sábado, 19 de outubro de 2013

Príncipe cambojano em greve de fome por resultados eleitorais

 

 
Um príncipe cambojano, primo do rei Norodom Sihamoni e membro da oposição, iniciou nesta sexta-feira uma greve de fome para pedir justiça aos eleitores do país após a questionada vitória do primeiro-ministro Hun Sen nas eleições.
"Estarei em greve de fome até que se chegue a uma solução para fazer justiça ao povo, ou seja, aos eleitores", declarou à imprensa o príncipe Sisowath Thomico, membro do Partido de Salvação Nacional do Camboja (CNRP) do líder opositor Sam Rainsy.
O príncipe, que iniciou sua greve em um templo de Phnom Penh, acusou o Partido do Povo Cambojano (CPP) de Hun Sen de ter organizado um "golpe de Estado frio" e de buscar um conflito entre o povo e o rei.
Segundo os resultados oficiais das eleições legislativas de 28 de julho, o CPP conquistou 68 assentos contra os 55 do CNRP. Mas este último reivindica a vitória, exige uma investigação independente das fraudes, que considera maciças, e prometeu boicotar a primeira sessão do parlamento de segunda-feira se esta reivindicação não for atendida.
"Não participaremos da sessão de 23 de setembro", declarou Sam Rainsy nesta sexta-feira durante uma coletiva de imprensa.
"Se a sessão de 23 ocorrer sem o CNRP, constituirá uma violação da Constituição", acrescentou.
Há vários dias, o rei Norodom Sihamoni enviou uma carta aos 55 deputados da oposição pedindo que renunciem ao boicote em nome da unidade nacional.
Rainsy e Hun Sen se reuniram várias vezes durante os últimos dias e seus partidos afirmam que foram realizados progressos para resolver a crise política, embora a criação de uma comissão de investigação sobre as fraudes continue sendo um obstáculo.
No último domingo, a capital viveu violentos confrontos que deixaram um morto e vários feridos à margem de uma manifestação da oposição que reuniu 20.000 pessoas.

Abominável Homem das Neves parente de urso polar

 
O lendário Ieti, um suposto animal de grande tamanho que vivia na neve das cordilheiras dos Himalaias, é na realidade um parente dos ursos polares primitivos, segundo um estudo genético elaborado na Universidade de Oxford (Reino Unido).
 
O professor de genética humana Bryan Sykes analisou amostras de pelo de dois animais por identificar recolhidas em Ladakh (India) e no Butão e determinou que o seu ADN coincide a cem por cento com uma mandíbula de urso polar encontrada em Svalband (Noruega) que terá entre 40.000 a 120.000 anos de antiguidade.
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O fóssil encontrado na Noruega data de uma época em que os ursos polares e os ursos pardos estavam a separar-se em duas espécies distintas.
"Acredito que esse urso, que ninguém viu vivo, seria este e teria muito de urso polar", afirmou Sykes à cadeia britânica BBC.
A amostra de Ladakh provinha de restos mumificados de uma criatura que um caçador capturou há 40 anos, enquanto a segunda amostra era um único cabelo que foi recolhido numa zona de bambu por uma expedição de documentaristas há uma década.
O investigador sublinhou que o mito de Ieti, um animal peludo com o qual muitos habitantes dos Himalaias asseguraram ter-se encontrado durante séculos, poderia ter "uma base biológica".
"No entanto, há muito trabalho a fazer para interpretar estes resultados. Isto não quer dizer que há ursos polares primitivos vagueando pelos Himalaias. É possível que se trate de uma subespécie de urso pardo que descenda dos ursos polares", referiu o investigador.
A lenda de Ieti popularizou-se na Europa depois de em 1951 o explorador britânico Eric Shipton publicar a fotografia de uma enorme pegada que havia encontrado na base do monte Everest.
O alpinista italiano Reinhold Messner, a primeira pessoa que conquistou os 14 cumes de mais de 8.000 metros, empenhou esforços para encontrar o Ieti, depois de um suposto encontro com essa criatura no Tibete, em 1986.
O montanhista trouxe à luz um manuscrito tibetano de 300 anos em que se lê "O Ieti é uma espécie de urso que vive nas regiões montanhosas inóspitas", uma teoria em linha com o estudo do geneticista da Universidade de Oxford.
O lendário Ieti, um suposto animal de grande tamanho que vivia na neve das cordilheiras dos Himalaias, é na realidade um parente dos ursos polares primitivos, segundo um estudo genético elaborado na Universidade de Oxford (Reino Unido).

