domingo, 15 de dezembro de 2013
Japão e Asean pretendem garantir liberdade de circulação aérea
O Japão e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) decidiram neste sábado garantir a liberdade de circulação, após a criação pela China de uma zona de identificação no Mar da China Oriental.
Durante a reunião de cúpula, Tóquio prometeu 20 bilhões de dólares para a região.
"Concordamos em cooperar para garantir a liberdade de sobrevoo e a segurança da aviação civil", afirma um comunicado assinado pelo primeiro-ministro do Japão e pelos chefes de Estado dos 10 países da Asean.
Os países signatários se comprometeram a respeitar "os princípios universalmente reconhecidos da lei internacional", e em particular "a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", destaca o comunicado, assim como "as normas e práticas recomendadas pela Organização da Aviação Civil Internacional" (OACI).
Apesar de não citar diretamente a China, o governo do Japão espera que a referência seja clara, pois a decisão foi anunciada poucas semanas depois de Pequim ter decretado uma "Zona de Identificação Aérea" (ZAI) sobre o Mar da China Oriental, que inclui áreas do Japão e, sobretudo, as ilhas Senkaku, administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim com o nome Diayou.
A China exige que qualquer aeronave estrangeira que passe por esta região comunique o plano de voo e se identifique a Pequim.
O Japão e vários países criticaram a iniciativa chinesa e sobrevoaram a ZAI sem avisar previamente Pequim, desafiando a exigência chinesa.
Durante a reunião da Asean, o governo japonês tentou criar uma frente comum contra as pretensões regionais da China. Tóquio tentou apoiar-se em quatro países da Asean - Brunei, Malásia, Filipinas e Vietnã -, que também têm divergências territoriais com a China.
Os demais países da Asean - Mianmar, Camboja, Indonésia, Laos, Cingapura e Tailândia - são mais ligados à China, o que dificultou a tarefa dos diplomatas para encontrar um ponto de equilíbrio.
Mas o Japão conseguiu incluir nas conclusões do comunicado um apoio a sua política "ativa de contribuição à paz".
"O primeiro-ministro (japonês) Shinzo Abe elaborou sua política de segurança com o objetivo de contribuir ainda mais para a paz e à estabilidade da região", afirma o comunicado.
A China acusa muitas vezes o conservador Abe de querer rearmar seu país.
Por razões estratégicas e econômicas, Abe cortejou os países da Asean com a promessa de 20 bilhões de dólares em doações e empréstimos distribuídos por cinco anos.
Japão promete apoiar desenvolvimento no Sudeste Asiático
O Japão se comprometeu a aumentar em 600 bilhões de ienes a assistência oficial ao desenvolvimento
“O desenvolvimento na região do Mekong e a redução das disparidades entre as 10 economias membros da ASEAN são as questões mais importantes para a criação da comunidade econômica em 2015″, disse Abe durante uma reunião em Tóquio com dirigentes do Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia e Vietnã.
“O Japão vai continuar contribuindo para o desenvolvimento da região do Mekong”, garantiu o premiê japonês.
Abe e os cinco líderes reafirmaram o compromisso de fortalecer a cooperação para 2015, segundo o vice-chefe de Gabinete, Katsunobu Kato.
O Japão se comprometeu a aumentar em 600 bilhões de ienes a assistência oficial ao desenvolvimento para os cinco países em um período de três anos a partir do ano fiscal 2015.
O investimento empresarial japonês na região do Mekong tem crescido significativamente nos últimos anos, enquanto a China aumentou sua influência lá, fornecendo ajuda financeira substancial.
MANIFESTANTES DA TAILANDIA INVADEM MINISTÉRIOS
Os manifestantes que exigem a demissão do primeiro-ministro tailandês
invadiram hoje dois ministérios e ameaçam ocupar outros edifícios
governamentais, no mais importante movimento de protesto desde a crise
de 2010.
Na
tarde de hoje, centenas de manifestantes entraram no complexo do
ministério das Finanças. "É a última etapa da desobediência civil",
disse perante os seus apoiantes Suthep Thaugsuban, um dos líderes do
Partido Democrata, principal força da oposição, que também franqueou o
complexo.
