segunda-feira, 21 de outubro de 2013

NACIONAL DO KIRIBATI PEDE ASILO CLIMÁTICO À NOVA ZELÂNDIA

Um homem de Kiribati, uma ilha no oceano Pacífico, recorreu ontem da decisão das autoridades de imigração da Nova Zelândia que o obriga a voltar à terra natal, onde as alterações climáticas ameaçam a sobrevivência dos habitantes. Ioane Teitiota, de 37 anos, mudou-se para a Nova Zelândia em 2007. Agora que o seu visto de trabalho expirou, foi obrigado a regressar a Kiribati, local que considera não ter condições para viver com os seus três filhos. “Não existe futuro para nós quando voltarmos a Kiribati”, afirmou em tribunal.
Esta nação da Polinésia, na área central do Pacífico, tem pouco mais de 100 mil habitantes, mas o facto de estar situada poucos metros acima do nível do mar torna-a vulnerável e em risco de desaparecer devido ao contínuo aumento do nível das águas do mar provocada pelas alterações climáticas.
O tribunal de proteção e imigração da Nova Zelândia aceitou a autenticidade dos argumentos de Teitiota, mas acabou por não atender às suas pretensões, contra-argumentando que outros habitantes se encontram na mesma situação e que estão a ser tomadas medidas para evitar o impacto da subida das águas: “A triste realidade é que a degradação ambiental causada pelos súbitos e lentos desastres naturais é aquela que é enfrentada pela generalidade da população de Kiribati”.
O advogado de Teitiota diz que a decisão do tribunal foi baseada em leis passadas. “A convenção de refugiados que entrou em vigor no fim da segunda Guerra Mundial precisa ser mudada, de forma a incluir as pessoas que fogem de catástrofes climáticas, e o que acontecerá a Kiribati nos próximos 30 anos é uma catástrofe”, referiu o advogado, Michael Kidd, à rádio Nova Zelândia.
O Tribunal Superior da Nova Zelândia, em Auckland, irá analisar as provas. Se o apelo tiver sucesso, Ioane Teitiota será o primeiro refugiado climático do mundo.
Kiribati não é o único arquipélago do Pacífico ameaçado pela subida das águas. A Nova Zelândia e a Austrália são os países mais desenvolvidos do Pacífico e continuam a manter leis de imigração que impedem de dar asilo aos refugiados climáticos – estatuto reconhecido pelas Nações Unidas.

Cartão postal da Austrália, Ópera de Sydney comemora 40 anos

 

 

 
A Ópera de Sydney, projetada pelo audacioso arquiteto dinamarquês Joern Utzon e classificada como patrimônio mundial da Unesco por ser "uma das maiores obras arquitetônicas do século XX", celebrou neste domingo seus 40 anos.
Uma multidão lotou a esplanada situada em torno da construção para participar dos festejos que tiveram danças aborígenes e um imenso bolo de aniversário.

Três gerações de herdeiros de Joern Utzon assistiram como convidados de honra à cerimônia sob um céu azul, às margens da impressionante baía de Sydney, que lembrava ao arquiteto dinamarquês os estaleiros de sua cidade natal Aalborg. Utzon, discípulo do arquiteto finlandês Alvar Aalto, faleceu em 2008, aos 90 anos. Um ano antes, sua obra-prima foi incluída no patrimônio mundial da Unesco.

O arquiteto dinamarquês ganhou em 1957, quando era pouco conhecido, um concurso internacional para realizar a obra, vencendo mais de 200 candidaturas procedentes de 28 países. Seu projeto levou 14 anos para ficar pronto e custou 102 milhões de dólares australianos. Por causa de uma divergência entre as autoridades australianas, teve de abandonar o projeto em 1966 e deixar que fosse concluído por Peter Halln David Littlemore e Lionel Todd.

Seu filho, Jan, esteve neste domingo em Sydney par dizer que desenhar "um prédio assim só acontece uma vez na vida".
"A Ópera é a expressão da vontade e do entusiasmo que são a alma australiana", acrescentou. Construção mais famosa de Sydney, a maior cidade da Austrália, recebe 2 mil representações e 8,2 milhões de visitantes todos os anos. "A Ópera se converteu no cartão de visita da Austrália em todo o mundo", afirmou a governadora do Estado de Nova Gales do Sul, Marie Bashir, cujo marido, Nicholas Shehadie, era prefeito de Sydney quando o prédio foi inaugurado pela rainha Elizabeth II, em 20 de outubro de 1973.

