sexta-feira, 1 de junho de 2012

EDITORA CONDENADA NA TAILÂNDIA


Chiranuch Premchaiporn foi considerada culpada de não ter suprimido rapidamente os comentários colocados num fórum do seu sítio de internet "Prachatai" em 2008.
"A acusada não pode negar a sua responsabilidade sobre o conteúdo do seu sítio de internet", declarou o juiz Kampol Rungrat.
Mas "ela não violou ela própria a lei", acrescentou, frisando que a pena tinha sido suspensa em virtude da colaboração da acusada com o tribunal.
O rei Bhumibol, com 84 anos e hospitalizado desde setembro de 2009, é considerado como um semi-deus por alguns súbditos e, apesar da família real não deter qualquer papel político é protegida por uma das leis mais severas do mundo.
Uma petição assinada por quase 27.000 pessoas e onde era reivindicada a alteração da lei foi entregue esta semana no parlamento tailandês, mas a primeira-ministra Yingluck Shinawatra, eleita em agosto passado, excluiu essa eventualidade.

BOA PARTE DOS BRITÂNICOS NÃO QUEREM CHARLES COMO REI

Às vésperas das grandes comemorações do Jubileu de Diamantes da rainha Elizabeth II, o príncipe Charles divulgou imagens de sua infância com a mãe e a irmã Anne, cenas raras de intimidade raras da tão discreta - e altamente popular - monarca. Mas, se Elizabeth é querida pela maioria de seus súditos, a realidade não parece ser a mesma para seu filho mais velho. Uma pesquisa encomendada pelo jornal britânico "Independent" mostra que menos da metade dos britânicos acredita que o príncipe de Gales deveria assumir o trono. Até mesmo entre os políticos, Charles é visto com ressalva. Nesta semana, ministros teriam expressado em conversas privadas a desconfiança em relação ao príncipe, revelou o "Independent". Eles temem que o primogênito da rainha revele ambições de interferir nos negócios do governo uma vez coroado rei. Charles ficou conhecido por mandar longas cartas a deputados sobre leis em relação à agricultura e ao meio ambiente. Em uma delas, expressou sua condenação à uma norma estabelecida pelo governo de Toni Blair que permitia o estudo de mudanças genéticas em alimentos. "Não posso ficar calado", escreveu o nobre na época.
- Ele ainda não se adaptou à Constituição moderna. Sempre quer dar sua opinião detalhada sobre assuntos que lhe interessam, e fica muito aborrecido se você chega dois minutos atrasado para uma reunião -contou o ministro, que preferiu não se identificar.
Um alto funcionário do governo descreveu as longas cartas de Charles com certo deboche, mas disse que é preciso ter muita cautela em como respondê-las:
- Quando chega uma correspondência do príncipe, é preciso lê-la logo e ter cuidado com a resposta. Mas as pessoas também riem e fazem piada com as cartas: "Você nunca vai adivinhar sobre o que Charles escreveu dessa vez", dizem.
Se entre os políticos Charles não é popular, quando o assunto são os súditos, o quadro também não é diferente. Pesquisa da ComRes feita para o "Independent" e divulgada nesta sexta-feira mostra uma população dividida quando o assunto é sucessão do trono: 42% concordam que Charles deve renunciar à Coroa em prol de William, enquanto 44% discordam e 14% dizem não ter opinião formada.
Desde o casamento, William e Kate Middleton assumiram um papel central no Palácio de Buckingham e alavancaram a popularidade da monarquia entre os jovens. A festa de boda dos dois foi vista por 27 milhões de pessoas só no Reino Unido. Talvez a popularidade do novo casal real explique o apelo do filho mais velho de Lady Di entre os jovens. Segundo a pesquisa, 53% acreditam que ele deve assumir o trono depois da morte de Elizabeth II.
Os trabalhistas são os mais contrários a Charles, 52% dos eleitores do partido acreditam que ele deve abandonar as pretensões de rei, enquanto só 35% dos conservadores dizem pensar o mesmo. O ex-diretor de comunicação de Downing Street, Alastair Campbell, escreveu em seus diários que Tony Blair costumava se irritar com a intromissão do candidato ao trono britânico.
Parece que pelo menos o quesito carisma, Charles não herdou da mãe. Apesar de raramente demonstrar traços de sua vida pessoal, a rainha Elizabeth II conquistou os britânicos. O documentário com a intimidade da jovem monarca com seus filhos pode ajudar ainda mais na imagem da nobre, vista por muitos como uma mãe distante e fria. As cenas, filmadas pelo próprio duque de Edimburgo, pai de Charles, mostra Elizabeth ensinando seu primogênito a andar e brincando com a família em uma praia.
Na homenagem, que será exibida nesta noite pela BBC britânica, Charles relembra a coroação de Elizabeth e destaca que o Jubileu é uma forma de todo país mostrar seu orgulho pela rainha.
- Lembro da minha mãe nos dando banho com a coroa, era muito divertido - conta o príncipe sobre os dias antes da coroação. - Ela sente muito orgulho de sua família, de ser sido uma jovem mãe no início de seu reinado.

