Os problemas começaram logo no início do ano, com duas faltas de respeito da Imprensa: primeiro foi a revista Jueves que publicou uma caricatura do monarca despido, depois uma rádio da Catalunha que meteu o rei a ridículo num programa de apanhados, pondo-o a conversar com um imitador, convencido de que estava a falar com o presidente da Generalitat, Artur Mas.
Seguiram-se os problemas de saúde. Juan Carlos foi operado a um joelho em Março, devido a fortes dores nas articulações, tendo sido depois obrigado a um longo período de recuperação que o impediu de estar presente no casamento do príncipe William de Inglaterra e na abertura do ano judicial espanhol – a primeira vez que esteve ausente em 28 anos.
Pouco depois da operação, o Palácio Real confirmou que o rei usava aparelhos auditivos em ambos os ouvidos “há algum tempo” devido a problemas de surdez. Mais tarde, em Setembro, voltou a ser operado, desta vez ao tendão de aquiles e, em Novembro, apareceu em público com um olho negro, devido a um acidente doméstico (chocou com uma porta).
Mas o golpe mais duro, que afectou bastante a imagem e o prestígio da Casa Real, foi a implicação do genro, Iñaki Urdangarin, no ‘caso Nóos’, em que é acusado de desviar milhões de euros de um instituto sem fins lucrativos a que presidiu em 2005 e 2006. O escândalo levou o monarca a afastar o genro de todos os actos oficiais e a divulgar publicamente, pela primeira vez, as contas da Família Real. Um desejo de transparência reiterado na sua mensagem de Natal, quando deixou claro que “todos são iguais perante a Lei”, o que lhe valeu aplausos de todos os sectores da sociedade.
domingo, 8 de janeiro de 2012
BIBLIOGRAFIA FEITA POR JORNALISTA A RESPEITO DA VIDA DE JUAN CARLOS
De "jovem superficial, incapaz de ler um livro", Juan Carlos I de Bourbon chegou ao trono em 1975 e transformou-se no rei que conquistou prestígio internacional e devolveu a democracia à Espanha. Sua trajetória tem momentos dramáticos - como o vivido aos 18 anos, quando matou acidentalmente seu irmão caçula, Alfonso, com um tiro na testa. O menino era o filho predileto de D. Juan (o então rei exilado da Espanha), que ficou destroçado pela perda. Essa e outras histórias estão em mil páginas compiladas após uma investigação minuciosa, feita por dez anos, pela veterana jornalista Pilar Urbano. E a biografia "O preço do trono", que acaba de ser lançada na Espanha, apesar de tratar da vida de Juan Carlos somente até 1975, chega num momento turbulento para a família real: no auge de um escândalo de corrupção envolvendo o genro do monarca.
- Como Juan Carlos matou involuntariamente o irmão, isso virou uma espécie de dívida para com o pai. Tirou-lhe o trono e o filho favorito. É um drama que ele carrega. Sua mãe, dona Maria, caiu doente de depressão, e Juan Carlos transformou-se num navegante solitário - conta Pilar Urbano ao GLOBO. - A morte de Alfonsito foi um episódio negro.
Foi em Portugal, onde o rei Juan de Bourbon vivia exilado. O príncipe Juan Carlos - que vivia na Espanha desde os 10 anos - visitava a família nas férias e estava em seu quarto enquanto Alfonso, de 15 anos, entrava e saía simulando portar uma metralhadora. Aluno de uma academia militar, Juan Carlos mantinha seu revólver guardado na cabeceira. A brincadeira de mocinho e bandido interrompia os estudos dele. Alfonso provocara: "Você deve se render. É um homem morto." A resposta de Juan Carlos veio acompanhada da tragédia: "Você, sim, é um homem morto." E seguiu-se o disparo da arma, que o dono tirou da gaveta, pensando estar descarregada.
O ditador Francisco Franco se encarregou de enterrar o assunto. Sequer houve autópsia. O general também exigiu que o embaixador espanhol em Portugal emitisse um comunicado falso, alegando que Alfonsito morrera enquanto limpava uma arma. Um disparo acidental.
