sábado, 23 de março de 2013

Tailândia quer primeira linha ferroviária de alta velocidade a funcionar em 2018

 

 
 O governo tailandês planeia ter em funcionamento em 2018 a sua primeira linha de comboio de alta velocidade entre Banguecoque e a cidade turística de Pattaya, separadas por 153 quilómetros.
As autoridades tailandesas esperam que o projeto receba propostas de Espanha, Japão, China, Coreia do Sul, França e Alemanha que terão de especificar a tecnologia, disse Chula Sookmanob, diretor do Gabinete de Transportes e Planeamento.
Um ano depois, a Tailândia espera conseguir ter em funcionamento as ligações por alta velocidade até às províncias de Phitsanulok (norte), Nakhon Ratchasima (nordeste) e Huan Hin (sudoeste).

Sindicato luxemburguês acusa empresa portuguesa de «escravatura moderna»

 


O sindicato luxemburguês OGB-L acusou esta terça-feira a empresa portuguesa Açomonta de praticar «escravatura moderna», recrutando trabalhadores portugueses por 300 a 700 euros/mês, alguns a trabalhar «sete dias por semana» e «mais de dez horas por dia».

«A Açomonta recorre a uma multitude de subempreiteiros. Estas empresas enviam os trabalhadores com residência em Portugal para o Luxemburgo, por conta da Açomonta, que os recebe e se encarrega da sua gestão nos estaleiros de construção», acusou o sindicato luxemburguês, em comunicado citado pela Lusa.

A central sindical descreveu em pormenor várias práticas da empresa portuguesa, cuja filial no Luxemburgo tem sede em Differdange, que violam as regras do destacamento europeu, incluindo pagamento de salários inferiores ao que prevê a lei e horas de trabalho que não respeitam «o repouso obrigatório».

Em vez de receberem o salário legal no Luxemburgo, que ronda os 2.400 euros brutos, os trabalhadores «não recebem mais que 300 a 700 euros por mês», porque lhes são descontados «a viagem, o transporte e a alimentação», o que é ilegal, frisou o sindicato luxemburguês.

«Se um trabalhador destacado ousa fazer valer os seus direitos, é imediatamente reconduzido ao aeroporto ou à estação mais próxima», acusou a central sindical, que salientou que uma vez em Portugal o recurso à justiça se torna «quase impossível», por ser «complexo e oneroso».

Além de serem pagos «muito abaixo do mínimo» e não receberem horas extraordinárias, os trabalhadores são alojados em «condições desumanas», denunciou ainda o sindicato.

«Dormem vários no mesmo quarto, em divisões pequenas com beliches. Em alguns casos não têm aquecimento nem água corrente», o que obriga os trabalhadores «a lavarem-se nos estaleiros de construção», acusou o sindicato luxemburguês.

Os trabalhadores «são alojados em França», na fronteira com o Luxemburgo, onde a Açomonta também tem um armazém, e transportados diariamente para o Grão-Ducado, «o que dificulta a fiscalização da inspeção do trabalho», frisou o OGB-L.

Em causa estão alguns trabalhadores portugueses. A maioria são, no entanto, imigrantes «de antigas colónias portuguesas e de países que não fazem parte da União Europeia», disse a central sindical, que acusou a empresa de explorar «trabalhadores estrangeiros» em situação de «debilidade», prometendo-lhes «salários mais elevados que em Portugal».

O sindicato tem estado a reunir provas desde que os casos começaram, há dois anos, e já transmitiu informação à Inspecção do Trabalho luxemburguesa (ITM), mas lamentou que até hoje não tenha havido «resultados visíveis».

Esta não é a primeira vez que a Açomonta é acusada de violar os direitos dos trabalhadores. Em julho do ano passado, foi acusada de alojar durante dois meses cerca de 60 operários da construção civil, naturais de países africanos e afrodescendentes, num armazém sem água nem condições sanitárias, numa obra do centro de dados da Portugal Telecom, na Covilhã.

Contactado pela agência Lusa, o diretor comercial da Açomonta no Luxemburgo, Mounir Hnida, rejeitou as acusações do sindicato luxemburguês.

«Na Açomonta temos 40 a 50 trabalhadores com contrato luxemburguês, e não utilizamos trabalhadores destacados», disse o responsável.

«Não somos responsáveis pelo comportamento dos subempreiteiros [que utilizamos]. Estas acusações são falsas e não as compreendemos», acrescentou.

Exploração laboral: ministro luxemburguês preocupado com portugueses

 

 



«Há casos de empresas subcontratadas que trazem trabalhadores de Portugal para trabalhar na construção e não lhes pagam o salário mínimo nem lhes dão as garantias previstas na lei», disse à Lusa o ministro luxemburguês depois de um encontro o deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo da emigração Paulo Pisco.

Nicolas Schmit adiantou que os trabalhadores «frequentemente são alojados em condições muito más, perto da fronteira», sublinhando que se trata de «empresas originárias de Portugal» e que está em causa um «verdadeiro dumping social» a que as autoridades luxemburguesas estão atentas.

