sexta-feira, 4 de maio de 2012

luxembrugo com umas menores taxas de desemprgo na europa



A taxa de desemprego na Eurozona alcançou 10,9% em março e estabeleceu um recorde em 15 anos, anunciou a agência de estatísticas europeu, Eurostat, que apontou mais uma vez a Espanha no topo da lista do bloco, com um índice de 24,1%.

"A taxa de desemprego corregida pelas variações sazonais na zona do euro alcançou 10,9% em março de 2012, contra 10,8% em fevereiro", afirma um comunicado da Eurostat.




Os números mais elevados do desemprego entre os 17 países da Eurozona foram registrados na Espanha (24,1%) e na Grécia (21,7%). Os países com os menores índice são Áustria (4,0%), Holanda (5,0%), Luxemburgo (5,2%) e Alemanha (5,6%).

Os dados sobre a Espanha estão próximos dos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que calculou um índice de 24,44% de desemprego no país no fim de março, um recorde absoluto entre os países desenvolvidos.

A Espanha confirmou na segunda-feira que voltou a cair em recessão, com uma queda de 0,3% do PIB no primeiro trimestre, mesmo resultado do último trimestre de 2011.

Na Itália, a taxa de desemprego também bateu um novo recorde, a 9,8% em março, contra 9,6% em fevereiro, anunciou a agência oficial Istat. Os jovens entre 15 e 24 anos são os mais afetados, com um índide de desemprego de 35,9%

PRIMEIRO MINISTRO DE CABO VERDE VISITA LUXEMBURGO

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, iniciou domingo uma visita de trabalho a quatro países europeus que o vai conduzir, sucessivamente, a Portugal, à Bélgica, ao Luxemburgo e à Alemanha, soube a PANA na Praia de fonte oficial.

Na capital portuguesa, Lisboa, José Maria Neves procedeu, na tarde de domingo, à inauguração do Centro de Acolhimento do Instituto Nacional de Previdência Social de Cabo Verde (INPS), onde os doentes cabo-verdianos enviados para tratamento em Portugal poderão permanecer durante o período de assistência médica.

De acordo com dados oficiais, mais de 400 doentes cabo-verdianos estão em Portugal, porque o arquipélago carece ainda de condições para o tratamento das suas patologias.

Segunda-feira, o chefe do Governo cabo-verdiano vai encontrar-se com a administração da Portugal Telecom (PT), dando início à renegociação do contrato de concessão da Cabo Verde Telecom, participada em 40 porcento pela empresa portuguesa de telecomunicações.

Com o início da liberalização das telecomunicações, em 2008, a CV Telecom deixou de ter o monopólio em alguns segmentos do sector, após o surgimento  de novas empresas que passaram a operar em áreas como a telefonia móvel e a Internet.

O acordo anterior com a PT data de 2006, altura em que Cabo Verde ainda não tinha aberto o setor à concorrência, pelo que o Governo e a PT estão a negociar um novo acordo à luz da nova realidade das telecomunicações em Cabo Verde.

Em Bruxelas, José Maria Neves manterá uma reunião de trabalho com o Presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, com o propósito de reforçar a Parceria Especial entre a União Europeia (UE) e Cabo Verde, assinada em 2008, e que engloba vários pilares, com destaque para a Parceria para a Mobilidade.

De Bruxelas, José Maria Neves seguirá para o Luxemburgo, onde se reunirá com o seu homólogo luxemburguês, Jean Claude Junker, com quem vai analisar a cooperação entre os dois países e a crise na Zona Euro.

O Grão Ducado é actualmente um dos maiores parceiros de desenvolvimento do arquipélago. Em Julho de 2011, os Governos de Cabo Verde e do Luxemburgo assinaram na Praia o III Programa Indicativo de Cooperação (PIC), que vigorará entre 2010 e 2015 e que subiu de 45 milhões para 60 milhões de euros.

De quarta a sexta-feira, o primeiro-ministro cabo-verdiano estará na Alemanha, onde, em Kiel, receberá o prémio Ocean Deutsche Bank - GEOMAR 2012, distinção que constitui "um reconhecimento pelo excelente apoio à cooperação entre as instituições de investigação marinha de Cabo Verde e da Alemanha".

José Maria Neves, que regressa dia 29 a Cabo Verde, vai aproveitar essa sua deslocação à Europa para manter encontros com representantes das comunidades cabo-verdianas.

SULTANATO DO BRUNEI DISPUTA POSSE DE ILHAS NO PACÍFICO

Uma simulação de assalto para ocupar uma pequena ilha foi realizada hoje por tropas dos Estados Unidos e das Filipinas, dentro de seus exercícios militares envolvendo milhares de soldados, apesar do alerta da China de que essa ação aumenta os riscos de um conflito armado.

