segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sete acusados de roubo são executados na Arábia Saudita

 

Apesar dos pedidos por clemência e da condenação internacional, a Arábia Saudita executou, ontem, sete homens em praça pública.

Eles haviam sido sentenciados à morte em 2009 por crimes de roubo armado cometidos em 2005 e 2006. De acordo com grupos de defesa dos direitos humanos, alguns deles eram menores de 18 anos na ocasião do delito.

Um dos executados afirmou anteriormente às agências de notícias ter 15 anos quando participou do roubo e não ter tido nenhum acesso a um advogado de defesa.

Os relatos a respeito do modo de execução são contraditórios. Há testemunhas que afirmam que os homens foram mortos por um esquadrão de tiro. Outras relatam que os condenados foram decapitados por três homens portando espadas.

A variação de penas foi alvo de ironia na internet, com tuítes dizendo que a monarquia saudita trocou, devido às considerações humanitárias, o esquadrão de tiros pelas espadas dos carrascos.

O Ocidente frequentemente critica a Arábia Saudita pelos julgamentos considerados inadequados segundo padrões internacionais. A monarquia conservadora segue uma interpretação rigorosa da "sharia", lei islâmica.

"Todos foram condenados após julgamentos injustos", afirmaram especialistas da ONU, anteontem. Eric Goldstein, vice-diretor regional do Human Rights Watch, afirmou que as execuções de ontem foram "desumanas".

"A Arábia Saudita tem executado dezenas de pessoas, entre elas trabalhadores imigrantes e mulheres", diz Goldstein em entrevista à Folha. "As acusações vão de roubo à prática de bruxaria."

Os executados de ontem eram vindos da província sulista de Asir, cujo baixo desenvolvimento contrasta com a região central, em que estão localizadas as cidades sagradas de Meca e Medina.

A execução estava a princípio prevista para a semana passada. As autoridades, no entanto, revisavam o caso. Parentes afirmaram na semana passada à agência Reuters que eles foram forçados a confessar outros crimes não solucionados na região.

Uma das confissões teria sido obtida após tortura. A Arábia Saudita, aliado mais próximo dos EUA no golfo Pérsico, nega a prática.

A monarquia saudita havia sido alvo de outra polêmica em janeiro, ao executar uma mulher do Sri Lanka, acusada de matar uma criança sob seus cuidados. Na ocasião, o rei Abdullah afirmou que tinha total confiança no sistema de Justiça do país.

Papa latino-americano pode mudar gestão do Vaticano

 