«Os sindicatos pediram-me para intervir e estamos a fazê-lo. Nas fiscalizações que a ITM [Inspeção do Trabalho luxemburguesa] conduziu nos estaleiros de construção, constatámos efetivamente estas práticas», disse à Lusa o ministro.

Para o deputado Paulo Pisco, «é o desespero das pessoas que estão desempregadas que as leva a sujeitar-se a condições muitas vezes degradantes e a serem enganadas», recordando que há casos de exploração laboral também na Suíça, Alemanha e França.

Nicolas Schmit disse ainda estar preocupado com o aumento do desemprego entre os portugueses, que em 2012 já representaram cerca de 38% dos desempregados no Luxemburgo, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, apesar de os emigrantes portugueses representarem menos de 20% da população total do grão-ducado.

O ministro socialista garante que a crise em Portugal está a levar cada ver mais portugueses a emigrarem para o Luxemburgo, conduzindo ao aumento do desemprego no país.

«Vemos chegar cada vez mais portugueses que esperam encontrar trabalho no Luxemburgo e não conseguem. Trocam uma situação de miséria por outra», lamentou Schmit, que criticou ainda as «políticas que estão a mergulhar a Europa na recessão».

Nicolas Schmit disse que «Portugal está a entrar no quarto ano de recessão, com uma taxa de desemprego que está a crescer de forma explosiva, e tudo o que vemos é quando o país poderá atingir os 3% de défice. Esquecemo-nos de que Portugal tem uma taxa de desemprego de 17% e uma taxa de desemprego entre os jovens de 40%».

«Esta situação não pode continuar por muito mais tempo. Quando toda uma geração de jovens não vê alternativas ¿ jovens muitas vezes com altas qualificações, porque Portugal fez um esforço enorme na educação dos jovens ¿, e o país não pode oferecer-lhe perspetivas de trabalho, é um verdadeiro drama», criticou.

Para o ministro luxemburguês «é preciso que a Europa mude de discurso, mude de perspetiva e modere a política de saneamento orçamental para pôr a tónica na retoma económica, no crescimento e na criação de emprego».

China emite alerta contra gripe aviária do Camboja

 
 
A autoridade de quarentena da China anunciou nesta segunda-feira que fortalecerá a prevenção contra a gripe aviária H5N1 depois que a doença infectou cinco pessoas no Camboja em janeiro. A Administração Geral da Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AGSQIQ) aumentará as inspeções de temperaturas corporais de pessoas viajando do Camboja à China, de acordo com uma nota publicada no site da AGSQIQ.
Os viajantes que apresentarem os sintomas de febre, tosse, dores de cabeça ou mal-estar geral devem informar o departamento de controle de quarentena, segundo a AGSQIQ.
As pessoas supostamente infectadas receberão testes meticulosos e serão enviadas a instituições médicas para tratamento, disse a administração.
As autoridades locais de quarentena fornecerão serviços de saúde e educação aos viajantes internacionais para ajudá-los a evitar o contágio epidêmico.
A China fortalecerá as medidas sanitárias contra a gripe aviária nas alfândegas. Veículos, contêineres e mercadorias do Camboja passarão por estrita quarentena antes de entrarem na China, de acordo com a nota.
As medidas preventivas durarão três meses, disse a AGSQIQ.
O caso de gripe aviária ocorrido no Camboja matou quatro dos cinco infectados, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde.

PRINCESA CAMBOJANA FEZ LIVRO CULINARIA DO KMER

 

 

Na biblioteca de William Pokhliobkin, publicista bastante conhecido na Rússia e especialista em culinária soviética e russa, existia um livro de receitas antigo da autoria da princesa cambojana Rasmi Sobhana. O livro foi editado com ajuda de uma máquina rotaprint. Hoje este livro é uma autêntica raridade bibliográfica. A princesa datilografou o livro, mas não chegou a editá-lo. Tudo isso ocorreu em princípios da década de 50 do século XX...

