sábado, 13 de julho de 2013

Andorra: Edição filatélica homenageia portugueses

 

 
O Serviço de Correios espanhol lançou uma edição filatélica da responsabilidade do Ministério da Cultura e do Museu Postal de Andorra que tem por tema a diversidade andorrana, “devido à importância da imigração constituída por mais de um centenar de nacionalidades, no desenvolvimento do país”, revela José Luis Carvalho dirigente associativo e ex-conselheiro das Comunidades em Andorra.
 A primeira edição é dedicada à comunidade portuguesa e constituída por um selo de 0,90€, reproduzindo a bandeira portuguesa e o traje regional de Viana do Castelo envergado por três raparigas, num entorno de uma igreja andorrana. A completar a emissão filatélica, há ainda o envelope, os postais e um encarte formato A4. “Das propostas apresentadas, a imagem de fundo do selo selecionada é uma obra do pintor andorrano Angel Calvente que se inspirou no Grupo de Folclore da Casa de Portugal no Principado de Andorra para retratar num entorno tipicamente andorrano o traje ‘à Vianesa’”, explica José Luis Carvalho.
O dirigente associativo afirma que para a população portuguesa do Principado “esta emissão é o reconhecimento do país a uma comunidade integrada e integradora, a qual sabe preservar e promover a sua cultura, língua e tradições”.

O bebê real, uma estrela que os pais querem proteger da imprensa


 

 

 
 
  Jornalistas do mundo inteiro estão acampados diante da maternidade onde deve nascer o bebê de Kate e William, mas passado esse "evento planetário", o casal pretende exercer plenamente o seu direito à vida privada.
Há dez dias fotógrafos e cinegrafistas estão plantados diante do hospital londrino no qual Kate deve dar à luz. Alguns armaram um esquema de guerra para garantir a "foto do ano".
A febre ganhou intensidade neste final de semana com a aproximação da esperada data, já que, segundo o palácio, a esposa do príncipe William deve dar à luz "em meados de julho". Alguns jornais chegaram a prever o nascimento para este sábado, dia 13.
Declarações feitas na sexta-feira pelo príncipe Charles, futuro avô paterno, que deixou escapar que o nascimento não ia durar muito, aumentaram ainda mais a pressão.
Mas, quando a criança real nascer e for apresentada ao público, seus pais farão de tudo para poupá-la do frenesi da imprensa, consideram especialistas em monarquia.
Mesmo que seu filho "suscite um interesse midiático sem precedentes", caberá a Kate e William controlar o acesso ao bebê e a sua família", ressaltou Patrick Jephson, ex-chefe da equipe de assessoria de Diana.
Após o seu nascimento, "haverá um curto período no qual será apresentado ao público, mas acredito que depois ficará fora dos holofotes por várias semanas", acrescenta.
Kate e William, preocupados em preservar a família dos excessos sofridos pela mãe do príncipe, Diana, "certamente vão querer preservar sua vida privada ao máximo", considera Valentine Low, correspondente real do Times.
Depois da morte de Diana em um acidente de carro em Paris no momento em que era perseguida por paparazzi, a família passou a administrar com mais rigor sua relação com a imprensa.
Graças a um acordo feito com a imprensa britânica, William e Harry foram relativamente poupados durante sua adolescência, em troca de sessões de fotos oficiais.
Depois do casamento de Kate e William, a família real se mobilizou para proteger o casal. Buckingham enviou cartas de advertência à imprensa e, no ano passado, o palácio processou vários veículos após a publicação de fotos de Kate com os seios à mostra, tiradas sem o seu conhecimento.
Essas fotos não foram divulgadas no Reino Unido, onde redes de televisão, jornais e revistas temem ser boicotados pelo palácio.
"Buckingham faz de tudo para proteger sua vida privada e os principais veículos da imprensa, até o momento, respeitam as regras do jogo", afirma Valentine Low.
Mas "há paparazzi e outras pessoas que fariam de tudo para conseguir fotos muito populares no exterior."
"Sejamos honestos", considera Ray Bellisario, fotógrafo que acompanhou a família real nos anos 60 e 70. A realeza "gosta disso". Se não houvesse publicidade, "eles não seriam nada".
O surgimento das redes sociais complicou ainda mais a tarefa de Buckingham. Isso ficou patente com a divulgação de fotos do príncipe Harry nu, tiradas durante uma festa em Las Vegas.
Sob pressão do palácio, a imprensa britânica evitou divulgar fotos comprometedoras, à exceção do sensacionalista Sun.
Para se justificar, o tabloide explicou que essas imagens foram amplamente divulgadas e que elas suscitam "um debate legítimo sobre o comportamento de um príncipe, o terceiro na ordem sucessória ao trono".
"É importante encontrar um equilíbrio" entre o respeito à vida privada e o desejo legítimo do público de saber o que faz a família real, considera Jephson.
"O problema para ela é entender que não pode dizer sim, depois não" à imprensa, como se fosse um simples interruptor".

