quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pesquisa aponta queda de confiança na monarquia espanhola

 

 

 
Infanta Cristina e o marido, Iñaki Urdangarin , são personagens em escândalo de corrupção que abala a confiança na família do rei Juan Carlos .
A mais recente pesquisa do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) mostra que a confiança dos espanhóis na Coroa continua em queda livre. De acordo com 2.482 entrevistas realizadas em abril, no período em que a infanta Cristina foi indiciada em um caso de corrupção que envolve o marido dela, os espanhóis disseram que de 1 a 10, dão uma nota de apenas 3,68 para a confiança que têm na Monarquia. Isso coloca a Coroa abaixo da Guarda Civil, das forças armadas, a polícia e os meios de comunicação.
A Casa Real Espanhola só inspira mais confiança que os partidos políticos, o governo e os sindicatos. A monarquia é a que mais perde pontos. Em outubro de 2011, a nota atribuída foi de 4,89. Antes disso, era uma das instituições mais valorizadas pelos espanhóis.
— Somos muito conscientes da deterioração da imagem pública das instituições e da Coroa nos últimos anos — afirmou um porta-voz da Casa del Rey, citado pelo jornal El País.
Para tentar frear a queda de popularidade, o Palácio da Zarzuela tomou algumas medidas, como a decisão de adotar uma lei de transparência, na qual a Casa del Rey prestará contas pela primeira vez na história de todos os seus gastos, até mesmo dos banquetes.

Holandeses fazem festa para marcar coroação do novo rei

 

 

 


Desde a tarde dessa segunda-feira centenas de pessoas já se reuniam na praça Dam, ponto central das festividades, onde se situa o palácio real e a Nieuwe Kerk (Igreja Nova), e onde o futuro rei fará seu sermão após receber a coroa de sua mãe na manhã dessa terça-feira. Delegações do mundo inteiro estão em Amsterdã para a cerimônia de coroação de Willem-Alexander. O príncipe Charles da Inglaterra e sua mulher Camilla, o príncipe Philippe e a princesa Mathilde da Bélgica e os representantes das famílias reais da Espanha, Jordânia e Japão fazem parte dos convidados.
A assinatura do ato de abdicação da coroa está prevista para as 10h15 do horário local. A partir desse momento a rainha Beatrix passará a ser chamada de princesa e seu filho se tornará o novo rei do país. Ele será o primeiro holandês do sexo masculino a assumir o trono desde 1890.
Após a assinatura do documento o novo monarca fará uma aparição no balcão acompanhado de sua família, onde deve pronunciar um breve discurso. Cerca de 20 mil pessoas são esperadas no centro da cidade para assistir a cerimônia.
Vários eventos serão realizados durante a noite de terça-feira para marcar a coroação. Além dos shows e festas em discotecas, cerca de 50 artistas holandeses vão cantar a “Canção para o rei”, composta especialmente para a ocasião. A música, aliás, chegou a ser criticada por sua letra simplista e a mistura de ritmos populares e rap. Apesar das críticas, espera-se que 17 milhões de holandeses em todo o país entoem a canção.
A família real holandesa desfruta de uma alta taxa de popularidade. Mesmo assim, os poucos opositores à monarquia também devem estar presentes no evento vestindo roupas brancas em forma de protesto contra o sistema.
Mudanças políticas
Beatrix assumiu o trono em 1980 após a abdicação de sua mãe, a rainha Juliana, que reinou durante 31 anos. A coroação de Willem-Alexander é vista como uma nova fase na Holanda, que vem tentado separar cada vez mais a monarquia da vida política. Em 2012 a rainha não designou um mediador para participar da formação da coalizão do governo, um fato inédito. Agora, pela primeira vez na história do país, o novo rei não terá nenhum papel político oficial, mesmo se continuará recebendo o primeiro-ministro em consultas diárias. O novo soberano cultiva uma imagem informal e já disse que prefere não ser chamado de “vossa majestade”.
Willem-Alexander é casado com Maxima Zorrigueta, uma argentina filha de um ex-ministro da Agricultura, que atuou durante o regime militar do general Videla de 1976-1983. O passado do sogro quase impediu o casamento dos novos monarcas. O casal tem três filhos (Catharina-Amalia, Alexia e Ariane).

