quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O CASO DAS CARTAS DO PRINCÍPE CHARLES ÁS AUTORIDADES BRITÂNICAS

O procurador-geral da Inglaterra e do País de Gales, Dominic Grieve, responsável pelos temas legais ligados à Coroa britânica, vetou a divulgação de 27 cartas escritas pelo príncipe Charles entre setembro de 2004 e abril de 2005, nas quais se comunicou com sete ministros do país, numa decisão que gerou polêmica no Reino Unido. Grieve justificou o impedimento ao dizer que a publicação da correspondência, na qual o príncipe se mostra "particularmente franco" sobre suas "posições e crenças pessoais", poderia prejudicar a neutralidade da monarquia britânica quando Charles vier a se tornar rei.
O pedido pela divulgação das cartas foi feito com base em leis de acesso à informação pelo jornal "The Guardian", que prometeu recorrer do veto em instâncias superiores da Justiça britânica. Em editorial publicado na terça-feira, a publicação - que luta há sete anos para ter os documentos - afirma que Grieve adotou procedimentos legais "extremamente dúbios" e "altamente questionáveis" para "tentar justificar o injustificável".
Em seu veto, o procurador-geral diz que "o Príncipe de Gales é neutro politicamente e partidariamente" e que "é extremamente importante que ele não seja considerado favorável a um ou outro partido político pela população. Tal risco virá à tona se, por meio destas cartas, o príncipe seja visto como opositor às políticas do governo." Para Grieve, "esta percepção seria extremamente danosa ao seu papel como futuro monarca (...). Nesse contexto, a confidencialidade serve e promove o interesse público."
No Reino Unido, o procurador-geral tem status de ministro, e os membros do Gabinete têm a prerrogativa de impedir a divulgação de documentos do Estado. No anúncio do veto, divulgado na terça-feira, Grieve diz ter consultado colegas de Gabinete, ex-ministros e líderes da oposição. Para o "Guardian", entretanto, "os ministros fingem que sua preocupação é proteger o treinamento de um príncipe bom e útil, quando, na verdade, querem encobrir as condutas constitucionalmente dúbias de um herdeiro condescendente e até mesmo perigoso."
Príncipe Charles silencia sobre polêmica
Até a tarde desta quarta, o príncipe não havia se pronunciado sobre a polêmica. À imprensa britânica, parlamentares conservadores defenderam o veto do procurador-geral, enquanto os trabalhistas, atualmente na oposição ao primeiro-ministro David Cameron, avaliaram a conduta de Grieve e do príncipe como antidemocrática.
Em agosto, o "Guardian" noticiou que Charles estava intervindo nos bastidores do Executivo britânico, pressionando ministros e secretários de Estado por meio de bilhetes e encontros particulares. Mudanças na legislação de acesso à informação em 2010 isentam o herdeiro do trono britânico de liberar detalhes sobre seus contatos com membros do alto escalão do governo do Reino Unido.

Casamento real em Luxemburgo tem toques de modernidade



O pequeno ducado de Luxemburgo assistiu a um casamento real neste sábado, com a união no religioso do príncipe-herdeiro William, com a condessa belga Stéphanie de Lannoy. A modernidade foi marcada por alianças de ouro do comércio justo, prefeito gay acompanhado de companheiro e convidados reais transportados em vans ecológicas.

William, quase 31 anos, vai se tornar o sétimo grão-duque da monarquia luxemburguesa. Stéphanie, de 28, é descendente de uma das mais antigas famílias da nobreza belga. Eles se casaram na catedral de Nossa Senhora de Luxemburgo. As ruas da cidade estavam repletas de moradores e turistas.
O príncipe vestia um uniforme e entrou na catedral de braços dados com a mãe, a grã-duquesa Maria Teresa. A noiva estava vestida com um modelo de Elie Saab em branco marfim com bordados em fios de prata. O véu, de mais de quatro metros, era de tule de seda branca. Depois da cerimônia, o casal ofereceu ao público um rápido beijo no balcão do palácio ducal.
Entre os convidados estavam a princesa Caroline de Mônaco, o príncipe Edward, terceiro filho da rainha da Inglaterra, e o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito. A cerimônia civil aconteceu na sexta, quando Stéphanie também recebeu a nacionalidade luxemburguesa.

