sábado, 23 de março de 2013

PALAVRAS DE JUAN CARLOS

"... Eu não sou o primeiro e certamente não será a última entre os espanhóis que pensa que no bem difícil econômico, político e social é imperativo que transversais internalizar duas coisas fundamentais.

A primeira é que só superar as dificuldades actuais, agindo juntos, caminhando juntos, unindo nossas vozes, enquanto a remar. Estamos em um momento decisivo para o futuro da Europa e da Espanha e assegurar o bem-estar ou ruína que você trabalhou duro para conseguir. Nestas circunstâncias, a pior coisa que podemos fazer é dividir forças, incentivando a dissidência, perseguindo quimeras, aprofundar feridas. Estes não são tempos bons para perscrutar as essências nem discutir se são cães ou cães que ameaçam o nosso modelo de coexistência. Eles são, no entanto, o mais adequado para a ação conjunta decidida e sociedade, em todos os níveis, em defesa do modelo social democrático que todos nós temos escolhido.
A segunda é que, desde que a união e harmonia, temos que recuperar e reforçar os valores que se destacaram nos melhores momentos da nossa história complexa e que brilharam particularmente em nossa transição democrática: o trabalho, esforço, mérito, generosidade, o diálogo, a ética, o sacrifício de interesses privados de interesse público, a renúncia à verdade exclusivamente.

São os valores e viver de uma sociedade saudável, a sociedade que queremos ser e onde queremos estar a superar as dificuldades entre todos hoje ao vi

Tailândia distribui 1,7 milhões de 'tablets' a alunos e professores

 
A Tailândia vai distribuir este ano cerca de 1,7 milhões de 'tablets' electrónicos aos seus alunos e professores, naquela que é a maior operação do género em todo o mundo, informaram fontes oficiais.O Governo deverá lançar em Abril um concurso electrónico para comprar os 'tablets', destinados aos alunos de seis anos e aos de 12/13 anos, assim como a 45 mil professores, disse à AFP Surapol Navamavadhana, conselheiro do ministério da Informação e das Tecnologias da Informação, a propósito do programa "Um 'Tablet' Por Criança".
Trata-se do "maior número de 'tablets' no mundo oferecidos pelo Governo para a educação", assegurou o responsável, afirmando que o objectivo é distribuir mais sete milhões no próximo ano.
"Esta é a era do toque. Façam o que fizerem, as crianças querem tocar nas coisas", disse.
Com um preço individual estimado em cerca de 100 dólares (77 euros), os 'tablets' deverão custar mais de quatro mil milhões de bahts (105 milhões de euros), disse Navamavadhana.
Nove empresas de países como a China, a Índia, a Holanda e a Alemanha deverão participar no concurso público.
Já no ano passado, o Governo tinha distribuído 850.000 'tablets' comprados a uma empresa chinesa por cerca de 2,2 milhões de bahts.
Este programa fez parte das promessas eleitorais de 2011 da campanha da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, juntamente com outras medidas como o aumento do salário mínimo, já concretizado.
Na altura, o partido foi acusado pela oposição de populismo devido às suas promessas eleitorais.
Os 'tablets' serão propriedade das escolas, mas as crianças poderão levá-los para casa e tornar-se-ão proprietárias ao fim de três anos.
O Governo apelou, no entanto, aos professores e aos pais para que se assegurem que os alunos não ficam demasiado tempo a usar os equipamentos: "Os estudantes não devem utilizar os 'tablets' mais de duas horas por dia, senão deixam de distinguir os tablets dos livros escolares", disse Soratda Phumwiphat, outra conselheira envolvida no programa.

