sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desarticulada rede extremista ligada ao Irão



As autoridades do Bahrein desarticularam uma suposta rede terrorista com vínculos com o Irão e outros países da região, anunciou ontem o Ministério do Interior do Bahrein num comunicado.
Segundo a nota, os serviços de segurança detiveram “recentemente”, em cooperação com um Estado vizinho, um grupo terrorista, composto por oito cidadãos do Bahrein.
As investigações revelaram que os detidos tinham viajado para o Irão, Iraque e Líbano, e que receberam treino sobre o uso de armas e explosivos, além de apoio económico. O Ministério do Interior referiu que “a responsabilidade nacional exige a rejeição da violência de todo o tipo como uma postura clara e tangível e não só através de denúncias verbais”.
Desde 14 de Fevereiro de 2011, o Bahrein, um pequeno reino do Golfo Pérsico, é palco de protestos anti-governamentais por parte da maioria xiita contra a monarquia sunita governante. O Irão, um Estado com cerca de 90 por cento de população xiita e regido por um regime teocrático, manifestou apoio aos protestos do Bahrein e condenou a repressão.

Conferência islâmica para restabelecer equilíbrio geopolítico



É a primeira vez que um dirigente iraniano visita o Egito, em mais de 30 anos. O gesto confirma o desbloqueio das relações entre os países, que começou com a eleição de Mohamed Morsi como presidente egípcio.
Menos de dois meses depois, Morsi esteve no Irão, também depois de três décadas de afastamento.
Hosni Mubarak, do Egito, era um fiel aliado dos Estados Unidos e um feroz crítico do Irão islamista.
Mas a rutura das relações entre os dois países vem de longe. Em 1979, o presidente egípcio,
Muhammad Anwar Al Sadat, assinou um Tratado de paz com Israel em que reconheceu a existência do Estado hebreu. Recebeu o Prémio Nobel da paz. O Irão não perdoou. No mesmo ano fez a revolução islâmica e expulsou o Xá Mohamad Reza Pahlavi.
Foi o Egito que lhe ofereceu asilo.
O Irão deu então o nome do assassino de Sadat, que era da jihad egípcia, a uma avenida do Cairo.
As tensões sucederam-se. O mundo islâmico era maioritariamente sunita e os xiitas do islão não tinham muitos aliados, além da Síria.
Na cimeira da Organização Cooperação Islâmica, OCI de 15 de agosto, em Meca, o representante de Teerão foi o único a protestar contra a expulsão de Damasco. Aliás, a Síria nem foi convidada.
A predominância de 80% de sunitas no mundo islâmico verifica-se nas regiões marcadas a bege, no mapa, e a minoria xiita de 15 % nota-se principalmente no Irão, no iraque e no Iémen.
No Egito e na Arábia Saudita, os maiores países da região, a maioria sunita é de 90 e 97%.
Os focos de maior tensão são o Bahrein e a Síria.
Na Síria, os 76% de sunitas são dominados por 11 de alouitas (mais próximos dos xiitas) do clã Assad. No Bahrein, o país é dirigido por uma monarquia sunita, mas 60 por cento da população é xiita.
Ahmadinejad está a apoiar o regime de Assad para não ver a Síria tombar para o lado sunita e manter a tendência de crescimento da comunidade islâmica xiita que se estende do Irão ao Mediterrâneo, passando pelo Iraque, pelo Líbano e pela Síria.
Suspeita-se que Teerão esteja a apoiar a bem organizada revolta xiita contra a monarquia sunita do Bahrein.
Um apoio na sombra que está a afetar as relações entre o Irão, a Arábia Saudita e as outras monarquias do Golfo.
Esta tentativa de manter e acentuar a influência na região foi impulsionada pelas mudanças operadas no Iraque, em 2005. Os países de maioria sunita tentam, diplomaticamente, travar Teerão mas a guerra fria pode deixar de o ser a qualquer momento.
Assim, assistimos ao reatamento de relações das maiores potências inimigas da regiã

Rei Juan Carlos vaiado


Na final da Taça do Rei de basquetebol, Juan Carlos foi recebido com gritos de "fora" enquanto se ouvia o hino nacional.