Após o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio ter sido escolhido pelo conclave como o novo papa, Francisco, nesta quarta-feira (13) especialistas acreditam que o pontífice deve ter uma administração conservadora à frente da Igreja Católica. Segundo eles, seu perfil é de tino administrativo mesclado com uma hábil capacidade de comunicação, além da austeridade jesuíta.
Bergoglio torna-se o primeiro latino-americano a ocupar o cargo máximo na hierarquia da Igreja, o que para teólogos pode trazer ares de renovação no sistema de administração do Vaticano, que passa por duras críticas após os recentes escândalos de lavagem de dinheiro e crimes sexuais.
A escolha do papa Francisco pode dar novos contornos à atual gestão do Vaticano
Atualmente, ocupam cargos de alta patente dentro da estrutura do estado muitos italianos, que atuam na área administrativa. De acordo com o próprio site do Vaticano, o Estado é governado como uma monarquia absoluta, ou seja, o chefe de estado, o papa, possui poderes executivo, legislativo e judicial. Durante o período de sucessão de um papa para outro, estes poderes são exercidos pelo Colégio de Cardeais. Sendo assim, o papa Francisco tem livre influência para nomear para os altos cargos do Vaticano, possibilitando uma renovação do quadro administrativo e político.
O secretário geral Governatoratre da Cidade do Vaticano, Giuseppe Sciacca, foi nomeado para o cargo em setembro de 2011, enquanto o atual presidente da Governatoratre da Cidade do Vaticano, Giuseppe Bertello, assumiu a posição em outubro do mesmo ano. Já o Presidente-emérito, cardeal Giovanni Lajolo, foi Presidente do Governatorato da Cidade do Vaticano de 2006 a 2011, e desde então ocupa o atual cargo.
Dos sete integrantes da Pontifícia Comissão para o Estado do Vaticano, por exemplo, cinco são italianos, um é francês, e outro argentino. Chama atenção o fato de um italiano, o Cardeal Giovanni Battista, ocupar o cargo de Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e não alguém nascido na região.
Apesar disso, especialistas e vaticanistas afirmam que há uma gradual internacionalização dos postos de trabalho no Vaticano desde os tempos do papa João Paulo II e a escolha do papa Francisco pode dar novos contornos à atual gestão.
Posições firmes
Segundo Maria Clara Bingemer, teóloga e professora do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio e articulista do Jornal do Brasil, o papa Francisco, que atuou por muitos anos à frente da  arquidioceses de Buenos Aires, na Argentina, é um homem firme em suas decisões e posições. A especialista acredita que é preciso aguardar para saber como será feita a nomeação dos assessores imediatos, e assegura que o conclave é soberano em suas decisões:
"Os nomes falados pela mídia não deram conta do resultado. Acho que a mídia não consegue penetrar esse segredo que a Igreja guarda. Tanto o cardeal Odilo e Scola, que estavam entre os mais cotados, não foram escolhidos. Acho que tudo se decide mesmo entre os cardeais", afirmou. Dos 115 que participaram do conclave, 25 são italianos, segundo o site do Vaticano.
Edson Sampel, doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano, e professor da PUC-SP, faz coro à teóloga e afirma que "não há lugar" para tal disputa política no conclave. "O voto é secreto. Sua natureza (do conclave) é diferente, não é puramente política. Os cardeais estão em clima de oração. Isso faz com que a situação toda tenha uma característica diferente", destacou.
Bingermer e Sampel ainda acrescentam que a escolha de um jesuíta representa uma característica de manter fidelidade à Igreja. "Não haverá mudanças descabeladas. A identidade da Igreja será protegida com Francisco. Imagino que ele tenha uma linha teológica moderada, que deve dar continuidade à que seguia Bento XVI. Ele não dará passos imprudentes nem despreparados", projetou a professora da PUC-RJ.
Ambos concordam que existem princípios da fé católica que não podem ser mudados, por se correr o risco de distorcer todo o pensamento. Sambel acredita que o movimento que denomina de "protestantização da Igreja Católica", que, em suas palavras, seria uma menor ênfase a temas tipicamente inerentes à doutrina católica e à relativização de seu conteúdo, será combatido pelo novo papa.
"A Igreja não pode mudar essas questões polêmicas, porque toda a interpretação que ela faz do livro vem de Jesus. Um papa que aceitasse (tais mudanças), seria herege e deixaria de ser papa. Agora, o que um papa deve fazer é sempre recrudescer o diálogo, encontrar novas formas de comunicação do evangelho", avaliou Sambel.
O Padre Sérgio Cavalcante Muniz, doutor em Antropologia Teológica e professor da faculdade de Teologia do Mosteiro de São Bento, ressaltou a firmeza do novo papa nos atritos que teve com o governo argentino em questões relacionadas ao matrimônio homossexual.
Segundo ele, a internacionalização dos cargos no Vaticano não tem privilegiado apenas italianos, embora seja natural, pela localização e relação histórica do país com a Igreja, que haja mais italianos dentro do quadro.
Padre Sérgio também avalia que o fato de ser eleito um papa latino-americano demonstra um reconhecimento do continente pela Igreja, tanto pelo número de fiéis quanto à sua vitalidade. "A igreja na América Latina tem um papel importante, é vista com seriedade e prestígio. Essa escolha demonstra a esperança depositada", avaliou.