Tailândia quer primeira linha ferroviária de alta velocidade a funcionar em 2018

 

 
 O governo tailandês planeia ter em funcionamento em 2018 a sua primeira linha de comboio de alta velocidade entre Banguecoque e a cidade turística de Pattaya, separadas por 153 quilómetros.
As autoridades tailandesas esperam que o projeto receba propostas de Espanha, Japão, China, Coreia do Sul, França e Alemanha que terão de especificar a tecnologia, disse Chula Sookmanob, diretor do Gabinete de Transportes e Planeamento.
Um ano depois, a Tailândia espera conseguir ter em funcionamento as ligações por alta velocidade até às províncias de Phitsanulok (norte), Nakhon Ratchasima (nordeste) e Huan Hin (sudoeste).

Sindicato luxemburguês acusa empresa portuguesa de «escravatura moderna»

 


O sindicato luxemburguês OGB-L acusou esta terça-feira a empresa portuguesa Açomonta de praticar «escravatura moderna», recrutando trabalhadores portugueses por 300 a 700 euros/mês, alguns a trabalhar «sete dias por semana» e «mais de dez horas por dia».

«A Açomonta recorre a uma multitude de subempreiteiros. Estas empresas enviam os trabalhadores com residência em Portugal para o Luxemburgo, por conta da Açomonta, que os recebe e se encarrega da sua gestão nos estaleiros de construção», acusou o sindicato luxemburguês, em comunicado citado pela Lusa.

A central sindical descreveu em pormenor várias práticas da empresa portuguesa, cuja filial no Luxemburgo tem sede em Differdange, que violam as regras do destacamento europeu, incluindo pagamento de salários inferiores ao que prevê a lei e horas de trabalho que não respeitam «o repouso obrigatório».

Em vez de receberem o salário legal no Luxemburgo, que ronda os 2.400 euros brutos, os trabalhadores «não recebem mais que 300 a 700 euros por mês», porque lhes são descontados «a viagem, o transporte e a alimentação», o que é ilegal, frisou o sindicato luxemburguês.

«Se um trabalhador destacado ousa fazer valer os seus direitos, é imediatamente reconduzido ao aeroporto ou à estação mais próxima», acusou a central sindical, que salientou que uma vez em Portugal o recurso à justiça se torna «quase impossível», por ser «complexo e oneroso».

Além de serem pagos «muito abaixo do mínimo» e não receberem horas extraordinárias, os trabalhadores são alojados em «condições desumanas», denunciou ainda o sindicato.

«Dormem vários no mesmo quarto, em divisões pequenas com beliches. Em alguns casos não têm aquecimento nem água corrente», o que obriga os trabalhadores «a lavarem-se nos estaleiros de construção», acusou o sindicato luxemburguês.

Os trabalhadores «são alojados em França», na fronteira com o Luxemburgo, onde a Açomonta também tem um armazém, e transportados diariamente para o Grão-Ducado, «o que dificulta a fiscalização da inspeção do trabalho», frisou o OGB-L.

Em causa estão alguns trabalhadores portugueses. A maioria são, no entanto, imigrantes «de antigas colónias portuguesas e de países que não fazem parte da União Europeia», disse a central sindical, que acusou a empresa de explorar «trabalhadores estrangeiros» em situação de «debilidade», prometendo-lhes «salários mais elevados que em Portugal».

O sindicato tem estado a reunir provas desde que os casos começaram, há dois anos, e já transmitiu informação à Inspecção do Trabalho luxemburguesa (ITM), mas lamentou que até hoje não tenha havido «resultados visíveis».

Esta não é a primeira vez que a Açomonta é acusada de violar os direitos dos trabalhadores. Em julho do ano passado, foi acusada de alojar durante dois meses cerca de 60 operários da construção civil, naturais de países africanos e afrodescendentes, num armazém sem água nem condições sanitárias, numa obra do centro de dados da Portugal Telecom, na Covilhã.

Contactado pela agência Lusa, o diretor comercial da Açomonta no Luxemburgo, Mounir Hnida, rejeitou as acusações do sindicato luxemburguês.

«Na Açomonta temos 40 a 50 trabalhadores com contrato luxemburguês, e não utilizamos trabalhadores destacados», disse o responsável.