A Ópera de Sydney é composta por três partes "aladas", que, segundo alguns, se assemelham a velas de barco, e, segundo outros, a conchas. No interior, há várias salas de show e um restaurante. "Em 1957, a decisão do júri internacional de confiar a realização da Ópera de Sydney ao arquiteto dinamarquês Joern Utzon simbolizou a vontade de adotar um enfoque radicalmente novo em termos de construção", escreveu a Unesco em 2007.

INCÊNDIOS DEVASTAM AUSTRALIA

 
 - As autoridades de Nova Gales do Sul se preparam nesta segunda-feira diante das previsões de altas temperaturas e fortes ventos que ameaçam agravar a onda de incêndios que afetam este estado australiano.
Os bombeiros trabalharam durante a noite na construção de barreiras de contenção para tentar evitar que os focos de incêndio que está ativo em Springwood, Mount Victoria e Lithgow, na região de Blue Mountains, se unam em uma única frente.
Os meteorologistas preveem para esta segunda temperaturas de mais de 30 graus e ventos de 100 km/h, o que pode avivar as chamas e unir os três focos que ardem em Blue Mountains, e ameaçar a região de Hawkesbury, a noroeste de Sydney.
O presidente do Governo de Nova Gales do Sul, Barry O'Farrell, declarou no domingo estado de emergência em toda sua jurisdição, onde ardem cerca de 50 incêndios, 15 deles sem controle e enfrenta a pior crise deste tipo nos últimos 45 anos.

Supremo do Canadá exclui médicos da decisão de desligar suporte de vida


 

 

 
 
O Supremo Tribunal do Canadá excluiu, esta sexta-feira, os médicos da decisão de desligar os suportes de vida e determinou que essa determinação deve pertencer à família do paciente em estado vegetativo.
O acórdão do Supremo canadiano, votado favoravelmente por cinco de sete juízes, determina que os médicos têm de obter o consentimento da família antes de desligarem os suportes de vida.
Esta decisão surge na sequência do caso de Hassan Rasouli, em estado de coma, após uma operação cirúrgica ao cérebro, para extração de um tumor, em 2010.
Desde então, o engenheiro reformado tem permanecido em estado vegetativo, sem esperança de que possa evoluir, segundo os médicos, que decidiram desligar os suportes de vida.
A mulher de Rasouli, Parichehr Salasel, com a fé muçulmana e crente que o marido demonstra com a mão e com os movimentos faciais que está "minimamente consciente", recusou que os médicos desligassem os tubos que o mantém vivo.
A magistrada Beverley McLachlin classificou este caso como "trágico, cada vez mais comum", e notou que a moderna medicina pode manter viva uma pessoa durante muito tempo, mas questionou como se deverá proceder quando não existem "perspetivas de recuperação".
 

UE e Canadá assinam tratado de livre comércio


 

 A União Europeia e o Canadá assinaram um tratado de livre comércio que aumentará as trocas comerciais entre as duas partes, mas suscita preocupação em alguns meios agropecuários.
Reunidos em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, anunciaram o acordo, que deve aumentar em mais de 20% o comércio entre ambas as partes.
O anúncio da conclusão das negociações sobre um acordo econômico e comercial global é uma "nova etapa nas relações entre a UE e o Canadá", informou Barroso, em coletiva de imprensa em Bruxelas.
Uma vez que tenha entrado em vigor, o acordo permitirá aumentar em 23% as trocas comerciais entre as duas áreas. Para a UE isso se traduzirá em 12 bilhões de euros adicionais por ano no Produto Interno Bruto, segundo cifras antecipadas por Bruxelas. Para o Canadá, 8 bilhões de euros a mais.
Os detalhes do acordo, que não entrará em vigor antes de 2015, não foram revelados. Em linhas gerais, inclui o acesso a bens e serviços, a transparência e a proteção de investimentos, a cooperação nas normas e a abertura dos mercados públicos.
Este acordo abre ao Canadá um mercado de 500 milhões de pessoas na UE, maior inclusive que o do Nafta (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), assinado com os Estados Unidos e o México.
O volume das trocas comerciais entre a UE e Canadá foi em 2012 de 61,7 bilhões de euros. Os 28 países integrantes do bloco europeu representam o segundo maior sócio comercial de Ottawa, atrás dos Estados Unidos.
Antes de fechar o acordo, europeus e canadenses negociaram durante quatro anos.
Os assuntos mais controversos nessas negociações foram os medicamentos genéricos, os serviços financeiros, os laticínios e a abertura do mercado europeu à carne canadense.
O Canadá aceitou finalmente duplicar a quota de queijo europeu sem direitos alfandegários, em troca de um maior acesso ao mercado europeu para os produtores canadenses de carne. Esta concessão permitiu que as negociações avançassem, mas gerou críticas de ambos os lados do Atlântico.
A associação de produtores lácteos do Canadá disse temer que seus produtos sejam substituídos pelos queijos subsidiados da UE, com risco para o setor local.
Na Europa, o setor da carne bovina teme a chegada maciça de carnes produzidas segundo normas sanitárias e ambientais menos exigentes.
"Estamos muito irritados com este acordo em um período em que a Europa chora a perda de empregos todas as manhãs, em particular nos setores da pecuária" afirmou a Federação Bovina da França.
Este acordo é preocupante, segundo o setor pecuário, já que a UE iniciou, na primavera (do hemisfério norte), negociações com os Estados Unidos - importante produtor de carne bovina, de OGM - para um acordo similar, o que daria passagem à maior área de livre comércio do mundo.