- Foi um homicídio involuntário, mas mesmo assim deram uma versão oficial falsa para não afetar o currículo de Juan Carlos - explica Pilar.
O jovem Juan Carlos teve de conviver não só com a morte do irmão - mas com a dúvida do pai sobre sua versão do crime. No velório, o rei, arrasado, ainda insistiu: "Jura que você não o matou de propósito?". Foi apenas uma das duras frases proferidas pelo pai que, anos mais tarde, fez questão de dizer a Juan Carlos: "Eu te enviei para você me representar e não para me desbancar." Para Juan Carlos, o pai (que renunciou ao trono em favor do filho e morreu em 1993) era "seu mais nobre e leal adversário".
Quem apostava todas as fichas em Juan Carlos era Franco. Sem sucessor, o ditador espanhol não queria ver um reinado de Juan de Bourbon - certo de que ele instauraria um regime democrático. A falta de proximidade e afeto entre pai e filho tornou-se atrativa para o general. Em 1969, Franco decidiu que o jovem Juan Carlos seria seu sucessor.
- Era como seu padrinho - diz Pilar. - Juan Carlos estava sendo formado como um estagiário de Franco, seu pupilo. Era mantido pelo franquismo com todos os gastos pagos.
Contato com os EUA via professor de caratê
O garoto era "imprudente, superficial, teimoso, incapaz de ser minimamente amável, interessado exclusivamente em divertir-se, incapaz de ler sequer os jornais" - na descrição nada elogiosa feita pelo conde de Fontanar numa carta a Juan de Bourbon após receber Juan Carlos em sua casa, em 1953. Mas um amigo português, citado na biografia, conta que o menino "sem conversa, sem conteúdo e que ria de tudo" estava mudando.
- Há um momento em que Juan diz a Franco, nascido na Galícia: "Meu general, do senhor aprendi seu galeguismo: escutar, olhar e calar" - revela a escritora. - Era uma relação de respeito, agradecimento, obediência militar e afeto. Juan Carlos não permitia que ninguém falasse mal de Franco.
Pilar observa que durante 27 anos Juan Carlos se submeteu ao franquismo mesmo sem ser partidário da ideia de um único partido fascista:
- Ele amadureceu entre inimigos. Dizia: "Tenho crocodilos prontos para pular na minha jugular." Aprendeu a não dizer aos franquistas o que faria. Era espiado e vigiado mas, encontrava-se clandestinamente com democratas, social-democratas, democratas-cristãos, bascos e catalães. Enviava mensagens a comunistas e socialistas de que reinaria na democracia.
Em outro grande drible de Juan Carlos, o príncipe conseguiu manter contatos com a Casa Branca - sua grande patrocinadora, segundo Pilar. Ele pediu que os Estados Unidos pusessem um emissário da CIA à sua disposição. Recebeu um coronel, professor de caratê que, fingindo ensinar artes marciais, servia para enviar e receber mensagens de Washington.
Em 1962, o rei encontrou, finalmente, algum afeto. O casamento transforia a rainha Sofía em seu porto seguro, apoiando-o. E defendendo-o.
- Estou convencida de que Juan Carlos se casou sem amor. Já perguntei diretamente ao rei, e ele nunca disse que amava Sofía. Ela sim, sempre amou Juan Carlos - arrisca Pilar.
Apesar da formação franquista, ele esteve na mira dos críticos nos três primeiros anos de reinado, antes da Constituição de 1978, quando alguns ainda o chamavam de "príncipe de Franco". Mas hoje, com 36 anos de trono, o monarca está, de certa forma, blindado. Segundo a biógrafa, com a democracia consolidada, há uma espécie de pacto de silêncio protegendo a família real. O que era respeito e gratidão por ter devolvido a democracia transformou-se em tabu abordar os assuntos privados da monarquia:
- Esse tabu foi quebrado em dois momentos: na Guerra do Golfo, em 1990, quando soube-se de romances do príncipe Felipe e do rei Juan Carlos. Houve ainda algumas críticas sobre o casamento de Felipe e Letizia e o divórcio da infanta Elena. Mas, a segunda vez ocorre agora, com o caso de corrupção envolvendo Iñaki Urdangarín, marido da infanta Cristina. É o escândalo mais duro de todos.
