quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Rei da Espanha perde cargo honorífico do WWF

O rei de Espanha perdeu este sábado a presidência de honra da WWF. A organização não governamental decidiu, em assembleia extraordinária, eliminar o cargo atribuído a Juan Carlos desde 1968, devido à participação do monarca na polémica caçada de elefantes no Botswana, em abril.
Votaram pela eliminação, 94% dos sócios da WWF Espanha, segundo o comunicado da organização em que lembra que a realização de uma assembleia extraordinária, em Madrid, se deveu à "ampla controvérsia" gerada pela ida do rei Juan Carlos ao Botswana a fim de participar numa caçada. 
"Apesar deste tipo de caça ser legal e estar regulado, foi considerado incompatível, por muitos dos sócios, com a presidência de honra de uma organização internacional como a WWF de defesa da natureza e meio ambiente e uma das que mais esforços e recursos dedica à conservação de espécies em perigo de extinção", lê-se ainda no comunicado.
A WWF, fundada em 1961 por um grupo de cientistas de diversas nacionalidades, também está presente em Portugal com uma equipa interdisciplinar que "trabalha para a conservação da Biodiversidade e redução da Pegada Ecológica"



REI JUAN CARLOS RECEBEU AO PROVEDOR DE JUSTIÇA


Don Juan Carlos recebeu em audiência o Provedor de Justiça, Soledad Becerril, que tomou posse em 23 de julho, em cerimônia realizada no Congresso dos Deputados.
De acordo com a Lei 3/1981, de 06 de abril, o Provedor de Justiça é o alto comissário do Parlamento nomeados por eles para defender os direitos previstos no Título I da Constituição, para o que ele pode fiscalizar a actividade Administração, relatando ao Parlamento.
Os acima regra estabelece que o chefe da instituição devem ser eleitos pelo Parlamento por um período de cinco anos. O Congresso-Senado Comité Misto foi responsável pela aprovação da proposta em 4 de Julho, que foi posteriormente aprovado pelo plenário das duas câmaras 17 e 18 de julho, respectivamente.
O Provedor de Justiça não está sujeito a um mandato vinculativo, não receber instruções de qualquer autoridade, desempenha suas funções de forma independente e goza de imunidade e inviolabilidade durante seu mandato.
Soledad Becerril Bustamante nasceu em Madrid em 16 de agosto de 1944. Ele é formado em Filosofia, na área de Filologia Inglês pela Universidade Complutense de Madrid e de estudos prolongados no Inglês Oxford Centro e West London College. Em 1970, introduziu um curso de pós-graduação em ciência política na Universidade de Columbia de Nova York University. Ele também atuou como professor em várias universidades.
Tem uma longa carreira. Em 1981 ele se tornou primeiro-ministro da Democracia, depois de assumir a carteira de Cultura. Também foi deputado ao Parlamento espanhol por seis termos, ocupando um terceiro vice-presidente do Congresso e um senador. Ele também foi prefeito da cidade de Sevilha entre 1995 e 1999, e anteriormente era o mesmo vereador.
Em 1974 fundou a revista em Sevilha informações gerais para a Andaluzia "Iluminismo Regional." Ele era um membro do Comitê de Redação do Estatuto de Autonomia da Andaluzia. Beceril Soledad foi condecorado com a Grã-Cruz de Carlos III, a Medalha da Andaluzia e da Medalha da Cidade de Sevilha, entre outras distinções.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Rei e príncipe da Espanha diminuem seus salários





O rei Juan Carlos da Espanha, e seu filho, o príncipe Felipe de Bourbon, decidiram diminuir seus salários em US$ 38.255 no total, afirmou a Casa Real nesta terça-feira. O gesto é reivindicado por uma sociedade bastante afetada pela crise econômica.

A redução é de 7,1%, em linha com a diminuição do salário de todos os ministros decidida no último plano de ajuste do Executivo. O salário anual do monarca como chefe de Estado é de ? 292,7 mil euros (US$ 359,6 mil dólares) e cairá US$ 25,9 mil. Já o príncipe das Astúrias, o herdeiro da coroa, terá sua renda anual de ? 141,3 mil (US$173,6 mil) reduzida em US$ 12,2 mil.