Máxima devolve o brilho à monarquia da Holanda

 

Com seu sorriso carismático, Máxima, de origem argentina, é um dos membros mais luminosos da Casa de Orange, mas precisou percorrer um árduo caminho até se tornar rainha consorte da Holanda.
Há onze anos, esta pequena e rica monarquia europeia a recebeu com preocupação devido ao passado de seu pai, Jorge Zorreguieta, funcionário de alto escalão da ditadura argentina (1976/1983).
O Parlamento holandês esteve a ponto de impedir seu casamento com Willem-Alexander, o novo rei da Holanda após a abdicação nesta terça-feira da rainha Beatrix. Finalmente se casaram em fevereiro de 2002, embora sem a presença dos pais da noiva, que também não compareceram à festa de entronização.
"Máxima tem um grande coração e uma grande capacidade para se conectar com as pessoas. Com essas qualidades será de grande apoio para Willem-Alexander, que junto a ela formará um bom casal para reinar", disse Beatrix em um discurso na segunda-feira, um dia antes de abdicar.
"Os holandeses não demoraram muito para se curvar aos seus encantos", disse
Fred de Graaf, presidente do Senado.
Máxima, que completa 42 anos no dia 17 de maio, se adaptou as suas obrigações reais em tempo recorde: aprendeu o holandês, a história e as leis do país, além de uma lista interminável de regras de protocolo e etiqueta.
Para satisfação dos holandeses e dos tabloides, em seus primeiros cinco anos de casamento teve três filhas, Amalia, Alexia e Ariana.
Aqueles que a conhecem desde sua infância contam que desde pequena foi "ambiciosa, segura de si mesma e vital".
"Quando era pequena, ela era divina e tinha uma simpatia que conquistava a todos. Com esta mesma simpatia conquistou os holandeses", conta  uma amiga de seus pais, que descreve Jorge Zorreguieta como um "dândi argentino com uma personalidade avassaladora herdada por Máxima".
A mudança de um apartamento do Barrio Norte portenho de 120 m2, onde viveu durante sua infância e adolescência, para um palácio de dimensões gigantescas em Haia parece não ter sido nada traumática.
Seus pais, da classe média alta, mas "não endinheirados", segundo a amiga da família, fizeram grandes esforços para enviá-la ao Colégio Northlands, um dos mais exclusivos de Buenos Aires, naquela época apenas para meninas das famílias mais tradicionais da Argentina.
"Era uma líder, sempre se destacava. Não era a melhor aluna, ou a mais bonita, ou a melhor em esportes. Ela se destacava por sua grande personalidade", disse   uma amiga do Colégio inglês.
Durante sua adolescência, enfrentou vários problemas com seu peso. "Engordava e emagrecia", conta a amiga de seus pais.
Mas chegar ao topo da aristocracia europeia não foi a única conquista de Máxima.
A argentina se formou economista na Universidade Católica Argentina (UCA) e em 1996 se mudou para Nova York, onde trabalhou no banco HSBC James Capel Inc., no Dresdner Kleinwort Benson e no Deutsche Bank.
E, graças ao seu seleto círculo de amigas do Colégio, conheceu em 1999 o príncipe Willem-Alexander, na Feira de Sevilha.
Mas não foi amor à primeira vista. "You are made of wood" (Você é feito de madeira), disse Máxima a ele ao vê-lo dançar e ele se apaixonou, conta o livro "Máxima, Uma História Real", de Gonzalo Álvarez Guerrero e Soledad Ferrari. Ela não demorou muito a corresponder aos sentimentos do príncipe.
A partir daquele momento teve início uma minuciosa preparação para se transformar na esposa do rei da Holanda e na mãe dos herdeiros da Casa de Orange.
Tudo sob a égide e com o aval de sua sogra. Desde o início, Máxima cativou a soberana. Parecia a candidata perfeita para se casar com seu primogênito, na época com fama de amante da cerveja e da vida noturna.
No entanto, o caminho não era isento de obstáculos. "Máxima tinha um problema e este problema era seu pai", disse De Graaf.
As autoridades holandesas ordenaram uma investigação ao especialista holandês em temas latino-americanos Michiel Baud, que concluiu que, embora Zorreguieta "não tenha estado envolvido pessoalmente na repressão", era quase impossível "que não estivesse ciente de nada".
O casal também precisou enfrentar críticas por seus milionários investimentos imobiliários em tempos de crise. Em 2009 compraram uma casa em Moçambique e a polêmica foi tão grande que decidiram vendê-la. Também compraram uma mansão na Grécia e uma propriedade na Patagônia argentina.
Willem-Alexander e Máxima enfrentam agora o desafio de demonstrar a importância da monarquia. E com sua personalidade avassaladora, a rainha consorte deverá ser cautelosa para não ofuscar seu marido, o primeiro de sua geração na Europa a se tornar monarca.
"Ela é a coisa mais positiva que aconteceu na monarquia da Holanda", considerou James Peñafiel, especialista espanhol em realeza.

