sábado, 10 de agosto de 2013

Migrações: Arcebispo do Luxemburgo diz que «o maior risco é o da globalização da indiferença»

 

 

 O arcebispo de Luxemburgo quer fazer da Peregrinação Internacional do Migrante a Fátima um grito de alerta para as dificuldades das pessoas que tiveram de sair do próprio país em busca de uma vida melhor.
Em entrevista concedida à Sala de Imprensa do Santuário, D. Jean-Claude Hollerich, que vai presidir às cerimónias deste ano nos dias 12 e 13 deste mês, alerta que “o maior risco” que a questão da migração enfrenta hoje em dia é o da “globalização da indiferença”.
Neste âmbito, o prelado recorda a visita do Papa Francisco à ilha de Lampedusa, no início de julho, e as palavras que ele deixou a propósito da situação dos imigrantes africanos que empreendem uma viagem perigosa - e muitas vezes mortal - àquela região italiana, para fugirem à fome e à guerra nos seus países de origem.
“A pergunta que o Papa fez, ‘Que fizeste do teu irmão?’, é muito forte e tem de ser levada a sério”, salienta o arcebispo luxemburguês.
A peregrinação internacional, que marca o início da 41.ª Semana Nacional de Migrações, vai ser dedicada de forma especial aos portugueses espalhados pelo mundo, aos quais a Igreja Católica quer garantir “uma verdadeira comunhão de fé e de esperança”.
D. Jean-Claude Hollerich revela que “foi com alegria que aceitou o convite” endereçado pela Igreja Católica portuguesa, e que o encarou como “sinal de uma verdadeira fraternidade entre Igrejas locais”.
“Mais ainda pelo lugar que Portugal ocupa no Luxemburgo, com tantos dos seus cidadãos aí residentes”, realça.
O Estado do Luxemburgo tem sido, há várias décadas, um dos destinos de emigração mais procurados pelos portugueses em momentos de crise económica e social.
Dos cerca de 500 mil habitantes existentes no Grão-Ducado, cerca de “83 mil pessoas” pertencem à comunidade lusa, sublinha D. Jean-Claude Hollerich, que traça também um retrato da situação que os estrangeiros enfrentam no seu país.
Apesar da “perda de referências” e de uma conjuntura financeira “mais difícil”, reconhece o responsável católico, a nível geral “não se constata que haja uma rejeição das comunidades estrangeiras por parte dos nacionais, isto devido à natureza muito aberta da sociedade e da atividade económica luxemburguesa”.
“No entanto”, acrescenta, os agentes pastorais da Igreja têm de estar “sempre atentos” pois, como também disse o Papa Francisco, é preciso “evitar que o outro não seja já um irmão a amar, mas simplesmente aquele que perturba a minha vida e o meu bem-estar”.
Na sua segunda visita ao Santuário de Fátima – a primeira foi “com um grupo de jovens, quando tinha a responsabilidade da pastoral das vocações no Luxemburgo, entre 1990 e 1994” – o arcebispo do Luxemburgo traz ainda um convite ao povo português, aos seus conterrâneos e a todos os emigrantes para que “peçam a Nossa Senhora de Fátima para serem verdadeiramente discípulos de Cristo” e transmissores do Evangelho, especialmente neste “Ano da Fé”.

Ajudem-nos, Juncker está de saída

 


A renúncia do primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker é essencialmente um assunto interno do Grão-Ducado. Os serviços secretos do Luxemburgo, um organismo que se diz ter cinco dezenas de funcionários, é acusado de ter vivido uma "vida independente", ou pelo menos o primeiro-ministro não conseguiu exercer controle suficiente sobre eles.

No cerne da questão está um caso que remonta à década de 1980, mas não está claro se a demissão de Juncker significa que vá desaparecer da cena política do Luxemburgo. Quer conduzir o seu Partido Popular Social Cristão durante a campanha eleitoral, e é bem possível que o ainda popular político, que é primeiro-ministro desde 1995, venha a assumir a liderança até ao próximo governo.