Nepal marca primeira eleição pós-monarquia para 19 de novembro

 

 


A primeira eleição nacional do Nepal desde a abolição dos 239 anos de monarquia será realizada em 19 de novembro, anunciou o governo nesta quinta-feira (13), aumentando a esperança de estabilidade na nação himalaia que tem pulado de crise em crise.
O Nepal se recupera de uma década de guerra civil encerrada em 2006 e enfrenta dificuldades com uma economia frágil, cortes de energia, divisões étnicas e uma situação de segurança deteriorada.
Os gigantes regionais China e Índia, que competem para conquistar o Nepal como aliado geopolítico, observarão a votação com grande interesse, já que a instabilidade prolongada na jovem república pode se tornar uma nova dor de cabeça na área de segurança para eles.
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"Marcamos a eleição para 19 de novembro", disse o ministro da Justiça, Hari Prasad Neupane, à Reuters após uma reunião de gabinete.
A eleição deve estimular um frágil processo de paz que encerrou um conflito que causou a morte de mais de 16 mil pessoas.
O pleito elegerá uma Assembleia Constituinte de 491 membros, responsável por criar uma nova Constituição para o Nepal, que encerrou séculos de um sistema monárquico Hindu sob o qual os reis, então considerados por muitos como deuses, exerciam poderes quase que absolutos.

Butão: segunda eleição parlmamentar do país

 
  O principal partido de oposição do Butão, o Partido Democrático do Povo (PDP), ganhou a maioria dos votos nas eleições parlamentares deste sábado, 13, e assumirá o poder na pequena nação do Himalaia.
Segundo o site oficial da Comissão Eleitoral do Butão, o PDP conquistou 32 assentos de 47 na Assembleia Nacional. O partido Paz e Prosperidade ficou com 15 cadeiras. A chefe da eleição, o comissário Kunzang Wangdi, disse que os resultados oficiais serão anunciados neste domingo, 14.
Centenas de milhares de pessoas participaram da segunda eleição parlamentar do Butão. A nação realizou sua primeira eleição em 2008, depois que o rei do país rebaixou o papel da monarquia na gestão pública

ONU pede informações ao Vaticano sobre os casos de pedofilia

Pela primeira vez, as Nações Unidas pediram ao Vaticano explicações detalhadas sobre os casos de pedofilia e violência contra crianças que envolvem membros do clero católico. Para já, seguiu uma lista de perguntas e de pedidos. As respostas devem chegar até dia 1 de Novembro e em Janeiro responsáveis do Vaticano serão ouvidos em Genebra.
O Comité para a Protecção das Crianças, que regula a aplicação da Convenção dos Direitos das Crianças da ONU, quer saber tudo o que o Vaticano fez ou deixou de fazer para punir ou denunciar os casos de que tinha conhecimento.