NO JUBILEU DA RAINHA DA INGLATERRA , A MONARQUIA NUNCA FOI TÃO POPULAR

No ano em que o Reino Unido celebra o Jubileu de Diamantes da rainha Elizabeth II — quando a soberana completa 60 anos no trono — os índices de popularidade da monarquia britânica bateram recordes históricos. Para 69% dos britânicos, o Reino Unido iria piorar se a monarquia desaparecesse, enquanto apenas 22% considera que a instauração de uma república melhoraria o país. A exceção é a Escócia, onde 36% dos cidadãos considera que a monarquia prejudica o país. A pesquisa foi publicada pelo jornal “The Guardian”.

O levantamento do Guardian/ICM indica como o sentimento monárquico se expandiu por todas as classes sociais e em todas as regiões no ano do 60º aniversário da chegada ao trono de Elizabeth II, de 86 anos. Este é o maior índice de popularidade da família real nas doze últimas enquetes realizadas pela empresa de consultoria desde 1997, data em que o apoio dos britânicos à monarquia começou a ser medido.

Segundo a pesquisa, o apoio aos Windsor é maior entre os mais velhos e os eleitores conservadores, mas também tem força entre os simpatizantes dos outros partidos do país. O fervor monárquico não diminuiria com a morte ou abdicação do trono da popular Elizabeth II: apenas 10% preferiria um chefe de Estado ao invés de um novo monarca.

Os dados não indicam, no entanto, que o príncipe Charles, de 63 anos, e primeiro na linha de sucessão, desperte um grande entusiasmo: apenas 39% quer que ele assuma após a morte de sua mãe, contra 49% dos que preferem seu filho mais velho, o príncipe William, de 29 anos.

Os primeiros dados sobre a aceitação da monarquia britânica datam de fevereiro de 1953, apenas três meses depois da coroação. Na época, a grande maioria dos entrevistados ofereceu descrições como “encantadora” e “maravilhosa” para Elizabeth II. Segundo este primeiro levantamento, só 6% fez comentários negativos sobre monarcas em geral, e apenas 1% se aventurou a ir contra a rainha. Alguns anos mais tarde, em 1957, uma pesquisa do Instituto Gallup mostrava que 83% dos britânicos era favorável a monarquia e só 7% contrário.
Da Agência O Globo.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

INSEGURANÇA NA REGIÃO SAHELO-SAHARIANA

 

     Marrocos e o Senegal evocaram hoje (segurança) a 'insegurança prevalenecente na região sahelo-sahariana" por ocasião da visita de trabalho em Rabat do ministro senegalês dos Negócios Estrangeiros,Alioune Badara Cissé, indicou fonte oficial .

              
No termo de um encontro com com o seu homólogo marroquino Saad Eddine Othmani, o chefe da diplomacia senegalesa declarou à imprensa que o Marrocos e o seu país têm uma "convergência" sobre esta questão, reportou da Agência Marroquina de Notícias (MAP).

"As duas partes manifestaram a sua convergência sobre várias questões a nível política, particularmente, as regionais ligadas a segurança na região sahelo-sahariana, a situação no Mali, Guiné-Bissau e no Sudão", afirmou por seu lado Othmani.

              
O ministro senegalês transmitiu nessa ocasião um convite do presidente Macky Sall ao rei Mohammed VI para visitar o Senegal.
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O ministro delegado aos Negócios Estrangeiros Youssef Amrani preconizou nesta ocasião uma "parceria construtiva num espírito de responsabilidade partilhada" longe dos "cálculos político estreitos", em referência à crise política que divide Marrocos e Argélia.
              
