segunda-feira, 14 de abril de 2014

Espanha: Manifestações em Barcelona e Madrid

 

 
Em Espanha milhares de pessoas convergiram este sábado para o centro de Barcelona.
Sob o “slogan” “Desobediência 2014” os manifestantes protestaram contra os cortes e a reforma das leis de segurança pública, do aborto e do código penal que o governo conservador de Mariano Rajoy tem em curso.
Embora pacífica, a manifestação terminou com confrontos entre radicais e unidades da polícia.
Em Madrid algumas centenas de manifestantes exigiram o fim da monarquia num protesto pacífico que terminou sem incidentes.
 

Arábia Saudita proíbe mulheres de trabalhar como caixas e garçonetes em restaurantes

 


Na Arábia Saudita está vigente uma estrita interpretação da lei islâmica (sharia), que impõe a segregação dos sexos em espaços públicos  
O Ministério do Trabalho da Arábia Saudita proibiu as mulheres de trabalharem como garçonetes e caixas nos restaurantes, mas vai continuar permitindo que trabalhem nas cozinhas, informou nesta terça-feira (25) o jornal árabe internacional "Al-Hayat".
Uma fonte do Ministério, citada pelo jornal, explicou que esta medida afeta só as trabalhadoras dos restaurantes, por isso não está proibido o emprego de caixas em outros lugares como lavanderias e outros tipos de estabelecimentos.
O governo saudita emitiu no ano passado uma resolução que dava permissão para as mulheres sauditas para trabalharem como caixas, sempre que estejam separadas dos homens. No mês de maio, seis mulheres começaram a trabalhar nas caixas registradoras de um conhecido centro comercial de Riad e se transformaram nas primeiras a exercer este tipo de emprego na capital do reino. Em outras cidades como Jeddah e Dammam, também há mulheres contratadas como caixas, mas somente em shoppings.
 

Na Arábia Saudita está vigente uma estrita interpretação da lei islâmica (sharia), que impõe a segregação dos sexos em espaços públicos. As mulheres não podem dirigir nem viajar para fora do país sem um homem da família, entre outras restrições

Arábia Saudita declara em nova lei que ateus são terroristas e reprime políticos dissidentes

 


O país é regido pelo rei Abdullah  
A Arábia Saudita divulgou uma série de novas leis nesta terça-feira (1) que definem ateus como terroristas.
Com os decretos reais, que são peças fundamentais da legislação para lidar com o terrorismo em geral, o rei saudita Abdullah apertou o cerco contra todas as formas de dissidência política e protestos que poderiam prejudicar a ordem pública.
As novas leis têm sido largamente utilizadas para combater o crescente número de sauditas que viajam para tomar parte na guerra civil na Síria. O governo diz que eles voltam com novas ideias sobre a derrubada da monarquia.
A ONG de direitos humanos Human Rights Watch informou que o rei Abdullah emitiu o decreto real 44, que criminaliza todos os que participam de hostilidades fora do reino. Para os que não acatarem a ordem, a pena de prisão pode ser de três a 20 anos.

Segundo o The Independent, o artigo também define como terrorismo qualquer pensamento ateu ou que coloque em dúvida os fundamentos da religião islâmica.
No entanto, em março novas regras foram emitidas pelo Ministério do Interior saudita, identificando uma ampla lista de grupos que o governo considera como organizações terroristas, incluindo a Irmandade Muçulmana.
Joe Stork, vice-diretor da Human Rights Watch no Oriente Médio e no norte da África disse que as autoridades sauditas nunca toleraram críticas.
— Essas leis transformam qualquer expressão crítica ou associação independente em crime de terrorismo. Elas acabam com qualquer esperança de que o rei Abdullah abra espaço para a dissidência pacífica ou grupos independentes.
A Human Rights Watch disse também que as novas leis vão contra as campanhas da ONG a favor da proteção e liberação de muitos ativistas defensores dos direitos humanos que estão presos no país.   A organização disse que as mudanças já são usadas por juízes e promotores para processar e condenar ativistas independentes e dissidentes.