Pilar, no entanto, se arrisca e garante: Juan Carlos se manterá intacto.
- Como Juan Carlos matou involuntariamente o irmão, isso virou uma espécie de dívida para com o pai. Tirou-lhe o trono e o filho favorito. É um drama que ele carrega. Sua mãe, dona Maria, caiu doente de depressão, e Juan Carlos transformou-se num navegante solitário - conta Pilar Urbano ao GLOBO. - A morte de Alfonsito foi um episódio negro.
Foi em Portugal, onde o rei Juan de Bourbon vivia exilado. O príncipe Juan Carlos - que vivia na Espanha desde os 10 anos - visitava a família nas férias e estava em seu quarto enquanto Alfonso, de 15 anos, entrava e saía simulando portar uma metralhadora. Aluno de uma academia militar, Juan Carlos mantinha seu revólver guardado na cabeceira. A brincadeira de mocinho e bandido interrompia os estudos dele. Alfonso provocara: "Você deve se render. É um homem morto." A resposta de Juan Carlos veio acompanhada da tragédia: "Você, sim, é um homem morto." E seguiu-se o disparo da arma, que o dono tirou da gaveta, pensando estar descarregada.
O ditador Francisco Franco se encarregou de enterrar o assunto. Sequer houve autópsia. O general também exigiu que o embaixador espanhol em Portugal emitisse um comunicado falso, alegando que Alfonsito morrera enquanto limpava uma arma. Um disparo acidental.
- Foi um homicídio involuntário, mas mesmo assim deram uma versão oficial falsa para não afetar o currículo de Juan Carlos - explica Pilar.
O jovem Juan Carlos teve de conviver não só com a morte do irmão - mas com a dúvida do pai sobre sua versão do crime. No velório, o rei, arrasado, ainda insistiu: "Jura que você não o matou de propósito?". Foi apenas uma das duras frases proferidas pelo pai que, anos mais tarde, fez questão de dizer a Juan Carlos: "Eu te enviei para você me representar e não para me desbancar." Para Juan Carlos, o pai (que renunciou ao trono em favor do filho e morreu em 1993) era "seu mais nobre e leal adversário".
Quem apostava todas as fichas em Juan Carlos era Franco. Sem sucessor, o ditador espanhol não queria ver um reinado de Juan de Bourbon - certo de que ele instauraria um regime democrático. A falta de proximidade e afeto entre pai e filho tornou-se atrativa para o general. Em 1969, Franco decidiu que o jovem Juan Carlos seria seu sucessor.
- Era como seu padrinho - diz Pilar. - Juan Carlos estava sendo formado como um estagiário de Franco, seu pupilo. Era mantido pelo franquismo com todos os gastos pagos.
Contato com os EUA via professor de caratê
O garoto era "imprudente, superficial, teimoso, incapaz de ser minimamente amável, interessado exclusivamente em divertir-se, incapaz de ler sequer os jornais" - na descrição nada elogiosa feita pelo conde de Fontanar numa carta a Juan de Bourbon após receber Juan Carlos em sua casa, em 1953. Mas um amigo português, citado na biografia, conta que o menino "sem conversa, sem conteúdo e que ria de tudo" estava mudando.
- Há um momento em que Juan diz a Franco, nascido na Galícia: "Meu general, do senhor aprendi seu galeguismo: escutar, olhar e calar" - revela a escritora. - Era uma relação de respeito, agradecimento, obediência militar e afeto. Juan Carlos não permitia que ninguém falasse mal de Franco.
Pilar observa que durante 27 anos Juan Carlos se submeteu ao franquismo mesmo sem ser partidário da ideia de um único partido fascista:
- Ele amadureceu entre inimigos. Dizia: "Tenho crocodilos prontos para pular na minha jugular." Aprendeu a não dizer aos franquistas o que faria. Era espiado e vigiado mas, encontrava-se clandestinamente com democratas, social-democratas, democratas-cristãos, bascos e catalães. Enviava mensagens a comunistas e socialistas de que reinaria na democracia.
