domingo, 8 de janeiro de 2012

BAHREIN USA GÁS LACRIMOGÊNIO CONTRA XIITAS

A polícia antidistúrbio do Bahrein usou gás lacrimogêneo nesta sexta-feira para dispersar alguns dos milhares de manifestantes que tomaram as ruas do país para exigir a queda do governo, depois que um relatório mostrou a ocorrência de tortura e outros abusos contra prisioneiros.



Os manifestantes carregavam a bandeira vermelha e branca do Bahrein quando marcharam pelos quase seis quilômetros ao longo da via que corta o bairro xiita num distrito do norte do país. Após a passeata, várias centenas de manifestantes se reuniram numa rotatória, o que fez a polícia isolar a via e dispersar a multidão com gás lacrimogêneo.



Os xiitas do Bahrein, que são cerca de 70% dos 525 mil habitantes do país, reclamam de discriminação dos governantes sunitas, o que inclui a impossibilidade de alcançar os principais postos no governo e no Exército. A monarquia fez algumas concessões, mas se recusou a se curvar às exigências de maiores liberdades e direitos políticos.



Ativistas acusam o governo de falhar na implementação das recomendações da comissão de averiguação. O relatório de 500 páginas, divulgado no final de novembro, mostrou que uma série de detentos foi torturado, o que era uma "prática deliberada" durante o pico dos protestos em fevereiro e março.



O relatório sobre a repressão também foi altamente crítico a um tribunal especial de segurança, criado sob uma lei marcial e que impôs duras penas, dentre ela a de morte e "negou à maioria dos réus garantias elementares de um julgamento justo".



Posteriormente, o Bahrein levantou a lei marcial e dissolveu o tribunal de segurança. O relatório pediu que o Bahrein revise todos os veredictos do tribunal de segurança e que desista das acusações contra os acusados por atos não violentos como se unir e apoiar os manifestantes.



Os protestos desta sexta-feira pediam a libertação de prisioneiros políticos, alguns dos quais foram julgados pelo tribunal especial de segurança, além do julgamento de policiais que podem ter participado dos assassinatos de mais de 35 manifestantes desde o início das manifestações, dez meses atrás.



O estudante Mohammed Ali disse acreditar que o relatório prova que o atual governo não tem credibilidade e deve renunciar. Os manifestantes, porém, não pedem a queda da monarquia sunita, que remodelou o governo neste ano por causa da pressão dos ativistas.

UMA TAILANDESA DOS CAMISAS VERMELHAS FOI CONDENADA A 15 ANOS

Uma tailandesa membro dos "camisas vermelhas", favoráveis ao ex-primeiro ministro no exílio Thaksin Shinawatra, foi hoje condenada a 15 anos de prisão por insultar a família real.

Daranee Charncherngsilapakul foi condenada depois de ter visto o primeiro julgamento anulado em 2009 por ter sido realizado à porta fechada. Os discursos que fez durante as manifestações pró-Thaksin, em 2008, valeram-lhe no primeiro julgamento 18 anos de prisão.

As perseguições e condenações por lesa-majestade multiplicaram-se na Tailândia desde o golpe de Estado militar de 2006 contra Thaksin, considerado pelas elites de Banguecoque como um perigo para a monarquia.

QUANTO GANHA O REI DA ESPANHA?

Pela primeira vez, a Casa Real espanhola divulgou as suas contas - incluindo o salário do rei -, algo que há muito era reivindicado pelos partidos políticos e alguns sectores da sociedade.

Dos 8.434.280 euros geridos pela Casa Real este ano, Juan Carlos recebeu 292.752 euros brutos: 140.519 de salário pessoal e o restante de despesas de representação. Os ganhos do rei, que não desconta para a Segurança Social, estão sujeitos a uma retenção mínima de 40% de IRS.

O rei Juan Carlos recebe o dobro do príncipe Felipe - o herdeiro do trono aufere exactamente 146.376 euros - , e quatro vezes mais que o chefe do Governo. Mariano Rajoy tem direito a 78.185 euros.

ELIZABETH QUER SER U,A RAINHA DO VERDE

A 1 de Janeiro, o castelo de Windsor estará convertido num palácio ecológico, sendo capaz de gerar a sua própria electricidade. Ou seja, a rainha ELIZABETH continua determinada em ter uma monarquia verde. Antes já havia mandado instalar uma planta hidroelétrica em Balmoral, Escócia. Para Windsor foi eleita uma tecnologia mais antiga. As turbinas produzem energia para abastecer 400 casas normais e um castelo da dimensão daquele que a rainha possui no oeste de Londres. Quando a rainha deu a aprovação, o director do projecto confessou que o esposo da rainha se confessou céptico da eficácia das energias renováveis. Mas Isabel II é que não está pelos ajustes, revelando-se uma rainha verde.

MULHER SAUDITA FOI EXECUTADA ACUSADA DE BRUXARIA

Amina bint Abdulhalim Nassar, assim se chamava a mulher acusada de se envolver com magias e feitiços. Presa em 2009, foi agora decapitada por alegadamente enganar pessoas, fazendo-as acreditar que tratava doenças em troca de 800 dólares (cerca de 600 euros) por sessão. Esta, pelo menos, é a versão do Ministério do Interior da Arábia Saudita, que não avança mais pormenores sobre o crime.

A mulher passou assim a ocupar a 73ª posição na tabela dos executados na monarquia ultraconservadora do Golfo durante este ano. Desta soma, pelo menos três são mulheres e onze são de nacionalidade estrangeira.