"Caso os funcionários não interrompam o seu trabalho, tomaremos todos os ministérios amanhã para demonstrar que o sistema Thaksin não tem legitimidade para dirigir o país", acrescentou, numa referência ao antigo primeiro-ministro no exílio, Thaksin Shinawatra, que no entanto permanece no centro da política do reino.
No final do dia, os manifestantes penetraram de seguida no edifício do ministério dos Negócios Estrangeiros, que aparentemente não estava vigiado pelas forças da ordem, após derrubarem o portão. Pediram aos funcionários para abandonarem o local e não regressarem terça-feira, segundo referiu um porta-voz do ministério
Alguns milhares de opositores ao governo de Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin, desfilaram hoje em direção a cerca de dez complexos, incluindo as sedes da polícia e do exército. Os contestatários preparavam-se para permanecer toda a noite nos ministérios e no Monumento da Democracia, um local emblemático do seu movimento, onde há alguns dias foram erguidas tendas de campanha, com distribuição de comida e acesso a casas de banho provisórias.
Ao som da palavra de ordem "Fora Thaksin, o exército está connosco", alguns participantes apelaram a uma intervenção militar num país que já registou 18 golpes de Estado, ou tentativas de golpe, desde o estabelecimento da monarquia constitucional em 1932, incluindo o que derrubou Thaksin em 2006. Num gesto simbólico, os manifestantes ofereceram rosas às forças da ordem.
"Caso os funcionários não interrompam o seu trabalho, tomaremos todos os ministérios amanhã para demonstrar que o sistema Thaksin não tem legitimidade para dirigir o país", acrescentou, numa referência ao antigo primeiro-ministro no exílio, Thaksin Shinawatra, que no entanto permanece no centro da política do reino.
No final do dia, os manifestantes penetraram de seguida no edifício do ministério dos Negócios Estrangeiros, que aparentemente não estava vigiado pelas forças da ordem, após derrubarem o portão. Pediram aos funcionários para abandonarem o local e não regressarem terça-feira, segundo referiu um porta-voz do ministério
Alguns milhares de opositores ao governo de Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin, desfilaram hoje em direção a cerca de dez complexos, incluindo as sedes da polícia e do exército. Os contestatários preparavam-se para permanecer toda a noite nos ministérios e no Monumento da Democracia, um local emblemático do seu movimento, onde há alguns dias foram erguidas tendas de campanha, com distribuição de comida e acesso a casas de banho provisórias.
Ao som da palavra de ordem "Fora Thaksin, o exército está connosco", alguns participantes apelaram a uma intervenção militar num país que já registou 18 golpes de Estado, ou tentativas de golpe, desde o estabelecimento da monarquia constitucional em 1932, incluindo o que derrubou Thaksin em 2006. Num gesto simbólico, os manifestantes ofereceram rosas às forças da ordem.
Sérvios reverenciam autor do atentado que deu origem à Primeira Guerra
Há quase cem anos, os tiros disparados por Gavrilo Princip mataram o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro e foram o estopim da Primeira Guerra Mundial. Até hoje se debate se ele era herói ou terrorista.
A Faculdade de Economia está localizada diante da Estação Central de Belgrado e é um local sempre movimentado. Durante o dia, os estudantes se reúnem em frente ao edifício e batem papo antes de entrar para as aulas. À noite, o movimento continua, mas desta vez no parque adjacente à faculdade.
Logo atrás desse ponto popular da capital da Sérvia estende-se a rua Gavrilo Princip. Ela leva o nome do homem que, em 28 de junho de 1914, assassinou, em Sarajevo, o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Franz Ferdinand, e sua esposa. O atentado foi o estopim da Primeira Guerra Mundial.
Na Sérvia, Princip é reverenciado como um herói, a ponto de haver ruas com o nome dele. Em outros países ele é tido como um terrorista, um assassino, como aquele que deu início à Primeira Guerra Mundial. As vésperas do centenário do atentado, novos livros e peças de teatro são escritos, trazendo à tona um antigo debate: Gavrilo Princip foi um herói ou um terrorista?