Em outro grande drible de Juan Carlos, o príncipe conseguiu manter contatos com a Casa Branca - sua grande patrocinadora, segundo Pilar. Ele pediu que os Estados Unidos pusessem um emissário da CIA à sua disposição. Recebeu um coronel, professor de caratê que, fingindo ensinar artes marciais, servia para enviar e receber mensagens de Washington.
Em 1962, o rei encontrou, finalmente, algum afeto. O casamento transforia a rainha Sofía em seu porto seguro, apoiando-o. E defendendo-o.
- Estou convencida de que Juan Carlos se casou sem amor. Já perguntei diretamente ao rei, e ele nunca disse que amava Sofía. Ela sim, sempre amou Juan Carlos - arrisca Pilar.
Apesar da formação franquista, ele esteve na mira dos críticos nos três primeiros anos de reinado, antes da Constituição de 1978, quando alguns ainda o chamavam de "príncipe de Franco". Mas hoje, com 36 anos de trono, o monarca está, de certa forma, blindado. Segundo a biógrafa, com a democracia consolidada, há uma espécie de pacto de silêncio protegendo a família real. O que era respeito e gratidão por ter devolvido a democracia transformou-se em tabu abordar os assuntos privados da monarquia:
- Esse tabu foi quebrado em dois momentos: na Guerra do Golfo, em 1990, quando soube-se de romances do príncipe Felipe e do rei Juan Carlos. Houve ainda algumas críticas sobre o casamento de Felipe e Letizia e o divórcio da infanta Elena. Mas, a segunda vez ocorre agora, com o caso de corrupção envolvendo Iñaki Urdangarín, marido da infanta Cristina. É o escândalo mais duro de todos.
Pilar, no entanto, se arrisca e garante: Juan Carlos se manterá intacto.
BAHREIN USA GÁS LACRIMOGÊNIO CONTRA XIITAS
A polícia antidistúrbio do Bahrein usou gás lacrimogêneo nesta sexta-feira para dispersar alguns dos milhares de manifestantes que tomaram as ruas do país para exigir a queda do governo, depois que um relatório mostrou a ocorrência de tortura e outros abusos contra prisioneiros.
Os manifestantes carregavam a bandeira vermelha e branca do Bahrein quando marcharam pelos quase seis quilômetros ao longo da via que corta o bairro xiita num distrito do norte do país. Após a passeata, várias centenas de manifestantes se reuniram numa rotatória, o que fez a polícia isolar a via e dispersar a multidão com gás lacrimogêneo.
Os xiitas do Bahrein, que são cerca de 70% dos 525 mil habitantes do país, reclamam de discriminação dos governantes sunitas, o que inclui a impossibilidade de alcançar os principais postos no governo e no Exército. A monarquia fez algumas concessões, mas se recusou a se curvar às exigências de maiores liberdades e direitos políticos.
Ativistas acusam o governo de falhar na implementação das recomendações da comissão de averiguação. O relatório de 500 páginas, divulgado no final de novembro, mostrou que uma série de detentos foi torturado, o que era uma "prática deliberada" durante o pico dos protestos em fevereiro e março.
O relatório sobre a repressão também foi altamente crítico a um tribunal especial de segurança, criado sob uma lei marcial e que impôs duras penas, dentre ela a de morte e "negou à maioria dos réus garantias elementares de um julgamento justo".
Posteriormente, o Bahrein levantou a lei marcial e dissolveu o tribunal de segurança. O relatório pediu que o Bahrein revise todos os veredictos do tribunal de segurança e que desista das acusações contra os acusados por atos não violentos como se unir e apoiar os manifestantes.
Os protestos desta sexta-feira pediam a libertação de prisioneiros políticos, alguns dos quais foram julgados pelo tribunal especial de segurança, além do julgamento de policiais que podem ter participado dos assassinatos de mais de 35 manifestantes desde o início das manifestações, dez meses atrás.
O estudante Mohammed Ali disse acreditar que o relatório prova que o atual governo não tem credibilidade e deve renunciar. Os manifestantes, porém, não pedem a queda da monarquia sunita, que remodelou o governo neste ano por causa da pressão dos ativistas.
