quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TAILÂNDIA VAI VOTAR EM REFERENDO SOBRE NOVA COSNTITUIÇÃO

Os tailandeses são chamados a votar no domingo num referendo sobre a nova Constituição pedida pela junta militar no poder, depois de uma campanha em que houve, segundo a Amnistia Internacional, violações generalizadas dos Direitos Humanos.
Os militares tomaram o poder num golpe de Estado em 2014 e estabeleceram a aprovação da nova Constituição como um passo prévio para convocar eleições e restabelecer a democracia.
A proposta de Constituição que vai a referendo foi elaborada por um comité selecionado pela junta militar, que assegura que o novo texto favorece a luta contra a corrupção.
As últimas semanas ficaram marcadas pela perseguição e detenção de dezenas de opositores à proposta, depois de terem sido proibidos quaisquer debates públicos sobre o texto, fossem em sua defesa ou de rejeição.
"Se as pessoas não podem dizer aquilo que pensam com liberdade ou participar em atividades políticas sem medo, como é que podem envolver-se sinceramente com este referendo?", questionou o subdiretor para o sudeste asiático da Amnistia Internacional, Josef Benedict, num comunicado.
A organização de defesa dos Direitos Humanos denunciou "o clima de medo" criado pela junta militar com a "constante criminalização da dissidência pacífica, desenhada para silenciar os pontos de vista de que as autoridades não gostam".
Entre os pontos mais polémicos da proposta que vai a votos está a criação de um Senado nomeado pela junta militar e do qual dependerá a aprovação de leis ou a designação de titulares de diversos cargos, incluindo judiciais.
Os críticos da proposta denunciam que consolida o poder dos militares e das elites conservadoras do país, ao mesmo tempo que fragiliza os titulares de cargos e governos eleitos.
Os líderes dos dois maiores partidos políticos do país anunciaram o voto contra. 
A Tailândia já aprovou 19 Constituições desde 1932, quando a monarquia absolutista passou a monarquia constitucional. Quase todas as Constituições foram revogadas na sequência de intervenções militares.

MORRE ANA DA ROMÊNIA

Mil pessoas, entre elas representantes de várias casas reais, prestaram homenagem neste sábado em Bucareste a Ana da Romênia, morta aos 92 anos, em um funeral no qual o grande ausente foi seu marido, o ex-rei Miguel.
“Viramos uma página da história. Ana de Bourbon-Parma foi a última rainha da Romênia, embora nunca tenha sido coroada”, declarou à AFP Adriana Chiriac, médica aposentada e “monarca convencida” que se dirigiu ao funeral.
Nascida em 1923 em Paris, esta descendente de Luís XIV se casou com Miguel da Romênia em 1948, um ano após a abdicação deste último sob a pressão dos comunistas. O casal teve cinco filhas.
Ana da Romênia faleceu em 1º de agosto em um hospital da cidade suíça de Morges. Seu corpo foi levado à Romênia, onde milhares de pessoas prestaram homenagem a ela nos últimos dias.
O ex-monarca de 94 anos, que está na Suíça, anunciou “com a maior tristeza” sua ausência no funeral, devido ao seu estado delicado de saúde.
A Romênia, onde a família real goza de uma grande popularidade, embora apenas uma minoria seja partidária de reinstaurar a monarquia, decretou este sábado como dia de luto nacional.