Saad Eddine Othmani e o ministro senegalês evocaram as relações as relações de cooperação "secular que existe entre os dois países, assim como a questão do Sahara Ocidental".
           
Dakar reiterou à Rabat o seu apoio a Marrocos no assunto do Sahara, enquanto a Frente Polisário apoiada por Argel reivindica a independência desta antiga colónia espanhola anexada ao reino em 1975.


VATICANO FAZ MUDANÇAS NO CARITAS INTERNACIONAL


Vaticano passa a nomear diretamente alguns membros do Conselho Executivo da Caritas Internacional. Os candidatos a tesoureiro também têm de ser aprovados pela Santa Sé. A medida acontece depois de, no ano passado, o Papa Bento XVI ter afirmado que a organização deve "defender os valores inegociáveis da Igreja", crítica aberta ao desempenho da anterior secretária geral, acusada de dar mais atenção à assistência do que à evangelização.
No decreto assinado pelo cardeal Tarcisio Bertone, e publicado ontem, estabelece-se que o Conselho Pontifício Cor Unum, responsável pelas obras de caridade da Igreja, deve supervisionar as contas e os orçamentos com a Secretaria Geral do Vaticano "para alcançar transparência financeira" e também todos os textos que contenham elaborações doutrinais e morais da Caritas.
Traços gerais, a organização passa a estar totalmente na dependência da Santa Sé, uma medida que vai em sentido contrário da que foi tomada em 1994 por João Paulo II. O anterior papa dotou a organização de maior autonomia.
O mau estar do Vaticano com Caritas era evidente, confirmado pelas declarações do cardeal africano Robert Sarah, presidente do Cor Unum. O eclesiástico defende que o Vaticano deve seguir as atividades da Caritas para que a sua mensagem seja divulgada "de forma coerente com o magistério da Igreja". Acrescentou que a organização deve ter "uma saudável visão antropológica" na comunidade internacional.
As críticas vão diretas para a secretária geral, a britânica Lesley-Anne Knight considerada "demasiado independente". Um jornal inglês divulgou há um ano uma afirmação da responsável que caiu particularmente mal na Santa Sé. "Perguntam-me porque ajudamos tantas pessoas de outras fé religiosa, como muçulmanos e budistas. Eu respondo que ajudamos as pessoas não porque são católicas mas porque nós somos católicos.
Acabaria por ser substituída em maio de 2011 pelo francês Michel Roy, que sublinhou ontem que o novo decreto "reforça a dimensão eclesial". Internacional.

PAPA FALA AOS BISPOS NORTE- AMERICAN0S

O Papa vincou hoje que os bispos norte-americanos têm um longo caminho pela frente para deter as discordâncias existentes no ensino universitário da Teologia e lembrou que os seus professores precisam de autorização hierárquica para exercerem a docência. “Há muito por fazer” para respeitar a legislação da Igreja onde se determina que quem ensina disciplinas teológicas em institutos de estudos superiores precisa de “mandato da autoridade eclesiástica competente”, disse Bento XVI a um grupo de prelados dos EUA que se deslocaram ao Vaticano para apresentarem os relatórios das suas dioceses, segundo discurso publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
A importância da lei em causa, o cânone 812 do Direito Canónico, “como expressão tangível da comunhão e solidariedade eclesial no apostolado educacional da Igreja torna-se claramente evidente quando consideramos a confusão criada por instância de aparente dissidência entre alguns representantes de instituições católicas e a liderança pastoral da Igreja”, afirmou.
Este desacordo, prosseguiu o Papa, “prejudica o testemunho da Igreja e, como a experiência tem mostrado, pode facilmente ser explorado para comprometer a sua autoridade e a sua liberdade”.
Bento XVI considera que “o mais urgente desafio interno” dos católicos dos Estados Unidos da América consiste em proporcionar uma “sólida educação na fé” aos alunos.
A intervenção do Papa realçou a necessidade “de harmonizar o rigor intelectual” na transmissão da fé da Igreja aos jovens com a formação do “amor de Deus, a prática da moral cristã e da vida sacramental e, não menos importante, o cultivo da oração pessoal e litúrgica”.
“Demasiadas vezes, parece, as escolas e colégios católicos não conseguiram desafiar os estudantes a reapropriarem-se da sua fé enquanto parte das estimulantes descobertas intelectuais que marcam a experiência do ensino superior”, sustentou.
A perceção de Bento XVI é sustentada pelo facto de “muitos” novos alunos se encontrarem “dissociados dos sistemas de apoio da família, escola e comunidade que antes facilitavam a transmissão da fé”, fenómeno que deve incentivar as instituições católicas a “criar novas e efetivas redes de suporte”.
“Em todos os aspetos da sua educação os estudantes têm de ser encorajados a articular a visão da harmonia da fé e razão capaz de os conduzir ao longo da vida na procura do conhecimento e da virtude”, objetivo que só se pode cumprir com o “papel essencial” dos professores, através do seu “testemunho de sólida devoção” e compromisso com a “sabedoria cristã”.
As escolas católicas constituem “um recurso fundamental para a nova evangelização e a significativa contribuição que fazem à sociedade americana como um todo devia ser melhor apreciada e mais generosamente suportada”, disse Bento XVI.
RJM

