quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MONARQUIAS DO GOLFO RETIRAM OS SEUS OBSERVADORES DA SÍRIA

"Definitivamente, a solução para a Síria não é a proposta pela Liga Árabe", disse em Damasco, citado pela Reuters, o ministro Al-Moualem. Acrescentou que pouco importa que a Liga leve a sua proposta às Nações Unidas ou "à lua", que a resposta será a mesma — a rejeição. "Eles abandonaram o seu papel enquanto Liga Árabe e nós não queremos mais a solução deles para esta crise. Metade do universo está contra nós", disse o ministro.

Hoje de manhã, os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo anunciaram que retiravam os seus delegados da missão de observadores da Liga na Síria.Num comunicado conjunto, citado pela estação de televisão Al-Arabiya, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Qatar dizem que se retiram porque o Presidente Bashar al-Assad se recusou a cumprir a exigência da Liga de transferir o poder.

Al-Moualem disse que a Liga apresentou condições que já sabia que não seriam aceites. "Em vez de discutirem o relatório [dos observadores, entregue no final da semana passada], tomaram uma decisão política que ataca a soberania síria e já sabiam antecipadamente que não a poderiamos aceitar".

Ao exigirem o afastamento de Assad, a transferência dos seus poderes e a criação de um governo de unidade de transição, a Liga Árabe deixou claro que, para os parceiros árabes - o Irão é o seu único aliado declarado —, o Presidente sírio é um pária. Bashar al-Assad já não cumprira um acordo prévio, datado de Novembro, para pôr fim à violência contra os que diariamente se manifestam contra o seu regime totalitário, libertar os presos políticos e iniciar negociações com a oposição.

Porém, a Liga não parece ter (ou querer ter) meios para fazer cumprir as suas decisões sobre a Síria. Há visões contrárias sobre quais devem ser os próximos passos. E o comunicado das monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo recorre à ajuda internacional. Apela "aos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para adoptarem todas as medidas necessárias para implementar as decisões da Liga".

"Pedimos à comunidade internacional para cumprir com as suas responsabilidades, e entre eles incluimos os nossos irmãos dos estados islâmicos e os nossos amigos na Rússia, na China, na Europa e nos Estados Unidos", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, príncipe Saud al-Faisal, citado pela Reuters. Sublinhou que pedia que "toda a pressão possível" seja posta sobre a Síria.

Uma resolução sobre a Síria encontra-se suspensa no Conselho de Segurança devido ao anunciado veto da Rússia, podendo esse veto ser anulado se forem os países árabes, em consenso, a pedir a inetrvenção da ONU. Por isso o príncipe o príncipe falou em particular para a Rússia.

"Acredito que esta é uma nova fase da acção deles [Liga Árabe] contra a Síria e que agora vão pedir a intervenção internacional", disse Walid al-Moualem.

Porém, para que o Conselho de Segurança possa actuar, deve ser o colectivo árabe, através da Liga, a pedir a intervenção deste orgão, como lembrou o repsonsável pela diplomacia britânica, William Hague. “Espero que a Liga Árabe explique a situação às Nações Unidas e peça ao Conselho de Segurança para aprovar uma resolução apropriada que leve ao salvamento de vidas na Sìria", disse hoje em Londres.

Já da parte da tarde, os delegados da Liga Árabe no Cairo (Egipto) dedidiram que a missão deve continuar, mas apenas se a Síria concordar com a permanência dos observadores no seu territótio.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PRESIDENTE DA CAUSA REAL NÃO ESCONDE O CONTENTAMENTO EM EXTINGUIR FEIRADO DE IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

O presidente da Causa Real assumiu-se nesta quinta-feira “francamente contente” com a provável eliminação do feriado da República, que “divide o país”, mas lamentou o fim do 1.º de Dezembro, uma celebração consensual e sem “base ideológica”.


“As pessoas, quando olham para estes dois feriados, tentam criar um balanço entre aquilo que é a Republica contra aquilo que é a Monarquia. Claramente, é um balanço que não existe”, disse à Lusa Luís Lavradio, para quem o 5 de Outubro (data da implantação da República em 1910) “divide profundamente o país, e dividiu na altura, e surgiu na consequência do assassinato de um chefe de Estado de Portugal”.

Luís Lavradio sublinhou que sempre considerou “quase um abuso” a celebração do 5 de Outubro e disse ficar “francamente contente”por ser abolido como feriado nacional.

Já o 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência em relação a Espanha em 1640, “pelo contrário, não é um feriado com base ideológica, nem com base divisória”.

“É um feriado que une o país à volta de uma questão que para mim e para a Causa Real continua a ser muito importante, que é a nossa independência enquanto país e enquanto nação. Tenho obviamente muita pena que se tenha suprimido esse feriado, mas a Causa Real e eu próprio não deixaremos de continuar a celebrá-lo e a celebrar os heróis da Restauração e aqueles que consolidaram, e a muito custo, a nossa independência enquanto país”, acrescentou o presidente da Causa Real.