Também diminuirá o montante destinado aos gastos da rainha Sofia, da princesa Letizia Ortiz e das infantas Elena e Cristina de Bourbon. No total, a Casa Real espera economizar cerca de US$ 130 mil dólares. O orçamento da monarquia para 2012 é de ? 8,2 milhões, 2% menor que em 2011.

A medida deve ser bem acolhida pela população, muito descontente com atitudes recentes da família real. A maior polêmica aconteceu em abril, quando o rei quebrou o quadril quando divertia-se caçando elefantes na África. O incidente levou Juan Carlos a pedir desculpas públicas pela primeira vez.

Tailândia: rei perdoa americano preso por insultar monarquia



Um americano condenado a dois anos e meio de prisão por traduzir e postar na internet trechos de uma biografia do rei tailandês Bhumibol Adulyadej foi perdoado e libertado depois de receber o perdão real, segundo informou nesta quarta-feira a embaixada dos Estados Unidos.
Joe Gordon foi condenado em dezembro do ano passado por traduzir parte do livro The King Never Smiles (O rei nunca sorri, em tradução livre), do inglês para o tailandês, e postar alguns trechos online. Esta condenação foi uma de várias por supostamente difamar a família real, o que levantou preocupação sobre a liberdade de expressão no país.
Não foi dada nenhuma razão para o perdão, mas oficiais americanos vinham pressionando as autoridades tailandesas para liberar Gordon, nascido na Tailândia mas de cidadania americana, desde a sua primeira detenção, em maio do ano passado. Ele foi solto no final da noite de terça, de acordo o porta-voz da embaixada dos Estados Unidos, Walter Braunohler.
Braunohler se recusou a comentar sobre a localização de Gordon ou quais são seus planos futuros. O advogado do ex-prisioneiro, Arnon Numpa, afirmou que o americano provavelmente retornará para os Estados Unidos nos próximos dias.

Monarquia bareinita proíbe protestos de opositores xiitas.

  
 O Ministério do Interior do Barém utilizou hoje o início do Ramadã como pretexto para proibir manifestações do movimento opositor xiita Al-Wefaq, dias após restringir os locais de protesto e proibi-los nessa capital.

  Líderes da Sociedade Nacional Islâmica Al-Wefaq, principal núcleo opositor da majoritária população xiita bareinita, assinalaram que haviam solicitado permissão para 25 mobilizações nessa sexta-feira em diferentes zonas dessa nação do Golfo Pérsico.

No entanto, o major general Tariq Al-Hassan, chefe de Segurança Pública, argumentou que "as marchas estão em linha com a liberdade de expressão garantida na Constituição", mas os protestos programados "interromperão os serviços e interesses das pessoas".

O funcionário policial também agregou que os protestos no primeiro dia do Ramadã (mês sagrado muçulmano) perseguem o propósito de "alterar a rotina diária das pessoas".

Nesse sentido, o Governo criticou alguns partidos que -segundo disse- insistem em realizar mobilizações em áreas vitais com o fim de danificar calçadas e estabelecimentos comerciais e de serviços, causar impacto negativo à economia nacional e atiçar conflitos internos.

Al-Wefaq refutou essas acusações e anunciou que realizará ações para exigir transformações democráticas nesse reino governado por uma minoria muçulmana sunita, ao mesmo tempo em que criticou al-Hassan por vetar um direito cidadão de se expressar nas ruas.

O chefe de Segurança Pública atribuiu à oposição um plano para "socavar a segurança e fomentar alegações infundadas para serem usadas na imprensa e servir a estreitas intenções políticas, além de acusar o Ministério do Interior de se opor à liberdade de expressão".

Recordou que essa dependência governamental executará a ordem de estudar a identificação de lugares que serão aprovados para concentrações e marchas, com base nas recomendações do chamado Diálogo Nacional com relação à segurança e à paz civil.

A restrição da dinastia Al-Khalifa tenta determinar quais locais oferecem as melhores oportunidades para a liberdade de expressão, sem violar os direitos dos outros ou afetar os interesses públicos e a economia, alegou o ministro de segurança.