Interpretações divergentes
Princip almejava a libertação da Bósnia do domínio austro-húngaro e a criação de um Estado iugoslavo. O seu meio para isso foi um atentado. Para o historiador Holm Sundhausen, a questão, nesse caso, não é se os fins justificam os meios. Para ele, qualificar Princip como herói ou terrorista é um questão de perspectiva.
"O terrorista de uns é o mártir pela liberdade de outros", concorda o historiador Christopher Clark, da Universidade de Cambridge e autor do livro The Sleepwalkers, sobre os acontecimentos que levaram à Primeira Guerra.
Hoje o termo terrorista é usado para se referir àqueles que atacam cidadãos inocentes. "Princip e seus cúmplices não queriam matar civis inocentes nem espalhar o terror. Eles queriam criar um clima de medo entre a elite política da monarquia." Por isso, eles não seriam terroristas pela definição atual.
Já o escritor sérvio Vladimir Kecmsnovi não tem dúvidas. Para ele, os tiros de Sarajevo foram dados em nome da liberdade, o que faz de Princip um herói. "De que outro modo posso chamar um homem que se sacrificou dessa maneira?", argumenta.
Na organização Jovem Bósnia, da qual Princip fazia parte, sempre se defendeu que ele assassinou um tirano. Mas, para Sundhausen, o príncipe Franz Ferdinand não era um tirano nem tinha a ambição de promover guerras. "Ele era um monarca que defendia reformas", observa.
A dramaturga Biljana Srbljanovi prefere não usar termos como herói ou assassino para se referir a Princip. "Princip era, acima de tudo, um revolucionário que defendia a libertação de seu país", argumenta a autora da peça Princip (esta sepultura é pequena demais para mim), que estreou recentemente no teatro Schauspielhaus em Viena, na Áustria. "Os tiros de Sarajevo foram um ato revolucionário mas, infelizmente, violento", defende.
Ela vê Princip também como vítima de uma sociedade secreta sérvia chamada Mão Negra, que perseguia objetivos nacionalistas e teria o manipulado para seus fins. "Princip não estava ciente de que seus ideais justos eram manipulados por essa organização", diz a autora.
A culpa sérvia
Após o atentado, a história tomou o seu rumo: o conselho austro-húngaro de ministros decidiu dar um ultimato inaceitável à Sérvia e, no caso presumível deste não ser cumprido, dar início a uma ação militar. Apenas 37 dias mais tarde, veio a guerra. O imperador alemão Guilherme 2º declarou apoio militar a Viena em caso de ataque à Sérvia.
Poucos dias mais tarde, Rússia, França e Reino Unido entraram na guerra. Para Clark, as grandes potências calcularam os riscos e os eventuais ganhos. Ao final, todas optaram pela guerra. Por isso, o atentado de Sarajevo é frequentemente citado como o estopim, mas não como o motivo para a Primeira Guerra Mundial. "Seria ridículo e absurdo responsabilizar a Sérvia pela deflagração da guerra", afirma Clark.
Mas, em The Sleepwalkers, ele afirma também que o assassinato em Sarajevo foi mais do que apenas um pretexto para o início do conflito. Segundo ele, antes do atentado, os defensores da paz superavam os que eram a favor da guerra em Viena. Após o assassinato, a tendência na política austríaca mudou significativamente, já que o maior defensor da paz não podia mais se pronunciar por estar morto.
Mas, para o escritor sérvio Kecmsnovi, análises como essa são apenas revisionismo histórico. Ele defende que os historiadores ocidentais tentam relativizar a "culpa germânica" ao jogar a responsabilidade em Princip.
"Durante a Guerra Fria, a Alemanha e a Áustria se posicionaram como aliadas dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido. Até hoje esses países tentam atenuar suas contradições e inimizades históricas", analisa o escritor. Desse modo, seria fácil culpar um país como a Sérvia, vilipendiado pela guerra da Iugoslávia em 1990.
