segunda-feira, 7 de maio de 2012

INSEGURANÇA NA REGIÃO SAHELO-SAHARIANA

 

     Marrocos e o Senegal evocaram hoje (segurança) a 'insegurança prevalenecente na região sahelo-sahariana" por ocasião da visita de trabalho em Rabat do ministro senegalês dos Negócios Estrangeiros,Alioune Badara Cissé, indicou fonte oficial .

              
No termo de um encontro com com o seu homólogo marroquino Saad Eddine Othmani, o chefe da diplomacia senegalesa declarou à imprensa que o Marrocos e o seu país têm uma "convergência" sobre esta questão, reportou da Agência Marroquina de Notícias (MAP).

"As duas partes manifestaram a sua convergência sobre várias questões a nível política, particularmente, as regionais ligadas a segurança na região sahelo-sahariana, a situação no Mali, Guiné-Bissau e no Sudão", afirmou por seu lado Othmani.

              
O ministro senegalês transmitiu nessa ocasião um convite do presidente Macky Sall ao rei Mohammed VI para visitar o Senegal.
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O ministro delegado aos Negócios Estrangeiros Youssef Amrani preconizou nesta ocasião uma "parceria construtiva num espírito de responsabilidade partilhada" longe dos "cálculos político estreitos", em referência à crise política que divide Marrocos e Argélia.
              
Saad Eddine Othmani e o ministro senegalês evocaram as relações as relações de cooperação "secular que existe entre os dois países, assim como a questão do Sahara Ocidental".
           
Dakar reiterou à Rabat o seu apoio a Marrocos no assunto do Sahara, enquanto a Frente Polisário apoiada por Argel reivindica a independência desta antiga colónia espanhola anexada ao reino em 1975.


VATICANO FAZ MUDANÇAS NO CARITAS INTERNACIONAL


Vaticano passa a nomear diretamente alguns membros do Conselho Executivo da Caritas Internacional. Os candidatos a tesoureiro também têm de ser aprovados pela Santa Sé. A medida acontece depois de, no ano passado, o Papa Bento XVI ter afirmado que a organização deve "defender os valores inegociáveis da Igreja", crítica aberta ao desempenho da anterior secretária geral, acusada de dar mais atenção à assistência do que à evangelização.
No decreto assinado pelo cardeal Tarcisio Bertone, e publicado ontem, estabelece-se que o Conselho Pontifício Cor Unum, responsável pelas obras de caridade da Igreja, deve supervisionar as contas e os orçamentos com a Secretaria Geral do Vaticano "para alcançar transparência financeira" e também todos os textos que contenham elaborações doutrinais e morais da Caritas.
Traços gerais, a organização passa a estar totalmente na dependência da Santa Sé, uma medida que vai em sentido contrário da que foi tomada em 1994 por João Paulo II. O anterior papa dotou a organização de maior autonomia.
O mau estar do Vaticano com Caritas era evidente, confirmado pelas declarações do cardeal africano Robert Sarah, presidente do Cor Unum. O eclesiástico defende que o Vaticano deve seguir as atividades da Caritas para que a sua mensagem seja divulgada "de forma coerente com o magistério da Igreja". Acrescentou que a organização deve ter "uma saudável visão antropológica" na comunidade internacional.
As críticas vão diretas para a secretária geral, a britânica Lesley-Anne Knight considerada "demasiado independente". Um jornal inglês divulgou há um ano uma afirmação da responsável que caiu particularmente mal na Santa Sé. "Perguntam-me porque ajudamos tantas pessoas de outras fé religiosa, como muçulmanos e budistas. Eu respondo que ajudamos as pessoas não porque são católicas mas porque nós somos católicos.
Acabaria por ser substituída em maio de 2011 pelo francês Michel Roy, que sublinhou ontem que o novo decreto "reforça a dimensão eclesial". Internacional.