Os manifestantes carregavam a bandeira vermelha e branca do Bahrein quando marcharam pelos quase seis quilômetros ao longo da via que corta o bairro xiita num distrito do norte do país. Após a passeata, várias centenas de manifestantes se reuniram numa rotatória, o que fez a polícia isolar a via e dispersar a multidão com gás lacrimogêneo.
Os xiitas do Bahrein, que são cerca de 70% dos 525 mil habitantes do país, reclamam de discriminação dos governantes sunitas, o que inclui a impossibilidade de alcançar os principais postos no governo e no Exército. A monarquia fez algumas concessões, mas se recusou a se curvar às exigências de maiores liberdades e direitos políticos.
Ativistas acusam o governo de falhar na implementação das recomendações da comissão de averiguação. O relatório de 500 páginas, divulgado no final de novembro, mostrou que uma série de detentos foi torturado, o que era uma "prática deliberada" durante o pico dos protestos em fevereiro e março.
O relatório sobre a repressão também foi altamente crítico a um tribunal especial de segurança, criado sob uma lei marcial e que impôs duras penas, dentre ela a de morte e "negou à maioria dos réus garantias elementares de um julgamento justo".
Posteriormente, o Bahrein levantou a lei marcial e dissolveu o tribunal de segurança. O relatório pediu que o Bahrein revise todos os veredictos do tribunal de segurança e que desista das acusações contra os acusados por atos não violentos como se unir e apoiar os manifestantes.
Os protestos desta sexta-feira pediam a libertação de prisioneiros políticos, alguns dos quais foram julgados pelo tribunal especial de segurança, além do julgamento de policiais que podem ter participado dos assassinatos de mais de 35 manifestantes desde o início das manifestações, dez meses atrás.
O estudante Mohammed Ali disse acreditar que o relatório prova que o atual governo não tem credibilidade e deve renunciar. Os manifestantes, porém, não pedem a queda da monarquia sunita, que remodelou o governo neste ano por causa da pressão dos ativistas.
UMA TAILANDESA DOS CAMISAS VERMELHAS FOI CONDENADA A 15 ANOS
Uma tailandesa membro dos "camisas vermelhas", favoráveis ao ex-primeiro ministro no exílio Thaksin Shinawatra, foi hoje condenada a 15 anos de prisão por insultar a família real.
Daranee Charncherngsilapakul foi condenada depois de ter visto o primeiro julgamento anulado em 2009 por ter sido realizado à porta fechada. Os discursos que fez durante as manifestações pró-Thaksin, em 2008, valeram-lhe no primeiro julgamento 18 anos de prisão.
As perseguições e condenações por lesa-majestade multiplicaram-se na Tailândia desde o golpe de Estado militar de 2006 contra Thaksin, considerado pelas elites de Banguecoque como um perigo para a monarquia.
Daranee Charncherngsilapakul foi condenada depois de ter visto o primeiro julgamento anulado em 2009 por ter sido realizado à porta fechada. Os discursos que fez durante as manifestações pró-Thaksin, em 2008, valeram-lhe no primeiro julgamento 18 anos de prisão.
As perseguições e condenações por lesa-majestade multiplicaram-se na Tailândia desde o golpe de Estado militar de 2006 contra Thaksin, considerado pelas elites de Banguecoque como um perigo para a monarquia.
QUANTO GANHA O REI DA ESPANHA?
Pela primeira vez, a Casa Real espanhola divulgou as suas contas - incluindo o salário do rei -, algo que há muito era reivindicado pelos partidos políticos e alguns sectores da sociedade.
Dos 8.434.280 euros geridos pela Casa Real este ano, Juan Carlos recebeu 292.752 euros brutos: 140.519 de salário pessoal e o restante de despesas de representação. Os ganhos do rei, que não desconta para a Segurança Social, estão sujeitos a uma retenção mínima de 40% de IRS.
O rei Juan Carlos recebe o dobro do príncipe Felipe - o herdeiro do trono aufere exactamente 146.376 euros - , e quatro vezes mais que o chefe do Governo. Mariano Rajoy tem direito a 78.185 euros.