O Governo anunciou hoje que vai propor aos parceiros sociais a eliminação do 05 de Outubro e do 1.º de Dezembro da lista de feriados obrigatórios e de igual número de feriados religiosos. O objectivo do Governo é contribuir, com esta medida, para o aumento da produtividade.

O presidente da Causa Real ressalvou que “do ponto de vista político, do ponto de vista económico”, entende “perfeitamente a ideia do Governo” e apontou o caso da Inglaterra, que decidiu que os feriados se celebram à segunda-feira, uma opção que, disse, “talvez seja mais efectiva do que suprir alguns feriados”.

Justiça do Bahrein anula sentenças contra manifestantes

Um tribunal civil do Bahrein derrubou nesta segunda-feira as sentenças de morte emitidas contra dois manifestantes, condenados por terem matado dois policiais durante a onda de protestos contra a monarquia no ano passado. As sentenças foram anuladas por um tribunal especial, montado durante o período de emergência no ano passado, quando a monarquia sunita tentou reprimir um protesto da maioria da população xiita do país do Golfo Pérsico.
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Ao enviar o caso aos tribunais civis, a monarquia aprece seguir pelo menos parte das recomendações feitas por um painel de investigadores internacionais, que acusaram o Bahrein de abusos aos direitos humanos durante a repressão. Entre esses abusos, estão as acusações de que os detidos não foram julgados por tribunais civis.

Os protestos no Bahrein contra a monarquia começaram em fevereiro do ano passado. Tropas da Arábia Saudita e de outros países árabes do Golfo reforçaram os militares bareinitas na repressão. Os choques deixaram pelo menos 40 mortos.

A decisão de derrubar as sentenças de morte foi tomada pelo Tribunal de Cassações, disse Hassan Radhi, advogado de um dos condenados. A decisão foi tomada após os dois terem apelado à Suprema Corte.

Um tribunal civil do Bahrein derrubou nesta segunda-feira as sentenças de morte emitidas contra dois manifestantes, condenados por terem matado dois policiais durante a onda de protestos contra a monarquia no ano passado. As sentenças foram anuladas por um tribunal especial, montado durante o período de emergência no ano passado, quando a monarquia sunita tentou reprimir um protesto da maioria da população xiita do país do Golfo Pérsico.
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Os protestos no Bahrein contra a monarquia começaram em fevereiro do ano passado. Tropas da Arábia Saudita e de outros países árabes do Golfo reforçaram os militares bareinitas na repressão. Os choques deixaram pelo menos 40 mortos.

A decisão de derrubar as sentenças de morte foi tomada pelo Tribunal de Cassações, disse Hassan Radhi, advogado de um dos condenados. A decisão foi tomada após os dois terem apelado à Suprema Corte.

INDEPENDÊNCIA ESCOCESA

O ministro britânico responsável pela Escócia, Michael Moore, e o primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, decidiram hoje iniciar um debate para um referendo sobre a independência da Escócia, de acordo com fontes oficiais.

Segundo a France Presse, o convite foi lançado por Michael Moore a que Alex Salmond respondeu favoravelmente, numa altura em que a questão do referendo sobre a independência da Escócia está a azedar as relações entre Londres e Edimburgo.

"Pretendo encontrar-me com o primeiro-ministro da Escócia esta semana em Edimburgo no sentido de começarmos a fazer progressos" sobre a questão do referendo, disse Michael Moore em comunicado.

NOVO MANIFESTO A FAVOR DA RESTAURAÇÃO DA MONARQUIA EM PORTUGUAL

Dois dos maiores nomes da história do movimento monárquico em tempo de República estão de regresso. Gonçalo Ribeiro Teles, fundador do Partido Popular Monárquico, é o primeiro subscritor do manifesto «Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia».

Da lista de 18 subscritores fazem também parte Miguel Esteves Cardoso, que concorreu pelo partido ao Parlamento Europeu em 1987, o músico Pedro Ayres Magalhães e o professor universitário Pedro Quartin Graça. «Portugal precisa de uma monarquia. Portugal precisa de um rei», sentenciam.

No texto publicado no jornal i, os signatários olham para o Portugal de hoje e descartam a resignação e a indignação sem objectivo: «É tempo de fazer. É tempo de escolher como fazer». O documento surge no dia em que se assinala o regicídio de 1908, quando o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luis Filipe foram assassinados no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Para Nuno Miguel Guedes, outro dos subscritores, esta é uma «mensagem de esperança» de «pessoas que vivem os problemas concretos», mas critica duramente a República que, acusam, «não está a garantir a qualidade democrática».