«Não somos responsáveis pelo comportamento dos subempreiteiros [que utilizamos]. Estas acusações são falsas e não as compreendemos», acrescentou.

Exploração laboral: ministro luxemburguês preocupado com portugueses

 

 



«Há casos de empresas subcontratadas que trazem trabalhadores de Portugal para trabalhar na construção e não lhes pagam o salário mínimo nem lhes dão as garantias previstas na lei», disse à Lusa o ministro luxemburguês depois de um encontro o deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo da emigração Paulo Pisco.

Nicolas Schmit adiantou que os trabalhadores «frequentemente são alojados em condições muito más, perto da fronteira», sublinhando que se trata de «empresas originárias de Portugal» e que está em causa um «verdadeiro dumping social» a que as autoridades luxemburguesas estão atentas.

«Os sindicatos pediram-me para intervir e estamos a fazê-lo. Nas fiscalizações que a ITM [Inspeção do Trabalho luxemburguesa] conduziu nos estaleiros de construção, constatámos efetivamente estas práticas», disse à Lusa o ministro.

Para o deputado Paulo Pisco, «é o desespero das pessoas que estão desempregadas que as leva a sujeitar-se a condições muitas vezes degradantes e a serem enganadas», recordando que há casos de exploração laboral também na Suíça, Alemanha e França.

Nicolas Schmit disse ainda estar preocupado com o aumento do desemprego entre os portugueses, que em 2012 já representaram cerca de 38% dos desempregados no Luxemburgo, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, apesar de os emigrantes portugueses representarem menos de 20% da população total do grão-ducado.

O ministro socialista garante que a crise em Portugal está a levar cada ver mais portugueses a emigrarem para o Luxemburgo, conduzindo ao aumento do desemprego no país.

«Vemos chegar cada vez mais portugueses que esperam encontrar trabalho no Luxemburgo e não conseguem. Trocam uma situação de miséria por outra», lamentou Schmit, que criticou ainda as «políticas que estão a mergulhar a Europa na recessão».

Nicolas Schmit disse que «Portugal está a entrar no quarto ano de recessão, com uma taxa de desemprego que está a crescer de forma explosiva, e tudo o que vemos é quando o país poderá atingir os 3% de défice. Esquecemo-nos de que Portugal tem uma taxa de desemprego de 17% e uma taxa de desemprego entre os jovens de 40%».

«Esta situação não pode continuar por muito mais tempo. Quando toda uma geração de jovens não vê alternativas ¿ jovens muitas vezes com altas qualificações, porque Portugal fez um esforço enorme na educação dos jovens ¿, e o país não pode oferecer-lhe perspetivas de trabalho, é um verdadeiro drama», criticou.

Para o ministro luxemburguês «é preciso que a Europa mude de discurso, mude de perspetiva e modere a política de saneamento orçamental para pôr a tónica na retoma económica, no crescimento e na criação de emprego».

China emite alerta contra gripe aviária do Camboja

 
 
A autoridade de quarentena da China anunciou nesta segunda-feira que fortalecerá a prevenção contra a gripe aviária H5N1 depois que a doença infectou cinco pessoas no Camboja em janeiro. A Administração Geral da Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AGSQIQ) aumentará as inspeções de temperaturas corporais de pessoas viajando do Camboja à China, de acordo com uma nota publicada no site da AGSQIQ.
Os viajantes que apresentarem os sintomas de febre, tosse, dores de cabeça ou mal-estar geral devem informar o departamento de controle de quarentena, segundo a AGSQIQ.
As pessoas supostamente infectadas receberão testes meticulosos e serão enviadas a instituições médicas para tratamento, disse a administração.
As autoridades locais de quarentena fornecerão serviços de saúde e educação aos viajantes internacionais para ajudá-los a evitar o contágio epidêmico.
A China fortalecerá as medidas sanitárias contra a gripe aviária nas alfândegas. Veículos, contêineres e mercadorias do Camboja passarão por estrita quarentena antes de entrarem na China, de acordo com a nota.
As medidas preventivas durarão três meses, disse a AGSQIQ.
O caso de gripe aviária ocorrido no Camboja matou quatro dos cinco infectados, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde.

