sexta-feira, 2 de março de 2012

FOTOGRAFADO LEOPARDO DAS NEVES NO BUTÃO

Uma armadilha fotográfica no Butão capturou a imagem de um leopardo-das-neves. Além da imagem do felino, também foi observada a presença de um lobo tibetano, cervo-almiscarado, e ovelhas - as principais fonte de alimento dos leopardos das neves. Esta é a primeira prova flagrante de que os leopardos das neves estão florescendo no Parque Wangchuck Centennial, um corredor ecológico importante que liga o Parque Nacional Jigme Dorji e o Santuário de vida selvagem Bumdeling. Ao todo foram capturadas 10 mil imagens.



“As descobertas são fenomenais, pois estas são as primeiras imagens de leopardos das neves no Wangchuck”, disse Rinjan Shrestha, do WWF e que liderou o estudo. “isto sugere que a rede de áreas de proteção e corredores estão ajudando a ligar as populações d locais de leopardos das neves, isto será muito importante para assegurar a permanência destes animais nesta região”, disse.



Leopardos das neves são animais em risco de extinção, com cerca de 4.500 a 7.500 na natureza. O Butão é o único país no mundo onde o habitat de leopardos das neves e tigres se cruzam. O aquecimento no alto do Himalaia está causando o isolamento de populações de leopardos das neves, outro problema é que eles não podem viver em altas altitudes, pois a capacidade de se movimentar fica limitada no ar rarefeito.

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ANDORRA TEM HOTEL IGLU

Para atrair turistas avessos ao calor, a empresa Iglu-Dorf apostou em uma forma de hospedagem inusitada e abriu três complexos hoteleiros - em Andorra, Suíça e Áustria -, nos quais os quartos são adaptados dentro de iglus.
A ideia surgiu a partir de uma experiência de um skatista que, depois de realizar uma excursão mal sucedida por montanhas repletas de neve, passou a noite em um dormitório improvisado. A iniciativa ganhou adeptos e notoriedade, sendo desenvolvida para abrigar mais pessoas, até tornar-se uma opção popular entre os viajantes que conhecem a Iglu-Dorf.
Os hotéis customizados contam com energia elétrica, piscina aquecida e aquecedor de ambientes. No momento de dormir, o hóspede pode optar por camas convencionais ou sacos de dormir.

50 POR CENTO DO PARLAMENTO DE ANDORRA É OCUPADA POR MULHERES


A percentagem de mulheres no Parlamento português diminuiu após as eleições legislativas de 2011, contra a tendência internacional, mas ainda está folgadamente acima da média, segundo um estudo divulgado esta sexta-feira pela União Inter-Parlamentar e citado pela Lusa.

No estudo «Mulheres no Parlamento 2011», divulgado em Nova Iorque com dados de cerca de 150 países, Portugal surge em 28.º lugar, registando um peso de 28,7 por cento de mulheres entre os 230 parlamentares.

A Assembleia da República, presidida agora e pela primeira vez por uma mulher, Assunção Esteves, surge no ranking à frente da Macedónia e do Burundi e imediatamente à frente de Trinidad e Tobago e Suíça.

A lista é liderada por Ruanda e Andorra, que têm mais de 50 por cento de mulheres no Parlamento, e por um grupo de países na casa dos 40 por cento, incluindo Cuba, Suécia, Finlândia e Holanda.

Juntamente com Chipre, Estónia e Espanha, Portugal foi um dos países a sofrer uma tendência de «encolhimento» da percentagem de mulheres.

«Na Europa, a contínua crise financeira teve um impacto dramático, não apenas nas economias da região, mas também na participação das mulheres nos parlamentos nacionais», refere o estudo, divulgado à margem da Comissão do Estatuto da Mulher, que decorre nas Nações Unidas, em Nova Iorque.

De acordo com a União Inter-Parlamentar, nos «realinhamentos eleitorais», como o que Portugal registou no ano passado, é habitual o partido do poder perder os assentos mais «marginais», frequentemente detidos por mulheres, e as listas dos partidos vencedores não incluírem tantas representantes femininas.

No caso de Portugal, a quebra foi de 1,3 pontos percentuais, atingindo os 5 por cento na Estónia.

Segundo o estudo, no final de 2011, a média global de mulheres nos parlamentos era de 19,5 por cento, uma subida de 0,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Portugal está também acima da média regional (OSCE), que é de 20,8 por cento, excluindo os países nórdicos.