RSF e Human Rights criticam suspensão de jornalista da AFP no Marrocos




Nesta segunda-feira (22/10), a ONG americana Human Rights Watch pediu para que Marrocos restaurasse o credenciamento do jornalista da AFP, Omar Brouksy, que foi retirado de sua cobertura das eleições em Tânger, informou portal Now Lebanon.



Brouksy foi suspenso por ter noticiado que o palácio real teria relações com os candidatos, o que foi considerado “falta de profissionalismo” pelo governo.

Segundo a diretora regional da HRW, Sarah Leah Whitson, "um país que respeita a liberdade de expressão não deveria arrancar credenciais por menções à monarquia de um jeito 'errado' ou desativar redações porque desaprova suas coberturas".

A organização Repórteres Sem Fronteiras diz que a decisão é “política” e uma “clara interferência na independência da prática jornalística”.

Camboja ordena deportações de chinesa que rasgou fotos de rei morto



Ex-rei do Camboja, Norodom Sihanouk morreu na semana passada
Um tribunal do Camboja ordenou nesta terça-feira a deportação de uma supervisora chinesa de uma fábrica por ter rasgado fotografias do ex-rei do país Norodom Sihanouk, morto na semana passada.
A mulher também recebeu uma suspensão condicional de um ano e terá de pagar uma multa por ter intencionalmente estragado as fotografias, sob a alegação de que sua atitude "interrompeu o trabalho de seus colegas".
A polícia foi chamada para acalmar um protesto de vários trabalhadores após o incidente, ocorrido na última segunda-feira.
A supervisora desculpou-se mais tarde, alegando que não sabia quem as fotos retratavam.
Diferentemente da vizinha Tailândia, são raras as punições no Camboja contra quem insulta a monarquia.

Governo do Bahrein proíbe manifestações contra o regime no país



O governo de Bahrein anunciou nesta terça-feira (30) o banimento de todas as manifestações contrárias ao regime e ameaçou tomar medidas legais contra grupos de oposição que organizam as demonstrações. A medida é uma última tentativa de pôr fim ao caos estabelecido no reino desde que a lei marcial foi imposta na ilha, no ano passado.
A Primavera Árabe no Bahrein terminou em março deste ano, quando a Arábia Saudita e outros estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo interviram nos protestos e restauraram a ordem. Manifestações esporádicas, porém, ainda ocorrem na ilha.
O ministro Sheik Rashid al-Khalifa afirmou que o contínuo abuso do direito à liberdade de expressão não poderia mais ser tolerado. De acordo com ele, futuros protestos no país só serão permitidos uma vez que a segurança de a estabilidade do reino sejam suficientes para manter a unidade nacional.
O Bahrein é uma país de maioria xiita governando por uma minoria sunita. Por isso, o maior alvo da proibição parece ser o grupo político xiita al-Wefaq, que organiza diversas manifestações. Os cidadãos xiitas são 70% dos 525.000 habitantes do reino e afirmam que sofrem grande discriminação pro parte dos governantes.
A monarquia já vez concessões devido aos protestos, tendo cedido mais poder aos membros eleitos do parlamento. Grupos oposicionistas, no entanto, afirmam que as reformas fazem pouco para tirar o poder da mão da família real.
Desde fevereiro de 2011, mais de 50 pessoas forma mortas em protestos no reino.