PRINCESA CAMBOJANA FEZ LIVRO CULINARIA DO KMER

 

 

Na biblioteca de William Pokhliobkin, publicista bastante conhecido na Rússia e especialista em culinária soviética e russa, existia um livro de receitas antigo da autoria da princesa cambojana Rasmi Sobhana. O livro foi editado com ajuda de uma máquina rotaprint. Hoje este livro é uma autêntica raridade bibliográfica. A princesa datilografou o livro, mas não chegou a editá-lo. Tudo isso ocorreu em princípios da década de 50 do século XX...

Eis a história, narrada por William Pokhliobkin, sobre a coleção de receitas da princesa cambojana.
O livro que mostra a cozinha nacional do povo khmer foi escrito pela princesa para o “uso no seio da família”, isto é, para as necessidades da corte real e, portanto, incluía todos os pratos nacionais mais conhecidos dos cambojanos.
Na época difícil para o Camboja, quando o país enfrentava epidemias e fome, a princesa entregou este livro, feito em rotaprint à Cruz Vermelha dos EUA que tinha prometido prestar em compensação a ajuda médica ao Camboja. Desta maneira a princesa procurava ajudar na medida das suas forças o seu povo martirizado.
William Pokhliobkin afirma que mais tarde a princesa Rasmi Sobhana ofereceu um exemplar do seu livro a Ekaterina Abramova, esposa do embaixador soviético no Camboja, com que mantinha relações de amizade. Depois da sua morte Ekaterina deixou o livro em testamento a Pokhliobkin que era o seu aluno – em fins da década de 40 aprendia com ela a língua sueca. Ela sabia que William conhecia a fundo a arte de culinária. Foi este o caminho longo e tortuoso que o livro da princesa Rasmi Sobhana tinha percorrido antes de ficar em fins da década de 70 do século passado na biblioteca de William Pokhliobkin.
...Rasmi Sobhana cuidava muito de que os pratos, que ela própria tinha feito, fossem servidos com o máximo de requinte e tivessem um aspecto artístico. Porém, a princesa Mom dedicava a maior atenção ao gosto do prato que fazia. William Pokhliobkin incluiu na sua obra a receita khmer da “Sopa dos três príncipes”, copiado do livro da princesa Rasmi Sobhana.
Mas a receita deste prato, que inclui a carne de ave, de porco, peixe, camarões, legumes e ovos, é muito complicada e a sua feitura requer muito trabalho. Por isso, propomos uma outra receita da princesa cambojana que tem como base o repolho recheado. É preciso pegar 250 gramas de carne suína moída, um repolho, pimenta seca, uma colher de sopa de alho, uma colher de sopa de chalota, uma colher de sopa de lemongrass, meia-colher de pasta de camarão, o leite de coco, um ovo, o sal e pimenta... Agora pode-se dar início ao preparo. Em primeiro lugar, é preciso esmigalhar as especiarias misturadas com sal e pimenta, e misturá-las com duas colheres de sopa de leite de coco e de gema batida de ovo. Acrescentar a carne suína moída e misturar bem. As folhas de repolho devem ser branqueadas na água fervente, sem sal. Quando elas se tornarem macias, retirar da panela e deixar que a água escorra. Fazer de folhas de repolho pequenos envelopes com a carne porcina dentro, colocá-los no prato, destinado para a assadura e pôr no forno ou fritar numa frigideira.
As terríveis calamidades políticas, que assolaram o Camboja na segunda metade do século XX, especialmente na época de gestão do regime dos chamados “khmers vermelhos” sob a direção de Pol Pot, fizeram que muitas tradições da cozinha nacional e, em particular, da cozinha dos reis khmers, corressem o perigo de esquecimento total. Por isso, as receitas, recolhidas antigamente pela princesa cambojana Rasmi Sobhana têm um valor realmente histórico