Após o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio ter sido escolhido pelo conclave como o novo papa, Francisco, nesta quarta-feira (13) especialistas acreditam que o pontífice deve ter uma administração conservadora à frente da Igreja Católica. Segundo eles, seu perfil é de tino administrativo mesclado com uma hábil capacidade de comunicação, além da austeridade jesuíta.
Bergoglio torna-se o primeiro latino-americano a ocupar o cargo máximo na hierarquia da Igreja, o que para teólogos pode trazer ares de renovação no sistema de administração do Vaticano, que passa por duras críticas após os recentes escândalos de lavagem de dinheiro e crimes sexuais.
A escolha do papa Francisco pode dar novos contornos à atual gestão do Vaticano
Atualmente, ocupam cargos de alta patente dentro da estrutura do estado muitos italianos, que atuam na área administrativa. De acordo com o próprio site do Vaticano, o Estado é governado como uma monarquia absoluta, ou seja, o chefe de estado, o papa, possui poderes executivo, legislativo e judicial. Durante o período de sucessão de um papa para outro, estes poderes são exercidos pelo Colégio de Cardeais. Sendo assim, o papa Francisco tem livre influência para nomear para os altos cargos do Vaticano, possibilitando uma renovação do quadro administrativo e político.
O secretário geral Governatoratre da Cidade do Vaticano, Giuseppe Sciacca, foi nomeado para o cargo em setembro de 2011, enquanto o atual presidente da Governatoratre da Cidade do Vaticano, Giuseppe Bertello, assumiu a posição em outubro do mesmo ano. Já o Presidente-emérito, cardeal Giovanni Lajolo, foi Presidente do Governatorato da Cidade do Vaticano de 2006 a 2011, e desde então ocupa o atual cargo.
Dos sete integrantes da Pontifícia Comissão para o Estado do Vaticano, por exemplo, cinco são italianos, um é francês, e outro argentino. Chama atenção o fato de um italiano, o Cardeal Giovanni Battista, ocupar o cargo de Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e não alguém nascido na região.
Apesar disso, especialistas e vaticanistas afirmam que há uma gradual internacionalização dos postos de trabalho no Vaticano desde os tempos do papa João Paulo II e a escolha do papa Francisco pode dar novos contornos à atual gestão.
Posições firmes
Segundo Maria Clara Bingemer, teóloga e professora do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio e articulista do Jornal do Brasil, o papa Francisco, que atuou por muitos anos à frente da  arquidioceses de Buenos Aires, na Argentina, é um homem firme em suas decisões e posições. A especialista acredita que é preciso aguardar para saber como será feita a nomeação dos assessores imediatos, e assegura que o conclave é soberano em suas decisões:
"Os nomes falados pela mídia não deram conta do resultado. Acho que a mídia não consegue penetrar esse segredo que a Igreja guarda. Tanto o cardeal Odilo e Scola, que estavam entre os mais cotados, não foram escolhidos. Acho que tudo se decide mesmo entre os cardeais", afirmou. Dos 115 que participaram do conclave, 25 são italianos, segundo o site do Vaticano.
Edson Sampel, doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano, e professor da PUC-SP, faz coro à teóloga e afirma que "não há lugar" para tal disputa política no conclave. "O voto é secreto. Sua natureza (do conclave) é diferente, não é puramente política. Os cardeais estão em clima de oração. Isso faz com que a situação toda tenha uma característica diferente", destacou.
Bingermer e Sampel ainda acrescentam que a escolha de um jesuíta representa uma característica de manter fidelidade à Igreja. "Não haverá mudanças descabeladas. A identidade da Igreja será protegida com Francisco. Imagino que ele tenha uma linha teológica moderada, que deve dar continuidade à que seguia Bento XVI. Ele não dará passos imprudentes nem despreparados", projetou a professora da PUC-RJ.
Ambos concordam que existem princípios da fé católica que não podem ser mudados, por se correr o risco de distorcer todo o pensamento. Sambel acredita que o movimento que denomina de "protestantização da Igreja Católica", que, em suas palavras, seria uma menor ênfase a temas tipicamente inerentes à doutrina católica e à relativização de seu conteúdo, será combatido pelo novo papa.
"A Igreja não pode mudar essas questões polêmicas, porque toda a interpretação que ela faz do livro vem de Jesus. Um papa que aceitasse (tais mudanças), seria herege e deixaria de ser papa. Agora, o que um papa deve fazer é sempre recrudescer o diálogo, encontrar novas formas de comunicação do evangelho", avaliou Sambel.
O Padre Sérgio Cavalcante Muniz, doutor em Antropologia Teológica e professor da faculdade de Teologia do Mosteiro de São Bento, ressaltou a firmeza do novo papa nos atritos que teve com o governo argentino em questões relacionadas ao matrimônio homossexual.
Segundo ele, a internacionalização dos cargos no Vaticano não tem privilegiado apenas italianos, embora seja natural, pela localização e relação histórica do país com a Igreja, que haja mais italianos dentro do quadro.
Padre Sérgio também avalia que o fato de ser eleito um papa latino-americano demonstra um reconhecimento do continente pela Igreja, tanto pelo número de fiéis quanto à sua vitalidade. "A igreja na América Latina tem um papel importante, é vista com seriedade e prestígio. Essa escolha demonstra a esperança depositada", avaliou.

