quarta-feira, 19 de março de 2014

Contas e patrimônio de 20 ucranianos não poderão ser movimentados na Suíça, Áustria e principado de Liechtenstein

 

Suíça, Áustria e o principado de Liechtenstein decidiram, nesta sexta-feira (28), congelar os bens e as contas de 20 ucranianos, incluindo o presidente deposto Viktor Yanukovych e seu filho, depois que o novo governo da Ucrânia anunciou que quantias bilionárias desapareceram do Tesouro do país.

 
Documentos com números das contas pessoais do ex-líder da Ucrânia foram encontrados em rio

 
Os três países europeus não revelaram qual é o valor congelado. A União Europeia já havia definido medidas semelhantes na semana passada, mas ainda não as executou. Na última quinta-feira (27), o novo primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatsenyuk, acusou Yanukovych de ter limpado os cofres públicos, e disse que créditos de 37 bilhões de dólares desapareceram. Nos últimos três anos, 70 bilhões de dólares haviam desaparecido de contas no exterior, acrescentou.
O governo suíço determinou o congelamento dos bens de 20 ucranianos, incluindo o ex-presidente e seu filho Oleksander, segundo a Finma, órgão de fiscalização do mercado financeiro suíço. As autoridades disseram que o congelamento entraria em vigor ao meio-dia de sexta-feira. Promotores de Genebra anunciaram a abertura de uma investigação contra Yanukovych e seu filho por suspeita de lavagem de dinheiro.
Em nota, eles disseram que o promotor Yves Bertossa e policiais realizaram buscas numa empresa pertencente a Oleksander, na manhã de quinta-feira, apreendendo alguns documentos.
A Áustria disse que vai congelar contas bancárias de 18 ucranianos como medida preventiva, até que as sanções da União Europeia entrem em vigor. A chancelaria do país disse que a decisão foi tomada a pedido de Kiev.

Manifestantes cercam sede do governo na Tailândia

 
Milhares de manifestantes, que exigem há vários meses a renúncia da primeira-ministra tailandesa Yingluck Shinawatra, cercavam nesta segunda-feira (17) a sede do governo, apesar de uma recente operação policial para desalojar a região.

"Yingluck não terá nenhuma possibilidade de voltar a trabalhar na Casa de Governo", afirmou Suthep Thaugsuban, líder do movimento, objeto de uma ordem de prisão por insurreição. "Não permitiremos que o governo retorne a suas funções", completou.

Os manifestantes começaram a construir um muro de cimento diante das grades do complexo governamental, onde Yingluck e seus ministros não conseguem reunir-se há dois meses. A manifestação também inclui agricultores e produtores rurais, que reclamam da alta do preço do arroz e das dificuldades econômicas no país.

Na sexta-feira (14), centenas de policiais desalojaram a área ao redor da Casa de Governo. Mas depois da intervenção, que aconteceu sem confrontos ou detenções, os militantes retornaram para reconstruir suas barricadas de pneus e sacos de areia.


Crises políticas

Os manifestantes - que registraram uma queda considerável no número de integrantes nas últimas semanas - exigem há três meses a saída de Yingluck e o fim da influência de seu irmão Thaksin, ex-premiê destituído por um golpe de Estado em 2006 e acusado de dirigir o país do exílio.

Desde o golpe de Estado de 2006, a Tailândia é cenário de reiteradas crises políticas, com manifestações sucessivas de partidários e inimigos de Thaksin.

As massas rurais e urbanas desfavorecidas do norte e nordeste são leais a Thaksin, enquanto as elites de Bangcoc o consideram uma ameaça para a monarquia.

As eleições legislativas antecipadas de 2 de fevereiro não conseguiram tirar o país da crise.

Os manifestantes, que desejam a substituição do governo por um "conselho do povo" não eleito, perturbaram as eleições, ainda sem resultados anunciados, à espera de outras duas novas jornadas de votação previstas para abril.

ONGs pedem que GP do Bahrein de F1 seja cancelado


 


Eles pedem o cancelamento, pois o governo local «usa o desporte como pretexto para aumentar a repressão sistemática que pratica contra manifestantes, jornalistas e defensores dos direitos humanos».
O pedido foi enviado no dia 14 de Janeiro e foi endereçado ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt. Eles ainda não receberam nenhuma resposta oficial da entidade. 