ATENTADO NO REINO DA TAILÂNDIA

Um cidadão tailandês foi morto e 30 pessoas ficaram feridas quando duas bombas explodiram na terça-feira perto de um hotel da cidade de praia tailandesa de Pattani, no Sul do país, afirmou a polícia. O episódio acontece em uma das três províncias de maioria muçulmana no país, onde atuam há 12 anos grupos insurgentes separatistas. As explosões vêm menos de duas semanas após uma série de outras bombas terem atingido pontos turísticos do país ? na ocasião, a polícia tailandesa assegurou que os ataques foram um ato de sabotagem, com o objetivo de desestabilizar o país, e descartou uma ação terrorista islâmica internacional.
A primeira explosão desta terça-feira em um estacionamento atrás do Hotel Southern não causou vítimas, disse o tenente coronel Winyu Tiamraj.
? A segunda explosão veio de um caminhão estacionado na entrada do hotel, resultando em uma morte e 30 feridos ? declarou ele, acrescentando que todas as vítimas são tailandesas.
Desde 2004, os conflitos entre as tropas do governo e os insurgentes já mataram mais de 6,5 mil pessoas nas províncias de Yala, Pattani e Narathiwat, no Sul do país, perto da fronteira com a Malásia. As três localidades rejeitaram o referendo em que, no início do mês, o resto da Tailândia aceitou uma Constituição apoiada pelos militares.
DESAFIO AO EXÉRCITO
As explosões ocorreram menos de duas semanas após uma série de explosões atingir três dos resorts mais populares da Tailândia, matando quatro pessoas e ferindo outras dezenas. Dois homens foram detidos para interrogatório.
Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelas explosões do início do mês, mas suspeita-se dos insurgentes separatistas que combatem o Estado tailandês no extremo sul. Os rebeldes dominam as técnicas de detonação de bombas à distância e os dispositivos de duplos artefatos para provocar o maior número possível de vítimas.
Nos dois anos em que os militares estão no poder, não há soluções à vista para o conflito, que deixou milhares de mortos em uma década de confrontos.
A polêmica nova Constituição foi adotada em referendo, em um contexto de fortes restrições das liberdades públicas. A junta militar havia proibido fazer campanha pelo não, sob ameaça de penas de prisão.
Os partidários da ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, deposta pelos militares em 2014, denunciaram que o regime manipulou a consulta popular ao não permitir o debate. Mas Yingluck pediu aos seus simpatizantes, sobretudo aos chamados Camisas Vermelhas, que acatassem o resultado e se concentrassem nas legislativas previstas para 2017. Também condenou os atentados.
O fato de os atentados terem sido cometidos no aniversário da rainha Sirikit da Tailândia sugere ainda um desafio lançado ao Exército, que tomou o poder em 2014 em nome da proteção da monarquia.

O IMPERADOR DO JAPÃO QUER SE APOSENTAR

Aos 82 anos, o imperador do Japão, Akihito, teme que seu frágil estado de saúde e sua idade representem dificuldades para continuar com suas funções.
Os comentários do imperador foram feitos em um pronunciamento de televisão extraordinário. Esta foi apenas a segunda vez que suas palavras foram televisionadas ao público.
Mas Akihito não manifestou publicamente seu desejo de abdicar. Segundo a Constituição japonesa, o imperador não tem permissão para fazer declarações políticas e, se ele expressasse diretamente seu desejo de abdicação, isso seria interpretado como tal.
Segundo a Associated Press, o discurso foi visto como uma tentativa de explicar ao público seu desejo de abdicar e, assim, ganhar apoio da opinião pública.
Mas essa abdicação provavelmente ainda demorará - se é que vai acontecer -, porque exigiria que o Parlamento aprovasse a mudança legal.

Imperador moderno

Historicamente, o imperador era visto como um semideus. Mas seu papel foi redefinido como "símbolo da nação" depois que a Constituição foi reescrita pelas forças aliadas após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial.
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Apesar de ele não ter poder político, como o próprio Akihito disse em seu discurso, ele herdou uma longa tradição. Tem vários deveres oficiais como representante da nação, como receber dignatários estrangeiros, organizar recepções e entregar honrarias.
A monarquia japonesa está muito ligada ao sintoísmo, e o imperador ainda encabeça vários ritos e cerimônias religiosas.
Mas desde que assumiu o Trono de Crisântemo, em 1989, Akihito adotou um estilo mais moderno, se esforçando para aproximar a família imperial do povo.
Em 2011, ele e sua mulher, a imperatriz Michiko, foram elogiados por visitar as zonas de Japão afetadas pelo tsunami. Foi então que Akihito fez sua primeira aparição pública em vídeo.
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Ele expressou remorso diversas vezes pelas ações do Japão durante a Segunda Guerra, uma postura sobre um tema muito sensível que o opôs a um número crescente de políticos revisionistas.
Mesmo assim, ele goza de um grande apoio popular, e milhares de japoneses se reúnem em frente à residência real para manifestar bons desejos ao casal imperial.
Akihito padeceu de vários problemas de saúde e precisou ser submetido a tratamento devido a um câncer de próstata em 2003 e a uma operação no coração em 2012.
Ainda que em seu pronunciamento ele tenha assegurado que está recuperado das cirurgias e que está bem de saúde, o imperador reconheceu que seu estado físico está piorando naturalmente com a idade e disse: "Me preocupa que poderia se se tornar difícil, para mim, realizar meus deveres".