EMPRESARIO IRANIANO DISSE QUE MONARQUIA IRANIANA ESTÁ MORTA

Um novo canal de televisão, fundando pelo multimilionário iraniano Amir Hossein Jahanchachi, inicia sua transmissão, nesta quinta-feira, em Londres, com a intenção de contribuir para "derrubar o regime de Mahmoud Ahmadinejad" no Irã.
Jahanchahi fez estas afirmações durante uma entrevista coletiva na capital britânica, na qual disse que a "Raha TV" (libertar, em persa), estará aberta "a todos os grupos de oposição" e produzirá "uma programação variada".
A "Raha TV", dirigida pelo jornalista Ali Asghar Ramezanpoor - ex-funcionário do Ministério de Cultura e Orientação Islâmica do Governo de Mohammad Khatami, de onde foi expulso em 2003 por contrariar o regime -, terá transmissão diária, partir das 14h30 (horário de Brasília), através do satélite Eutelsat e via GLWIZ, um site iraniano.
Após um informativo de meia hora - dirigido pelo italiano-iraniano Ahmad Rafat, ex-jornalista da agência italiana "AdnKronos"-, seguirão três horas e meia de programas culturais e esportivos.
Jahanchahi reconheceu que o governo iraniano tentará impedir a transmissão, mas disse que os líderes do país "não poderão fazer isso todos os dias", por isso confia que as mensagens "cheguem ao povo do Irã".
Durante a apresentação em Londres, onde compareceu acompanhado de guarda-costas, o fundador da emissora não escondeu que seu objetivo pessoal é "acabar com o regime iraniano", o qual criticou duramente.
Jahanchahi também disse que, graças ao efeito da televisão e mais os danos que as sanções internacionais estão causando ao governo do Irã, "em um prazo de nove meses pode haver uma revolta nacional que derrube o regime".
Jahanchahi, exilado após a revolução islâmica de 1979 e cuja família esteve vinculada politicamente a Mohammad Reza Pahlavi, fundou em 2010 o movimento opositor Green Wave, cujo secretário-geral, o ex-diplomata Mehrdad Khonsari, esteve presente na entrevista coletiva nesta quinta.
O fundador da emissora não deu detalhes sobre quantos filiados tem o movimento, que pretende promover uma revolta popular no interior do país.
Jahanchahi disse que gostaria de ver em seu país natal, "uma república democrática", já que a monarquia "está morta".
O multimilionário também disse que a "Raha TV" não receberá dinheiro do governo e insistiu que todo capital é proveniente de sua fortuna pessoal, já que ,segundo ressaltou, tem "mais dinheiro do que necessita".
Jahanchahi afirma que, após estudar em Paris, fez fortuna no setor da construção na capital francesa, além de Madrid e Barcelona e, segundo indicou, tem participações em diversas empresas.
A "Raha TV", que fará sua transmissão em iraniano, conflitará com a "Press TV", auspiciada pelo governo de Ahmadinejad, que também fica em Londres e faz as transmissões em inglês.

ARABIA SAUDITA EXPULSA DIPLOMATAS SÍRIOS

A Arábia Saudita anunciou na noite desta quinta-feira a expulsão de três funcionários do consulado sírio em Jidá, cidade às margens do Mar Vermelho, por atividades "incompatíveis" com sua missão diplomática.
Um porta-voz do ministério saudita das Relações Exteriores, citado pela agência oficial Spa, informou que a medida foi tomada diante do "comportamento (dos três funcionários), incompatível com a missão inerente a suas atividades consulares".
O porta-voz não explicou se os três homens tinham estatuto diplomático, nem detalhou as atividades pelas quais foram criticados.
As relações entre Riad e Damasco são muito tensas desde que, no ano passado, o regime sírio começou a reprimir a revolta contra ele.
Em agosto, o reino saudita retirou seu embaixador de Damasco e expulsou o embaixador sírio para denunciar o "massacre coletivo" cometido pelo regime presidido por Bashar al-Assad.
Damasco, por sua vez, acusa a Arábia Saudita e o Catar, outra monarquia do Golfo, de apoiar a rebelião síria e de armá-la.