menciona a possibilidade de ser este um dos feriados a extinguir pelo Governo.
Considerando o 1.º de Dezembro "o dia que mais deveria unir todos os portugueses", aproveita a oportunidade para se referir às consequências da actual crise.
Soberania ameaçada
"A soberania de Portugal está gravemente ameaçada" diz D. Duarte, considerando que a História tem demonstrado que "sempre que o país ficou enfraquecido aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência".
O duque de Bragança compara mesmo "a atual e humilhante dependência" do país face aos seus credores à crise financeira que Portugal enfrentou e que levou à queda da monarquia.
D. Duarte vê nesta crise sinais de que cada vez mais os portugueses "não se reveem no modelo de representatividade política em vigor" e aponta como caminhos para melhorar a situação económica nacional o aprofundamento das relações com os países lusófonos.
"Acredito que a CPLP deveria evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos", defende.
PRINCIPE DOM BERTRAND FALOU PERANTE A CAMARA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE
A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na manhã desta segunda-feira (21), uma sessão especial para receber o príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança. A sessão atendeu a uma propositura do vereador Fernando Carvalho (PT do B), em solicitação da Sociedade São Bento, Revista Vila Nova e os acadêmicos dos cursos de Direito, Comunicação Social e História. Em seu discurso, o príncipe agradeceu as honras da CMCG e defendeu o retorno da Monarquia.
“Considero que o Brasil tem uma estrutura fundamentalmente municipalista e eu gosto muito das Câmaras Municipais, porque nos municípios a representação política é mais autêntica do que no Estado e na Federação”, falou o príncipe, ao comentar o fato da CMCG abrir as portas para recebê-lo. “Por isso agradeço por essa sessão em Campina Grande e agradeço ao vereador Fernando Carvalho, à presidência da Casa e todos que me convidaram”.
A sessão contou com a presença de vereadores, autoridades políticas de Campina Grande e região, além de estudantes campinenses. Como autor da propositura, o vereador Fernando Carvalho deu as boas vindas ao membro da realeza e destacou a importância histórica do momento, e convidou o príncipe D. Bertrand para conhecer melhor a cidade de Campina Grande e todo o seu potencial.
“Desejamos que durante esses três dias (de visita a CG) tenha a oportunidade de conhecer nossa cidade, que é pólo tecnológico e educacional, que exporta tecnologia para todo mundo, além de possuir grandes e importantes instituições de ensino superior. Enfim, desejamos que conheça melhor nossa amada Campina Grande”, desejou Carvalho.
Em conversa com a imprensa, o príncipe Dom Bertrand destacou os valores da Monarquia e disse esperar seu retorno um dia. “Não duvido que a Monarquia possa voltar, porque de fato está provado que a República não deu certo”, declarou. “Compare o Brasil do Século 19 com o Brasil de hoje, no conceito de honestidade, progresso e etc., naquele tempo éramos primeiro mundo. Então defendo a Monarquia não por interesse individual, mas porque o Brasil deu certo na Monarquia
“Considero que o Brasil tem uma estrutura fundamentalmente municipalista e eu gosto muito das Câmaras Municipais, porque nos municípios a representação política é mais autêntica do que no Estado e na Federação”, falou o príncipe, ao comentar o fato da CMCG abrir as portas para recebê-lo. “Por isso agradeço por essa sessão em Campina Grande e agradeço ao vereador Fernando Carvalho, à presidência da Casa e todos que me convidaram”.
A sessão contou com a presença de vereadores, autoridades políticas de Campina Grande e região, além de estudantes campinenses. Como autor da propositura, o vereador Fernando Carvalho deu as boas vindas ao membro da realeza e destacou a importância histórica do momento, e convidou o príncipe D. Bertrand para conhecer melhor a cidade de Campina Grande e todo o seu potencial.