ELIZABETH II vai ter aumento de 20% na verba anual, enquanto governo aplica mais cortes sociais


 
 

 

O reforço foi anunciado um dia depois de o governo britânico fazer novos cortes em benefícios sociais pagos às famílias de contribuintes, uma nova medida de austeridade contra a crise.
O Palácio de Buckingham não indicou como a quantia extra será usada. Os planos incluiriam uma reforma no Castelo de Windsor, onde a realeza passa os fins de semana.
No ano passado, a rainha tinha recebido 30 milhões de libras (cerca de 35,46 milhões de euros) em «salários», sem contar com um bónus de 1 milhão de libras para as festas do seu jubileu.
O aumento deste ano deve-se a uma mudança no sistema que financia a Coroa. A chamada lista cívica deu lugar a um fundo soberano, alimentado por lucros obtidos com as propriedades reais.
A rainha receberá agora 15% deste montante, que no último ano foi de 240,2 milhões de libras.
Os defensores da monarquia usam esses números para sustentar que o sistema dá lucro ao país, embora a família real seja remunerada sem trabalhar. Para os republicanos, a verba deveria ir toda para o contribuinte.
Sondagens mostram que os republicanos continua em baixa: só 16% dos britânicos querem eleger o chefe de Estado.

Proibidas de dirigir, mulheres sauditas poderão usar bicicleta


 
 

 Proibidas de conduzir carros nas ruas do reino, as mulheres sauditas estão a partir de agora autorizadas a andar de bicicleta e de motorizadas, desde que estejam completamente cobertas pela vestimenta tradicional "abaya" e sob supervisão de um guardião masculino.


A notícia, divulgada nesta segunda-feira pelo jornal saudita "Al-Yawm", foi recebida com ironia pelos activistas de direitos humanos no país.

"Não é para o transporte, é para a diversão", diz à Folha Zaki Safar.


"Não está relacionada com a questão da direcção."

Safar foi um dos activistas responsáveis pelo movimento Women2Drive, que, em 2011, levou mulheres sauditas aos volantes
para desafiar a regra que as proíbe de conduzir, levando diversas delas a prisão.


A proibição de que mulheres dirijam carros, oficializada em 1990, tornou-se um dos exemplos de violação dos direitos das mulheres na monarquia saudita, que aplica uma interpretação conservadora da "sharia", a lei islâmica por exemplo, segregando homens e mulheres em espaços públicos.
 

As mulheres também não podem viajar para fora da Arábia Saudita sem a autorização de um homem da família ou de um tutor.


A permissão para conduzir bicicletas e motocicletas, como nota Safar, vale apenas para o entretenimento.


A direcção deve ocorrer em áreas destinadas ao lazer e sob supervisão de um homem. Não está permitido que uma mulher use uma bicicleta como um meio de transporte.


"Mulheres estão livres para dirigir bicicletas em parques e diante do mar, entre outras áreas, desde que estejam vestindo-se
modestamente, e um guardião masculino tem de estar presente para o caso de acidentes", disse ao "Al-Yawm" uma fonte do Comité para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício.


As autoridades sauditas advertem as mulheres também para que evitem as regiões que sejam frequentadas por jovens, sob risco de
serem alvos de assédio.


Os direitos femininos são um dos temas da tímida abertura saudita. O rei Abdullah bin Abdulaziz Al Saud ordenou que mulheres possam ser candidatas e eleitoras nas eleições municipais e que possam participar do conselho consultivo saudit

PSOE quer "transparência radical" nas contas da família real


 

 

O Duque de Palma, apesar do processo judicial em que se encontra investigado, não hesita e continua a programar a sua vida. Jogador de andebol do Barcelona durante catorze anos, terá chegado a acordo com o seu antigo treinador, Valero Rivera, para integrar a equipa do novo selecionador de andebol do Qatar. Rivera está prestes a ser nomeado selecionador nacional de andebol do Qatar e é nessa perspetiva que fez o convite ao genro de D. Juan e que este aceitou.

Valero Rivero foi o único treinador de Urdangarin durante os 14 anos em que este jogou andebol em Barcelona. A sua amizade vem desse tempo e Rivero foi mesmo um dos seis membros da equipa do Barcelona que foi convidado para o casamento de Inaki com Cristina.