Assim mesmo advertiu que será considerado ilegal participar em marchas fora dos locais fixados e ameaçou com ações legais aos que desrespeitem essa ordem, que exclui Manama como local onde se pode demonstrar o mal-estar com a família real governante.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

DALAI LAMA FALOU SOBRE AS IMOLAÇÕES

As notícias têm corrido mundo, algumas imagens também. Cidadãos tibetanos, na maioria monges, imolam-se pelo fogo, no que tem sido entendido como tentativas desesperadas de chamar a atenção para a causa do território que está sob ocupação chinesa. O Dalai Lama falou agora sobre o tema, evitando condenar a atitude, «por respeito às famílias», mas sem a legitimar.

O líder espiritual tibetano no exílio falou ao jornal «The Hindu» e defendeu que este é «um assunto político muito, muito delicado». «A realidade é que, se digo alguma coisa positiva, os chineses vão culpar-me imediatamente. Se digo algo negativo, então as famílias daquelas pessoas vão sentir-se muito tristes», afirma, naquele que é o seu comentário mais alargado ao assunto até ao momento: «As pessoas sacrificaram as suas vidas. Não é fácil. Por isso não quero criar algum tipo de impressão errada. O melhor para mim é manter-me neutral.»

Ainda assim o Dalai Lama, que foi acusado pelas autoridades chinesas de incitar as auto-imolações, reforça a ideia de que isto contribui para desmontar a teoria oficial chinesa de que a população tibetana vive feliz sob o atual regime. «Desde o início, quando isto aconteceu pela primeira vez, o que eu disse, e insisto, é que isto não acontece por consumo de álcool ou discussões familiares. O Governo chinês tem de investigar as causas disto e não fingir que não há nada errado», afirma, numa entrevista para assinalar o seu 77º aniversário e em que diz manter a esperança de uma solução de autonomia tibetana encontrada em diálogo com a China.

Já houve várias vozes influentes tibetanas que foram mais longe na condenação da auto-imolação como forma de luta e a pedir o seu fim, defendendo que não ajuda a causa tibetana. Foi o caso de Tsering Woeser, poeta e escritor tibetano exilado na Rússia.

No último ano e meio já houve cerca de 40 casos de tibetanos que morreram ou ficaram gravemente feridos por se imolarem. As motivações nunca são totalmente esclarecidas. Em finais de março, um monge imolou-se à porta das instalações governamentais em Barkham, e as autoridades chinesas recusaram-se mesmo a entregar o seu corpo para que fosse enterrado segundo os rituais budistas.

PAPA BEATIFICA NHÁ CHICA

O  decreto que permitirá a beatificação da brasileira Francisca de Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica. A data ainda não foi definida. Houve festa na cidade mineira de Baependi, a 390 quilômetros de Belo Horizonte, onde Nhá Chica viveu.

A professora aposentada Ana Lúcia Meirelles, que completou 67 anos exatamente ontem, é quem motivou uma comissão de cardeais do Vaticano a aprovar um milagre atribuído à Venerável. Ao receber a notícia, ela foi imediatamente para a igreja. “Estou muito contente. Fiquei exaltada. É uma emoção muito grande receber esta notícia no dia do meu aniversário. Eu estava no hospital com a minha irmã quando soube e não sei nem descrever exatamente o que sinto neste momento”, destacou.

No dia 14 de outubro de 2011, uma comissão formada por médicos do Vaticano estudou e aprovou o milagre atribuído a Nhá Chica. Segundo o postulador da causa de beatificação, Paolo Vilota, os sete médicos chegaram à conclusão que a cura não tem explicação científica.

FILHA DE ESCRAVOS

Nhá Chica era filha e neta de escravos. Ficou órfã aos 10 anos. Já em vida, era conhecida como “mãe dos pobres”, pois dedicava-se assiduamente à caridade. Construiu uma capela à Nossa Senhora da Conceição – hoje um santuário –, onde seu corpo está enterrado.

O Papa também aprovou decretos que tornam mais próxima a beatificação de outros fiéis. Dois decretos, por exemplo, atestam a prática em grau heroico das virtudes cristãs pelo bispo espanhol d. Álvaro del Portillo (primeiro sucessor de São JoseMaria Escrivá, fundador do Opus Dei) e pelo bispo americano d. Fulton Sheen, conhecido por seus escritos sobre a religião católica. ‡