O Rei Juan Carlos foi hoje recebido com assobios no pavilhão Fernando Buesa, em Vitoria, onde vai está a ser disputada a final da Taça do Rei de Espanha de basquetebol, entre FC Barcelona e Valência.
Segundo notícia , às 19h00 locais (menos uma hora em Lisboa), o Rei acedeu ao camarote do pavilhão basco, que tem capacidade para 15.000 espetadores, dos quais mais de metade vitorianos.
Juan Carlos foi recebido com uma forte assobiadela, alguns gritos de "fora" e alguns aplausos. A vaia perdurou enquanto se ouvia o hino nacional espanhol, que não chegou a um minuto de duração. Após o início do jogo, não houve registo de mais incidentes.



Polícia dispersa manifestantes no Bahrein com gás lacrimogéneo

 

 
Em dois anos de agitação civil, pelo menos 80 pessoas morreram, segundo grupos internacionais de direitos humanos, e muitos ativistas detidos estão  a ser julgados

A polícia do Bahrein disparou hoje gás lacrimogéneo para dispersar milhares de manifestantes xiitas que protestavam contra o regime sunita que governa aquele país do Golfo Pérsico.

Empunhando bandeiras, milhares de pessoas ocuparam uma via rápida que  liga várias cidades à capital Manama, gritando "Abaixo a ditadura!" depois  de duas pessoas terem morrido numa manifestação que assinalou na quinta-feira  o segundo aniversário da revolta popular da maioria xiita para reclamar  reformas democráticas.
O protesto foi encabeçado pelo xeque Ali Salman, líder do maior grupo  da oposição do país.
"O Governo não permitirá o uso de violência para pressionar as negociações",  afirmou o ministro da Justiça, xeque Khlaed al-Khalifa, coordenador do diálogo  com a oposição, que exige a transição para uma monarquia constitucional.
Durante as manifestações de quinta-feira, a polícia matou a tiro um adolescente numa aldeia perto da capital e durante toda a noite verificaram-se confrontos entre manifestantes e polícia, com um agente morto por ter sido atingido por uma bomba incendiária.
Em dois anos de agitação civil, pelo menos 80 pessoas morreram, segundo grupos internacionais de direitos humanos, e muitos ativistas detidos estão  a ser julgados.
Na quinta-feira, a Amnistia Internacional afirmou que o Bahrein "não pode continuar a prender pessoas só porque não tolera críticas".

Embaixadora cubana impressionada com memorial de Rei Mandume


  
 A embaixadora de Cuba em Angola, Gisela Rivero, mostrou nesta sexta-feira, em Ondjiva, impressionada com a beleza e valorização do memorial de Rei Mandume Ya Ndemufayo, localizado no Complexo Turístico do Oihole, município de Namacunde.
 
A diplomata cubana fez esta apreciação durante a visita ao Complexo Turístico de Oihole, local onde repousam os restos mortais de Rei Mandume Ya Ndemufayo, adiantando que o povo angolano, em particular do Cunene, deve cuidar este monumento que espelha bem a bravura e coragem desta monarquia.
 
Gisela Rivero sublinhou ser uma obra muito bonita, razão pela qual todos devem cuidar deste património histórico, símbolo da resistência colonial do povo angolano no Cunene.
 
O Complexo Turístico do Oihole, localizado no município de Namacunde, conheceu obras de reabilitação, sendo constituído actualmente por duas alas, uma das quais encerra o memorial do Rei e a parte turística. Inclui uma galeria, administração, residência do gestor, restaurante e creche.
 
Contempla mais de 20 edifícios erguidos em forma de castelo, um ginásio, um salão de beleza, sala de conveniência.
 
O memorial em questão tinha sido inaugurado em 2002 pelo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, na presença do ex-Presidente da Namíbia, Sam Nujoma.

