domingo, 21 de julho de 2013

Bebê real: obsessão ou febre midiática?


Enquanto a mídia mundial mergulha no frenesi acerca do bebê de William e Kate, alguns espectadores se perguntam intrigados se a família real britânica é mesmo tão fascinante, ou se tudo não passa de uma febre.
Equipes de TV do mundo todo entram no ar quase de hora em hora em frente ao hospital onde Kate, mulher do príncipe William, deve dar à luz. Nesses noticiários, especula-se sobre a data do parto, o nome da criança e se haverá ou não cesariana.
Mas será que as audiências realmente partilham desse entusiasmo pelo nascimento da criança que será a terceira na linha de sucessão do trono, ou será que os plebeus acham tudo isso tão irrisório quanto Margaret Rhodes, prima da rainha Elizabeth 2ª.
"Sabe, todo mundo tem bebês, e é adorável, mas não fico loucamente entusiasmada com isso", disse Rhodes, de 88 anos, à CNN.
Segundo um estudo do Centro de Pesquisas Pew, só 25 por cento dos norte-americanos ouvidos em dezembro passado, quando a gravidez de Kate foi anunciada, estavam acompanhando esse assunto com atenção.
Pesquisas anteriores sobre o interesse de oito notícias envolvendo a realeza britânica desde 1986 -incluindo o suntuoso casamento de William e Kate em abril de 2011- mostraram que 60 por cento não acompanhavam ou só acompanham superficialmente esses fatos.
Houve uma exceção: a morte da princesa Diana, mãe de William, que atraiu o interesse de 85 por cento dos entrevistados nos EUA.
Mesmo na Grã-Bretanha, uma pesquisa do instituto YouGov nesta semana mostrou que apenas 46 por cento estão muito ou bastante interessados no nascimento, o que é menos do que na Índia, onde 57 por cento demonstraram interesse.
"Na Grã-Bretanha parece haver mais cinismo com relação à família real, ao passo que no exterior, particularmente na América, há uma imagem mais romântica de como é a vida dos nobres", disse Arianne Chernock, especialista em história da monarquia na Universidade de Boston.
"Ter algumas figuras carismáticas ajuda, mas tem a ver com o legado da Grã-Bretanha e com o poder que ela tinha no mundo nos séculos 18 e 19."

Felipe foi entronizado como sétimo rei da Bélgica


 

Filipe foi hoje entronizado sétimo rei da Bélgica, sucedendo ao pai, Alberto II, que abdicou do trono após 20 anos de reinado, num país marcado pelas divergências entre flamengos e valões.
O novo rei, de 53 anos, prestou juramento numa cerimónia no Palácio Real de Bruxelas, sem a presença de elementos das monarquias europeias.
O primeiro grande teste de Filipe será as eleições legislativas belgas de Maio de 2014.
O novo rei da Bélgica prometeu "intensificar o diálogo" entre belgas, divididos entre flamengos e valões, e pediu "um novo ‘élan’ de entusiasmo".
Em declaração no parlamento belga, após o juramento para suceder ao pai, Alberto II, Filipe sublinhou que colocará "toda a vontade ao serviço de todos" os cidadãos da Bélgica.
"Demos todos juntos um novo élan de entusiasmo ao país!, disse, em alemão, francês e holandês, as três línguas oficiais na Bélgica.
Perante toda a família real e representantes políticos e judiciais, o monarca jurou "observar a Constituição e as leis do povo belga, manter a independência nacional e a integridade do território" da Bélgica.
"Acabo de prestar o juramento constitucional e estou consciente da responsabilidade que me impõem. É uma promessa solene", disse Filipe, acrescentando que "daqui a alguns anos [2030] se cumprirão 200 anos do estabelecimento da confiança entre o rei e o povo belga e, hoje, essa confiança renova-se".
Numa cerimónia em que estiveram ausentes os representantes do partido separatista flamengo Vlaams Belang e o presidente dos nacionalistas de Flandres do N-VA, Filipe acentuou que "a confiança se manteve" no reinado de Alberto II, "profundamente humano, atento e comprometido como chefe de Estado".
O rei comprometeu-se a iniciar o seu reinado "com a vontade" de "trabalhar para o perfeito entendimento com o Governo e em respeito pela Constituição", assim como reforçar o diálogo entre as instituições e os cidadãos.
Filipe disse que a "força da Bélgica reside na diversidade", pelo que defendeu que se deve "dar sentido a essa força", lembrando o caráter federal da Bélgica e apelando ao consenso político.
O novo soberano, o sétimo na Bélgica, sucedeu ao pai, Alberto II, que reinou o país de pouco mais de 10 milhões de habitantes durante 20 anos e que abdicou por razões de saúde.
A monarquia belga é vista como um dos derradeiros símbolos da unidade do país, com crises políticas nos últimos 40 anos.