Rainha Beatrix abdica e Willem-Alexander é o novo rei da Holanda


 



"Dou lugar a uma nova geração. Meu filho assume a responsabilidade desta função", disse Beatrix, de 75 anos, que voltou a ser princesa dos Países Baixos, em um breve discurso.

Visivelmente emocionada, Beatrix assinou a abdicação após 33 anos de reinado. Automaticamente, o príncipe Alexander passou a ser o rei da Holanda e sua mulher, Máxima, a rainha consorte. Eles são os primeiros herdeiros europeus que assumem o trono no século XXI.

"Willem-Alexander estará acima dos partidarismos e será sensível às necessidades atuais. Para isto precisa do apoio de seu povo", afirmou na segunda-feira (29) em um discurso Beatrix, que voltou a ser princesa da Holanda.

Willem-Alexander e Máxima estavam acompanhados de suas três filhas. A mais velha, Catalina-Amalia, de 9 anos, é agora princesa de Orange, herdeira do trono holandês.

Milhares de holandeses se aglomeram na praça em frente ao Palácio Real para se despedir da rainha Beatrix.

"Neste momento, a monarquia pode estimular o respeito à democracia e estimular a coesão eintegração social", destacou a agora princesa Beatrix.

"Na entronização, o rei jura a Constituição para proteger a liberdade. As leis democráticas são sancionadas pelo rei e ele estimula a sociedade e todos os seus grupos. O poder ou a ambição pessoal não podem dotar hoje de conteúdo a Monarquia, que só pode existir como serviço à comunidade", completou.

"Querida mãe. Hoje abdica após 33 anos no trono, aos quais te agradecemos por tudo que fez. Em nome da rainha, eu agradeço por todo o apoio prestado à coroa", disse o novo rei Willem-Alexander, de 46 anos, em tom solene, mas muito emocionado, ao saudar a multidão na varanda do Palácio.

Vestido de fraque e coberto com um manto real, o príncipe de 46 anos jurou “perante os povos do reino observar e respeitar sempre o Estatuto do Reino e a Constituição”.

A praça Dam recebeu 25.000 pessoas, vestidas de laranja, como corresponde à Casa de Orange, segundo a polícia.

A festa de despedida da rainha começou na noite de segunda-feira (29). Milhares de convidados, entre eles membros das casas reais europeias, compareceram no baile de gala no renovado Rijksmuseum.

Tingida de laranja, em referência à dinastia dos Orange, Amsterdã estava pronta para as celebrações. A cidade previa que mais de um milhão de pessoas – vigiadas por cerca de 10 mil policiais – participassem do evento, com um custo de 11 milhões de euros.

A cerimônia oficial de coroação de Willem-Alexander será na medieval Nieuwe Kerk (Igreja Nova), que foi coberta de flores coloridas.

Nessa mesma Igreja, o primogênito da rainha se casou com Máxima Zorreguieta, de origem argentina, há pouco mais de 11 anos.

O novo rei deve jurar ante os povos do Reino "observar e respeitar sempre o Estatuto do Reino e a Constituição".

Depois do juramento, será oficialmente investido Rei pelo país e os Estados caribenho de

Aruba, Curaçao e Sint Maarten, antigas colônias da Holanda.
Como explicou a Casa de Orange, na Holanda um “novo rei não é coroado, mas investido”.

Novo rei
Willem-Alexander se converte no primeiro rei da Holanda dos últimos 123 anos, formando o casal real mais jovem das monarquias ocidentais.

“Ele é um homem de uma nova geração completamente preparado para seu novo papel", disse Fred de Graaf, presidente do Senado da Holanda. “Tem uma grande experiência internacional”, acrescentou.

Segundo pesquisa da rede de televisão “Nos”, divulgada um dia antes da entronização, 69% dos holandeses acreditam que Willem-Alexander será um bom rei. Um ano atrás, a aprovação era de 59%.

O príncipe foi um dos primeiros a se casar por amor com uma jovem sem sangue azul, e que além disso não era holandesa, mas sul-americana.