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Novo líder do Butão quer realizar objetivos concretos

 

 

 
  Acho que posso ganhar se jogar basquete mano a mano com o Presidente Obama. Eu tenho umas jogadas especiais — disse o recém-eleito primeiro-ministro do Butão em uma entrevista recentemente.
O primeiro-ministro, Tshering Tobgay, tem 10,2 centímetros a menos do que Barack Obama, por tanto, ganhar do presidente dos Estados Unidos na cesta pode ser difícil. Entretanto, depois de sua eleição surpresa este ano, quase ninguém no sul da Ásia duvida que ele tenha jogadas especiais. E ele é conhecido por sua garra.
Quatro anos atrás, enquanto competia na primeira edição da Turnê do Dragão, considerada a corrida de mountain bike de um dia mais difícil do mundo, ele caiu e quebrou a mandíbula depois de pedalar 67,6 km. Sentindo uma dor absurda, ele subiu na bicicleta e pedalou até o fim da corrida – cerca de outros 200 km.
Tobgay, de 48 anos, era um de apenas dois membros da oposição, escolhidos pelos eleitores na primeira eleição parlamentar do Butão, em 2008, e poucos lhe deram até mais do que chances de derrubar o Partido da Paz e da Prosperidade do Butão no segundo turno da eleição nacional, em julho.
Vários fatores foram de encontro a ele, incluindo uma crise cambial em 2012 e ameaças da Índia, bem antes da votação para retirar o vital apoio financeiro. No entanto, muitos analistas dão a Tobgay o crédito de concorrer em uma campanha excepcionalmente disciplinada que incluiu um longo manifesto de promessas específicas. Seu Partido Democrático do Povo levou 32 dos 47 lugares, uma vitória retumbante.
Filho de um soldado, Tobgay foi mandado a um internato perto de Darjeeling, Índia, quando tinha 5 anos. Depois de se formar no ensino médio, ele ganhou uma bolsa do governo para frequentar a Universidade de Pittsburgh, onde recebeu um diploma de engenheiro mecânico. Em 1991, ele se tornou funcionário público no Ministério da Educação do Butão, mas deixou o serviço público em 2007 para mergulhar na política. Ele é casado e tem dois filhos.
Agora, ele dirige um país de 725 mil pessoas no meio de uma das transformações mais completas do mundo. O sistema feudal do Butão permaneceu até 1953, e sua primeira estrada foi construída em 1962.
— Nos últimos anos, nós nos transformamos além do imaginável – politica, econômica e socialmente — disse Tobgay.
Ele abandonou, em grande parte, a medida de Felicidade Interna Bruta (FIB) característica do país, uma alternativa para o Produto Interno Bruto. Apresentado em 1972 pelo rei Jigme Singye Wangchuck, o FIB foi visto como uma maneira de equilibrar a entrada gradual da modernidade no país com o esforço de preservar as tradições.
O antecessor de Tobgay, Jigme Thinley, viajou o mundo promovendo a medida de felicidade, tornando-se figura popular entre os acadêmicos e literatos ocidentais, mas não tanto entre seus compatriotas.
O leque de promessas modestas de Tobgay, durante a campanha eleitoral, incluiu um cultivador motorizado para cada vila e um veículo utilitário para cada distrito. Felicidade não estava na lista.
— Ao invés de falar sobre a felicidade, nós queremos trabalhar na redução de obstáculos até a lá — disse ele.
Esses obstáculos permanecem substanciais, incluindo uma crescente dívida nacional e o alto desemprego. A infraestrutura do Butão, ainda lamentavelmente inadequada, foi criada praticamente inteira por empresas e trabalhadores indianos. No começo, o Butão dependia da Índia porque poucos butaneses tinham as habilidades necessárias. Agora, uma geração mais educada e urbanizada está recusando trabalhos em construções como abaixo disso.
— Resumindo, nós temos que trabalhar ainda mais duro. Nós precisamos plantar nossa própria comida, construir nossas próprias casas — disse Togbay.
Ele lamentou que tantos jovens do Butão estivessem voluntariamente desempregados.
— Se pudermos reestruturar o setor de construção para torná-lo mais atraente, isso geraria um monte de empregos. —
As principais indústrias do país são a energia hidrelétrica, exportada para a Índia, e o turismo. Enquanto a maioria da população ainda está envolvida com agricultura de subsistência, um crescente número de pessoas estão abandonando suas tradicionais casas de família de barro e madeira em vilas isoladas e se mudando para povoados e cidades do país.
— Quem quer trabalhar com agricultura de subsistência, acordar às 4h e carregar água sem precisar? — perguntou Paljor Dorji, membro da família real e conselheiro de longa data do antigo rei.
— Uma vez que você educa as pessoas, ninguém vai viver a mesma vida miserável que os pais viveram. —
Entre 2005 e 2012, mais de 1,3 mil prédios foram construídos na capital do Butão, Thimphu, e eles agora abrigam praticamente dois terços dos 116 mil moradores da cidade.
Diferente da maioria das cidades no sul da Ásia, Thimphu está se desenvolvendo com diretrizes precisas, que incluem rodovias adequadas, esgotos e escolas. A cidade pede que todos os prédios incorporem elementos da arquitetura tradicional butanesa como telhados inclinados, janelas diferentes e projeções nos andares superiores, tornando a cidade como uma miniatura de Vail, no Colorado.
Thimphu é uma cidade agradável para caminhar, com nenhum dos viveiros caóticos presentes em muitas cidades indianas. Seu povo é alegre, seus comerciantes não mostram a agressividade comum no sul da Ásia e até os cachorros vira-lata parecem bonzinhos. Não há favelas.
Tobgay eliminou algumas restrições impostas pelo governo anterior, incluindo proibições ocasionais no tráfego de veículos e um código de vestimenta exigindo que homens usassem um ghos – traje tradicional que lembra um vestido. Ele reconhece que preservar a cultura tradicional do país seria um desafio em uma era de urbanização rápida.
A família real do Butão é reverenciada, e críticas à realeza permanecem como algo inimaginável. Contudo, há uma mídia nacional alegre, e as muitas, e crescentes, instituições democráticas e educacionais tornaram o Butão o queridinho do desenvolvimento e das organizações financeiras não governamentais.
— Butão é uma história de sucesso excepcional. É um raio de luz no sul da Ásia, e estabelece uma nova referência quando falamos com outros países — disse Sekhar Bonu, do Banco Asiático de Desenvolvimento.
Tobgay disse que uma de suas principais prioridades foi reprimir a corrupção política em curso. O governo anterior estava considerando medidas que teriam enfraquecido a agência anticorrupção do país mas, Tobgay, que recusou a limusine e as acomodações luxuosas de seu antecessor, disse que planeja reforçá-las.
— Se a corrupção entrar e se enraizar, estaremos perdidos. Precisamos nos assegurar que as regras da lei prevaleçam — disse Tobgay.
Ele planeja fazer um programa de rádio semanal para onde as pessoas possam ligar, realizar coletivas de imprensa e ter horários durante o expediente nos quais as pessoas podem chegar e reclamar. Ele tem um blog, uma conta no Twitter e usa com frequência o Facebook.
— Me adicione — disse ele com um sorriso arteiro.
Thinley, ex-primeiro-ministro, fez lobby por uma cadeira não permanente no Conselho de Segurança da ONU, abriu novas embaixadas e manteve conversas com a China, esforços que alarmaram a Índia. Tobgay já prometeu acabar com grande parte desse alcance internacional.
— Abrir embaixadas custa caro. Nós precisamos entender que somos pobres — disse ele.
Ele mostrou clara preferência pela Índia, que dá uma assistência financeira considerável ao Butão, em relação à China.
— A amizade entre a Índia e o Butão transcende partidos políticos e personalidades —disse com um certo zelo. Quando questionado sobre o outro vizinho do país, ele pareceu desanimado.
— Nós nos envolvemos com a China. É uma realidade. —
E, enquanto ele pretende gastar pouco tempo com assuntos internacionais, ele disse que faria uma exceção para jogar basquete com Obama.
— Eu preciso praticar minha cesta de três pontos, afiar meus cotovelos e fortificar meus ombros — disse ele com um entendimento claro da diplomacia estrangeira. Os Estados Unidos são "uma superpotência então, minha única chance é no mano a mano."
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