 

Segurança é reforçada na capital do Camboja após eleições

 

- A segurança foi reforçada neste domingo na capital do Camboja, Phnom Penh, após o fim de uma eleição geral em que a oposição afirmou ter tido ganhos, apesar do que chamou de fraude eleitoral por parte do primeiro-ministro Hun Sen, no poder há 28 anos.
Policiais militares bloquearam uma estrada que leva até a casa de Hun Sen e outra que vai para os escritórios do Partido Popular do Camboja (CPP) e para a Comissão Nacional Eleitoral, afirmou um repórter da Reuters.
Eng Chhay Eang, um candidato do Partido Nacional de Resgate do Camboja (CNRP), disse que o partido de oposição está certo de que ganhará mais assentos no Parlamento, tendo por base a contagem de votos de algumas assembleias.
Apoiado pela mídia e com recursos superiores, o CPP está confiante na vitória, mas analistas acreditam que a recém-unida oposição possa reduzir sua maioria. O CPP detinha 90 dos 23 assentos no Parlamento e os partidos que se uniram para formar o CNRP detinham 29.
A votação, assim como a campanha eleitoral, foi em geral pacífica, apesar de confrontos terem sido relatados em vários locais, principalmente envolvendo pessoas que reclamavam de irregularidades.
Eleitores irritados atearam fogo em um carro do lado de fora de um posto de votação na capital e alguns danificaram veículos da polícia, segundo um fotógrafo da Reuters.
O CNRP alegou ainda que listas eleitorais foram manipuladas para dar mais votos ao CPP e também reclamou da interrupção de reuniões e de campanhas pelas forças de segurança de Hun Sen.

Governo e oposição do Camboja incluem ONU em investigação eleitoral

 


Não obstante, ambas as partes continuam sem chegar a consenso sobre quem ou que instituição vai dirigir os trabalhos, um desentendimento que contribui para piorar a situação no Camboja, depois de na quinta-feira o governo ter destacado soldados e carros blindados para determinadas zonas da capital para garantir a ordem e evitar as massivas mobilizações com que ameaçava a oposição.
O porta-voz da coligação opositora - o Partido para o Resgate Nacional do Camboja (PRNC) -, Yim Sovann, confirmou a reunião mantida na sexta-feira entre representantes de ambas as formações e o acordo para que a ONU participe na investigação, ainda que apenas como observador, em vez de dirigir o grupo conforme solicitavam, informou o diário local Phnom Penh Post.

Oposição do Camboja registra avanço





 

 

A oposição no Camboja registrava um avanço significativo nas eleições gerais deste domingo, enquanto o partido do governo anunciava uma vitória que garantiria novo mandato ao primeiro-ministro Hun Sen, que está no poder há 28 anos.
Khieu Kanharith, um porta-voz do Partido do Povo do Camboja, do governo, disse em sua página no Facebook que seu partido obteve 68 dos 123 assentos da Assembleia Nacional. Segundo ele, o Partido de Resgate Nacional, da oposição, conseguiu 55 cadeiras, 26 a mais do que na legislatura anterior.
Se a previsão do partido do governo se confirmar, representará um grande avanço para a oposição. No entanto, uma maioria simples é suficiente para a maior parte dos assuntos legislativos. Isso significa que o Partido do Povo continuará administrando o país da forma que desejar, mas que precisará ficar mais atento à opinião pública.
O líder da oposição, Sam Rainsy, disse que o avanço de seu partido é uma vitória para o país. No sábado, Rainsy - que retornou este mês ao país após anos de exílio - tinha praticamente admitido que seu partido seria derrotado nas eleições.
Esta é a quinta eleição geral no Camboja desde 1993. De 1975 a 1979, o país viveu sob o regime genocida do Khmer Vermelho e, depois, passou por um período de guerra civil.
Jornalistas locais e monitores relataram várias irregularidades nas eleições deste domingo. Rainsy disse que seu partido vai aguardar novas informações antes de decidir o que fazer a respeito das supostas irregularidades.

Andorra, um pequeno principado que surpreende .

