quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Madeira quer investimentos dos Emirados Árabes Unidos

 
A secretária da Cultura, Turismo e Transportes da Madeira reuniu-se hoje, em Bruxelas (Bélgica), com a ministra da Cooperação Internacional e Desenvolvimento dos Emirados Árabes Unidos, com quem abordou "várias áreas possíveis de investimento" que a região quer cultivar.

O encontro aconteceu no âmbito do evento "Madeira espera por si", que decorre no Parlamento Europeu até quinta-feira, organizado em parceria com o eurodeputado Nuno Teixeira com o objetivo de divulgar as potencialidades deste arquipélago,
 
A ministra dos Emirados Árabes Unidos Lubna Bint Khalid Al Qasimi marcou presença na iniciativa.
"Há aqui várias áreas possíveis de desenvolvimento que têm de ir sendo cultivadas a partir deste momento", sublinhou a responsável do executivo madeirense após a reunião com a ministra dos Emirados Árabes, que visou também "potenciar uma visita pessoal à Madeira".
Conceição Estudante realçou que o encontro foi um "primeiro momento e uma oportunidade que se criou e correu melhor do que [se estava] à espera".
A governante destacou o interesse da Madeira neste contacto com os Emirados Árabes Unidos, "uma economia em grande expansão” e com “uma grande capacidade de investimento".
A responsável madeirense considerou ser possível a partir de agora "discutir opções e cenários de investimento na região, e também na área dos transportes, uma vez que a linha dos Emirados é importante no contexto da aviação, já voa diretamente para Lisboa do Dubai".
Sobre o evento que decorre no Parlamento Europeu, Conceição Estudante declarou que "correu muito bem" e permitiu estabelecer "sinergias com várias entidades".
Também o eurodeputado madeirense Nuno Teixeira fez um balanço positivo da iniciativa, a primeira ação de divulgação da Madeira no Parlamento Europeu, afirmando que se "salda por um assinalável sucesso".
Segundo o responsável, as “centenas de pessoas" que passaram pelo espaço tiveram "um cheirinho do que a Madeira tem para oferecer", desde as flores ao vinho, passando pelas iguarias da gastronomia.
Nuno Teixeira fez questão de "desmistificar" a ideia sobre o despesismo deste tipo de ações, sustentando que tem um "efeito multiplicador" em termos de promoção e divulgação da Madeira no Parlamento Europeu.
O eurodeputado apontou que a delegação de 80 pessoas que se deslocou a Bruxelas incluiu empresários, responsáveis do Governo Regional e da Universidade da Madeira que mantiveram contactos que podem potenciar "novas oportunidades" de parcerias e eventos, tão importantes numa "altura de dificuldades financeiras".
Como exemplo, indicou o facto de uma deputada da Lituânia que apreciou as flores da Madeira ter pedido para tirar fotos para usar na sua campanha em maio.
Outro caso é o de uma empresa canadiana (Bombardier) que poderá realizar um "evento mundial na área da náutica de recreio" na região, além de "estar à procura de um espaço para testar os seus equipamentos", tendo Nuno Teixeira mencionado que uma área junto do aeroporto da Madeira é uma das possibilidades.