NOVA MONARQUIA EM SOLO AUSTRALIANO

Uma ilha a 40 quilômetros da costa de Brisbane, na Austrália, pode se tornar independente do governo australiano. Segundo a imprensa australiana, a Lamb Island (algo como “Ilha cordeiro”, em tradução livre) vai passar por um referendo neste sábado e pode se tornar a República Independente de Nguduroodistan, em homenagem ao seu nome indígena.
A ilha, que mais se parece com um resort (com direito até a bem cuidadas quadras de tênis), tem pouca infraestrutura, mas cobre o básico: energia, rede de esgoto, coleta de lixo e até internet. Apesar de haver um posto de saúde, não há hospitais e, para compras e vida noturna, os habitantes costumam seguir para ilhas próximas ou para a costa australiana.
O homem que está liderando o processo de separação, Tony Gilson, é dono do pequeno quiosque da cidade e, em entrevista para o Brisbane Times, afirmou que já tem um “rascunho de constituição” e ideias para potenciais líderes do novo país. Os nomes mais cotados para monarcas de Lamb Island? Barton Bulwinkel, 89 anos, e Margaret Bulwinkel, de 86 anos. Eles são os mais antigos residentes da ilha, e moram lá há 53 anos.
Segundo entrevista dada por Gilson ao The Guardian, os principais motivos para independência são demora na resposta de policiais e um sentimento de que o conselho local dá pouca atenção à ilha de pouco mais de 450 habitantes. Ainda de acordo com o jornal inglês, o novo país vai se manter em relação amigável com a Austrália e seus residentes não serão prejudicados em relação a pensões e outras provisões – isso se o voto for favorável à secessão.
Caso se torne um novo país, uma língua oficial (inglês) e uma segunda língua deverão ser escolhidas. Gilson brinca: “estamos pensando em Klingon ou Élfico”. SAIU NO EXAME
 
 

Autoridades sauditas multam 6 homens por permitirem que mulheres conduzissem


 

 

A polícia saudita multou seis homens por permitirem que mulheres sob a sua tutela conduzissem os seus veículos, o que vai contra a lei da monarquia absoluta ultraconservadora islâmica, noticiou hoje o jornal local Al Sharq.