Sempre que a "culpa sérvia" é discutida, a dramaturga Srbljanovi repete sua afirmação de que Gavrilo Princip não se considerava sérvio. Por causa dessa declaração, um jornal sensacionalista de Belgrado a acusou de estar tentando roubar o "herói da Sérvia". Ela se defende dizendo que Princip era um iugoslavo convicto. "Eu não quero roubar o herói de ninguém."
Líder da oposição tailandesa falou à nação
Em Bangkok, o líder dos manifestantes oposicionistas, Suthep Thaugsuban, proferiu uma mensagem à nação. Sua intervenção foi transmitida em direto por 5 telecanais nacionais.
"Derrubaremos o governo capitalista da família
Shinawatra. Em seu lugar, formaremos um governo verdadeiramente
democrático consagrado pela proteção da monarquia", declarou Thaugsuban.
Governo tailandês propõe eleições e dissolve Parlamento
O líder do movimento opositor, Suthep Thaugsuban, pediu a seus partidários que "prossigam com o combate", apesar do anúncio da primeira-ministra.
"Meus partidários querem mais que a dissolução", declarou Thaugsuban, que está em posição de força depois que 140.000 pessoas saíram às ruas nesta segunda-feira em Bangcoc para exigir a renúncia do governo.
A primeira-ministra Yingluck Shinawatra pediu eleições legislativas "o mais rápido possível", depois de anunciar a dissolução do Parlamento.
"Com base em consultas com diferentes partes, submeti a dissolução do Parlamento à aprovação do rei", afirmou em um discurso exibido na TV.
No domingo, o principal partido da oposição (Democrata) na Tailândia anunciou que todos os seus deputados vão renunciar, o que agrava ainda mais a crise política que afeta o país há várias semanas.
"O governo está disposto a dissolver o Parlamento, se a oposição assim desejar", disse a primeira-ministra em declarações transmitidas pela televisão, indicando que as eleições devem acontecer em um prazo de 60 dias.
Se, mesmo assim, "os manifestantes ou um importante partido político não quiser participar ou não aceitar os resultados das eleições, só vai prolongar o conflito", acrescentou.
Os líderes opositores já afirmaram que não vão se conformar com a convocação de eleições, o que causou um bloqueio político que gera riscos de confrontos violentos entre manifestantes e policiais, como já ocorreu na semana passada.
Os 140.000 manifestantes desta segunda-feira caminharam por várias ruas da capital até a região dos principais edifícios do governo.
"Não queremos mais política. Não queremos mais eleições. Apenas os manifestantes podem escolher o próximo governo. Nós elegemos, depois o rei o nomeia", declarou um manifestante que pediu anonimato.
A situação permanece muito tensa após vários dias de confrontos na semana passada, quando a polícia usou gás lacrimogêneo, jatos de água e balas de borracha contra manifestantes, que responderam com pedras.
Manifestantes e policiais respeitaram uma trégua temporária a partir de quarta-feira, com exceção de uma ala radical, por ocasião do aniversário do rei Bhumibol na quinta-feira.
Os manifestantes também querem o fim do que chamam e "sistema Thaksin", pelo nome do irmão de Yingluck, ex-primeiro-ministro derrubado por um golpe de Estado em 2006 e que, apesar de seu exílio, permanece no centro da política do reino.
A oposição conseguiu reunir 180.000 pessoas no auge das manifestações contra Shinawatra, acusada de ser uma marionete de seu irmão.
Um projeto de lei de anistia que foi elaborado na medida para Thaksin, segundo a oposição, provocou os protestos. O ex-premiê se exilou para escapar de uma condenação por desvio de recursos públicos.
Em 2010, cerca de 100.000 "camisas vermelhas" partidários de Thaksin ocuparam o centro de Bangcoc para exigir a renúncia do governo na época, em um protesto que foi violentamente reprimido pelo Exército.