Acordo prepara caminho para zona de comércio livre

 

O primeiro-ministro canadiano Stephen Harper tinha razão quando descreveu o anuncio de um novo acordo de comércio com a UE, a 18 de outubro, como um “grande acordo”.
No entanto, o Acordo Global de Economia e Comércio (CETA), que permitirá “aos construtores de automóveis europeus como a Fiat e a Volkswagen [...] garantirem a isenção de impostos no acesso ao mercado canadiano” enquanto “a indústria de carne de Alberta será autorizada a vender 65 mil toneladas anuais adicionais de carne livre de impostos na Europa” é importante pelo precedente diplomático que representa, podendo ter impacto nas incipientes negociações de comércio UE-Estados Unidos. O diário continua –
A UE provou que pode comprometer-se e abrir mercados historicamente protegidos – embora com cuidado e sem descurar os seus próprios valores e padrões. […] Mas a UE não pode elevar excessivamente as suas esperanças: a economia dos Estados Unidos é muitíssimo maior do que a do Canadá e o peso de Washington à mesa das negociações com Bruxelas é maior do que o de Otava.
Entretanto, um editorial do diário canadiano The Globe and Mail, acrescenta que –
Os potenciais benefícios para os exportadores canadianos são impressionantes. O CETA é o primeiro grande acordo comercial que o Canadá negociou desde o NAFTA, há 20 anos.

TREM REAL INGLÊS ESTÁ TERMINANDO OS SEUS ANOS DE USO

O comboio real que transportou a rainha e sua comitiva - corgis incluído - em Grã-Bretanha há mais de 30 anos pode estar chegando ao fim da linha.

De acordo com Sir Alan Reid, o Keeper of the Privy Purse, o trem tem entre cinco a dez anos de serviço à esquerda, devido à sua necessidade de reparo.

Substituí-lo é um "grande decisão", diz o diretor financeiro da casa real, e "os números são surpreendentes".



 


O atual trem real - que remonta ao ano de 1977 Jubileu de Prata - contém salões privados para a rainha, o duque de Edimburgo eo Príncipe de Gales .

Vagões adicionais, como travessas regular e Primeiros carros Classe, alimentar e acomodar o pessoal.

A locomotiva originalmente ostentava 14 carruagens para fornecer uma casa longe de casa para todos os altos membros da família real, quando eles estavam na estrada.



 


Ao final dos anos noventa, porém, a redução de custos - a monarquia conseguiu reduzir pela metade os seus custos ao longo dos últimos 20 anos - significa menos vagões.

O número de salões foi reduzida para nove anos, e uso limitado para a Rainha, seu marido, o duque de Edimburgo eo Príncipe Charles.

Carruagem da Rainha possui uma casa de banho, bem como uma mesa para que ela trabalhasse em seus assuntos, e um telefone.

Ele também possui camas de solteiro que correm longitudinalmente no trem, garantindo estabilidade e uma boa noite de sono. Salão separado do príncipe Philip, por sua vez, contém um chuveiro.



Salões estão decorados com simplicidade e confortável


A realeza se mudaram com os tempos, tanto quanto o orçamento permitir. Em 2007, o material circulante fizeram uma viragem ecológica, tornando-se alimentado por eco-friendly bio-combustível.

Agora, ao que parece, o trem pode participar de Sua Majestade iate real Britannia, que está ancorado como um navio exposição no Ocean Terminal de Leith, em Edimburgo, na Escócia, na aposentadoria.

A rainha foi relatado para ter chorado na cerimônia de encerramento, que teve lugar em 1997, e o Príncipe Charles se diz ter uma imagem de Britannia em seu salão no trem real.