“Desejamos que durante esses três dias (de visita a CG) tenha a oportunidade de conhecer nossa cidade, que é pólo tecnológico e educacional, que exporta tecnologia para todo mundo, além de possuir grandes e importantes instituições de ensino superior. Enfim, desejamos que conheça melhor nossa amada Campina Grande”, desejou Carvalho.
Em conversa com a imprensa, o príncipe Dom Bertrand destacou os valores da Monarquia e disse esperar seu retorno um dia. “Não duvido que a Monarquia possa voltar, porque de fato está provado que a República não deu certo”, declarou. “Compare o Brasil do Século 19 com o Brasil de hoje, no conceito de honestidade, progresso e etc., naquele tempo éramos primeiro mundo. Então defendo a Monarquia não por interesse individual, mas porque o Brasil deu certo na Monarquia
tailandes pegou vinte anso por mensagens por celular contra a monarquia
Um tailandês acusado de enviar mensagens consideradas ensultuosas contra a monarquia foi hoje, quarta-feira, condenado a 20 anos de prisão por um tribunal de Banguecoque, soube-se através do seu advogado.
Ampon Tangnoppakul foi preso em Agosto de 2010 por ter enviado em Maio do mesmo ano várias mensagens ao secretário pessoal do primeiro ministro na época, Abhisit Vejajiva.
"O tribunal reconheceu o réu culpado e condenou a 20 anos de prisão" indicou o advogado Anon Nampa.
A família real na Tailândia não tem nenhum papel político oficial, mas é um tema bastante sensível.
O Rei Bhumibol Adulyadej, de 83 anos que é tido em alguns meios como um meio-deus, é protegido por uma das leis mais severas do mundo.
Ampon Tangnoppakul foi preso em Agosto de 2010 por ter enviado em Maio do mesmo ano várias mensagens ao secretário pessoal do primeiro ministro na época, Abhisit Vejajiva.
"O tribunal reconheceu o réu culpado e condenou a 20 anos de prisão" indicou o advogado Anon Nampa.
A família real na Tailândia não tem nenhum papel político oficial, mas é um tema bastante sensível.
O Rei Bhumibol Adulyadej, de 83 anos que é tido em alguns meios como um meio-deus, é protegido por uma das leis mais severas do mundo.
O SULTANATO DO KUWAIT PEDIU AOS EUA IMPRIMIR MAIOR VELOCIDADE NA RETIRADA DAS TROPAS AMERICANAS DO ORIENTE MEDIO
O Pentágono ordenou hoje aumentar a velocidade de recuo das tropas no Iraque e Kuwait, no meio de queixas da monarquia deste último país pela estância de soldados estadunidenses em seu território.
A Comandância Militar distribuiu uma instrução para os efetivos cruzarem do Iraque para Kuwait e daí para os Estados Unidos no modo mais discreto e no menor tempo possível, informou a cadeia CNN.
O movimento do Departamento de Defesa tem sido analisado por analistas de imprensa como uma resposta de Washington a recentes comunicados de autoridades de Kuwait na contra do incremento de unidades estacionarias norte-americanas.
A ordem também segue à decisão do presidente Barack Obama em outubro, quando decretou que virtualmente todos os elementos castrenses nessa zona do Oriente Médio deviam regressar a Estados Unidos antes de 31 de dezembro.
Atualmente ficam 11 mil soldados estadunidenses no Iraque, quase a quinta parte dos 50 mil que estavam desempregados faz três meses, e segundo a Casa Branca a partir de janeiro permanecerão somente 150 militares.
Embora, fontes do Pentágono esclareceram que ao menos uns dois mil assessores civis do Exército, além de centenas de contratistas privados -qualificados como mercenários por vários especialistas- cumprirão desde 2012 com muitas funções de envolvimento militar.
Desde finais de outubro, ao começo da evacuação, uns três mil soldados norte-americanos foram reagrupados na base Camp Virginia, instalada em uma região do Kuwait próxima no ponto fronteiriço desde onde se iniciou a agressão contra Iraque em 2003.