Arábia Saudita libera prática de esportes por mulheres em escolas


 

 
  O reino da Arábia Saudita vai permitir a prática de esportes por mulheres em escolas privadas do país. De acordo com a monarquia, alunas poderão ter aulas como futebol desde que usem "vestidos decentes". Em entrevista à agência estatal, o ministro da Educação do reino saudita, Mohammed al-Dakhini, afirmou que a medida é fundamentada no Islã.
- (A decisão) se baseia nos ensinamentos de nossa religião, que permite a prática de tais atividades por mulheres de acordo com a Sharia (lei islâmica) - afirmou o ministro.
Especialistas agora acreditam que a onda de maior liberdade chegue ao interior das universidades e escolas públicas do país, que ainda têm a segregação dos alunos por gênero.
Mas a relação da população feminina saudita com o esporte ainda é muito distante. Acadêmias de ginástica para mulheres chegaram a ser fechadas em 2010. O Comitê Olímpico Internacional repreendeu a Arábia Saudita por só enviar homens e times masculinos aos jogos olímpicos. Em resposta, a monarquia mandou duas atletas para as Olimpíadas de Londres de 2012.
A liberação da prática de esportes em escolas privadas é mais uma medida de flexibilização e garantia dos Direitos Humanos para as mulheres que a Arábia Saudita vêm adotando neste ano. No mês passado, a monarquia começou uma campanha contra a violência doméstica contra o sexo feminino e utilizou como slogan a frase: "Existem algumas coisas que não podem ser escondidas. Nem mesmo na Arábia Saudita".

Plebiscito sobre forma e sistema de governo completa 20 ano

 

 

Há 20 anos, os brasileiros foram às urnas em plebiscito nacional, por determinação constitucional, para escolher entre a forma de governo República ou Monarquia e entre Presidencialismo ou Parlamentarismo como sistema de governo a ser adotado no Brasil. O plebiscito ocorreu no dia 21 de abril de 1993, sendo que a República e o sistema presidencialista de governo foram mantidos pela população.

O plebiscito foi determinado pelo artigo 2º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988. Pelo artigo, a consulta popular estava marcada originalmente para ocorrer no dia 7 de setembro de 1993, mas foi antecipada para 21 de abril de 1993 pela Emenda Constitucional nº 2, de 25 de agosto de 1992.

De um universo de 90.256.461 eleitores na época, compareceram às urnas 66.209.385 (73,36%), sendo que 551.043 votaram em trânsito na ocasião. A República foi escolhida por 43.881.747 (66,28%) eleitores, sendo que a Monarquia recebeu 6.790.751 (10,26%) votos. Votaram em branco neste item 6.813.179 (10,29%) eleitores, e 8.741.289 (13,20%) anularam o voto.

Já 36.685.630 (55,41%) eleitores optaram pelo sistema presidencialista de governo, e 16.415.585 (24,79%), pelo parlamentarista. Votaram em branco neste item 3.193.763 (4,82%) eleitores, e 9.712.913 (14,67%) votaram nulo.

Primeiro referendo nacional

Em janeiro deste ano, completaram-se os 50 anos de realização da primeira consulta popular nacional por meio de referendo no país. No dia 6 de janeiro de 1963, os brasileiros foram convocados às urnas para opinar sobre a manutenção do regime parlamentarista, que então vigorava, ou se deveria retonar o presidencialismo. Venceu o presidencialismo.

A Justiça Eleitoral teve de preparar toda uma estrutura de eleição nacional para garantir que cada um dos eleitores espalhados pelos então 23 Estados e os territórios do Amapá, Roraima e Rondônia pudessem participar do referendo de 6 de janeiro de 1963 e opinar sobre os rumos da política nacional.

Na época, a seção eleitoral já era fixa para o eleitor, a cabine de votação era inviolável, havia uma cédula oficial de votação do referendo e uma urna padrão, fora todo o sistema de apuração organizado para garantir uma eleição mais segura, legítima e livre de fraudes.

Servidor aposentado da Justiça Eleitoral, Pedro Mattoso lembra que, originalmente, o referendo estava previsto para ocorrer em 1966, mas foi antecipado para 1963. “A Secretaria do TSE teve uma atuação muito grande na ocasião (do referendo)”, disse.

Ele lembra que, naquele tempo, o “máximo que se fazia”, em termos de tecnologia, era por telefone ou por telex. A Secretaria do TSE era composta, na ocasião, por aproximadamente 80 servidores, a maior parte transferida do Rio de Janeiro, e por alguns requisitados de outros órgãos públicos. “A confecção do material era toda manual, feita pelo Departamento de Imprensa Nacional”, relata.