Mudanças constitucionais

Desde meados de julho havia rumores sobre o desejo de Akihito de procurar uma forma de abdicar, o que causou considerável surpresa pública.
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A medida não tem precedente na história moderna do Japão, pois não existe uma previsão legal para a abdicação, segundo a lei japonesa.
Seria preciso fazer uma mudança na Constituição para que o imperador renunciasse a seu cargo.
Várias mudanças constitucionais que afetariam a família imperial já foram discutidas no passado.
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Em 2006, foi aberto uma debate sobre se uma mulher poderia ascender ao trono e, em 2011, o príncipe Akishino, irmão mais novo de Akihito, pediu que se discutisse impôr uma idade de aposentadoria para o imperador. Nenhuma das iniciativas resultou em mudanças.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, respondeu minutos depois da transmissão da mensagem pré-gravada de Akihito.
Ele disse que o governo está levando em consideração a idade e a condição física do imperador, abordando o tema "com seriedade".
"Acho que devemos pensar com atenção sobre o que podemos fazer para atender suas preocupações, levando em consideração a idade do imperador e o atual fardo dos compromissos oficiais", disse Abe.

sábado, 30 de julho de 2016

Rajoy convidado a formar governo pelo rei Felipe

 

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O Rei de Espanha pediu agindo primeiro-ministro Mariano Rajoy para tentar formar um governo após a segunda eleição inconclusiva em seis meses.
Sr. Rajoy aceitou o mandato, mas advertiu que ele pode falhar se os partidos da oposição novamente se recusou a apoiá-lo.
Seu Partido Popular (PP) perdeu a maioria absoluta nas eleições de dezembro, mas continua a ser o maior partido.
A maioria dos partidos declararam que não vai apoiá-lo, incluindo os socialistas sob líder Pedro Sanchez.
"Queremos mudar o governo de Rajoy e é por isso que vamos votar" não "em um voto de confiança", disse Sanchez.
Sr. Rajoy precisa para formar um governo de minoria ou coligação que deve passar um voto de confiança no Parlamento.
turbulência política da Espanha começou após a eleição em 20 de dezembro, quando os eleitores, frustrados com a crise económica e as medidas de austeridade, quebrou tradicional dominância de dois partidos do país.
Depois de as partes apresentaram a acordo sobre um novo governo, uma nova eleição foi realizada em 26 de junho, onde, pela segunda vez, nenhum partido obteve a maioria absoluta.

Princesa Tessy Tessy de Nassau trabalha como Diretor de Comunicações para a empresa de segurança DS-48

  Princesa Tessy, a esposa do príncipe Louis, foi iniciado um novo emprego, trabalhando como diretor de comunicações para privada empresa de segurança britânica DS-48.

"Tessy trabalha com todos os departamentos da DS-48 para gerenciar a estratégia de comunicação da empresa", diz no site da empresa.
DS-48 ofertas para proteção de bens materiais, comunicações electrónicas e à integridade física das pessoas super-ricos e empresários que vivem em regiões vulneráveis.
Tessy, que treinou como um soldado no exército do Luxemburgo, nos últimos anos ganhou um diploma de bacharel em Relações Internacionais na Universidade de Richmond, na Inglaterra. 
Em seguida, ela completou um mestrado em Estudos Diplomáticos. Ela vive com o marido, o príncipe Louis, o terceiro filho do Grão-Duque do Luxemburgo e Grã-Duquesa e seus dois filhos, Gabriel e Noah.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

RELAÇÕES MÔNACO E RÚSSIA

 

O presidente russo, Vladimir Putin, enviou uma mensagem de saudação ao príncipe de Mônaco Albert II em conexão com 10º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a Rússia e o Principado do Mônaco.

 
"O estabelecimento das relações diplomáticas contribuíram para a transição de interação entre a Rússia e Mônaco a um nível qualitativamente novo. Ao longo dessas décadas, nossos países têm acumulado uma experiência construtiva na cooperação em várias direções", escreveu Putin em um telegrama publicado no site do Kremlin nesta terça-feira (12).
Putin também disse que a Rússia e Mônaco têm coordenado suas posições sobre questões globais vitais e saúdam a sua contribuição para o estabelecimento de um sistema justo e democrático das relações internacionais. O presidente russo disse que Mônaco recebeu com sucesso o Ano da Cultura da Rússia em 2015 e expressou confiança de que os dias de Mônaco, a ser realizado em Moscou em outubro deste ano, também será interessante e memorável.
Putin também desejou boa saúde e sucesso ao Príncipe de Mônaco e sua família.