O presidente Obama autorizou em 21 de outubro o recuo total de tropas estadunidenses do Iraque, no capítulo final de uma invasão iniciada faz nove anos com a desculpa de neutralizar armas atômicas ilegais que jamais apareceram.
Assim concluiria uma guerra desigual que causou ao redor de 100 mil mortos entre civis e militares de ambas as nações, e um furo no bolso do contribuinte norte-americano quase impossível de medir pela quantidade de dígitos.
Durante o mandato do ex presidente George W. Bush, comitês do Congresso indicaram que a intervenção a Iraque custaria 50 mil milhões de dólares. Embora, em maio deste ano o Departamento de Defesa admitiu que os custos reais foram de 12 mil 500 milhões mensais.
A Comandância Militar distribuiu uma instrução para os efetivos cruzarem do Iraque para Kuwait e daí para os Estados Unidos no modo mais discreto e no menor tempo possível, informou a cadeia CNN.
O movimento do Departamento de Defesa tem sido analisado por analistas de imprensa como uma resposta de Washington a recentes comunicados de autoridades de Kuwait na contra do incremento de unidades estacionarias norte-americanas.
A ordem também segue à decisão do presidente Barack Obama em outubro, quando decretou que virtualmente todos os elementos castrenses nessa zona do Oriente Médio deviam regressar a Estados Unidos antes de 31 de dezembro.
Atualmente ficam 11 mil soldados estadunidenses no Iraque, quase a quinta parte dos 50 mil que estavam desempregados faz três meses, e segundo a Casa Branca a partir de janeiro permanecerão somente 150 militares.
Embora, fontes do Pentágono esclareceram que ao menos uns dois mil assessores civis do Exército, além de centenas de contratistas privados -qualificados como mercenários por vários especialistas- cumprirão desde 2012 com muitas funções de envolvimento militar.
Desde finais de outubro, ao começo da evacuação, uns três mil soldados norte-americanos foram reagrupados na base Camp Virginia, instalada em uma região do Kuwait próxima no ponto fronteiriço desde onde se iniciou a agressão contra Iraque em 2003.
O presidente Obama autorizou em 21 de outubro o recuo total de tropas estadunidenses do Iraque, no capítulo final de uma invasão iniciada faz nove anos com a desculpa de neutralizar armas atômicas ilegais que jamais apareceram.
Assim concluiria uma guerra desigual que causou ao redor de 100 mil mortos entre civis e militares de ambas as nações, e um furo no bolso do contribuinte norte-americano quase impossível de medir pela quantidade de dígitos.
Durante o mandato do ex presidente George W. Bush, comitês do Congresso indicaram que a intervenção a Iraque custaria 50 mil milhões de dólares. Embora, em maio deste ano o Departamento de Defesa admitiu que os custos reais foram de 12 mil 500 milhões mensais.
REI DO MARROCOS INDICA ISLAMICO MODERADO PARA PREMIER
O secretário-geral do Partido da Justiça e Desenvolvimento (PJD) do Marrocos, Abdelilah Benkirane, foi escolhido pelo rei Mohammed VI para chefiar o governo do país magrebino nesta terça-feira. Mohammed VI recebeu Benkirane na cidade montanhosa de Midelt e o nomeou chefe de governo, com a missão de formar uma coalizão governista. O Partido da Justiça e Desenvolvimento, considerado islâmico moderado, conquistou 107 das 395 cadeiras do Parlamento marroquino, quase o dobro do segundo partido nas eleições da sexta-feira passada.
Sob mudanças feitas em meados deste ano na Constituição do Marrocos, o primeiro-ministro agora é uma figura política mais forte que antes, com a função de "chefe de governo" e ele precisa ser escolhido dentro do partido que obtém o maior número de cadeiras no Parlamento. O PJD, assim, deverá testar os limites do novo cargo, uma vez que é o primeiro partido que saiu das urnas a ocupá-lo.