  De acordo com fontes militares, essa manobra se desenvolve na ilha sul-ocidental de Palawan, que coincide com a disputa entre barcos chineses e filipinos pŕoximo ao banco de areia de Scarborough, em uma porção diferente do Mar do Leste.

Da mesma ação, denominada Balikatán (ombro a ombro), planejada desde 2002, participam ao menos 4.500 soldados estadunidenses e 2.300 filipinos.

No entanto, a grande participação de militares de Washington reflete de acordo com fontes diplomáticas as tentativas dos Estados Unidos de reafirmar sua presença diante da China na região do Pacífico asiático.

Precisamente, uma nota da agência de notícias Xinhua de Beijing informa sobre um protesto solene perante Manila, por seu envio de embarcações adicionais à Ilha Huangyan.

Também urgiu a adoção de medidas positivas para restabelecer a paz e harmonia nas águas em frente à costa dessa região.

Enquanto isso, em declarações à imprensa, o comandante dos marines do Pentágono no Oceano Pacífico, general Duane Thiessen, afirmou que os "Estados Unidos e as Filipinas têm um tratado de defesa comum que garante nosso compromisso na defesa mútua".

Mas, essas declarações de Thiessen produzem-se em um momento de tensão entre a China e as Filipinas pelos atóis de Scarborough, ("Panatag" em tagalo e "Huangyan" em chinês), disputados por ambas nações no Mar Oriental.

O chefe militar das Filipinas ocidentais, general Juancho Sabban, comunicou por sua vez aos meios informativos que a operação significa simplesmente que queremos trabalhar juntos (EUA) e melhorar nossas habilidades.

Ainda que, o território abarcado pelo comando de Sabban inclui Reed Bank e as Spratlys, umas 250 ilhotas em sua maioria inabitadas que se estendem sobre 427.350 quilômetros quadrados, ao oeste de Palawán, e reivindicadas por China, Taiwan e Vietnã e em parte por Malásia, Brunei e Filipinas.

A China, as Filipinas e outras nações da região como Vietnã, Malásia e Brunei disputam a soberania de centenas de ilhas no Mar Meridional, como as Spratly e as Paracel, que se assentam sobre reservas de petróleo e gás ainda a serem exploradas.

ARABIA SAUDITA , BRUNEI E QATAR ESTÃO SENDO CONVENCIDOS A TRAZER MULHERES ATLETAS PARA OLIMPIADA DE LONDRES

O Comitê Olímpico Internacional (COI) está trabalhando para convencer países que nunca tiveram atletas mulheres em suas delegações olímpicas a incluí-las nos Jogos de Londres 2012.
A ideia é fazer com que a Olimpíada deste ano seja a primeira a contar com a presença feminina nas delegações esportivas de todos os 204 países participantes dos Jogos.
A questão é sensível para três países que nunca tiveram mulheres competindo em Olimpíadas – Arábia Saudita, Brunei e Catar.
No caso do Catar – que vai sediar a Copa do Mundo de 2022 e quer ser sede da Olimpíada de 2020 -, três mulheres já se qualificaram para os Jogos de Londres, nas modalidades de tiro, nado e corrida, o que foi louvado em comunicados oficiais do país. Este também prometeu construir um centro de treinamento de alta performance para atletas femininas em Doha.
A questão é mais sensível, porém, no que diz respeito à Arábia Saudita e a Brunei.
Nas últimas semanas, o chefe do comitê olímpico saudita, Nawaf Bin Faisal, afirmou em coletiva que, apesar dos apelos do COI, o país oficialmente não enviará atletas mulheres às Olimpíadas britânicas.
O comitê olímpico do país "não vai endossar a participação feminina no momento", afirmou Faisal.
Ressaltou, porém, que tampouco impedirá que atletas possam competir de maneira independente, mas que estas serão orientadas a "não violar a sharia (lei islâmica)".
Já Brunei ainda não deixou claro se levará atletas mulheres a Londres.
O presidente do COI, Jacques Rogge, afirmou no último fim de semana que o órgão está "em discussão" com o comitê saudita para pleitear pela participação de mulheres nos Jogos de Londres e que "ainda é cedo para chegar a conclusões".