Francisco é o quinto papa com que Rainha Elisabeth se encontra

 

 

Em sua rápida visita ao Vaticano, nesta quinta-feira (3), a Rainha Elisabeth II recebeu do Papa Francisco uma esfera em lápis-lazúli com uma cruz de prata para seu neto, a "alteza real o príncipe George de Cambridge", filho de Kate e do príncipe William. A informação foi revelada pelo Vaticano nesta quinta-feira (3), logo após a chegada da monarca britânica à sede da Igreja Católica.

O papa recebeu no início da tarde, por volta das 14h30, no horário local, a Rainha Elisabeth II e seu marido Philip. Na troca de presentes, o sumo pontífice recebeu uma cesta com produtos hortícolas das propriedades da monarquia britânica. É a primeira vez que a Rainha Elisabeth, chefe suprema da Igreja Anglicana, se encontra com o papa argentino, muito popular no Reino Unido.
Centenas de pessoas acompanharam com gritos de "viva a rainha", em diversas línguas, a passagem da comitiva real pela Via della Conciliazione, que leva até à praça de São Pedro. A Rainha Elisabeth II, de 87 anos, e seu marido Philip, de 92, fazem uma visita de apenas algumas horas a Roma. Depois da chegada ao aeroporto de Roma-Ciampino, a monarca foi recebida no Palácio Quirinale pelo presidente italiano, Giorgio Napolitano.
Encontro em sala simples
O encontro com o papa foi agendado para acontecer em uma sala ao lado da grande sala Paulo VI, sem a ostentação da decoração em ouro do palácio pontifício. A vontade dos dois líderes era de que "o encontro fosse algo informal e familiar", destacou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi. A sala foi escolhida pelo "aspecto direto", explicou Lombardi alegando a facilidade de acesso.
O encontro entre o papa e a rainha deve ser breve, apesar de diversos assuntos que dividem católicos e anglicanos. A Igreja Anglicana, que tem mais de 80 milhões de fiéis em 165 países, se separou de Roma depois do divórcio do rei Henry VIII no século 16. Ela é dirigida pelo arcebispo de Canterbury, Justin Welby, mas a rainha é a "líder suprema", mesmo sem ter nenhum poder sobre a estrutura religiosa.
Divergências entre as duas Igrejas
A tensão entre as duas Igrejas cresceu depois de 2009, quando muitos padres anglicanos passaram para o lado católico. Eles deixaram o anglicanismo em meio a críticas de que a Igreja tinha se tornado liberal demais em temas como casamento e homossexualidade. A ordenação de mulheres para o sacerdócio também é um assunto de divergência entre católicos e anglicanos. A Santa Sé é contra essa opção.
A entrada em vigor do casamento gay na Inglaterra também se tornou um assunto delicado nas relações entre o Vaticano e Londres. A Igreja Católica se opôs ao projeto de lei do governo conservador de David Cameron.
Ilhas Malvinas
Outro assunto polêmico que fica de fora do encontro é a questão das Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos ingleses. O papa argentino já se referiu no passado ao território como "nossas" ilhas. O embaixador britânico na Santa Sé indicou, antes da reunião, que o Vaticano manterá sua postura tradicional de neutralidade no assunto.
O Papa Francisco é o quinto pontífice com quem a Rainha Elisabeth II se reúne. No seu longo reinado, ela já foi duas vezes ao Vaticano, onde se encontrou com João XXIII, em 1961, e com João Paulo II, em 2000. Ainda como princesa, um ano antes de suceder seu pai George VI, ela tinha se encontrado com o Papa Pio XII, em 1951. Quando Bento 16 visitou a Escócia, em 2010, ele foi recebido pela Rainha Elisabeth II no palácio real de Holyroodhouse.