«Em 2011, as mulheres não só entraram em maior número nos parlamentos, mas também foram feitos mais esforços para garantir que tomam o seu lugar de direito dentro destas instituições democráticas», adianta o estudo.

Globalmente, o peso das mulheres continua a ser maior em câmaras legislativas únicas ou inferiores, onde representam 19,7 por cento do total.

A média sobe para 27,4 por cento nos países que têm quotas, e cai para 15,7 por cento naqueles que não têm um mínimo legal para mulheres parlamentares.

Os países árabes compõem o único grupo em que as mulheres ainda não têm um nível considerável de participação política.

E, apesar da vaga democrática em muitos países da região, a falta de medidas eficazes de promoção da igualdade de género a nível político em países como a Tunísia ou Egito indicam que até agora a Primavera Árabe é «uma oportunidade perdida para lidar com as desigualdades do passado».

O estudo «Mulheres no Parlamento 2011» será apresentado esta sexta-feira em Nova Iorque pela diretora da agência ONU Mulheres, Michelle Bachelet, com os principais responsáveis da União Inter-Parlamentar.

MONARQUIA ESPANHOLA É A MAIS BARATA DA EUROPA

O salário anual líquido do rei Juan Carlos da Espanha é de € 175.622 (cerca de R$ 404 mil), quase cinco vezes inferior ao da rainha da Holanda e sete vezes menor que o do monarca norueguês, enquanto o orçamento da Coroa espanhola é o mais barato das monarquias europeias.

Esta é uma das conclusões do relatório "O custo orçamentário das monarquias na Europa", realizado em 2011 pelo professor belga de Administração e Finanças Públicas Herman Matthijs e divulgado neste domingo na Espanha.

O estudo analisa os gastos das oito monarquias europeias - Noruega, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Suécia, Reino Unido, Espanha e o grão-ducado de Luxemburgo - e das Presidências de França e Alemanha - as duas maiores potências republicanas do continente.

A conclusão é de que, em números proporcionais aos respectivos níveis de PIB e população, a monarquia espanhola é a mais barata, enquanto a luxemburguesa e a norueguesa são as mais caras.

Após a Espanha, o país com as menores despesas relacionadas à chefia de Estado - entre os analisados neste estudo e sempre segundo o PIB e a população - é o Reino Unido, seguido de França, Alemanha e Suécia.

Entre as nações com os orçamentos mais caros, estão Luxemburgo, Noruega, Dinamarca, Holanda e Bélgica.

Se comparados simplesmente em números absolutos, os gastos mais elevados dentre as dez chefias de Estado analisadas são os da França (€ 112 milhões), Reino Unido (€ 45,6 milhões), Holanda (€ 39,1 milhões), Alemanha (€ 28,7 milhões) e Noruega (€ 25,1 milhões), enquanto os mais baixos são da Espanha (€ 8,4 milhões).

Quanto aos salários anuais dos chefes de Estado já descontados os impostos, os € 175.622 do rei Juan Carlos constituem a retribuição mais baixa, enquanto o rei da Noruega é o que mais ganha (€ 1,2 milhão), seguido da rainha da Holanda (€ 829 mil) e do grão-duque de Luxemburgo (€ 645 mil). e

CRIME DE LESA MAJESTADE NA TAILAÂNDIA


O juiz do Tribunal Penal diminuiu a pena inicial de 15 anos depois de Surachai Danwattananusorn, de 71 anos e conhecido como Surachai sae Dan, se ter declarado culpado.

Surachai sae Dan admitiu a sua responsabilidade em três casos por discursos que proferiu nas cidades de Chiang Mai e Udon Thani, no norte da Tailândia, e em Banguecoque durante os protestos anti-governamentais da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, conhecidos como os "camisas vermelhas", em 2010.

O juiz negou a liberdade condicional ao ativista sobre quem pesavam ainda outras duas acusações pelo mesmo delito em discursos proferidos em Banguecoque em 2009.

Nos últimos anos na Tailândia centenas de processos por crimes de lesa-majestade foram instaurados quando na década de 1990 apenas se denunciavam apenas uma dezena, denunciou um grupo ativista contra a aplicação da lei.

O Fórum de Presos Políticos na Tailândia estima em cerca de 300 o número de pessoas que estejam detidas por terem sido considerados culpados em crimes de "difamação, ofensa ou ameaça ao rei, rainha ou herdeiro do trono".

Um grupo de escritos tailandeses subscreveu uma carta aberta em maio em que contestavam a aplicação da lei de lesa-majestade e apelavam a uma discussão de forma construtiva sobre a monarquia.