Arábia Saudita

"Negar (às mulheres sauditas) a chance de competir contrasta com os princípios olímpicos, que afirmam que a prática do esporte é um direito humano"
Relatório da Human Rights Watch em defesa da participação de atletas sauditas em Londres 2012
A posição da Arábia Saudita provocou uma grita entre ativistas, que citam o histórico ruim do ultraconservador país árabe na questão de direitos femininos - as mulheres sauditas são proibidas de estudar, trabalhar ou ter acesso a serviços de saúde sem a permissão de um "guardião masculino", critica a ONG Human Rights Watch.
A ONG preparou um relatório chamado "Let Them Play" (Deixem-nas competir, em tradução livre), dizendo que "não é suficiente" que a Arábia Saudita não impeça suas mulheres de competir de maneira independente em Londres 2012.
"O país não oferece educação física para meninas em escolas públicas, e apenas homens entram em clubes desportivos ou trabalham com treinadores profissionais. Na prática, as restrições do governo às mulheres as banem de todos os esportes", diz o relatório. "Negá-las a chance de competir contrasta com os princípios olímpicos, que afirmam que a prática do esporte é um direito humano."
Outra ONG britânica chegou a pedir a expulsão da Arábia Saudita do Comitê Olímpico Internacional, evocando decisão anterior do órgão, que excluiu o Afeganistão dos Jogos de Sydney-2000, entre outras razões, por conta da discriminação feminina promovida pelo regime do Talebã.
Do seu lado, o COI tem posição contemporizadora. Em e-mail à BBC Brasil, o órgão diz que os comitês políticos locais estão sendo "estimulados" a manter o espírito universal e não-discriminatório dos Jogos Olímpicos.
"O COI não dá ultimatos ou prazos (aos países), e sim acredita que muito pode ser conquistado por meio de diálogo", diz o organismo, agregando ter mandado à Arábia Saudita uma lista de potenciais atletas olímpicas locais que poderiam tentar obter índice olímpico. O COI também lembra que o país incluiu mulheres na delegação dos Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura, no ano passado.
O Jeddah United promove esporte feminino na Arábia Saudita, onde escolas não ensinam educação física a mulheres
"As conversas com o comitê saudita estão em curso, e estamos todos trabalhando para garantir a participação das mulheres sauditas em Londres", informa o COI. Uma reunião a respeito será realizada em maio, no Canadá.

Estrutura

Dentro do país, segundo a imprensa local, a pressão internacional provocou reações diversas.
Artigo publicado no jornal Saudi Gazette defende que a Arábia Saudita "tem o direito de selecionar os atletas que quer que a represente, sem receber ordens".
Entrevistada pelo jornal, a cofundadora do grupo Jeddah United, que promove a prática desportiva entre mulheres sauditas, disse que a questão vai além da permissão governamental: sem estrutura, o esporte feminino não tem como florescer no país a ponto de se formarem atletas olímpicas.
"Precisamos de ações sérias para desenvolver atividades físicas em escolas de meninas e criar empregos para elas no comitê olímpico saudita, para preparar equipes profissionais", declarou Lina Al Maeena.
No momento, a atleta saudita mais cotada para uma eventual participação em Londres 2012 é a amazona Dalma Rushdi Malhas, medalhista nos Jogos da Juventude. Por enquanto, porém, ela só poderia participar das Olimpíadas por conta própria, sem o endosso de seu país.

GRILAGEM DE TERRAS NO REINO DO CAMBOJA

Os moradores se estabeleceram na terra, que era o local de um centro de treinamento da polícia, em 1992.
No início de 2003, um arranjo de “terra-compartilhada” foi proposto para Borei Keila, que permitiu a uma empresa privada desenvolver parte da área para fins comerciais, ao mesmo tempo proporcionando habitação alternativa para os moradores na terra restante. A idéia foi comemorada, porque ao invés de serem despejados, os moradores receberiam uma compensação por seu terreno na forma de apartamentos em prédios recém-construídos.
Em junho de 2003, o primeiro-ministro Hun Sen autorizou uma concessão social de terras para cerca de 4,6 hectares de Borei Keila (30% do total de 14,12 hectares de terra). A empresa gigante na área de construção Phanimex foi contratada pelo governo para a construção de 10 edifícios de apartamentos em 2 hectares de terra para os moradores, em troca de obter a propriedade de um adicional de 2,6 hectares para o desenvolvimento comercial.
Em maio de 2007, a administração de Phnom Penh havia destinado apenas 335 apartamentos para famílias, incluindo 14 famílias afetadas por HIV/AIDS (VIH/SIDA). Mais de 100 outras famílias, suas casas demolidas para espaço livre para novos prédios, ficaram vivendo sob lonas e em condições precárias.
Em junho de 2009, 20 famílias afetadas pelo HIV na comunidade foram forçados a deixar suas casas e foram transferidas para Tuol Sambo, aldeia de Khan Dangkor, cerca de 20 quilômetros fora da capital. Isto foi fortemente condenado por ambos os grupos locais e internacionais de direitos, já que o local de realojamento não era adequado para a habitação humana. Além disso, os portadores de HIV foram isolados em uma parte remota da área que os tornaram mais vulneráveis à discriminação e estigmatização social
Este caso foi amplamento documentado por um portal de direitos humanos, o Sithi [en].
Phan Imex, a empresa cujo contrato com o governo era construir dez prédios para moradores, conseguiu construir apenas oito edifícios, deixando cerca de 300 famílias de Borei Keila excluídos do acordo original. No mês passado, a empresa demoliu as casas desses moradores “excluídos” com a ajuda das forças armadas. A demolição e a dispersão se tornaram violentas.
Imediatamente após o incidente, uma declaração conjunta foi emitida por várias organizações da sociedade civil que condenou [en] com veemência a violenta destruição das casas