Morre Adolfo Suárez, 1º premier da Espanha pós-Franco

 
Adolfo Suárez, primeiro primeiro-ministro da Espanha eleito democraticamente depois dos 40 anos da ditadura comandada pelo general Francisco Franco, morreu neste domingo aos 81 anos. Segundo o porta-voz da família, Fermín Urbiola, Suárez morreu no Centro Clínico de Madri; ele sofria do mal de Alzheimer e estava em tratamento havia dez anos.
A médica Isabel de la Azuela disse que a causa da morte foi "doença obstrutiva pulmonar crônica, agravada pelo quadro do mal de Alzheimer". Suárez havia sido hospitalizado na segunda-feira, com pneumonia.
Em discurso pela televisão, o rei Juan Carlos manifestou gratidão a Suárez "por sua lealdade à coroa". "Suárez foi um estadista que colocou o todo da nação espanhola adiante de seus interesses pessoais e partidários", disse o rei.
O primeiro-ministro Mariano Rajoy afirmou que "um dos grandes homens de nossa era nos deixou" e declarou um período de luto oficial de três dias.
Nos últimos anos da ditadura do general Franco, Suárez era o presidente do Movimento Nacional, o único partido permitido pelo regime, e também diretor-geral da rede estatal de televisão TVE. Em 1976, um ano depois da morte de Franco e da restauração da monarquia, ele foi escolhido pelo rei Juan Carlos para liderar a Espanha na consolidação de uma monarquia parlamentar. A Constituição em vigor até hoje foi aprovada em 1978.
Durante seu governo, Suárez antagonizou os militares e a conservadora Igreja Católica espanhola ao legalizar os partidos políticos e os sindicatos e a propor anistia para crimes políticos.
Um dos eventos mais dramáticos de sua carreira aconteceu em 1981, um mês depois de Suárez renunciar à liderança de seu partido e à chefia do governo. Oficiais da Guarda Civil e do Exército invadiram a sede do Parlamento espanhol numa tentativa de restaurar a ditadura. Suárez foi um dos poucos deputados a não se esconder debaixo das cadeiras quando os golpistas dispararam suas armas para o alto. A tentativa de golpe fracassou.
Depois de fracassar na tentativa de formar um partido centrista, Suárez aposentou-se da política em 1991. Em 2005, seu filho Adolfo revelou que ele sofria do mal de Alzheimer.

PAISES QUE INTERROMPERAM A YOUTUBE ENTRE ELES A TAILÂNDIA

Durante essa semana, as autoridades da Turquia bloquearam sites na internet. Depois da rede social Twitter, na quinta-feira o governo bloqueou o YouTube. O país, no entanto, não foi o único a ter a plataforma de vídeos bloqueada. Países ocidentais (como Brasil e Alemanha) já passaram por episódios parecidos. Outras menos livres, como Coreia do Norte e China também.

Brasil
O YouTube foi bloqueado por pouco tempo no Brasil. O serviço foi deixado fora do ar depois que a apresentadora Daniella Cicarelli e o então namorado Renato Malzoni Filho entraram na justiça pedindo que um vídeo no qual apareciam fazendo sexo fosse tirado do ar.
O bloqueio de todo o YouTube foi a maneira encontrada pela justiça para tirar o vídeo de Cicarelli do ar. O site ficou fora do ar no Brasil

Turquia
A Turquia já havia passado por um bloqueio anteriormente. De 2007 a 2010, o acesso ao YouTube foi bloqueado diversas vezes no país. Um dos motivos foi um vídeo insultando o líder Mustafa Kemal Atatürk, considerado o fundador do Estado moderno turco (sua face está impressa na bandeira na foto).
Agora, às vésperas de uma eleição no país, o governo obrigou que o serviço fosse bloqueado

Alemanha
O bloqueio de vídeos na Alemanha vem desde 2009. A causa é uma briga entre o YouTube e uma organização nacional de direitos autorais. Ela acusa o YouTube de ser culpado no caso de não tirar do ar vídeos que usam músicas como fundo sem pagar os direitos autorais.
Com isso, diversos vídeos são bloqueados no país. De acordo com uma pesquisa do site MyVideos, 61% dos 1.000 vídeos mais

Egito
No ano passado, uma corte do Egito ordenou o bloqueio do YouTube no país por 30 dias. A corte culpou o serviço por divulgar um vídeo de um filme chamado “A Inocência dos Muçulamanos”. Ele mostrava Maomé como um homem mulherengo. Somente representar o profeta já é uma ofensa para os muçulmanos. O vídeo havia sido publicado no YouTube em 2012.

Líbia
Em 2010, o YouTube foi banido da Líbia por ter vídeos contra o governo. Na rede também estavam outros mostrando Kaddafi e sua família em festas luxuosas. Com a queda do ditador, em 2011, a rede voltou a funcionar normalmente no país.