A decisão de Iñaki Urdangarin já terá sido comunicada ao Rei e a Infanta Cristina e os seus filhos acompanharão o marido e pai para o Qatar, mas apenas no final do ano quando os jovens acabarem o ano letivo, para não interromperem as aulas.
Tribunal anuncia que Urdangarin não tem a sua liberdade restringida
O Tribunal Superior de Justiça das Baleares que está a julgar o caso “noos” já fez saber entretanto, que o “Duque de Palma não está sujeito a nenhuma medida cautelar que restrinja a sua liberdade de movimento” acrescentando que, como qualquer arguido, apenas terá de notificar o Tribunal da mudança de domicílio.

Até ao momento, nenhuma das partes envolvidas no processo pediu a imposição de qualquer medida cautelar a qualquer um dos co-arguidos, que será analisada quando, e se, for pedida.

Tanto Iñaki Undangarin como o seu sócio Diego Torres estão apenas sujeito ao Termo de Identidade e Residência, que serve apenas para que o Tribunal saiba onde notificar os arguidos das diligências a encetar.
Credibilidade da Monarquia atingida por escândalos
Este escândalo, que com outros está a abalar a Espanha monárquica, lança uma enorme preocupação no seio dos principais partidos políticos espanhóis pelos seus efeitos nocivos na imagem institucional do país e pela redução do apoio à monarquia que as últimas sondagens revelam.

Ontem mesmo [domingo] se conheceu a decisão de colocar os gastos do Palácio, as viagens e os contratos do Rei ao conhecimento público com uma gestão semelhante ao do Congresso dos Deputados. Os socialistas reclamam mesmo que se vá mais longe na Lei da Transparência e se coloque mesmo no conhecimento público o património particular dos reis de Espanha.
Socialistas adeptos da "transparência radical"
Após reunião da Comissão Executiva permanente do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) a vice-secretária-geral dos socialistas Elena Valenciano, revelou que, pela primeira vez na história do partido, este irão apostar na “transparência radical” na vida pública porque, dizem, “os corruptos florescem na obscuridade”.

Os socialistas decidiram negociar com o partido no Poder a Lei da Transparência mas apertar as exigências do conteúdo da reforma. “Apenas deve ser excluído o que afeta a segurança nacional e das pessoas” diz Valenciano acrescentando que o resto “deve ser uma casa de cristal”.

Questão que tem conhecido grande polémica em Espanha é o envolvimento de vários membros da família real em escândalos investigados pela justiça espanhola.

Talvez por causa disso, a socialista foi questionada pela comunicação social se a Lei da Transparência deveria abranger também a família reinante em Espanha e se sim, em que medida a deveria atingir.

Elena Valenciano foi clara na resposta. “Sim. Somos partidários de que se conheça o património privado dos membros da família real”.
Família Real atingida por vários escândalos
A decisão dos socialistas espanhóis surge numa altura em que a Espanha, país de que se chegou a falar necessitar de resgate europeu dada a crise financeira em que se encontrava, vive uma ocasião em que várias figuras ligadas à família Bourbon aparecem ligadas a escândalos investigados pela justiça.

Há umas semanas, o semanário “El Mundo” publicava um artigo em que denunciava que o pai do Rei, D. João de Bourbom, deixou umas quantas contas bancárias na Suíça como herança que chegariam ao montante de Mil milhões de pesetas que o Rei terá herdado parcialmente.

A investigação jornalística deixava no ar a dúvida se esse dinheiro herdado pelo monarca espanhol teria sido alvo de impostos em Espanha, ou não, dúvida que até ao momento presente ainda foi esclarecida pelo Palácio da Zarzuela.

Mas o principal escândalo atinge o genro consorte Iñaki Undangarin constituído arguido no caso “Noos”. Urdangarin e o ex-sócio Diego Torres estão a ser investigados por suspeita de apropriação indevida de fundos públicos.

A esposa de Inaki, a Infanta Cristina, chegou a ser convocada pelo tribunal para ir prestar declarações por alegado envolvimento na receção de emails mas no dia seguinte ao da convocatória viu o tribunal anular a decisão e prescindir do depoimento.