Andorra, um pequeno principado que surpreende 


A lei Andorrana permite que cada família possua uma arma para a defesa do território
Dizem que a história é verídica mas, se não for, não deixa de ser curiosa. Durante a II Grande Guerra, Hitler relutou para invadir o Principado de Andorra porque pensava que era território espanhol, e se inimistar com  seu aliado Francisco Franco, também amigo do  líder fascista italiano Mussolini,  “ il Duce”, não era uma boa jogada política. Por outro lado, dizem que Franco não cogitou botar suas tropas em Andorra porque poderia ferir os sentimentos de Hitler, que estava invadindo a França, e considerava este principado muito ligado aos franceses.
 Imaginem que o país nunca teve exército e, durante a primeira e segunda guerras mundiais, os homens, cabeça de cada família, pegavam suas espingardas e fuzis e improvisavam uma força de defesa, embora jamais tenham dado um tiro contra ou a favor de ninguém. A lei Andorrana  permite que cada família possua uma arma para a defesa do território. Um fato é certo, enquanto as guerras aconteciam, Andorra se preparava para ser um lugar livre.
Esta é só uma pequena parte das tantas historias curiosas deste principado, encravado entre a França e a Espanha que é toda uma potencia turística. Se diz que Andorra foi fundada pelo mesmíssimo Carlo Magno, embora o primeiro soberano conhecido foi o Conde de Urgel, nobre espanhol que dominou a região no século IX. E não queira entender sua estrutura política, a que em resumidas contas está hoje administrada pelo bispo de Urgel, da Catalunha, e o presidente da França, embora exista um Conselho Administrativo liderado por um Primeiro-Ministro, numa organização política tecnicamente ilegal, o Partido Democrático de Andorra. Mas os andorranos vivem felizes e são a nação com maior expectativa de vida no mundo, com 83,52 anos como media de vida. Com certeza não ligam muito para a política, e isso deve ajudar a prolongar a sua existência.
O país andorrano pode se cruzar, de extremo a extremo, em menos de uma hora de carro, mas o que tem para ser visitado e contado não cabe numa só viagem. Há 13 museus e já na visita deles poderia ir todo o tempo da sua estadia, por isto sugerimos os imperdíveis, cuja montagem e apresentação é muito interessante, como o do Tabaco, o do Automóvel, o das Miniaturas, do Perfume, da Eletricidade D`Areny-Plandolit, que mostra como vivia uma família abastada, e a Casa Rull, que recria o passar dos menos favorecidos. Dar um passeio pelas redondezas da cidade é como uma viagem no tempo. Há povoados com construções medievais, onde cada detalhe da sua arquitetura fascina aos visitantes. Há muito que ver e se surpeender em Andorra, e se escuta um pouco da sua historia, sua surpresa vai ser maior ainda. Andorra possui outro grande atrativo, é um país livre de impostos, o que o transforma em um gigantesco free-shop,  de fronteira a fronteira. O turismo representa mais do 80% de seu PIB. São mais de 5 mil lojas e 500 hotéis num país com só 43 km de comprimento.
Se fazer uma viagem e conhecer um país é bom, conhecer dois na mesma viagem é melhor ainda. Por isso queremos dar esta dica imperdível. Sabia que há só 200 Km entre Barcelona e o Principado de Andorra? São duas horas e meia de viagem por uma estrada  impecável, uma paisagem variada, com singelos povoados em varias partes do caminho, sempre tendo os montes Pirineus do seu lado direito. Estas montanhas tem formas muito características, não passarão despercebidas ao seu olhar. Mas quem sabe você está na cidade de Toulouse, na França, e se entusiasmou com a idéia de conhecer Andorra. Bem, saiba que fica mais perto ainda que Barcelona, são só 180 km, ou duas horas e 25 minutos de carro, a uma velocidade media de 90 km por hora. Mais do que ideal para ir admirando as paisagens montanhosas, os bosques e também as pequenas vilas durante o caminho.
Muitos acham que Andorra só é um destino para o inverno, já que suas pistas de esqui e seus hotéis nas encostas dos Pirineus tem fama no mundo inteiro. Mas no verão, que está acontecendo justo agora, há muito para fazer no principado, aproveitando a natureza e seus atrativos turísticos. Um lugar que deve ser visitado é o parque Naturlandia, onde há um pequeno zoológico com animais típicos da região, como as camurças, parentes dos veados e que a gente só conhece ou associa em produtos manufaturados como jaquetas e sapatos, alem de ursos, lobos, marmotas, gamos e cervos. Há também um espaço reservado às crianças, onde participam de atividades próprias de uma fazenda, tendo contato com o gado e a atividade ligada à agricultura. Mas a maior emoção de Naturlandia se chama Tobotronc, o tobogã mais extenso de toda Europa. São cinco quilômetros de descenso, uma experiência cheia de adrenalina pura.
Outro grande atrativo do principado é sua gastronomia. Se já Espanha e França são poderosos, variados a criativos em tudo o que sai da sua cozinha, se surpreenderá com a fusão que Andorra fez com essas duas correntes e, claro, também com suas próprias receitas, de tempos ancestrais. Para degustar essas delicias a dica é ir nas “bordas”, que são antigos estábulos ou celeiros, hoje transformados em excelentes e charmosos restaurantes, realmente imperdíveis.
Outro dos pontos altos de uma viagem a este pequeno principado é a visita a Caldea, um centro termo-lúdico único no mundo. Piscinas, jacuzzis, centros de relaxamento, massagens, e tudo o que tenha que ver com o tratamento do corpo e, de passada, com o espírito está neste lugar. concentrado numa construção de linhas futurísticas. Embora A gente ache que não passará mais de meio dia neste paraíso do relax e das águas, é demasiado fácil cair na tentação e passar ali o dia todo em suas piscinas temáticas, com inspirações da Índia, México e Roma. Caldea possui também restaurantes de altíssimo nível, por isto se a fome ataca a solução está aí mesmo. E para aqueles que desejam não somente relax como também tratamento exclusivo, personalizado e em total privacidade, está a mais nova área de Caldea, o Inúu Neosens, que tem reinventado o bem-estar e o conceito wellness para oferecer programas personalizados e de alta qualidade, que integram os conceitos de corpo,mente, beleza, sensorial, água e nutrição.
Andorra é também um dos países mais seguros do mundo. A violência urbana é praticamente inexistente, o que nos faz esquecer da preocupação de roubos ou assaltos. A seguridade nas ruas é total, a qualquer hora do dia ou da noite. Estes são, em poucas linhas, os atrativos andorranos. Um pequeno pais, sim, mas um grande destino que conquista a todos seus visitantes.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Custo da monarquia belga