Segundo o presidente da Bahrain Center, Nabeel Rajab, «actualmente no Bahrein existem três mil prisioneiros políticos e a FIA tem uma responsabilidade ética de salvaguardar a imagem da F1». A nota reforça também que a entidade já cancelou uma etapa da competição no país em 2011 e que em 2012, ao realizar a corrida, um manifestante foi morto pela polícia. 

Eles ainda acusam o governo de fazer ameaças à liberdade de imprensa ou ainda expulsa jornalistas, destacando os jornalistas britânicos que foram expulsos em 2012 e 2013.
A monarquia sunita que governa o Bahrein representa a minoria do país, composto por mais pessoas chiitas. Além da Bahrein Center, assinaram a nota mais seis ONGs que lutam pelos direitos humanos e pela democracia no país.

Ataque a bomba deixa três policiais mortos no Bahrein

 


Autoridades do Bahrein informaram que um ataque a bomba matou três policiais na capital Manama. O ministro do interior disse, em sua conta oficial no Twiiter, que os policiais foram mortos na segunda-feira, enquanto confrontavam manifestantes em um funeral de um jovem, que faleceu na semana passada.
Em três anos de revolta no Bahrein, um movimento de oposição xiita demanda por mais direitos políticos da monarquia sunita. Algumas facções radicais têm usado bombas em ataques contra as forças do governo. Os principais grupos de oposição condenaram o ataque da segunda-feira, dizendo que são contra todos os tipos de violência. Fonte: Associated Press.

Rei maori da Nova Zelândia se recusa a receber príncipe William

 

 

 
O rei maori, o povo nativo da Nova Zelândia, se recusou a receber o príncipe William durante sua visita em abril ao país por considerar que o tempo previsto para a recepção é insuficiente para as necessidades de protocolo, informou nesta terça-feira (4) a imprensa local.

O duque de Cambridge tinha previsto se reunir por 90 minutos com o rei Tuheitia em Turangawaewae, na Ilha do Norte, durante a viagem que o herdeiro ao trono britânico realizará no país da Oceania entre os dias 7 e 16 de abril com sua esposa Kate e seu filho, o príncipe George.

O primeiro-ministro neozelandês, John Key, lamentou a decisão da realeza maori. "Era muito mais tempo do que (William) terá em qualquer outro compromisso, mas o povo do rei Tuheitia considerou que não era suficiente e decidiu que não o receberá", disse Key em declarações divulgadas pelo jornal "New Zealand Herald".

"É uma questão sua (do povo maori) decidir o que querem, mas no final (o príncipe William) tem uma agenda muito apertada. Acreditava que (90 minutos) era bastante generoso", acrescentou Key.

A monarquia maori foi estabelecida em 1858 por várias tribos da Ilha do Norte com o objetivo de fortalecer sua unidade diante da perda de terras frente aos colonos europeus e escolher um representante que estivesse em plano de igualdade para negociar com a rainha Victoria.

O cargo não tem nenhum papel constitucional nem poderes legais na Nova Zelândia, mas seu caráter cerimonial tem uma importância simbólica reconhecida por várias tribos maori.

Tuheitia foi proclamado rei em 2006 e é o sétimo monarca da comunidade nativa neozelandesa.

Depois da Nova Zelândia, o casal real irá para a Austrália, onde fará uma visita entre os dias 16 e 25 de abril.

Esta será a primeira aparição no exterior do príncipe George, de 8 meses, que viajará junto com seu pai depois de receber a permissão da rainha Elisabeth II, devido às normas de protocolo que impedem que dois herdeiros da coroa viajem no mesmo avião.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Papa recebe 20 mil casais no Dia de São Valentim