SÉRVIA QUER EVITAR BANCARROTA E PEDE EMPRÉSTIMOS AOS EMIRADOS ARABES UNIDOS

O vice-primeiro-ministro sérvio, Aleksandar Vucic, revelou no domingo, em entrevista ao canal de televisão PRVA, que o executivo vai recorrer a um empréstimo de cerca de 736 milhões de euros dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
Citado pelo Financial Times, Vucic afirmou que o dinheiro deve chegar antes do final de 2013 e avisou que o país pode entrar em bancarrota se não der “passos urgentes para reduzir a despesa do sector público”.
O vice-primeiro-ministro do executivo sérvio espera receber o empréstimo a uma reduzida taxa de juro, sendo que poderá pedir mais ajuda (2000 ou 3000 milhões de dólares, ou seja, 1474 milhões ou 2212 milhões de euros) até final de 2014. De acordo com Vucic, que tomou posse em Julho de 2013, “metade dos 1000 milhões de doláres será usada para pagar alguma da mais pesada dívida externa para baixar o fardo das taxas de juro no orçamento”. A restante parcela será para injectar na economia.
O Fundo Monetário Internacional congelou uma verba correspondente àquela que a Sérvia pede agora aos EAU depois de o Governo ter desrespeitado as metas do défice e da dívida quando se aproximava o período eleitoral.
Para conseguir uma recuperação económica, Aleksandar Vucic já apontou para um caminho “difícil e não populista” enquanto avisava para a necessidade de “reduzir os salários do sector público, começando pelo dos políticos”. O vice-primeiro-ministro considerou ainda que o empréstimo de Abu Dhabi pode ser considerado “uma prenda”, tendo em conta a reduzida taxa de juro e as condições de pagamento da dívida.
Apesar das projecções do governante sérvio, os analistas não consideram que a Sérvia se encontre em risco iminente de incumprimento e vêem estas afirmações como manobras de política interna.
A Sérvia apresentou em 2009 a candidatura para aderir à União Europeia. Já neste Verão, Belgrado contratou os serviços do antigo director do FMI Dominique Strauss-Kahn como conselheiro na área das finanças para ajudar o Governo sérvio a endireitar as contas.

EUA vão equipar Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

 

O Pentágono anunciou planos de venda de mísseis e munições no valor de 10,8 bilhões de dólares a seus aliados do Golfo Pérsico.

Analistas explicam que esta decisão se enquadra na política dos Estados Unidos nos últimos anos voltada para o fortalecimento das Forças Aéreas e arsenais de mísseis no Golfo Pérsico.
Esses países, especialmente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, consideram o Irã – seu vizinho com ambições nucleares – como ameaça séria e gastam muito dinheiro em armamento.
Dos 10,8 bilhões de dólares – o valor de todas as armas destinadas aos dois países – cerca de 6,8 bilhões são destinados a Arábia Saudita e cerca de 4 bilhões aos Emirados Árabes.
 

Kuwait: Exame para detetar gays e não os deixar entrar no país

 

Está a ser desenvolvido um teste médico para identificar homossexuais e impedir a sua entrada no Kuwait, bem como em outros países membros do Conselho de Cooperação do Golfo – Bahrein, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. 

A medida foi anunciada pelo diretor de saúde pública do Kuwait, Yousouf Mindkar. “Vamos tomar medidas mais duras para nos ajudar a detetar gays que vão ser, então, barrados de entrar no Kuwait ou em qualquer outro Estado-membro do Conselho de Cooperação do Golfo”, afirmou, segundo agências internacionais.
O responsável avançou que a ideia é incorporar o novo teste à avaliação médica realizada pelos centros de saúde para conceder o visto para não-cidadãos dos países. A proposta vai ser avaliada no dia 11 de novembro por um comité central.
Os atos homossexuais são proibidos nestes países, sendo o caso da Arábia Saudita o mais severo, visto poder chegar a pena de morte.

ONU pede que Kuwait sedie nova conferência sobre Síria

 


O Kuwait disse que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu que as autoridades nacionais organizassem uma nova conferência de ajuda humanitária para a Síria.
O Kuwait recebeu um encontro em janeiro, onde foi arrecadado mais de US$ 1,5 bilhão em ajuda, mas as agências de auxílio humanitário dizem que as demandas estão aumentando rápido demais.
A ONU disse que mais de 4,2 milhões de pessoas foram deslocadas dentro da Síria e 2 milhões deixaram o país para outros locais na região.
A agência oficial de notícias do Kuwait informou nesta quarta-feira que o emir do país, Sabah Al Ahmed Al Sabah, foi incentivado por Ban Ki-moon para organizar outra conferência. A agência afirmou que os dois se falaram na terça-feira em Nova York. Fonte: Associated Press.