Dos 8.434.280 euros geridos pela Casa Real este ano, Juan Carlos recebeu 292.752 euros brutos: 140.519 de salário pessoal e o restante de despesas de representação. Os ganhos do rei, que não desconta para a Segurança Social, estão sujeitos a uma retenção mínima de 40% de IRS.
O rei Juan Carlos recebe o dobro do príncipe Felipe - o herdeiro do trono aufere exactamente 146.376 euros - , e quatro vezes mais que o chefe do Governo. Mariano Rajoy tem direito a 78.185 euros.
ELIZABETH QUER SER U,A RAINHA DO VERDE
A 1 de Janeiro, o castelo de Windsor estará convertido num palácio ecológico, sendo capaz de gerar a sua própria electricidade. Ou seja, a rainha ELIZABETH continua determinada em ter uma monarquia verde. Antes já havia mandado instalar uma planta hidroelétrica em Balmoral, Escócia. Para Windsor foi eleita uma tecnologia mais antiga. As turbinas produzem energia para abastecer 400 casas normais e um castelo da dimensão daquele que a rainha possui no oeste de Londres. Quando a rainha deu a aprovação, o director do projecto confessou que o esposo da rainha se confessou céptico da eficácia das energias renováveis. Mas Isabel II é que não está pelos ajustes, revelando-se uma rainha verde.
MULHER SAUDITA FOI EXECUTADA ACUSADA DE BRUXARIA
Amina bint Abdulhalim Nassar, assim se chamava a mulher acusada de se envolver com magias e feitiços. Presa em 2009, foi agora decapitada por alegadamente enganar pessoas, fazendo-as acreditar que tratava doenças em troca de 800 dólares (cerca de 600 euros) por sessão. Esta, pelo menos, é a versão do Ministério do Interior da Arábia Saudita, que não avança mais pormenores sobre o crime.
A mulher passou assim a ocupar a 73ª posição na tabela dos executados na monarquia ultraconservadora do Golfo durante este ano. Desta soma, pelo menos três são mulheres e onze são de nacionalidade estrangeira.
O "crime" de feitiçaria já tinha sido a causa de outra execução em setembro. Um sudanês acusado de ser bruxo foi também decapitado no meio de um parque de estacionamento. As imagens do homem ajoelhado perante o seu executor tornaram-se conhecidas (vídeo mais abaixo).
Nas leis da Arábia Saudita a feitiçaria não é definida como crime. Contudo, aos olhos do Islão, as práticas de bruxaria são estritamente proibidas.
Ativistas e defensores dos Direitos Humanos dentro e fora do país já reagiram a estas mortes. Exigem o fim para o que consideram ser uma morte "arcaica" e "desumana".
Também a Amnistia Internacional já pediu ao Governo do país para estabelecer uma suspensão imediata destas execuções.
A Arábia Saudita está no topo da lista dos países que utilizam a pena de morte, a par da China, Irão e Estados Unidos
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/feiticos-e-bruxarias-valem-decapitacao-a-mulher-saudita-video=f693972#ixzz1iufI2vbk
A mulher passou assim a ocupar a 73ª posição na tabela dos executados na monarquia ultraconservadora do Golfo durante este ano. Desta soma, pelo menos três são mulheres e onze são de nacionalidade estrangeira.
O "crime" de feitiçaria já tinha sido a causa de outra execução em setembro. Um sudanês acusado de ser bruxo foi também decapitado no meio de um parque de estacionamento. As imagens do homem ajoelhado perante o seu executor tornaram-se conhecidas (vídeo mais abaixo).
Nas leis da Arábia Saudita a feitiçaria não é definida como crime. Contudo, aos olhos do Islão, as práticas de bruxaria são estritamente proibidas.
Ativistas e defensores dos Direitos Humanos dentro e fora do país já reagiram a estas mortes. Exigem o fim para o que consideram ser uma morte "arcaica" e "desumana".
Também a Amnistia Internacional já pediu ao Governo do país para estabelecer uma suspensão imediata destas execuções.
A Arábia Saudita está no topo da lista dos países que utilizam a pena de morte, a par da China, Irão e Estados Unidos
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/feiticos-e-bruxarias-valem-decapitacao-a-mulher-saudita-video=f693972#ixzz1iufI2vbk
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