O "crime" de feitiçaria já tinha sido a causa de outra execução em setembro. Um sudanês acusado de ser bruxo foi também decapitado no meio de um parque de estacionamento. As imagens do homem ajoelhado perante o seu executor tornaram-se conhecidas (vídeo mais abaixo).

Nas leis da Arábia Saudita a feitiçaria não é definida como crime. Contudo, aos olhos do Islão, as práticas de bruxaria são estritamente proibidas.

Ativistas e defensores dos Direitos Humanos dentro e fora do país já reagiram a estas mortes. Exigem o fim para o que consideram ser uma morte "arcaica" e "desumana".

Também a Amnistia Internacional já pediu ao Governo do país para estabelecer uma suspensão imediata destas execuções.

A Arábia Saudita está no topo da lista dos países que utilizam a pena de morte, a par da China, Irão e Estados Unidos

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/feiticos-e-bruxarias-valem-decapitacao-a-mulher-saudita-video=f693972#ixzz1iufI2vbk

MANIFESTAÇÕES EM CASABLANCA POR DEMOCRACIA SEM OS ISLAMITAS

Vários milhares de pessoas manifestaram-se domingo em Casablanca e Rabat sob apelo dos jovens do Movimento de 20 de Fevereiro que reivindica reformas políticas profundas, pela primeira vez na ausência dos representantes do movimento islâmico Justiça e beneficência.


Os islamitas do Movimento Justiça e beneficência retiraram-se recentemente do movimento de contestação realizado desde o princípio do ano pelos jovens para a democracia.


Entre 4.000 e 5.000 pessoas saíram às ruas no bairropopular Hay Mohammadi em Casablanca para apelar ao prosseguimento da luta pelas reformas democráticas, constatou um jornalista da AFP. Em Rabat, o número de manifestantes foi de 300 a 500 pessoas.



A polícia indicou, por sua vez, à AFP que 3.500 pessoas se manifestaram em todo o reino.



"Manifestamo-nos para dizer que a luta vai continuar apesar da retirada das organizações políticas, quer sejam islâmicas ou outras", declarou à AFP Hamza Mahfoud, da secção de Casablanca do movimento.


As nossas reivindicações são legítimas e não variaram: uma monarquia parlamentar e mais justiça social", acrescentou Mahfoud.



"Queremos mais justiça social", "o actual governo não vai mudar nada", "não ao cúmulo da fortuna e do poder" gritavam os manifestantes em Rabat e em Casablanca.



O grupo Justiça e beneficência, um dos mais importantes movimentos islamitas, proibido mas tolerado pelas autoridades marroquinas, retiraram-se do Movimento de 20 de Fevereiro, ao qual aderiu desde o início, "devido os ataques" que disse ser objecto da parte de certos jovens contestatários.


Estas manifestações prosseguem apesar do apelo ao diálogo lançado pelo novo chefe do governo marroquino, o islamita moderado Abdelilah Benkirane, cujo Partido Justiça e Desevolvimento (PJD) venceu as legislativas em finais de Novembro.

GENRO DO REI DA ESPANHA EH APONTADO COMO SUSPEITO DE POSSÍVEL ENVOLVIMENTO

O caso que coloca em suspeita o duque de Palma, marido de Cristina, uma das filhas do rei, foi capa de revistas e jornais espanhóis por semanas, e ganhou nova força nesta quinta-feira, quando o juíz José Castro da ilha mediterrânea de Mallorca, citou Urdangarín formalmente como suspeito em uma investigação criminal. Ele não foi formalmente acusado por nenhum crime até o momento.

O Tribunal Superior de Justiça das Baleares (TSJIB) confirmou em um comunicado que Urdangarín foi convocado para testemunhar em 6 de fevereiro em Palma, capital do arquipélago. O documento de uma página não especifica as alegações.

Mas a mídia espanhola diz que Urdangarin, 43 anos, é suspeito de ter participado de um esquema para se apoderar de fundos públicos, utilizando faturas falsas e infladas com orçamentos e serviços fictício, de falsificação e lavagem de dinheiro em paraísos fiscais.

Urgadangarín presidiu entre 2004 e 2007 o Instituo Nóos, fundação sem fins lucrativos de consultoria que presta serviços na área de esportes para governos regionais e empresas privadas, principalmente nas regiões de Valencia e Mallorca.

Entre os serviços estão assessorias para organização de eventos, patrocínios e relatórios. Ele é suspeito de ter usado a instituição para superfaturar vários desses serviços prestados para grandes empresas.

O caso sobre o Instituto Noos, que a polícia chamou de Operação Babel, começou depois da divulgação de suas atividades no sumário do caso Palma Arena. Essa investigação está instruída há anos pelo juiz Castro em torno de inúmeros casos de suposta corrupção detectados durante o governo das Baleares do ex-presidente desta região espanhola Jaume Matas.

O juiz Castro também chamou para prestar depoimento como o sócio de Urdangarín, Diego Torres, assim como outros membros do Instituto Noos.

Desde 2009, Urdangarín, a princesa e seus quatro filhos vivem em Washington D.C., onde o duque de Palma trabalha para a companhia de telecomunicações Telefônica.

O índice de desemprego na Espanha alcançou 22%, e sua economia permanece estagnada com montanhas de dívidas, o que torna o suposto caso de corrupção envolvendo um membro da família real pior para a monarquia espanhola