CAMBOJA CRIA SUA BOLSA DE VALORES

A pequena nação do sudeste asiático Camboja inaugurou hoje a sua bolsa de valores, numa tentativa de atrair capital estrangeiro.
O CSX (Camboja Stock Exchange) é a primeira bolsa de valores do Camboja e negociou hoje pela primeira vez. A estreia da praça da pequena nação asiática foi protagonizada pela empresa de abastecimento de água Phnom Penh, que realizou uma oferta pública inicial de 13 mil milhões de acções. Objectivos: atrair capital estrangeiro e reduzir dependência do país face ao dólar.
"Hoje é um dia histórico e importante para o sector financeiro do Camboja. É um novo motivo de orgulho de nacional para o país. Finalmente, temos um mercado de valores mobiliários em fase final de criação", declarou hoje Keat Chhon, ministro das Finanças do Camboja, durante a inauguração da bolsa cambojana CSX.
O início da negociação do índice CSX surge nove meses depois do seu lançamento. E isto porque para uma companhia estar listada na bolsa precisa de ter as suas contas dos últimos três anos auditadas.
Depois da Phnom Penh, a próxima empresa a seguir os mesmos passos será a Camboja Telecom, que tem planeado para este ano o seu IPO.
Com a criação da bolsa de valores, o governo cambojano espera atrair capital e investimento estrangeiro para um dos países mais pobres do mundo, ao mesmo tempo que pretende reduzir a dependência do país face ao dólar norte-americano - em 2011, quase 80% do dinheiro que circulou no país eram dólares, segundo o FMI. As cotações no CSX vão ser feitas em riels, embora nos três primeiros anos as transacções possam ser efectuadas em dólares

RESTITUIÇÃO DE PEÇA RARA DO CAMBOJA

As autoridades norte-americanas avançaram com uma ação civil contra a casa de leilões Sotheby`s para confiscar uma estátua dos Khmer do século X que alegam ter sido roubada, para que seja restituída ao Camboja.

A estátua de arenito, conhecida como "Duryodhana", "é considerada uma peça de valor extraordinário para o povo cambojano e é uma parte do seu património cultural" que "foi roubada de Kok Ker", a 80 quilómetros de Angkor, na década de 60 ou 70, refere em comunicado o procurador de Manhattan, Preet Bharara, mas as alegações são negadas pela Sotheby`s.
As autoridades norte-americanas avançaram com uma "ação civil para conseguir o confisco da estátua para que ela seja devolvida ao Camboja", sustenta a mesma nota.
A estátua, com um valor estimado entre os dois e os três milhões de dólares (entre 1,5 milhões e 2,2 milhões de euros), foi retirada de um leilão da Sotheby`s agendado para 24 de março depois de as autoridades cambojanas terem enviado à UNESCO uma carta a exigir que aquela fosse devolvida ao Camboja.
Desde então, as autoridades americanas e a Sotheby`s têm mantido negociações, que não produziram qualquer consenso.
As autoridades alegam na queixa que a estátua foi roubada do templo de Prasat Chen, em Kok Ker, antes de ter sido ilegalmente importada da Europa para Nova Iorque.
Um colecionador privado europeu, que adquiriu a estátua em Londres em 1975, entregou a mesma à Sotheby`s em 2010 para ser leiloada e a casa de leilões mantém a peça na sua posse.
A Sotheby`s "contestou veemente as afirmações contidas na queixa", alegando que a estátua foi "importada legalmente para os Estados Unidos" e que depois de uma "pesquisa exaustiva sobre a escultura não foram encontradas provas que indiquem qual a data de saída da peça do Camboja, nem a queixa inclui tais provas".
"Discutimos ativamente no último ano com os governos americano e cambojano e garantimos que ficaríamos na posse da estátua, aguardando outras discussões", refere uma nota daquela casa de leilões.
"Estamos desapontados com a apresentação desta queixa e pretendemos defender-nos vigorosamente", conclui.