Eis a história, narrada por William Pokhliobkin, sobre a coleção de receitas da princesa cambojana.
O livro que mostra a cozinha nacional do povo khmer foi escrito pela princesa para o “uso no seio da família”, isto é, para as necessidades da corte real e, portanto, incluía todos os pratos nacionais mais conhecidos dos cambojanos.
Na época difícil para o Camboja, quando o país enfrentava epidemias e fome, a princesa entregou este livro, feito em rotaprint à Cruz Vermelha dos EUA que tinha prometido prestar em compensação a ajuda médica ao Camboja. Desta maneira a princesa procurava ajudar na medida das suas forças o seu povo martirizado.
William Pokhliobkin afirma que mais tarde a princesa Rasmi Sobhana ofereceu um exemplar do seu livro a Ekaterina Abramova, esposa do embaixador soviético no Camboja, com que mantinha relações de amizade. Depois da sua morte Ekaterina deixou o livro em testamento a Pokhliobkin que era o seu aluno – em fins da década de 40 aprendia com ela a língua sueca. Ela sabia que William conhecia a fundo a arte de culinária. Foi este o caminho longo e tortuoso que o livro da princesa Rasmi Sobhana tinha percorrido antes de ficar em fins da década de 70 do século passado na biblioteca de William Pokhliobkin.
...Rasmi Sobhana cuidava muito de que os pratos, que ela própria tinha feito, fossem servidos com o máximo de requinte e tivessem um aspecto artístico. Porém, a princesa Mom dedicava a maior atenção ao gosto do prato que fazia. William Pokhliobkin incluiu na sua obra a receita khmer da “Sopa dos três príncipes”, copiado do livro da princesa Rasmi Sobhana.
Mas a receita deste prato, que inclui a carne de ave, de porco, peixe, camarões, legumes e ovos, é muito complicada e a sua feitura requer muito trabalho. Por isso, propomos uma outra receita da princesa cambojana que tem como base o repolho recheado. É preciso pegar 250 gramas de carne suína moída, um repolho, pimenta seca, uma colher de sopa de alho, uma colher de sopa de chalota, uma colher de sopa de lemongrass, meia-colher de pasta de camarão, o leite de coco, um ovo, o sal e pimenta... Agora pode-se dar início ao preparo. Em primeiro lugar, é preciso esmigalhar as especiarias misturadas com sal e pimenta, e misturá-las com duas colheres de sopa de leite de coco e de gema batida de ovo. Acrescentar a carne suína moída e misturar bem. As folhas de repolho devem ser branqueadas na água fervente, sem sal. Quando elas se tornarem macias, retirar da panela e deixar que a água escorra. Fazer de folhas de repolho pequenos envelopes com a carne porcina dentro, colocá-los no prato, destinado para a assadura e pôr no forno ou fritar numa frigideira.
As terríveis calamidades políticas, que assolaram o Camboja na segunda metade do século XX, especialmente na época de gestão do regime dos chamados “khmers vermelhos” sob a direção de Pol Pot, fizeram que muitas tradições da cozinha nacional e, em particular, da cozinha dos reis khmers, corressem o perigo de esquecimento total. Por isso, as receitas, recolhidas antigamente pela princesa cambojana Rasmi Sobhana têm um valor realmente histórico

Relatório da ONU prevê 'catástrofe ambiental' no mundo em 2050

 

 

Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável.
De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente.
No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara).
Mudanças climáticas e pressões
As mudanças climáticas e as pressões sobre os recursos naturais e ecossistemas têm aumentado muito, independentemente do estágio de desenvolvimento dos países, segundo o relatório. E o texto também destaca que, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, o progresso do desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado.
O Pnud aponta, ainda, que os protestos em massa contra a poluição ambiental têm crescido em todo o mundo. Por exemplo, manifestantes em Xangai, na China, lutaram por um duto de águas residuais (provenientes de banhos, cozinhas e uso doméstico em geral) prometido, enquanto na Malásia moradores de um bairro se opuseram à instalação de uma refinaria de metais de terras raras – 17 metais conhecidos como "ouro do século 21", por serem raros, valiosos e de grande utilidade.
O relatório reforça também que as principais vítimas do desmatamento, das mudanças climáticas, dos desastres naturais e da poluição da água e do ar são os países e as comunidades pobres. E, para o Pnud, viver em um ambiente limpo e seguro deve ser um direito, não um privilégio. Além disso, sustentabilidade e igualdade entre os povos estão intimamente ligadas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chanceleres da China e Brunei realizam conversas de cooperação

 
  
O chanceler chinês Yang Jiechi realizou conversas com o ministro dos Assuntos Exteriores e Comércio de Brunei, Príncipe Mohamed Bolkiah, em visita à China, em Beijing nesta terça-feira, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China. A China deseja trabalhar com Brunei para aprofundar a cooperação pragmática e intensificar a parceria bilateral, disse Yang, mencionando que as relações China-Brunei registraram um desenvolvimento estável desde o estabelecimento de laços diplomáticos em 1991.
Brunei está disposto a trabalhar com a China a fim de promover os intercâmbios de alto nível e aumentar a cooperação bilateral, indicou Mohamed. Ele disse que a cooperação entre os dois países já conseguiu êxitos em política, economia, cultura, educação, turismo e outras áreas.
Quanto às relações entre a China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), Yang disse que a China aprecia sua amizade e cooperação com a ASEAN e ajudará Brunei a realizar as cúpulas do Leste Asiático neste ano a fim de impulsionar o desenvolvimento saudável e estável das relações.
Mohamed disse que Brunei, que ocupa a presidência rotativa da ASEAN em 2013, deseja promover os laços entre a China e a ASEAN, e elogiou as contribuições da China para as relações entre os dois lados.
Mohamed está visitando a China de sábado até quinta-feira a convite de Yang.