O PJD é considerado "moderado" no espectro das organizações islâmicas marroquinas e não insistiu em questões como a obrigatoriedade do uso do véu para as mulheres e também não proibiu a venda de bebidas alcoólicas, em grande parte consumidas por turistas europeus que visitam o país.
O PJD, ao invés disso, baseou sua plataforma eleitoral na luta contra a corrupção, na reforma do sistema educacional e no combate ao amplo desemprego.
A vitória do PJD no Marrocos se segue ao triunfo do Hizb al-Nahda (Partido Ennahda, ou Partido da Renascença) na Tunísia, no final de outubro. E os eleitores no Egito, que votam durante esse dias para escolher seu Parlamento, tendem a preferir a Irmandade Muçulmana egípcia, a qual poderá conquistar entre 30% e 40% dos votos.
Benkirane, eleito chefe do PJD em 2008, comanda uma facção mais simpática à monarquia e repetidamente manifestou apoio a um rei forte, mesmo que vários dos seus colegas prefiram um rei Mohammed VI com poderes enfraquecidos.
Apenas 6 milhões de eleitores, entre 13,5 milhões de eleitores inscritos e 21 milhões potenciais, votaram nas eleições da sexta-feira.
"O PJD sabe que a situação política no Marrocos é muito tensa", disse Benkirane no domingo. "Eu prometo um governo forte que dará esperança aos marroquinos", ele disse. Ele afirmou que os ministros serão escolhidos pela competência e não por indicações políticas
Sob mudanças feitas em meados deste ano na Constituição do Marrocos, o primeiro-ministro agora é uma figura política mais forte que antes, com a função de "chefe de governo" e ele precisa ser escolhido dentro do partido que obtém o maior número de cadeiras no Parlamento. O PJD, assim, deverá testar os limites do novo cargo, uma vez que é o primeiro partido que saiu das urnas a ocupá-lo.
O PJD é considerado "moderado" no espectro das organizações islâmicas marroquinas e não insistiu em questões como a obrigatoriedade do uso do véu para as mulheres e também não proibiu a venda de bebidas alcoólicas, em grande parte consumidas por turistas europeus que visitam o país.
O PJD, ao invés disso, baseou sua plataforma eleitoral na luta contra a corrupção, na reforma do sistema educacional e no combate ao amplo desemprego.
A vitória do PJD no Marrocos se segue ao triunfo do Hizb al-Nahda (Partido Ennahda, ou Partido da Renascença) na Tunísia, no final de outubro. E os eleitores no Egito, que votam durante esse dias para escolher seu Parlamento, tendem a preferir a Irmandade Muçulmana egípcia, a qual poderá conquistar entre 30% e 40% dos votos.
Benkirane, eleito chefe do PJD em 2008, comanda uma facção mais simpática à monarquia e repetidamente manifestou apoio a um rei forte, mesmo que vários dos seus colegas prefiram um rei Mohammed VI com poderes enfraquecidos.
Apenas 6 milhões de eleitores, entre 13,5 milhões de eleitores inscritos e 21 milhões potenciais, votaram nas eleições da sexta-feira.
"O PJD sabe que a situação política no Marrocos é muito tensa", disse Benkirane no domingo. "Eu prometo um governo forte que dará esperança aos marroquinos", ele disse. Ele afirmou que os ministros serão escolhidos pela competência e não por indicações políticas
XIITS REPRIMIDOS NO BAHREIN NOVAMENTE
Opositores bareinitas denunciaram hoje a repressão policial contra xiitas no povoado de Aali, três dias depois de um relatório independente acusar à dinastia Al-Khalifa de emprego excessivo da força contra manifestantes.
Os ativistas de diferentes grupos políticos organizaram marchas na sexta-feira e preveem repeti-las neste sábado para desafiar os obstáculos interpostos pelas autoridades desta ilha do Golfo Pérsico governada pelo rei Hamad bin Isa Al Khalifa.