No Catar, poeta é condenado a 15 anos de prisão por criticar o governo

 

  O Tribunal de Cassação de Doha ratificou nesta segunda-feira a condenação a 15 anos de prisão de um poeta do Catar por um texto considerado crítico ao regime do país, informou à AFP seu advogado.
"O Tribunal de Cassação condenou Mohamed al-Ajmi a 15 anos de prisão", declarou Nejib al-Naimi, ex-ministro da Justiça do Catar.
O poeta Mohamed al-Ajmi, conhecido como Iben al-Dhib, foi detido em novembro de 2011 por um poema no qual celebrava a Primavera Árabe e expressava a esperança de que ela se estendesse a outras monarquias do Golfo.
Condenado à prisão perpétua em 29 de novembro de 2012 por "atentar contra os símbolos do Estado e incitação para derrubar o poder", teve sua pena reduzida a 15 anos de prisão em fevereiro passado.
"Trata-se de um julgamento político e não judiciário", declarou Naimi, condenando que seus apelos para reabrir o inquérito para voltar a julgar seu cliente não tenham surtido efeito.
"Não estamos em um Estado democrático, com um Parlamento e instituições eleitas, para podermos obter uma nova investigação", acrescentou o advogado, indignado.
Ele disse esperar "um perdão do emir", xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, como último recurso para seu cliente que, afirmou, "apodreceu na prisão após dois anos de isolamento".
Durante o processo, o advogado ressaltou que não havia "nenhuma prova de que o poeta tenha declamado em público o poema pelo qual foi julgado" e assegurou que o texto apenas foi recitado "em seu apartamento, no Cairo".
O procurador-geral do Catar, Ali bin Fetais al-Marri, declarou ter recorrido à Suprema Corte para tentar reverter a pena para prisão perpétua.
A organização de defesa dos Direitos Humanos Anistia Internacional condenou a decisão da Corte de Cassação e, referindo-se a uma "violação flagrante da liberdade de expressão" e pediu a "libertação imediata e sem condições" do poeta, que "nunca apelou à violência".
"É particularmente inquietante ver semelhante julgamento no Catar, que se apresenta como um país que ama as artes e pretende respeitar as normas internacionais no campo dos direitos humanos", anunciou a ONG
 














 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Malásia proíbe uso da palavra "Alá" por não-muçulmanos

 

 

Um tribunal de recursos da Malásia manteve uma proibição feita pelo governo contra o uso da palavra "Alá" em referência a Deus por religiões não-muçulmanas. A decisão rejeita reclamações feitas por cristãos de que a restrição viola os seus direitos religiosos. A Malásia é um país de maioria muçulmana.

 

"Alá" é a palavra árabe para Deus e é comumente usada na língua malaia para se referir a Deus. Mas o governo malaio insiste que "Alá" deve ser reservado exclusivamente para os muçulmanos por causa de preocupações com sua utilização por outras pessoas que confundem os muçulmanos, o que poderia ser usado para convertê-los.

As minorias cristãs, budistas e hindus da Malásia, muitas vezes, se queixaram de que o governo infringe seu direito constitucional de praticar a religião livremente. Contudo, as autoridades negam estas acusações.

O julgamento do Tribunal de Apelações nesta segunda-feira anula uma decisão feita por um tribunal instância mais baixa quase quatro anos atrás. Inicialmente, fora decidido contra a proibição do governo.

A disputa legal foi desencadeada por esforços feitos pelo jornal da Igreja Católica Romana na Malásia para usar "Alá" em seu semanário em língua malaia.

Representantes católicos negam que há tentativas de converter os muçulmanos e dizem que a proibição do governo não é sensata porque os cristãos que falam a língua malaia haviam usado por muito tempo "Alá" em suas Bíblias, na literatura e músicas antes da proibição das autoridades nos últimos anos.

O juiz Mohamed Ali Apandi, que liderou um painel de três membros do tribunal de apelações, disse que o uso de "Alá" não era parte "integrante da fé e prática do cristianismo".

"É nosso julgamento que não há violação de quaisquer direitos constitucionais" na proibição, disse ele. "Nós não pudemos encontrar nenhuma razão para que o (jornal católico) seja tão inflexível a usar a palavra 'Alá' em seu semanário. Tal uso, se for permitido, irá inevitavelmente causar confusão dentro da comunidade".

O reverendo Lawrence Andrew, editor do jornal católico, The Herald, disse que planeja entrar com um recurso contra o veredicto desta segunda-feira no Tribunal Federal da Malásia, a instância mais alta da nação.

"Estamos muito desapontados e desanimados", disse ele. "Isso é irreal. É um retrocesso no desenvolvimento do direito em relação à liberdade fundamental de minorias religiosas"