Santa Sé atrai 4,5 milhões de turistas por ano

O Vaticano é o menor Estado independente do mundo. Tem menos de meio quilômetro quadrado e apenas 994 habitantes.
Entre eles, está o papa -Bento 16, até o próximo dia 28, quando passa a vigorar sua renúncia, e, depois disso, o novo pontífice a ser escolhido em conclave.

O território é a sede da burocracia católica. Os turistas não têm acesso aos aposentos do papa e dos cardeais, nem aos escritórios da Cúria Romana, espécie de ministério dentro dessa insólita monarquia absolutista em que o papa é o monarca.

Até a segunda metade do século 19, os Estados Papais ocupavam boa parte do centro da Itália. Com a unificação italiana e o Tratado de Latrão (1929), o papa precisou se contentar com um pequeno território incrustado na cidade de Roma.

O Vaticano funciona quase como um luxuoso cartão-postal do catolicismo. A começar pela basílica de São Pedro, construída de 1506 a 1626, sob a sucessiva direção de Bramante, Rafael, Michelângelo, Maderno e Bernini.

A visita à basílica é gratuita, mas há filas para a passagem pelo detector de metais. Os seguranças não deixam entrar pessoas com ombros e pernas descobertos.

Imensa, a nave pode abrigar 60 mil fieis. O maior tesouro artístico é a "Pietà", de Michelangelo, estátua de mármore em que a Virgem aconchega Jesus morto.

Há ainda o baldaquino (espécie de abrigo ao trono papal), do século 17, desenhado por Bernini e uma das preciosidades do barroco italiano. Logo na entrada, está o mosaico da Navicella, obra de Giotto, do século 14.

Atentem para a aglomeração junto a uma das paredes direitas da nave, diante do túmulo de João Paulo 2º.

O papa polonês estava na cripta, onde ficam os túmulos dos pontífices. Subiu porque a cripta ficava congestionada por peregrinos.

Ao lado de uma das colunas, dentro de um caixão de vidro, e menos reverenciado, está o corpo intacto de João 23, papa entre 1958 e 1963. Foi ele quem convocou o Concílio Vaticano 2º, marco da modernização da Igreja.

TENHA PACIÊNCIA

Vejamos os museus do Vaticano. Duas recomendações.

Escolha o trajeto mais longo, não o direto à capela Sistina. É menos congestionado.

E tenha paciência porque é a maior aglomeração humana em Roma a portas fechadas. São 4,5 milhões de visitantes anuais.

As coleções, abertas ao público no século 18, reúnem pintura, estatuária, afrescos e decorações que a Igreja recebeu ou encomendou desde sobretudo o século 15.

Alguns especialistas creem que uma visita exaustiva demore de oito a dez meses.

São, em verdade, 12 museus: do egípcio e do etrusco à pinacoteca. Nela, há um departamento de arte religiosa moderna, com telas ou esculturas belíssimas de Picasso, Léger, Klee, Henry Moore, Braque ou Munch.

Quanto às riquezas mais antigas, aqui vão alguns ambientes preciosos. A começar pela capela Nicolina, concluída em 1448 pelo Beato Angélico, com afrescos que alegorizam cenas de santo Estêvão e são Lourenço.

Há as salas de Rafael, com oito afrescos encomendados pelo papa Júlio 2º no começo do século 16. Uma longa passagem no segundo andar do Palácio Apostólico, com 12 colunas, tem também incríveis afrescos de Rafael.

No final do século 15, foi eleito papa Alexandre 6º, da família Borgia. Ele encomendou um luxuoso apartamento para hospedar familiares, com afrescos de Pinturicchio. O local ficou por três séculos fechado. Foi reaberto, restaurado, no século 19.

O PINTOR DO MILÊNIO

Entre as pinturas, uma das preciosidades é o tríptico encomendado em 1320 a Giotto pelo cardeal Stefaneschi.

Giotto foi considerado "o pintor do milênio", em 2000, em pesquisa com críticos de arte de toda a Europa.

Aliás, praticamente todos os pintores do renascimento italiano estão representados com telas de primeira linha.