PAPA FALA AOS BISPOS NORTE- AMERICAN0S

O Papa vincou hoje que os bispos norte-americanos têm um longo caminho pela frente para deter as discordâncias existentes no ensino universitário da Teologia e lembrou que os seus professores precisam de autorização hierárquica para exercerem a docência. “Há muito por fazer” para respeitar a legislação da Igreja onde se determina que quem ensina disciplinas teológicas em institutos de estudos superiores precisa de “mandato da autoridade eclesiástica competente”, disse Bento XVI a um grupo de prelados dos EUA que se deslocaram ao Vaticano para apresentarem os relatórios das suas dioceses, segundo discurso publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
A importância da lei em causa, o cânone 812 do Direito Canónico, “como expressão tangível da comunhão e solidariedade eclesial no apostolado educacional da Igreja torna-se claramente evidente quando consideramos a confusão criada por instância de aparente dissidência entre alguns representantes de instituições católicas e a liderança pastoral da Igreja”, afirmou.
Este desacordo, prosseguiu o Papa, “prejudica o testemunho da Igreja e, como a experiência tem mostrado, pode facilmente ser explorado para comprometer a sua autoridade e a sua liberdade”.
Bento XVI considera que “o mais urgente desafio interno” dos católicos dos Estados Unidos da América consiste em proporcionar uma “sólida educação na fé” aos alunos.
A intervenção do Papa realçou a necessidade “de harmonizar o rigor intelectual” na transmissão da fé da Igreja aos jovens com a formação do “amor de Deus, a prática da moral cristã e da vida sacramental e, não menos importante, o cultivo da oração pessoal e litúrgica”.
“Demasiadas vezes, parece, as escolas e colégios católicos não conseguiram desafiar os estudantes a reapropriarem-se da sua fé enquanto parte das estimulantes descobertas intelectuais que marcam a experiência do ensino superior”, sustentou.
A perceção de Bento XVI é sustentada pelo facto de “muitos” novos alunos se encontrarem “dissociados dos sistemas de apoio da família, escola e comunidade que antes facilitavam a transmissão da fé”, fenómeno que deve incentivar as instituições católicas a “criar novas e efetivas redes de suporte”.
“Em todos os aspetos da sua educação os estudantes têm de ser encorajados a articular a visão da harmonia da fé e razão capaz de os conduzir ao longo da vida na procura do conhecimento e da virtude”, objetivo que só se pode cumprir com o “papel essencial” dos professores, através do seu “testemunho de sólida devoção” e compromisso com a “sabedoria cristã”.
As escolas católicas constituem “um recurso fundamental para a nova evangelização e a significativa contribuição que fazem à sociedade americana como um todo devia ser melhor apreciada e mais generosamente suportada”, disse Bento XVI.
RJM

O CRISTIANISMO SABE O VALOR DO BUDISMO

O líder religioso máximo dos budistas tibetanos recebe o título de Dalai Lama, que literalmente significa “Oceano de Sabedoria”. O atual Lama, Tenzin Gyatso, tem se tornado uma figura popular pelo apoio que recebeu de vários artistas de cinema e músicos populares em sua luta pela libertação do Tibet do domínio chinês.
Ele é considerado a 14ª encarnação de Buda e já buscou o diálogo com autoridades cristãs como o papa. Em entrevista recente, declarou: “Os cristãos estão muito perto do espírito budista. Como, por exemplo, na vida monástica, na atenção e no tempo que dedicam à meditação”.
Enfatizou ainda que “As principais tradições religiosas, embora difiram nas interpretações teológicas, têm em comum a prática do amor, da compaixão, da tolerância, do perdão”.
O Lama diz que desperta às 3 da manhã e dedica em média seis horas do dia à meditação. Regularmente dorme às 18h, após fazer alguma leitura e tomar uma refeição leve.
Convidados para participar do festival de artes de Ravenna neste verão, os monges tibetanos exilados devem apresentar músicas e danças e mandalas (figuras geométricas feitas com areia), suas formas de arte típica. Isso tudo colabora para a divulgação das crenças budistas entre os jovens ocidentais.
Questionado sobre o valor das tradições religiosas, o Dalai Lama declarou: “É muito importante recordar sua tradição milenar ao mundo de hoje. Muitas vezes, as pessoas consideram a religião algo antigo, superada pelos séculos. Talvez seja como uma roupa velha para certas tradições, mas a essência do ensino religioso é o amor, a compaixão, os valores humanos, que também são importantes para os não crentes”.
Durante três séculos e meio, o Tibet esteve sob o regime teocrático, governado pelo Dalai Lama. Gyatso governou seu povo durante mais de 50 anos, até a invasão da china. Acabou abrindo mão do governo temporal que exercia e hoje vive apenas para divulgar os ensinamentos budistas.
Mas não esquece as necessidades de seu povo: “Nossos irmãos e irmãs cristãos deram a maior contribuição à educação e à saúde em todo o mundo. Outras tradições religiosas, como a minha, estiveram menos ativas neste campo. Devemos nos aplicar mais”.
Desde 1959, o Dalai Lama não volta à sua terra natal. Teve que fugir, por causa das perseguições do governo comunista chinês, que preconiza o ateísmo. “Minha existência não tem sido fácil, mas mesmo nas dificuldades compreendi que os ensinamentos das tradições religiosas são de grande ajuda. Agora, com meus 76 anos, aprendi que é muito importante viver em paz, na confiança em si mesmo. É de grande ajuda para ter uma mente livre. E também para manter-se com boa saúde”.
Ele diz ter a solução para os conflitos que assolam o planeta: “A paz do mundo pode provir apenas da paz interior. Não da força, tampouco das armas, mas apenas da paz interior”.
Embora não entenda como o Ocidente, de maioria cristã viva em meio a conflitos, mas destaca que “Os verdadeiros cristãos entendem o espírito budista”.