Mattoso destaca que a apuração dos votos era feita manualmente, para a totalização do resultado: “De um eleitorado de 18 milhões, compareceram no referendo 12 milhões, sendo que 9,5 milhões foram favoráveis ao presidencialismo, e dois milhões votaram pela manutenção do parlamentarismo”.

Ele se recorda da precariedade dos meios de votação, em comparação às urnas eletrônicas atuais. “Hoje, você faz uma eleição de 135 milhões de votantes (a última eleição presidencial teve 135,8 milhões de eleitores) e, horas depois, tem o resultado definido”, diz Mattoso, ao salientar a evolução da Justiça Eleitoral nos últimos 50 anos.

Segundo referendo nacional

Em 23 de outubro de 2005, houve outro referendo nacional. Desta vez, para que a população opinasse sobre a proibição ou não do comércio de armas de fogo e munições no país.

Esses tipos de consulta popular (plebiscito e referendo) estão previstos no artigo 14 da Constituição Federal.

Consultas

A Justiça Eleitoral fez adaptações no software da urna eletrônica para que esta possa receber, ao mesmo tempo, os votos dos candidatos aos cargos eletivos e as respostas referentes às consultas de um plebiscito ou referendo. Antes, para se fazer uma consulta no mesmo dia da eleição, era preciso utilizar duas urnas diferentes, duas cabines, o que aumentava os custos, a exemplo do referendo regional do Acre de 2010.

Atualmente, com o sistema eletrônico de votação, já se pode fazer consultas (plebiscitos e referendos) junto com uma eleição, com o uso de uma única urna eletrônica. Foi o que aconteceu nas eleições municipais de 2012. No mesmo dia e na mesma urna em que escolhiam seus futuros prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, eleitores de cinco municípios de dois Estados (Rondônia e Rio Grande do Norte) puderam responder também a três plebiscitos locais acerca de criação, desmembramento e mudança de nome de município.

Manifestantes bloqueiam estradas numa tentativa de boicote

 

 


 

Manifestantes xiitas bloquearam este domingo várias estradas do Bahrein, envolvendo-se em confrontos com a polícia, mas as autoridades asseguram que foram tomadas todas as medidas para garantir que o Grande Prémio de Formula 1 decorre sem incidentes.
A oposição xiita, que se considera marginalizada pelo poder sunita no reino do Bahrein, está a mobilizar há uma semana os seus apoiantes para que façam ouvir as suas reivindicações, numa altura em que vários visitantes e jornalistas estrangeiros se encontram no país para a tradicional prova de automobilismo.
A corrida, prevista para a tarde de hoje no circuito de Sakhir, a sul da capital Manama, verá partir da "pole position" o piloto alemão Nico Rosberg (Mercedes), ao lado do seu compatriota Sebastian Vettel (Red Bull) e à frente do espanhol Fernando Alonso (Ferrari).
Segundo testemunhas, citadas pelas agências noticiosas internacionais, jovens mascarados que protestavam contra a realização da corrida bloquearam hoje de madrugada várias estradas dos arredores de Manama, queimando pneus, mas não conseguiram impediram o acesso ao circuito de Sakhir.
Durante a noite, a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar centenas de manifestantes que protestavam em várias aldeias xiitas contra a «fórmula do sangue», como batizaram a corrida.
Os manifestantes respondiam ao apelo lançado pelo Coletivo 14 de fevereiro, que iniciou há vários dias a chamada operação "vulcões de fogo", que visa bloquear estradas com recurso a pneus incendidos.
O grupo clandestino, que organizou a contestação nas redes sociais, pediu aos seus apoiantes para que se manifestem nas ruas no momento da partida da corrida.
No sábado, o grupo tinha já convocado os seus apoiantes para uma manifestação na Praça da Pérola, em Manama, símbolo da revolta reprimida há dois anos pelo poder, mas a polícia dispersou os manifestantes com recurso a gás lacrimogéneo.
Os tradicionais partidos da oposição, liderados pela formação xiita Al Wefaq, demarcaram-se das manifestações violentas, dizendo que não se opoem à realização da corrida, mas que irão utilizar o evento para chamar à atenção sobre as suas reivindicações.
Os xiitas reclamam a instauração de uma «verdadeira monarquia constitucional», onde o governo resulte de uma maioria parlamentar.
O Coletivo 14 de fevereiro apela, por seu lado, à queda do regime.