O CRISTIANISMO SABE O VALOR DO BUDISMO

O líder religioso máximo dos budistas tibetanos recebe o título de Dalai Lama, que literalmente significa “Oceano de Sabedoria”. O atual Lama, Tenzin Gyatso, tem se tornado uma figura popular pelo apoio que recebeu de vários artistas de cinema e músicos populares em sua luta pela libertação do Tibet do domínio chinês.
Ele é considerado a 14ª encarnação de Buda e já buscou o diálogo com autoridades cristãs como o papa. Em entrevista recente, declarou: “Os cristãos estão muito perto do espírito budista. Como, por exemplo, na vida monástica, na atenção e no tempo que dedicam à meditação”.
Enfatizou ainda que “As principais tradições religiosas, embora difiram nas interpretações teológicas, têm em comum a prática do amor, da compaixão, da tolerância, do perdão”.
O Lama diz que desperta às 3 da manhã e dedica em média seis horas do dia à meditação. Regularmente dorme às 18h, após fazer alguma leitura e tomar uma refeição leve.
Convidados para participar do festival de artes de Ravenna neste verão, os monges tibetanos exilados devem apresentar músicas e danças e mandalas (figuras geométricas feitas com areia), suas formas de arte típica. Isso tudo colabora para a divulgação das crenças budistas entre os jovens ocidentais.
Questionado sobre o valor das tradições religiosas, o Dalai Lama declarou: “É muito importante recordar sua tradição milenar ao mundo de hoje. Muitas vezes, as pessoas consideram a religião algo antigo, superada pelos séculos. Talvez seja como uma roupa velha para certas tradições, mas a essência do ensino religioso é o amor, a compaixão, os valores humanos, que também são importantes para os não crentes”.
Durante três séculos e meio, o Tibet esteve sob o regime teocrático, governado pelo Dalai Lama. Gyatso governou seu povo durante mais de 50 anos, até a invasão da china. Acabou abrindo mão do governo temporal que exercia e hoje vive apenas para divulgar os ensinamentos budistas.
Mas não esquece as necessidades de seu povo: “Nossos irmãos e irmãs cristãos deram a maior contribuição à educação e à saúde em todo o mundo. Outras tradições religiosas, como a minha, estiveram menos ativas neste campo. Devemos nos aplicar mais”.
Desde 1959, o Dalai Lama não volta à sua terra natal. Teve que fugir, por causa das perseguições do governo comunista chinês, que preconiza o ateísmo. “Minha existência não tem sido fácil, mas mesmo nas dificuldades compreendi que os ensinamentos das tradições religiosas são de grande ajuda. Agora, com meus 76 anos, aprendi que é muito importante viver em paz, na confiança em si mesmo. É de grande ajuda para ter uma mente livre. E também para manter-se com boa saúde”.
Ele diz ter a solução para os conflitos que assolam o planeta: “A paz do mundo pode provir apenas da paz interior. Não da força, tampouco das armas, mas apenas da paz interior”.
Embora não entenda como o Ocidente, de maioria cristã viva em meio a conflitos, mas destaca que “Os verdadeiros cristãos entendem o espírito budista”.