No manifesto, este grupo diz que a «verdadeira democracia está ausente» e por isso defende «uma chefia de Estado independente e supra-partidária». «Um chefe de Estado que esteja ao serviço da nação e que não se sirva dela», acrescentam. «Mas não vamos ocupar pela força o Palácio de Belém», garante ironicamente Nuno Miguel Guedes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O PROCESSO DE CANONIZAÇÃO DA PRINCESA ISABEL

Brasileiros de bom coração e almas cristãs propuseram à Santa Sé a candidatura da nossa Princesa Isabel à Santa Brasileira .
A Casa Imperial endossou o pedido , vejo que nada mais justo uma figura histórica de nossa nação ,que teve coragem para assinar a lei auréa.
Para mim no mínimo ela seria uma mártyr , pelo sofrimento de quem amava o Brasil e de maneira abrupta exilaram ela e sua família.
Poderia ter feito muito pelo nosso país, até começando uma industrialização mais forte .
Acusaram-na de ultramontanhismo .
Mas ela poderia ser um católica devota ,mas acho que seria aberta ao progresso cientifico e industrial.
Este pequeno blog apoia a boa iniciativa de propor ao Vaticano e ao povo católico a santificação de nobre mulher .

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PAPA FALA QUE É PRECISO INVESTIR NOS JOVENS PARA RESOLVER AS QUESTÕES MUNDIAIS

Mudar a situação atual «só poderá ser feito através da educação, que constitui a tarefa de primária importância num tempo difícil e delicado», salientou Bento XVI. A propósito da última mensagem para o dia mundial da paz, «Educar os jovens para a justiça e para a paz», referiu-se ao lugar que há que reservar à família e à defesa da vida, assim como às instituições educativas, onde a Igreja está bem presente.

«Os graves e preocupantes desenvolvimentos da crise económica e financeira mundial» preocupam o Santo Padre já que a situação afeta «famílias e as empresas dos países economicamente mais avançados, com repercussões sobre os jovens, mas também a vida dos países em vias de desenvolvimento». Em lugar do desânimo, o Pontífice defende que a crise «pode e deve ser um estímulo para refletir sobre a existência humana e sobre a importância da sua dimensão ética». E uma oportunidade para «adotar novas regras que assegurem a todos a possibilidade de viver dignamente desenvolvendo as suas capacidades em benefício da comunidade no seu conjunto».


Preocupado com a situação de crise no mundo e com o facto de serem os jovens os mais afetados com o desemprego e a falta de perspetivas para o futuro, o Pontífice apontou como exemplos para sair da crise a África do Norte e o Médio Oriente. Ali os jovens lançaram «aquilo que se tornou num amplo movimento de revindicação de reformas e de participação mais ativa na vida política e social», afirmou.

Ainda sem balanço definitivo destes acontecimentos e consequências, o Santo Padre considera que a «via adequada para continuar o caminho empreendido passa pelo reconhecimento da dignidade inalienável de cada pessoa humana e dos seus direitos fundamentais». Bento XVI advertiu contra o risco deste movimento de solidariedade social degenerar em «mero instrumento para conservar ou conquistar o poder» e convidou a comunidade internacional a concorrer para «a construção de sociedades estáveis, reconciliadas, opostas a toda a discriminação injusta, em especial de ordem religiosa».

Na sua intervenção aos embaixadores de 178 Estados (o último a ser reconhecido foi o Sudão do Sul, em 2011), o Papa manifestou a sua preocupação pela tensão existente na Síria, apelando a que se «ponha termo à efusão de sangue e se empreenda um diálogo frutuoso entre as partes». Bento XVI reafirmou a necessidade de os israelitas e palestinianos «tomem decisões corajosas e clarividentes que possam conduzir a uma paz estável, que garanta o direito de ambos viverem em segurança em Estados soberanos, com fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas».

O Pontífice guardou uma saudação especial para o novo país e referiu-se às «tensões e confrontos» ali verificados nos últimos meses. Espera ainda que «todos unam esforços para que se abra finalmente, para as populações do Sudão e do Sudão do Sul, um período de paz, de liberdade e de desenvolvimento». Moçambique foi o único país lusófono expressamente citado, a propósito do recente Acordo com a Santa Sé, cuja ratificação deve ter lugar em breve, como já aconteceu com idêntico acordo assinado, também em 2011, com o Azerbeijão.

Uma alegria manifestada também pela admissão da Santa Sé, como membro de pleno direito na Organização Internacional das Migrações. «Tal testemunha o empenho da Santa Sé e da Igreja Católica ao lado da comunidade internacional na busca de soluções adequadas para este fenómeno que apresenta múltiplos aspetos, desde a proteção da dignidade das pessoas à preocupação pelo bem comum das comunidades que as recebem e daquelas de onde provêm», frisou.