“Tendo em conta que a Santa Sé reconheceu casos de violência sexual contra crianças cometidos por membros do clero em numerosos países”, o comité pede “informações detalhadas sobre todos estes casos”. O Vaticano tem lugar de observador permanente da ONU e é signatário da Convenção dos Direitos das Crianças. Como qualquer outro país, isso faz com que possa ser chamado a responder perante os peritos da ONU.
A informação pedida refere-se aos casos conhecidos desde Novembro de 1995, data da última vez em que o Vaticano foi chamado a dar explicações sobre o tema. O comité quer saber se a denúncia de suspeitas de abusos era obrigatória, se houve “responsáveis por crimes sexuais” que tenham permanecido em contacto com crianças, que acções legais tiveram lugar contra os suspeitos, que tipo de apoio foi oferecido às vítimas e quantas receberam “indemnizações financeiras, apoio psicológico e assistência à reintegração social”.
Os peritos querem informações sobre casos onde os padres foram transferidos de paróquia: “Se houve instruções para não denunciar os abusos e de que nível da hierarquia vieram as instruções”, e “se houve crianças silenciadas para minimizar o risco de divulgação pública”.
Apesar da mudança de discurso — Bento XVI pediu perdão às vítimas e o seu sucessor, Francisco, defendeu que o Vaticano tem de “agir de forma decisiva, promovendo todas as medidas para ajudar os que sofreram e garantir que os procedimentos necessários são desencadeados contra os culpados” —, os grupos de vítimas duvidam que a própria Igreja dê os passos necessários para impedir abusos. “Estamos a lidar com uma monarquia global com poucos controlos ao seu poder”, disse David Clohessy, director da Survivors Network of those Abuse by Priests dos EUA, antes de um encontro no comité da ONU. Para Clohessy, tudo depende da vontade individual dos bispos responsáveis pelas dioceses. “Por isso é que nos temos virado para as instituições internacionais.”
“Se a Santa Sé revelar o que sabe isso vai ser um embaraço, mas pode assinalar um ponto de viragem”, escreve no site da BBC John McManus, especialista da emissora britânica em questões religiosas”. “O Papa Francisco diz que os culpados de abusos devem ser punidos. Isto pode ser a sua oportunidade de mostrar ao mundo que está a falar a sério.”

Filho do presidentede Uganda nega sistema de governação monárquico


 
 
O filho do presidente do Uganda Yoweri Museveni negou, esta segunda-feira, que o seu pai esteja a preparar a sucessão na presidência para o filho, recusando o projeto de monarquia política revelado por um general.

«O Uganda não é uma monarquia, onde a liderança se passa de pai para filho», afirmou o brigadeiro Muhoozi Kainerugaba, num comunicado lido pelo porta-voz das forças especiais, Edison Kwesiga.

O filho de Museveni adianta que o projeto não passa de «imaginação». Ainda assim, Kainerugaba não descarta a possibilidade de se candidatar ao cargo de presidente, nas eleições de 2016.

Em maio passado, a polícia fez buscas a dois jornais ugandeses, o Daily Monitor e o Red Pepper, que publicaram uma carta do general David Sejusa, na qual avisava que quem se opusessem ao «projeto Muhoozi» se arriscava a ser morto.

Sejusa fugiu para o Reino Unido aquando da divulgação da carta e na semana passada disse à BBC que o Uganda estava a tornar-se numa «monarquia política».

Muhoozi Kainerugaba tem ascendido rapidamente dentro do exército ugandês, tendo sido apontado chefe das forças especiais em 2008 e líder da segurança de elite do presidente em 2010.

Museveni está no poder desde 1989 e ainda não comunicou se pretende ou não candidatar-se às presidenciais de 2016.

Bélgica: “A virada"

 

 

“Os belgas perante o seu destino”: é assim que o jornal Le Soir acolhe o anúncio da abdicação do Rei Alberto II (79 anos), no próximo dia 21 de julho, dia nacional da Bélgica, a favor do seu filho de 53 anos, o príncipe herdeiro Filipe.
“Se o momento é histórico, não é inesperado”, comenta o diário francófono, que fala de um soberano cansado mas desejoso de “não ser confrontado com as eleições especialmente temidas de maio de 2014”, [data das eleições federais e regionais], e as ameaças sobre a unidade do país que representaria uma vitória do N-VA, partido independentista e republicano.
Le Soir sublinha que, a esse respeito, a escolha do soberano “é muito inteligente”:
Reenviou o futuro que daremos à monarquia, mas sobretudo a este país, aos seus principais decisores – a população belga: nenhum Rei, tenha ele 80 anos e seja amado, ou 50 anos e posto em causa, fará com que este país se divida.