sábado, 23 de março de 2013

PRINCESA CAMBOJANA FEZ LIVRO CULINARIA DO KMER

 

 

Na biblioteca de William Pokhliobkin, publicista bastante conhecido na Rússia e especialista em culinária soviética e russa, existia um livro de receitas antigo da autoria da princesa cambojana Rasmi Sobhana. O livro foi editado com ajuda de uma máquina rotaprint. Hoje este livro é uma autêntica raridade bibliográfica. A princesa datilografou o livro, mas não chegou a editá-lo. Tudo isso ocorreu em princípios da década de 50 do século XX...

Eis a história, narrada por William Pokhliobkin, sobre a coleção de receitas da princesa cambojana.
O livro que mostra a cozinha nacional do povo khmer foi escrito pela princesa para o “uso no seio da família”, isto é, para as necessidades da corte real e, portanto, incluía todos os pratos nacionais mais conhecidos dos cambojanos.
Na época difícil para o Camboja, quando o país enfrentava epidemias e fome, a princesa entregou este livro, feito em rotaprint à Cruz Vermelha dos EUA que tinha prometido prestar em compensação a ajuda médica ao Camboja. Desta maneira a princesa procurava ajudar na medida das suas forças o seu povo martirizado.
William Pokhliobkin afirma que mais tarde a princesa Rasmi Sobhana ofereceu um exemplar do seu livro a Ekaterina Abramova, esposa do embaixador soviético no Camboja, com que mantinha relações de amizade. Depois da sua morte Ekaterina deixou o livro em testamento a Pokhliobkin que era o seu aluno – em fins da década de 40 aprendia com ela a língua sueca. Ela sabia que William conhecia a fundo a arte de culinária. Foi este o caminho longo e tortuoso que o livro da princesa Rasmi Sobhana tinha percorrido antes de ficar em fins da década de 70 do século passado na biblioteca de William Pokhliobkin.
...Rasmi Sobhana cuidava muito de que os pratos, que ela própria tinha feito, fossem servidos com o máximo de requinte e tivessem um aspecto artístico. Porém, a princesa Mom dedicava a maior atenção ao gosto do prato que fazia. William Pokhliobkin incluiu na sua obra a receita khmer da “Sopa dos três príncipes”, copiado do livro da princesa Rasmi Sobhana.
Mas a receita deste prato, que inclui a carne de ave, de porco, peixe, camarões, legumes e ovos, é muito complicada e a sua feitura requer muito trabalho. Por isso, propomos uma outra receita da princesa cambojana que tem como base o repolho recheado. É preciso pegar 250 gramas de carne suína moída, um repolho, pimenta seca, uma colher de sopa de alho, uma colher de sopa de chalota, uma colher de sopa de lemongrass, meia-colher de pasta de camarão, o leite de coco, um ovo, o sal e pimenta... Agora pode-se dar início ao preparo. Em primeiro lugar, é preciso esmigalhar as especiarias misturadas com sal e pimenta, e misturá-las com duas colheres de sopa de leite de coco e de gema batida de ovo. Acrescentar a carne suína moída e misturar bem. As folhas de repolho devem ser branqueadas na água fervente, sem sal. Quando elas se tornarem macias, retirar da panela e deixar que a água escorra. Fazer de folhas de repolho pequenos envelopes com a carne porcina dentro, colocá-los no prato, destinado para a assadura e pôr no forno ou fritar numa frigideira.
As terríveis calamidades políticas, que assolaram o Camboja na segunda metade do século XX, especialmente na época de gestão do regime dos chamados “khmers vermelhos” sob a direção de Pol Pot, fizeram que muitas tradições da cozinha nacional e, em particular, da cozinha dos reis khmers, corressem o perigo de esquecimento total. Por isso, as receitas, recolhidas antigamente pela princesa cambojana Rasmi Sobhana têm um valor realmente histórico

Relatório da ONU prevê 'catástrofe ambiental' no mundo em 2050

 

 

Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável.
De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente.
No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara).
Mudanças climáticas e pressões
As mudanças climáticas e as pressões sobre os recursos naturais e ecossistemas têm aumentado muito, independentemente do estágio de desenvolvimento dos países, segundo o relatório. E o texto também destaca que, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, o progresso do desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado.
O Pnud aponta, ainda, que os protestos em massa contra a poluição ambiental têm crescido em todo o mundo. Por exemplo, manifestantes em Xangai, na China, lutaram por um duto de águas residuais (provenientes de banhos, cozinhas e uso doméstico em geral) prometido, enquanto na Malásia moradores de um bairro se opuseram à instalação de uma refinaria de metais de terras raras – 17 metais conhecidos como "ouro do século 21", por serem raros, valiosos e de grande utilidade.
O relatório reforça também que as principais vítimas do desmatamento, das mudanças climáticas, dos desastres naturais e da poluição da água e do ar são os países e as comunidades pobres. E, para o Pnud, viver em um ambiente limpo e seguro deve ser um direito, não um privilégio. Além disso, sustentabilidade e igualdade entre os povos estão intimamente ligadas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chanceleres da China e Brunei realizam conversas de cooperação

 
  
O chanceler chinês Yang Jiechi realizou conversas com o ministro dos Assuntos Exteriores e Comércio de Brunei, Príncipe Mohamed Bolkiah, em visita à China, em Beijing nesta terça-feira, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China. A China deseja trabalhar com Brunei para aprofundar a cooperação pragmática e intensificar a parceria bilateral, disse Yang, mencionando que as relações China-Brunei registraram um desenvolvimento estável desde o estabelecimento de laços diplomáticos em 1991.
Brunei está disposto a trabalhar com a China a fim de promover os intercâmbios de alto nível e aumentar a cooperação bilateral, indicou Mohamed. Ele disse que a cooperação entre os dois países já conseguiu êxitos em política, economia, cultura, educação, turismo e outras áreas.
Quanto às relações entre a China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), Yang disse que a China aprecia sua amizade e cooperação com a ASEAN e ajudará Brunei a realizar as cúpulas do Leste Asiático neste ano a fim de impulsionar o desenvolvimento saudável e estável das relações.
Mohamed disse que Brunei, que ocupa a presidência rotativa da ASEAN em 2013, deseja promover os laços entre a China e a ASEAN, e elogiou as contribuições da China para as relações entre os dois lados.
Mohamed está visitando a China de sábado até quinta-feira a convite de Yang.

Bahrein absolve acusados de matar manifestante



  Um tribunal do Bahrein absolveu nesta terça-feira dois policiais acusados de matar um manifestante no início da onda de protestos contra a monarquia sunita que controla o país.
A decisão ocorre apenas dois dias depois de um tribunal de recursos ter confirmado a absolvição de outros dois policiais envolvidos na morte de dois manifestantes em fevereiro de 2011.
Mohammed al-Jishi, advogado de defesa dos policiais julgados hoje, disse que seus clientes realmente atiraram no manifestante, mas eles foram absolvidos porque o tribunal concluiu que não teria havido intenção de matar.
Forças de segurança bareinitas têm reprimido brutalmente os protestos iniciados há dois anos no país, na esteira da chamada Primavera Árabe.
Desde fevereiro de 2011, integrantes da comunidade xiita protestam sistematicamente para reivindicar mais direitos e liberdades civis.
Os xiitas representam a maioria da população do Bahrein, mas o país é controlado por uma minoria sunita. A repressão aos protestos ordenada pelo governo resultou na morte de mais de 60 pessoas nos últimos dois anos.
A pequena nação insular situada no Golfo Pérsico tem grande importância geopolítica. O Bahrein sedia a Quinta Frota da Marinha dos EUA.