NASCE UMA NOVA PRINCESA NO REINO DA SUÉCIA

A herdeira do trono da Suécia, a princesa Victoria, deu à luz uma menina nesta quinta-feira, um acontecimento que pode ajudar a restaurar a abalada popularidade da monarquia.

O bebê nasceu com 51 centímetros, pesando 3,28 quilos, disse o príncipe Daniel, o marido de 34 anos da princesa-herdeira, em uma coletiva de imprensa, contendo as lágrimas ao anunciar o nascimento do primeiro filho do casal.

"A princesa-herdeira sente-se ótima, ela está tão feliz e tudo está indo muito bem. A pequena filha e a princesa estão ótimas", disse Daniel, um personal trainer que se casou com Victoria em um deslumbrante casamento em 2010.

O nome do bebê será anunciado pelo rei em uma reunião de gabinete, que Daniel disse que deve acontecer na sexta-feira ou no sábado. No site de apostas Besport, o nome Desiree era o favorito.

A monarquia do país nórdico viu sua popularidade sofrer abalos nos últimos anos, particularmente após um livro lançado em 2010 sobre o estilo de vida de "garanhão" do rei Carlos Gustavo, que está no trono desde 1973.

Em maio de 2011, o rei usou uma rara entrevista com a agência de notícias sueca TT para se desculpar por prejudicar a confiança na monarquia. Ele negou as acusações de visitas à clubes de strip e de ter qualquer conhecimento dos contatos de um amigo com pessoas do "submundo" para silenciar os escândalos.

Uma pesquisa após a entrevista para a TT, realizada pelo diário Dagens Nyheter, mostrou que 66 por cento dos suecos apoiavam o poder simbólico da monarquia, uma queda em relação aos 70 por cento em novembro de 2009 e aos 74 por cento em fevereiro de 2009.

DELICADA SITUAÇÃO DA INFATA CRSITINA PERANTE O ESCÂNDALO DE SEU MARIDO

Foi um casamento de conto de fadas: Iñaki Urdangarin entrou para a Família Real quando se casou com a Infanta Cristina, em Barcelona, filha mais nova do Rei Don Juan Carlos, sétima na linha de sucessão.
Foi em 1997. Tornou-se Duque de Palma. Ninguém podia imaginar que uns anos depois ele estaria no centro do furacão, de um escândalo que está abalar a monarquia em Espanha.

Urdangarin era um jogador profissional de andebol que ganhou medalhas olímpicas para Espanha. Retirou-se no ano 2000 e estudou adminsitração de empresas. Fez depois um mestrado numa prestigiada escola de negócios catalã.

Urdangarin fundou e co-dirigiu, entre 2004 e 2006, o Instituto Nóos, uma organização não lucrativa, que tinha o mesmo nome da própria consultadoria Noos, empresa lucrativa do Duque de Palma.
Os investigadores descobriram um “buraco negro” nas contas do Instituto, relativos à organização de eventos desportivos e turísticos para os governos regionais das baleares e Valência.

No ano passado soube-se que o Rei, em 2006, aconselhou o Duque a abandonar os negócios em Espanha.

O Duque deixou o Instituto Nóos e foi nomeado Conselheiro da Telefónica Internacional. Em 2009 foi transferido para Washington, para onde levou a família, como delegado da Telefónica na América Latina e nos Estados Unidos.

As aparições públicas passaram a ser mais raras, até que no dia 12 de dezembro de 2011 a Casa Real divulgou que o Duque de Palma deixava de participar em atividades oficiais por comportamento “não exemplar”

Pouco depois, no dia 29, foi divulgada a investigação em curso das irregularidades do Instituto Nóos.

O genro favorito do Rei, atualmente com 44 anos, é suspeito de envolvimento numa fraude com fundos públicos, corrupção e evasão aos impostos.

O caso tomou proporções públicas e mediáticas nunca vistas, com o aproveitamento político consequente que questiona os fundamentos da Monarquia.

Dom Juan Carlos pronunciou-se:
“- Felizmente, vivemos num estado de direito e qualquer ato censurável deverá ser julgado e sancionado de acordo com a lei. A justiça é igual para todos”.

O Rei não podia ser mais claro nem mais duro, mas mesmo assim, foi criticado.

Na sequência deste escândalo, foram publicados em dezembro, pela primeira vez, desde 1979, os detalhes sobre os salários da Casa do Rei.