Vinte mil casais se reuniram nesta sexta-feira na Praça de São Pedro, convidados pelo Papa Francisco para celebrar seu compromisso no casamento, por ocasião do Dia de São Valentim (Dia dos Namorados).
O Conselho Pontifício para a Família, que propôs esta iniciativa inédita ao Papa, chamada de "A alegria do sim para sempre", surpreendeu a todos pela participação em massa: mais de 20.000 casais de 25 países - ainda que majoritariamente da Itália - presentes numa sexta-feira.
Após a realização de uma missa e o testemunho de alguns casais, o Papa deve juntar-se à multidão.
Os inscritos são casais que seguem a preparação para o matrimônio católico. Cada casal recebeu uma pequena almofada de seda branca em que foram impressas os símbolos do Vaticano e a assinatura de Francisco.
Em meio à multidão, alguns casais afirmaram viver juntos há certo tempo, mas que encorajados pela mensagem do Papa Francisco decidiram formalizar o compromisso do casamento. Outros vieram por acaso.
Esta celebração para o Vaticano do Dia dos Namorados, uma festa laica, mesmo que se refira a um bispo e mártir do século III, foi amplamente discutida.
"O sucesso da iniciativa mostra que há uma juventude que vai contra a corrente e que deseja que o seu amor dure para sempre, mesmo que o mundo moderno não acredite na duração dos relacionamentos", declarou o presidente do Conselho Pontifício, o italiano Vincenzo Paglia, ao dar as boas vindas à multidão.
A presença em massa dos casais reflete a mensagem enviada pelo Papa Francisco aos dois milhões de católicos reunidos durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro, em julho: "Há quem diga que o casamento está ultrapassado (...) Que não vale a pena se comprometer por toda uma vida. Eu peço a vocês que sejam revolucionários, que sigam contra a corrente: sim, nós nos rebelamos contra a cultura do temporário!"
Oposto ao casamento gay, o Papa argentino se concentra no casal e na família tradicionais, fundamentos segundo ele da promoção do Homem e da estabilidade social.
Neste sentido, o Papa organiza um consistório e dois sínodos no espaço de pouco mais de um ano.
Na Antiguidade, os romanos comemoravam com pompa a Lupercalia, um festival pagão dedicado ao grande amor e à fertilidade. Para contrariar esta celebração, às vezes debochadas, o Papa Gelásio I decidiu em 495 marcar mais solenemente o São Valentim.
Uma mistura entre diferentes lendas da Idade Média fez, então, de Valentim o santo padroeiro dos namorados.

Papa Francisco torna-se "'pivô" de conflito político na Argentina



 

 
O papa Francisco tornou-se involuntariamente pivô de um novo conflito político no governo de Cristina Kirchner. Um suposto convite do papa a alguns ministros, empresários e sindicalistas para uma reunião no dia 19, no Vaticano, divulgado pelos jornais La Nación e Perfil ontem, foi interpretado como uma intenção do papa de promover um diálogo para ajudar a baixar os níveis de tensão social em meio à disparada da inflação e ao início de negociações de dissídios coletivos na Argentina.

O chefe de Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich, afirmou que o governo está preocupado pela "manipulação jornalística com o papa", já que outro veículo de imprensa local desmentiu a natureza do encontro.

Segundo relatou a jornalista Alicia Barrios, do jornal Crónica, o papa a chamou para cumprimentá-la pelo seu aniversário, ontem, e desmentiu que tenha reunião agendada com o ministro do Trabalho, Carlos Tomada, o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Héctor Méndez, o vice-presidente, Daniel Funes de Rioja, e o secretário-geral do sindicato da Construção (Uocra), Gerardo Martínez.

"Aqui vem José María Del Corral (presidente do Conselho Geral de Educação da Arquidiocese de Buenos Aires), com Ricardo Pignatelli (líder dos metalúrgicos do sindicado Smata) e é uma reunião sobre educação. Não tenho agendada reunião de nenhum outro tipo", teria dito o papa à jornalista. Ela também disse que o papa não demonstrou preocupação com o último discurso da presidente Cristina Kirchner, há uma semana, no qual atacou sindicalistas, empresários, economistas, opositores e quem compra dólares.

O chefe de Gabinete comentou, nesta manhã, que o "desmentido do papa aumenta a falta de crédito de alguns meios de comunicação", que "usam falsamente a figura do papa para manipulação midiática".

O vice-presidente da UIA, José Urtebey, disse à imprensa que "não há clima social para que o papa seja um intermediador". Em seus tempos de arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, o papa Francisco, mantinha reuniões com políticos, sindicalistas e empresários e era considerado pela presidente e seu ex-marido, o falecido Néstor Kirchner, um dos inimigos políticos do governo.