Há um Da Vinci ("São Jerônimo") e quatro telas de Rafael, como "Fé, Esperança e Caridade". Michelangelo é representado por "Crucificação de São Pedro".

Os Museus do Vaticano também têm uma excelente coleção da Antiguidade. Dois exemplos entre os mosaicos: a "Cabeça de Atleta", vinda das termas de Caracalla, e o piso das termas de Otricoli.

Esqueleto encontrado em estacionamento é de fato do rei Ricardo III




Esqueleto foi encontrado em estacionamento no centro de Leicester
A solução de um dos grandes mistérios da história inglesa se encontrava em um estacionamento localizado no centro de Leicester: o esqueleto exumado no final de 2012 encontrado sob o asfalto do centro da cidade era de fato o de Ricardo III, figura sombria da monarquia, cujos restos mortais desapareceram há 500 anos.
A Universidade de Leicester, que conduziu a pesquisa, concluiu nesta segunda-feira que "para além de qualquer dúvida razoável, o corpo exumado em setembro de 2012 é o de Ricardo III, o último rei Plantageneta da Inglaterra."
O suspense foi mantido até o final e a novidade, anunciada com grande alarde em coletiva de imprensa, foi recebida por uma salva de palmas.
O thriller arqueológico se desenrolou em meio às atenções da comunidade científica e os tablóides, apaixonados pelo "rei do estacionamento".
Tudo começou em agosto quando, equipado com um mapa medieval, especialistas da universidade começaram a escavar o subsolo do estacionamento municipal do centro da cidade. No início de setembro, eles desenterraram o esqueleto bem preservado de um homem com indícios perturbadores: a coluna vertebral deformada (o rei sofria de escoliose) e lesões semelhantes aos golpes fatais sofridos no campo de batalha, especialmente a seta de uma flecha presa entre as vértebras. O corpo não estava em um caixão, mas envolto em uma mortalha simples.
Sabia-se até agora que o monarca, de sinistra reputação, havia morrido em 1485, com armas na mão na Batalha de Bosworth Field, perto de Leicester.
Seu corpo ensanguentado foi, então, exibido a cavalo entre o campo de batalha e a cidade e enterrado em uma cova sem identificação.
Mas seu corpo nunca foi encontrado. Alguns acreditavam que o cadáver estava enterrado em uma capela ou um mosteiro destruído, ou ainda que poderia ter sido jogado no rio.
Foi preciso esperar os testes de DNA e a colaboração de dois descendentes da família de Ricardo III, entre eles de um carpinteiro de Londres "chocado" por esta descoberta, para que este enigma de mais de cinco séculos fosse finalmente resolvido.
"Estes testes demonstram de maneira forte e convincente que são os restos de Ricardo III", explicaram os especialistas da universidade.
Tão importante quanto os exames foram as pistas encontradas no esqueleto, particularmente as lesões visíveis em seu rosto e em sua parte traseira, provavelmente causadas em seu corpo quando foi exibido publicamente.
Ricardo III reinou por apenas dois anos, mas ostentou uma imagem de usurpador e tirano. Continua sendo um dos monarcas mais famosos do trono da Inglaterra.
Ele deve esta fama principalmente ao dramaturgo William Shakespeare, que o imortalizou sob o disfarce de um tirano corcunda, que massacrou dois sobrinhos que o impediam de subir ao trono, ancorando história em sua reputação detestável.
Alguns historiadores esperam que a descoberta de seus restos mortais seja uma oportunidade para trazer um novo olhar para o seu reinado e crédito ao reformador visionário que eles acreditam ter sido Ricardo III.
Após o mistério, o local de descanso do último rei Plantageneta é que tem provocado debate.
A Universidade de Leicester indicou nesta segunda-feira que a catedral da cidade é apropriada. Anteriormente, outros propuseram a catedral de York ou a Abadia de Westminster em Londres, onde se encontram muitos soberanos.
O Palácio de Buckingham se recusou a fazer comentários sobre o caso, mas nos últimos meses especialistas da Coroa argumentaram que a reputação de Ricardo III não milita a favor de um enterro na capital.