Foram registradas concentrações em massa em Aali durante o enterro de um homem morto supostamente por agressões das forças de segurança quando participava em manifestações anti-governamentais.
Na quinta-feira, as tropas do Bahrein abriram fogo contra milhares de pessoas que foram ao funeral, ignorando as críticas e recomendações feitas no dia anterior por um painel de pesquisadores independentes encabeçado pelo jurista egípcio Cherif Bassiouni.
Além de exigir a abdicação do monarca, os inconformados repudiaram ontem a demissão de milhares de trabalhadores do setor público por seu envolvimento nas revoltas de fevereiro deste ano, severamente sufocadas um mês depois com apoio militar da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.
Inicialmente, os opositores pertencentes à maioritária população xiita marchavam desde meados de fevereiro para demandar reformas políticas e um sistema de monarquia constitucional que permita eleger o primeiro-ministro, em vez de este ser escolhido pelo rei.
No entanto, a brutal repressão fez com que o movimento reivindicativo se radicalizasse e agora reclamasse a derrubada da família real Al-Khalifa, membro da minoria sunita.
O já conhecido como Informe Bassiouni concluiu que as forças policiais fizeram uso de " força excessiva", o que provocou a morte de 35 opositores e milhares de feridos neste país, que serve de base à Quinta Frota estadunidense no Golfo Pérsico.
Ademais, torturaram física e mentalmente detentos para arrancar-lhes confissões que depois usaram contra eles nos julgamentos, e praticaram detenções ilegais junto a outras violações dos direitos humanos.
Ainda que o rei tenha prometido reformar as leis e impedir a repetição do que chamou "acontecimentos dolorosos, um dia depois de seu discurso a polícia disparou gases lacrimogêneos contra os anti-governamentais em Nuwaidrat, ao sul de Manama, e na aldeia do norte, Abu Saiba.
Os ativistas de diferentes grupos políticos organizaram marchas na sexta-feira e preveem repeti-las neste sábado para desafiar os obstáculos interpostos pelas autoridades desta ilha do Golfo Pérsico governada pelo rei Hamad bin Isa Al Khalifa.
Foram registradas concentrações em massa em Aali durante o enterro de um homem morto supostamente por agressões das forças de segurança quando participava em manifestações anti-governamentais.
Na quinta-feira, as tropas do Bahrein abriram fogo contra milhares de pessoas que foram ao funeral, ignorando as críticas e recomendações feitas no dia anterior por um painel de pesquisadores independentes encabeçado pelo jurista egípcio Cherif Bassiouni.
Além de exigir a abdicação do monarca, os inconformados repudiaram ontem a demissão de milhares de trabalhadores do setor público por seu envolvimento nas revoltas de fevereiro deste ano, severamente sufocadas um mês depois com apoio militar da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.
Inicialmente, os opositores pertencentes à maioritária população xiita marchavam desde meados de fevereiro para demandar reformas políticas e um sistema de monarquia constitucional que permita eleger o primeiro-ministro, em vez de este ser escolhido pelo rei.
No entanto, a brutal repressão fez com que o movimento reivindicativo se radicalizasse e agora reclamasse a derrubada da família real Al-Khalifa, membro da minoria sunita.
O já conhecido como Informe Bassiouni concluiu que as forças policiais fizeram uso de " força excessiva", o que provocou a morte de 35 opositores e milhares de feridos neste país, que serve de base à Quinta Frota estadunidense no Golfo Pérsico.
Ademais, torturaram física e mentalmente detentos para arrancar-lhes confissões que depois usaram contra eles nos julgamentos, e praticaram detenções ilegais junto a outras violações dos direitos humanos.
Ainda que o rei tenha prometido reformar as leis e impedir a repetição do que chamou "acontecimentos dolorosos, um dia depois de seu discurso a polícia disparou gases lacrimogêneos contra os anti-governamentais em Nuwaidrat, ao sul de Manama, e na aldeia do norte, Abu Saiba.
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