O jornal, que cita o porta-voz da polícia de Trânsito da parte oriental do país, Mansur al Shagra, relatou que a maior das infrações foi registada em praias e áreas desabitadas. Os multados terão que pagar 900 riais por «oferecer o seu veículo a pessoas que não têm permissão para conduzir».
Um grupo iniciou esta semana uma campanha para exigir que as sauditas possam conduzir e convocou as mulheres a irem para as ruas com os seus carros no dia 26 de Outubro para desafiar a proibição.
As mulheres não podem conduzir na Arábia Saudita desde 1990, quando o já morto mufti xeque Abdulaziz bin Baath emitiu um decreto nesse sentido, que foi levada ao Ministério do Interior.
O habitual é que as autoridades prendam as condutoras e retenham o veículo até que o mehrem (semelhante a um tutor) se apresente na esquadra e assine um documento garantindo que a infração não se repetirá.

Prêmio norueguês de direitos humanos distingue ONG do Bahrein

 

 

"Ao atribuir o prémio Rafto ao BHCR, apontamos os projetores para as violações sistemáticas dos direitos humanos numa região onde esses abusos são demasiadas vezes recebidos com silêncio pelos governos ocidentais", afirmou a fundação Rafto em comunicado.
O prémio, entregue em Bergen em novembro, é atribuído pela fundação Thorolf Rafto, militante dos direitos humanos norueguês que morreu em 1986. Os distinguidos com o prémio são frequentemente pessoas ou organizações pouco conhecidas do grande público.
Quatro antigos laureados -- José Ramos-Horta, Aung San Suu Kyi, Kim Dae-Jung e Shirin Ebadi -- foram depois distinguidos com o Nobel da Paz, também entregue na Noruega.
Sublinhando que "a `primavera árabe` levou vários países do Golfo Pérsico a recorrer à prisão de qualquer crítico do regime", o júri saudou a perseverança do BHCR na defesa da democracia e dos direitos, "apesar das ameaças e da ausência de reconhecimento por parte do Governo".
O Bahrein, um pequeno reino do Golfo Pérsico dirigido pela monarquia sunita dos Al-Khalifa e aliado dos Estados Unidos, é palco desde fevereiro de 2011 de um movimento de contestação da maioria xiita, que exige uma monarquia constitucional.
A contestação foi duramente reprimida pelas autoridades, tendo-se registado 89 mortes, segundo a Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH).
No Bahrein, um insulto ao rei ou à bandeira é punido com cinco anos de prisão, segundo a fundação.
O prémio Rafto, de 20.000 dólares, vai ser entregue a 03 de novembro em Bergen, sudoeste da Noruega.
O Nobel da Paz deve ser anunciado a 11 de outubro em Oslo.

Prisão Bahrein condena opositores xiitas a penas até 15 anos

 
 
Um tribunal do Bahrein condenou hoje 50 opositores xiitas a penas de prisão de até 15 anos por terem formado um grupo opositor envolvido em manifestações violentas, segundo fonte judicial.

As 50 pessoas estavam acusadas de formar o “Coletivo 14 de fevereiro”, um grupo que organizou nas redes sociais manifestações contra a monarquia sunita do Bahrein. O tribunal considerou-as também culpadas de “recurso ao terrorismo” e de “troca de informações com um país estrangeiro”.
 
Entre os acusados figura um clérigo xiita iraquiano, Hadi Modarressi, residente em Kerbala (Iraque) mas que viveu muitos anos no Bahrein, condenado à revelia a 15 anos de prisão. O clérigo é acusado de ser o líder espiritual do Coletivo.
Outras 15 pessoas foram condenadas a quinze anos de prisão, quatro a dez anos e as restantes 30 a cinco anos, segundo a fonte judicial, citada pela agência France Presse.
O Bahrein, um pequeno reino do Golfo Pérsico dirigido pela monarquia sunita dos Al-Khalifa, é palco desde fevereiro de 2011 de um movimento de contestação da maioria xiita, duramente reprimido pelas autoridades.
Segundo organizações internacionais, cerca de 90 pessoas foram mortas desde o início da contestação.