Tailândia
O governo da Tailândia bloqueou o YouTube no país usando a lei de “crimes contra monarquia”. A lei é usada pelo governo para preservar a imagem da monarquia no país (na foto, o rei Bhumibol Adulyadej). Um vídeo de 44 segundos com uma foto de um membro da monarquia desfigurado estava na rede, que foi bloqueada. Por conta disso, a rede ficou inacessível por cinco meses em 2007.

Turcomenistão
O Turcomenistão bloqueou o acesso ao YouTube em 2009. O governo não forneceu nenhuma explicação oficial sobre a ação. Ao mesmo tempo, outros sites, como o serviço LiveJournal, também entraram na lista negra do país.

China
O acesso ao YouTube na China é proibido. O início do bloqueio foi em 2009. Até hoje não é permitido que cidadãos usem a rede. Qualquer outra plataforma de vídeos é regida por regras rígidas. Todo o material de vídeo que os usuários sobem para a internet deve ser analisado. Segundo o governo, isso é importante para proteger internautas de material vulgar e que vá contra a saúde dos chineses.

Coreia do Norte
O governo da Coreia do Norte proíbe o acesso de seus cidadãos à internet. O que eles podem acessar é uma intranet (rede local) de conteúdo, chamada Kwangmyong. A rede interna da Coreia do Norte passou a funcionar em 2000. Entre os sites que funcionam nela, não existe o YouTube.

Irã
Depois de protestos nas eleições presidenciais de 2009, o YouTube foi bloqueado no Irã. O governo de Mahmoud Ahmadinejad lançou em 2012 uma alternativa nacional, a Mehr (afeição, em farsi). A ideia é que a rede de vídeos promova a cultura iraniana.

Paquistão
Em episódios em 2007 e 2010, o Paquistão bloqueou o acesso ao YouTube. Nas duas ocasiões o bloqueio foi para conter “material de blasfêmia” contra o povo muçulmano. Em 2010, o Facebook também havia sido bloqueado dias antes por um concurso de caricaturas do profeta Maomé.

Indonésia
Em 2008, a Indonésia bloqueou o acesso ao YouTube por conta de um vídeo antiislâmico. Polêmico, ele havia sido publicado por um deputado holandês, Geert Wilders, no qual ele criticava a religião. O bloqueio durou três dias.
 


PRINCIPE GEORGE JÁ TA REPRESENTANDO A COROA INGLESA

O bebê real fez sua primeira visita oficial à Nova Zelândia. No momento do desembarque, o príncipe George apareceu em público ainda que por poucos momentos. Os pais, Kate e William foram recebidos por homens vestidos de guerreiros para mostrar a tradição do país. O mais novo membro da família real inglês é o terceiro nome para suceder a coroa britânica.
A família chegou à Nova Zelândia nesta segunda-feira, dia 7 de abril. George está com oito meses de vida e esbanja saúde e fofura. Ele ficará no país com os pais durante o período de três semanas e deve passar também pela Austrália. Mas, George irá aparecer poucas vezes em público. Isso porque o bebê irá passar quase todo o tempo sob cuidado para evitar os holofotes do público e imprensa.
Quando George crescer será chefe de Estado da Nova Zelândia e também da Austrália. Mas isso se esse países não deixem de ser monarquia constitucional para se tornarem república. Apesar do príncipe William já ter viajado diversas vezes tanto para a Austrália quanto para a Nova Zelândia, é a primeira vez que Kate faz a visita.
A primeira vez que William foi à região era o ano de 1983. Naquela data, o príncipe tinha somente nove meses de vida e estava na companhia dos pais Diana e Charles. A visita mais recente ocorreu a três anos atrás, em 2011. A visita da família real compreende diversos compromissos. Os duques de Cambridge irão a reuniões como obras beneficentes, cerimônias de comemoração e relacionadas à cultura local.
Recentemente, o bebê apareceu ao lado dos pais em uma foto divulgada pela própria realeza. A imagem é de uma das janelas da residência Kensington Palace. A fotografia foi tirada no mês de março e mostra o pequeno George olhando para o cachorro da família, que se chama Lupo.
O garoto nasceu no dia 22 de julho de 2013 e foi acompanhado pela mídia de todo o mundo. Kate não teve uma gravidez muito tranquila, ele sofreu enjoos muito fortes e passou um período internada em uma instituição hospitalar. A gestação foi anunciada antes do esperado por conta dos cuidados médicos