O afastamento de Urdangarin e de Cristina de Madrid poderá ajudar a resolver ou pelo menos atenuar o problema causado à imagem do Rei e da Monarquiz o caso "noos". Recorde-se que, numa determinada fase do processo, Cristina chegou mesmo a ser aconselhada a divorciar-se de Urdangarin para preservar a imagem da família real. Apenas o facto de serem, aparentemente, um casal feliz e realizado impediu a infanta de aceitar o conselho. O afastamento físico pode agora funcionar como escape e permitir que o enfoque da comunicação social e da opinião pública mude para outros destinos.

terça-feira, 26 de março de 2013

Princesa Maha Chakri abre uma reunião em honra da avó falecida Rainha


 

  Sua Alteza Real a Princesa Maha Chakri Sirindhorn manhã de ontem, declarou aberta a reunião técnica realizada como parte das celebrações no aniversário de 150 anos do nascimento de Sua Majestade a Rainha Sri Savarindira, a avó, a rainha da Tailândia, que foi reconhecido por UNESCO como uma das grandes personalidades do mundo.
O encontro, organizado no Savang Rainha Vadhana Memorial Hospital, em Si Racha distrito, província de Chonburi, teve por objectivo proporcionar uma plataforma para profissionais heathcare e funcionários do hospital na região leste para troca de conhecimento e experiência. Foi também com a presença de representantes de fábricas industriais e organizações que estão localizados na província. O encontro foi marcado por duas palestras, uma sobre "preparações de saúde pública antes de entrar na Asean Comunidade Económica" e outro sobre "Os preparativos para lidar com os riscos acidentais em fábricas industriais do Oriente".
Mais tarde, na mesma manhã, Sua Alteza Real a Princesa Maha Chakri Sirindhorn procedeu-se à construção de um centro de produção de plasma sanguíneo do tailandês Sociedade da Cruz Vermelha em Tambon estrondo Phra, Si Racha distrito, onde Sua Alteza Real, lançou a pedra fundamental para a construção . Depois de concluído, o 'usina de fracionamento de plasma' vai produzir plasma do sangue que geralmente é importado por um preço maior a cada ano. A planta de fraccionamento de plasma vai ser capaz de produzir três subprodutos: Albumina, IVIG (Imunoglobulina intravenosa), e o Factor VIII, que são utilizados para tratar doenças, tais como doenças renais, cancro, diabetes, hemofilia e distúrbios auto-imunes crónicas.
A usina está prevista para ser concluída até 2016 e será capaz de produzir 200 mil litros de plasma por ano, utilizando o estado-da-arte da tecnologia a ser transferida a partir da República da Coreia. Um acordo para o efeito, já foi fechado entre os dois países, a fim de reduzir o custo de produção. O projeto vai ajudar pacientes com doenças do sangue para acessar uma qualidade completamente up-to-an-padrão internacional de tratamento.
Depois disso, Sua Alteza Real a Princesa Maha Chakri Sirindhorn procedeu ao escritório do distrito de Si Racha, na província de Chonburi, a desvendar um novo edifício chamado de Sua Alteza Real como "Si Racha Prachakhom 'ou comunidade Si Racha. O prédio foi construído com dinheiro da organização administrativa da província, como um edifício multi-usos para uso em cerimônias reais e funções oficiais. Sua Alteza Real a Princesa Maha Chakri Sirindhorn também graciosamente permitiu o escritório do distrito de colocar suas iniciais na placa com o nome do edifício. Na ocasião, Sua Alteza Real visitou a exposição com importantes locais de Si Racha distrito que têm uma história ligada com a Família Real, patrimônio cultural da Tailândia e um Tambon justo um produto.
No final da tarde, Sua Alteza Real a Princesa Maha Chakri Sirindhorn presidiu a cerimônia de abertura de uma fábrica de água potável em Sam Khok distrito, Pathum Thani província. O TTC Beber Água Siam Company Limited está localizada em um terreno rai 33 de terra em Tambon Chiang Rak Noi. Ele tem a capacidade de produzir 45 milhões de garrafas de água potável por mês, tanto frescos e água mineral, 30 por cento dos quais são para exportação.
À noite, Sua Alteza Real a uma audiência ao Sr. Teo Chee Hean, Vice-Primeiro-Ministro, o ministro do Interior e ministro de Assuntos de Segurança de Cingapura e seu partido, por ocasião da sua visita a Tailândia. Sua Alteza Real a Princesa Maha Chakri Sirindhorn também organizou um jantar para a delegação.