DALAI LAMA VE SINAIS DE MUDANÇA NA CHINA

Dalai Lama disse segunda-feira haverem sinais de esperança que Pequim vai implementar reformas políticas na China e no Tibete para evitar uma nova `revolução cultural`.

No entanto, líder tibetano no exílio alertou que haverá sempre "pistoleiros" nas áreas tibetanas da China, onde mais de 30 manifestantes, maioritariamente monges e monjas budistas -- se fixaram desde março de 2011.
"A mesma revolução cultural está a regressar ao que foi a crise em 2008 quando centenas de pessoas foram mortas ou desapareceram", disse o Dalai Lama no Havai, onde passou rumo aos Estados Unidos, e ao salientar que a China tem de investigar as causas que levaram ao protesto tibetano.
O líder espiritual tibetano congratulou-se, contudo, com vários sinais de esperança numa mudança e recordou as palavras do primeiro-ministro Wen Jiabao que referem um caminho sem saída senão atrés de reformas políticas e económicas.
Na sua última conferência de imprensa como chefe do Governo, Wen Jiabao disse que a China tem de proceder a reformas politicas urgentes se não pretender cair no caos da revolução cultural.
Para o Dalai Lama, as declarações indiciam um pensamento sério de mudança da liderança chinesa o que é um sinal de esperança.

PRINCÍPE ANDREW VISITOU FAVELA DA INDIA

Príncipe Andrew, que está na Índia por uma semana, foi mostrado em torno de Dharavi, uma das maiores favelas da Ásia e um viveiro de tanto espírito empreendedor, a pobreza ea comunidade desesperada.
Ele começou em Kumbharwada, conhecido como o oleiro da aldeia, onde as pessoas vivem e trabalham em condições incrivelmente apertadas.
"É muito limpo e bem organizado. Eu não esperava isso", disse o duque como ele foi mostrado o processo de tomada de cerâmica.
Ele também foi mostrado o trabalho de uma organização não-governamental sediada na favela, realidade dá , que dirige um centro comunitário na favela oferecendo arte e aulas de informática para crianças carentes.
"É maravilhoso ver uma organização dar a volta à comunidade", disse ele.

domingo, 6 de maio de 2012

O JUBILEU DA RAINHA NA ESCÓCIA

Sua Majestade, acompanhado pelo duque de Edimburgo, irá marcar seu Jubileu de Diamante com uma série de compromissos na Escócia entre 2 e 6 de Julho.
Semana Holyrood incluirá uma investidura e festa no jardim do Palácio de Holyrood, em Edimburgo.
A semana começará com a Cerimônia das Chaves antiga da capital, e também inclui uma viagem a Perth.
Durante o evento a rainha é entregue as chaves da cidade e congratulou-se com ela "reino antigo e hereditário da Escócia" pelo Senhor Reitor.
De acordo com a tradição, ela entrega-los de volta, confiando sua guarda a funcionários eleitos da cidade.
A rainha eo duque também vai participar de um jubileu de ação de graças na Catedral de Glasgow, bem como visitar Clydebank e Greenock.
Sede da Real
Ela também é devido a assistir a um serviço de cardo e almoço, como convidado de cavaleiros do cardo-selvagem.
A ordem representa a mais alta honra na Escócia e é apresentado ao povo escocês que já ocuparam cargo público ou que tenham contribuído de forma especial para a vida nacional.
O serviço comemora o fim, sua história e seus membros atuais.
A semana terminará com uma visita a Perth, que foi atribuído o estatuto de cidade para marcar o jubileu.
Desde sua ascensão ao trono em 1952, a rainha visitou Edimburgo quase todos os anos, brevemente a criação de casa por uma semana em Holyroodhouse.
Para essa semana ela se torna a sede principal de trabalho real.
A deslocalização dá a Rainha a oportunidade de visitar partes do Reino Unido mais longe de Londres e às realizações de honra escoceses.