Papa discute com Ordem de Malta a crise humanitária dos países em conflito

 


 
A crise económica e financeira e a emergência humanitária ligadas aos conflitos em curso, foram os temas abordados hoje numa audiência entre o papa Francisco e o Grão-Mestre da Ordem de Malta, Mattew Festing.
No encontro, segundo um comunicado da Ordem de Malta, também foi abordada "a preocupante situação na Síria, onde se calcula que, no fim de 2013, o número de refugiados alcançará os três milhões e meio, com repercussões alarmantes para os países limítrofes".
Segundo a Ordem, o Grão-Mestre esclareceu o Pontífice acerca das múltiplas atividades humanitárias desenvolvidas pela instituição para ajudar a população local que escapa à violência das guerras.
Mattew Festing também destacou o compromisso da Ordem na ajuda às pessoas com maiores dificuldades devido à crise económica, como a criação de cantinas sociais nalguns países europeus.
No fim da audiência com o papa, a delegação da Ordem de Malta, reuniu com o secretário do Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Tailândia pode reduzir número de soldados no sul

"Nós não vamos retirar as tropas da área, mas podemos reduzir o número e concentrarmo-nos no desenvolvimento, em vez de combater", disse aos jornalistas Pracha Promnog, que supervisiona a segurança nacional.
As declarações de Pracha Promnog surgem depois de o Governo tailandês e o grupo rebelde Barisan Revolusi Nasional (BRN, Frente nacional revolucionária) terem acordado suspender a violência durante o Ramadão.
Até agora, na primeira semana do mês sagrado "houve muito pouca violência e nenhuma perda de vidas, apenas ferimentos", acrescentou.
"Podemos dizer que o BRN está a ser sincero até certo ponto em relação ao seu comportamento", disse.
O conflito que dura há quase uma década no sul da Tailândia causou mais de 5.700 vítimas mortais.
A Tailândia tem cerca de 60.000 soldados estacionados no sul do país.
Apesar de quatro rondas de negociação para a paz desde março, o contínuo derramamento de sangue antes do Ramadão levantou dúvidas quanto ao nível de controlo dos líderes rebeldes sobre os militantes radicais.
Num dos ataques mais mortíferos, oito soldados morreram na sequência da explosão de uma bomba colocada na estrada no mês passado.
Mas agora a situação "está a seguir numa direção positiva", disse o chefe do Conselho Nacional de Segurança, e negociador de paz Paradorn Pattanatabut.
De acordo com a Malásia, que está a acolher as negociações de paz, as forças de segurança tailandesas comprometeram-se a evitar a ação agressiva por um período de 40 dias, entre10 de julho e 18 de agosto, enquanto o BRN concordou conter os ataques violentos.
Segundo o plano, as autoridades tailandesas removeram uma série de obstáculos nas estradas e o exército retirou efetivos de algumas aldeias numa tentativa de aliviar a tensão.

Nestlé investe US$ 48,8 milhões em nova fábrica na Malásia


 
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 - A Nestlé, gigante suíça do setor de alimentos, divulgou neste segunda-feira, 8, que está construindo uma nova fábrica na Malásia para atender à crescente demanda doméstica por seus produtos prontos para beber (ready-to-drink), como Nescafé e leite com baixo teor de gordura.
A empresa informa em comunicado que está investindo cerca de US$ 48,8 milhões nas novas instalações na cidade de Shah Alam, que irá criar 160 novos postos de trabalho quando estiver totalmente operacional em 2014. A Nestlé revela que tem observado na Malásia crescimento significativo do consumo de seus produtos prontos para beber, ao longo dos últimos quatro anos. As marcas Milo e Nescafé são líderes de mercado na categoria.
Segundo a Nestlé, a nova fábrica tem uma série de características de design sustentável, como um sistema de recuperação de água da chuva para reduzir o uso de água e processamento de recuperação de calor para reduzir o consumo de energia.

Taiwan assina tratado com a Nova Zelandia

 Em uma ação discreta, organizada para não provocar a China, que reivindica Taiwan como seu próprio território, o acordo foi assinado na quarta-feira em um campus universitário, sem a presença de legisladores da Nova Zelândia.
O acordo com Wellington é relativamente pequeno em termos de dólares, mas pode ajudar Taipé a fechar acordos semelhantes com outros parceiros comerciais grandes, como Cingapura, com quem as negociações estão em andamento. O comércio entre os dois países vale 1,6 bilhão de dólares da Nova Zelândia (US$ 1,2 bilhão) por ano, sob o qual a Nova Zelândia exporta principalmente produtos agrícolas, como leite, e Taiwan envia, em grande parte, eletrônicos.
"O significado político é provavelmente maior do que o impacto econômico, já que este será o primeiro acordo de livre comércio que Taiwan consegue com um país que não tem relações diplomáticas", disseram analistas do DBS Bank em uma nota publicada antes da cerimônia oficial de assinatura.
Autoridades da Nova Zelândia afirmaram nesta quarta-feira que o país aceitou Taiwan como parte da China e que Pequim estava de acordo com o pacto. O acordo refere-se ao território como Taipé Chinês. A China, maior parceiro comercial da Nova Zelândia depois da Austrália, assinou um pacto de livre comércio com Wellington em 2008. A Nova Zelândia assinou separadamente um pacto com o território chinês de Hong Kong em 2010. Fonte

Crianças criam uma nova língua na Austrália

 

A investigadora americana Carmel O'Shannessy descobriu no Norte da Austrália um novo idioma, o warlpiri rampaku ou warlpiri ligeiro, criado com base numa mistura de inglês, crioulo e warlpiri, uma das língua aborígenes australianas com maior número de falantes.
Carmel O'Shannessy, investigadora da universidade do Michigan há mais de uma década que estuda a forma de comunicar das crianças de Lajamanu, uma localidade remota no Norte da Austrália, com 700 habitantes.
O'Shannessy começou a passar largas temporadas em Lajamanu em 2002 para estudar o idioma falado pelas crianças da localidade, que a investigadora acreditava ser diferente das três línguas em que se baseia. Em 2005, escreveu pela primeira vez sobre esta nova língua na Revista Australiana de Linguística. Agora, em declarações ao New York Times, a investigadora garante que o Warlpirti ligeiro tem mesmo "fortes hipóteses" de se impor ao warlpiri, uma vez que crianças e jovens de Lajamanu fizeram deste seu idioma uma marca da sua identidade