 


O novo Rei da Bélgica vai reformar as finanças da família Real em nome da crise, como já tinha decidido em junho.
Ele e a mulher, a futura Rainha, continuarão a ter o mesmo estilo de vida,tal como os antigos monarcas, mas o resto da família vai ter de viver de outro modo. Em primeiro lugar, os príncipes e princesas vão pagar impostos como todos os belgas e a fortuna passa a ser menos opaca.
O orçamento real oficial, atribuido pelo Estado, ou lista civil do Rei, é de 10,6 milhões de euros, dos quais dois terços são absorvidos em despesas correntes e salários e o restante é para manutenção dos palácios reais, despesas com as visitas oficiais, aquecimento das habitações e parque automóvel.
Mas, na verdade, metade das despesas ligadas à monarquia, são assumidas por diversos ministérios e saem deste orçamento.
Estas despesas rondarão os 17,8 milhões de euros.
A Rainha Fabíola e os sobrinhos, irmãos do Rei também recebem somas principescas que, a partir de agora, são ser abrangidas pela reforma. Todos os herdeiros vão passar a ter de trabalhar pela Coroa e pelo país.
Até agora recebiam somas espetaculares. Fabíola tinha cerca de milhão e meio de euros por ano, fortuna que diminui em dois terços, para 400 mil euros.
A Philipe era atribuido um milhão, ao irmão e à irmã, sem funções oficiais, mais de 300 mil euros por ano.
A monarquia custa ao Reino 30 milhões por ano.
Além da fortuna pessoal do Rei, adquirida por herança, o site oficial do palácio reconhece ainda a existência de uma propriedade no sul de França e de um iate. O valor total do património não atinge os 12,5 milhões de euros, apesar dos rumores apontarem mil milhões de euros.
As propriedades, castelos e bens móveis da Família Real belga, têm o valor de 780 milhões de euros.
A reforma orçamental não afetará o modo de vida da Família: os impostos a pagar e a diminuição dos salários constituem uma gota de água da fortuna real.