Governo vende milho Suazilândia doada pelo Japão


Governo vendeu 12.000 toneladas de milho e depositou o dinheiro no banco central, embora a Suazilândia não tem sido capaz de alimentar-se desde 1970
Uma loja no leste da Suazilândia Lubombo Distrito vende fertilizantes, mas muitos agricultores locais não têm condições de comprá-lo, e muitas vezes obter rendimentos pobres.  
Suazilândia governo 's vendeu milho doado pelo governo japonês para alimentar Swazis famintos por US $ 3 milhões (R $ 2 milhões) e depositou o dinheiro no Banco Central da Suazilândia.
Os cerca de 12 mil toneladas de milho doado foi vendido pelo ministério do planejamento econômico e desenvolvimento em 2011, mas a venda não foi tornado público até que um item sobre a transação apareceu em um relatório de desempenho do ministério apresentada ao parlamento Suazilândia para revisão na semana passada.
Suazilândia não produziu o suficiente para alimentar-se desde os anos 1970. Depende de comida internacional ajuda para colmatar uma lacuna que varia de ano para ano, variando de dois terços do país, 1,2 milhões de pessoas em 2007 para cerca de um décimo da população este ano, depois de uma chuva melhor que a média, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos.

Perguntas sem resposta

A maioria dos swazis residir em terras comunais nação Swazi, sob a autoridade dos chefes nomeados pelo rei Mswati III, sub-Saara da África do último monarca absoluto. Falta de títulos para suas fazendas ancestrais, eles são incapazes de obter empréstimos bancários para investir em equipamentos de irrigação ou de máquinas agrícolas, contando apenas com a chuva para regar as suas culturas. No entanto, o clima da Suazilândia está se tornando cada vez mais árido e insumos agrícolas estão crescendo cada vez mais inviável .
Bertram Stewart, o ministério do planejamento econômico e secretária principal do desenvolvimento, reconheceu a venda da ajuda alimentar para a mídia da Suazilândia, e disse que não era a primeira vez que isso havia sido feito.
Segundo Stewart, o governo japonês foi informado de que a doação de milho seria vendida e que o dinheiro seria usado para comprar insumos agrícolas para os agricultores de subsistência, mas o governo japonês ainda tem que confirmar isso. Insumos agrícolas financiados pelo governo foram reduzidos durante a última época agrícola, com o ministério da agricultura alegando falta de fundos.
Deputados pediram ao ministro planejamento econômico, Prince Hlangusemphi Dlamini, uma explicação de por que as doações de alimentos destinados a pessoas pobres e famintas estavam sendo desviados para outros usos. Dlamini, que foi nomeado para o cargo ministerial por seu irmão, o rei, ainda tem de responder.
MPs destacou que o governo tem US $ 50 milhões em fundos não utilizados que poderiam ser usados ​​para comprar comida ou para implementar programas recomendados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para aumentar a produção de alimentos.

Declínio econômico

Gastos perdulários do governo, juntamente com a sua incapacidade de seguir as orientações do FMI destinadas a impulsionar a sua economia e aumento de receitas fiscais, levou a anos de declínio econômico. PIB da Suazilândia caiu 3% no ano passado, e deve cair novamente em 2013. O FMI prevê que em 2014 a economia do país vai ter substituído Somália como o pior desempenho no mundo.
Uma parte substancial do orçamento do governo é fornecido pela receita do Sul Africano Customs Union (SACU), que distribui receitas fiscais de mercadorias que entram sul da África para as suas cinco Estados-Membros. Mas as receitas Sacu caíram na esteira da desaceleração econômica global, ajudando a precipitar uma crise fiscal que levou a perdas de empregos e cortes significativos nos gastos sociais, colocando uma pressão maior sobre os dois terços da população já vive em crônica pobreza .
"O governo está desesperado por dinheiro e vai agarrá-lo por bem ou por mal, mesmo tendo comida da boca dos bebês", disse um contador do setor privado familiarizado com a situação financeira do governo. "Ao mesmo tempo, o governo é usado para a comunidade internacional correndo com a ajuda para cobrir má gestão do governo da economia e da crise humanitária aqui".
Duas ONGs que não deseja ser chamado, disse à IRIN que eles estavam preocupados a venda de Japão da doação de alimentos e que a falta de contabilização integral pelo governo poderia afetar negativamente doadores disponibilidade para apoiar o país.