JUAN CARLOS MAIS UMA VEZ OPERADO


 O rei Juan Carlos I da Espanha, operado na semana passada por uma hérnia de disco, sua sétima cirurgia em menos de três anos, saiu neste sábado, 9, do hospital para prosseguir em sua residência com uma recuperação que deve durar meses.
Vestido com uma camisa azul sem gravata, o monarca de 75 anos, com uma expressão relaxada, deixou no início da tarde a clínica de Madri na qual havia sido operado no domingo.
Sentado em um veículo cinza com a janela abaixada, o rei saudou os jornalistas que o aguardavam na saída.
"Graças a Deus estou muito bem, as minhas costas não doem", afirmou.
Pouco antes, o gerente da clínica, Gaspar Palet, anunciou que o monarca havia "cumprido de forma satisfatória todo o processo pós-operatório, razão pela qual existiam as circunstâncias para conceder na data de hoje a alta hospitalar".
Juan Carlos foi operado de uma antiga hérnia de disco, que havia se agravado nos últimos meses, e de um estreitamento do canal onde se encontram a medula espinhal e as raízes nervosas, que provoca dor lombar e nas pernas.
Após a cirurgia, o neurocirurgião que o operou, Manuel de la Torre, havia estimado que o rei precisará "de dois a seis meses para uma recuperação completa", após a qual não precisará voltar a utilizar as muletas que se tornaram comuns em suas últimas aparições públicas.
A piora da saúde do monarca, operado em sete ocasiões desde maio de 2010, provoca inquietação e coincide com uma deterioração da imagem da monarquia espanhola - atingida por polêmicas e por um escândalo de corrupção que envolve o genro do rei - entre uma população asfixiada pelo desemprego e pelas políticas de austeridade.

Lilian, a princesa secreta da Suécia, morreu

 

Nasceu britânica e o seu romance e casamento com um príncipe sueco manteve-se secreto durante 33 anos, até se transformar na história de amor favorita do reino do Norte da Europa.
Lilian, casada com o príncipe Bertil, morreu este domingo em Estocolmo, aos 97 anos. Bertil morrera em 1997; era tio do actual rei Carlos Gustavo.
O casal conheceu-se em Londres, durante a II Guerra Mundial, mas a relação foi mantida em segredo para evitar uma crise constitucional e preservar a monarquia – estava fresca na memória das casas reais o escândalo, e o abalo institucional, provocado pela abdicação do rei britânico Eduardo VIII, que se apaixonou por uma plebeia americana e divorciada.
O irmão mais velho de Bertil, o príncipe Gustavo Adolfo, morreu num acidente de avião, em 1947. O irmão seguinte, Sigvard, perdeu o direito à sucessão precisamente por ter casado com uma plebeia. Pelo que Bertil manteve o casamento em segredo para poder ser o regente até à maioridade do sobrinho, Carlos Gustavo, filho de Gustavo Adolfo, em 1973. 
Só quando o jovem rei casou, em 1976 – também com uma plebeia estrangeira; a rainha Silvia tinha pai alemão e mãe brasileira – Bertil e Lilian puderam assumir que eram um casal e aparecer juntos em público, em cerimónias oficiais e em actos privados. 
Eram outros tempos, com outros preconceitos e outras circunstâncias a poder ocasionar crises. A actual princesa herdeira da Suécia, Victoria, casou com o seu antigo personal trainer e a sua irmã Madalena tem casamento marcado para o Verão com um corretor da bolsa de Nova Iorque, e o irmão, Carlos Filipe, namora com uma modelo e actriz.
A casa real sueca emitiu um comunicado explicando que a princesa morreu de forma pacífica – dormia – na sua casa em Estocolmo.

Russos dizem não à volta da monarquia no país

 

 

Uma pesquisa realizada pelo Centro Russo de Pesquisa de Opinião Pública (VTSIOM) perguntou qual forma de governo a população russa preferiria entre monarquia e república. Cerca de 70% dos entrevistados disseram que o ressurgimento da monarquia na Rússia hoje seria impossível e errado.
O estudo demonstrou também que o número de defensores da autocracia na Rússia é quase duas vezes maior em Moscou e São Petersburgo do que no resto do país. A adesão à monarquia nessas duas principais cidades russas foi de 19%, enquanto o índice médio do país foi de apenas 11%.
Entre aqueles que responderam ser a favor de um governo concentrado em uma pessoa só, 24% disseram não ter um nome preferido para se tornar o monarca na Rússia.
A pesquisa foi realizada nos dias 9 e 10 de março com a participação de 1.600 pessoas em 46 regiões da Rússia.