A crise, que deixou cerca de 90 mortos e 1.900 feridos, criou profundas divisões na sociedade entre as massas rurais e urbanas desfavorecidas do norte e do nordeste, fiéis a Thaksin, e as elites da capital que gravitam em torno do palácio real, que as veem como uma ameaça à monarquia.
Manifestantes invadem quartel-general do exército tailandês
Os protestos contra o Governo tailandês continuaram nesta sexta-feira, com a invasão do quartel-general do exército, em Banguecoque, mesmo depois de o executivo ter sobrevivido a uma moção de censura. Depois de seis dias de manifestações, a primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, reafirmou que não vai marcar eleições antecipadas.
Cerca de mil pessoas, de
acordo com a AFP, invadiram as instalações do quartel-general do
exército, na capital tailandesa. Os manifestantes atravessaram os
portões e permaneceram no relvado enquanto escutavam discursos dos
líderes do protesto, de forma pacífica e ordeira, segundo os relatos da
correspondente da BBC no local. “Queremos saber de que lado está o
exército”, diziam alguns dos manifestantes, citados pela Reuters. Ao fim
de duas horas, a multidão abandonou o recinto, sob o olhar atento dos
militares.
O derrube de governos pelo exército não é uma novidade
na Tailândia. Desde o estabelecimento da monarquia constitucional, em
1932, o país passou por 18 golpes militares ou tentativas, incluindo o
mais recente, em 2006, quando o Governo do então primeiro-ministro
Thaksin Shinawatra foi derrubado pelo exército. No entanto, um alto
dirigente do ministério da Defesa assegurou que os militares não vão
participar em qualquer levantamento desse tipo. “Não há qualquer
movimento de tropas ligado à situação actual”, garantiu o general Niphat
Thonglek, citado pela AFP.Ao mesmo tempo, centenas de pessoas concentraram-se em frente à sede nacional do partido governamental, Puea Thai. “Vamos enviar duas companhias de polícia [cerca de 300 agentes] para a sede do partido Puea Thai depois de nos terem pedido protecção”, explicou à AFP o vice-chefe nacional da polícia, Worapong Siewpreecha.
Oposição pede demissão
Estas são as acções mais recentes por parte da crescente oposição ao Governo liderado por Shinawatra, numa semana em que milhares de manifestantes têm ocupado vários edifícios governamentais. O objectivo dos protestos é levar à demissão da primeira-ministra, que dizem ser manipulada pelo irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, exilado desde 2006.
Por trás da tensão desta semana está uma lei de amnistia que a oposição diz ter sido elaborada propositadamente para permitir o regresso do irmão da primeira-ministra. O senado tailandês chumbou o diploma, mas os protestos continuaram.
Na quinta-feira, Yingluck Shinawatra apelou ao fim dos protestos, depois de o seu Governo ter ultrapassado uma moção de censura apresentada pelo Partido Democrata, na oposição. “O Governo não quer entrar em nenhuns jogos políticos porque acreditamos que isso vai deteriorar a economia”, afirmou Shinawatra, afastando o cenário de eleições antecipadas.
O líder dos manifestantes, Suthep Thaugsuban, que é também dirigente do Partido Democrata, rejeita qualquer recuo nos protestos. “Não os vamos deixar trabalhar mais”, garantiu, citado pela BBC.
Aguarda-se uma acalmia da instabilidade popular à medida que se aproxima o aniversário do rei Bhumibol, a 5 de Dezembro, uma data muito respeitada pelos tailandeses. No domingo, cerca de 100 mil apoiantes da oposição desfilaram pelas ruas de Banguecoque, um número que se tem vindo a reduzir nas últimas acções, de acordo com a BBC.
Apesar de não terem ainda sido registados episódios de violência, os protestos dos últimos dias são os mais significativos desde as manifestações de 2010, promovidas pela Frente Nacional Unida de Democracia contra a Ditadura, que resultaram em mais de 90 mortos e levaram à demissão do Governo do Partido Democrata. Na sequência da queda do Governo, o Puea Thai, de Yingluck Shinawatra, subiu ao poder, onde permanece até hoje.
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