terça-feira, 1 de maio de 2012

Casa Romanov não apoia criação de Partido Monarquista na Rússia



A grã-duquesa Maria Vladimirovna afirma ter como missão principal a conservação das tradições unificadores do país


A Casa Romanov, instituição que congrega os descendentes da Família Imperial Russa, declarou não apoiar a criação de um Partido Monarquista na Rússia. No sábado, 7 de abril, adeptos da Monarquia reuniram-se em congresso em Moscou e decidiram pela criação deste partido, a ser organizado pelo ex deputado Antón Bekov.
German Lukianov, diretor jurídico da Casa Romanov, informou que a líder da instituição, a grã-duquesa Maria Vladimirovna, fez a seguinte declaração: “A Casa Imperial Romanov não participa de quaisquer formas de luta política, tendo por missão principal ser a conservadora das tradições unificadoras da nação russa.

A ENCRUZILHADA DA DO REINO DA ESPANHA

Foi submetido a uma cirurgia à anca, mas o acidente do rei Juan Carlos I numa caçada ao elefante, no dia 12 de abril, não para de gerar agitações. A sua estadia no Botsuana em plena crise económica abriu “um debate imprevisto mas provavelmente inevitável sobre os hábitos da monarquia espanhola”, constata El Periódico.
Este acontecimento é o resultado de um “annus horribilis” para a instituição real. Junta-se à suspeita de corrupção que paira sobre o genro do soberano, Iñaki Urdangarin, e ao recente acidente de tiro que envolveu o seu neto mais velho, Felipe Juan Froilán. Apesar do silêncio do Governo, os meios políticos e os meios de Comunicação Social multiplicam as críticas indiretas. O diário de Barcelona realça assim que
a inoportunidade desta viagem real é de tal modo evidente num momento em que o país atravessa dificuldades muito sérias, que mesmo os setores com fortes convicções monárquicas não podem dissimular a sua consternação.


El Periódico recorda o papel fundamental de Juan Carlos I na transição e no período democrático. Mas “apesar de a monarquia ter contribuído para a estabilidade institucional durante mais de três décadas, […] o afeto e respeito do povo diminuíram nestes últimos anos”.
O diário suscita o debate sobre a sucessão, na medida em que Juan Carlos tem 74 anos e acedeu ao trono com 37 anos, enquanto o príncipe Felipe tem hoje 44 anos:
Não é obviamente o melhor momento para a Espanha se envolver numa polémica que coloca em causa a monarquia […] Mas a monarquia deve renovar-se.

UM ANO DO CASAMENTO REAL INGLÊS

Os príncipes William e Kate, ele o segundo na linha de sucessão do trono da Grã-Bretanha, celebram amanhã o primeiro aniversário de casamento com a popularidade em alta. Mas, a população continua esperando ansiosamente pela notícia da chegada de um bebê. O casal atravessou sem tropeços, na Grã-Bretanha e no Exterior, o ano que se passou desde o conto de fadas vivido a 29 de abril de 2011. Segundo um especialista em realeza, Robert Jobson, o par “salvou a imagem da monarquia no imaginário popular”.

Mas, os admiradores continuam à espera de um bebê real, que, por ora, parece notícia distante. O biógrafo Andrew Morton disse há um ano que, se Kate não engravidasse nos nove meses seguintes, isso desafiaria 200 anos de tradição real.

Entretanto, os dois, que se casaram depois de oito longos anos de namoro e noivado, deixaram claro desde o princípio que descartavam qualquer calendário oficial.

Celebração particular
O casal, que teve um ano agitado, celebrará o aniversário em particular. Desde o casamento, os agora duques de Cambridge realizaram uma bem sucedida viagem pelo Canadá e Califórnia; reuniram-se com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e sua esposa Michelle; e arrastaram multidões em cada uma de suas aparições.

Apesar de não serem excessivamente carismáticos, William e, principalmente, Kate, apelido de Catherine, ocupam regularmente as primeiras páginas da imprensa.

“Os dois são bonitos e, além disso, tem o fator Diana”, assinalou Robert Johnson, resumindo o pensamento da maioria dos jornalistas. Kate, inclusive, junto com a irmã Pippa, entrou para a prestigiosa lista das 100 personalidades mais influentes selecionada pela revista norte-americana Time.

A ex-plebeia de sorriso aberto não é ainda, no entanto, um ícone da moda, já que o estilo elegante é muito clássico e divide os especialistas. Mas as roupas prêt-à-porter que compra se esgotam de imediato.

A família real Windsor, que aprendeu a lição com a tragédia de Diana, a acolheu de braços abertos. Kate apareceu em duas ocasiões em atos da rainha Elizabeth II, avó do marido

EX-PREMIÊ DA TAILANDIA É COMBATIDO PELOS MONARQUISTA S QUE SÃO CONTRA A SUA ANISTIA

Um agrupamento político monárquico tailandês convocará manifestações em massa na próxima semana se é concedida anistia ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, irmão maior da atual chefa de Governo, Yingluck, comunicou hoje a imprensa local.

  O porta-voz da Aliança do Povo pela Democracia da Tailândia, Panthep Puapongpan, declarou ao canal de televisão nacional que o próximo 26 de abril demandarão também 416 ministros e deputados por seus projetos para emendar a Constituição de 2007.

Essa organização pró-monarquia, cujos membros são chamados "camisas amarelas", contribuiu com suas mobilizações à destituição de Thaksin em setembro do 2006 e à instauração do novo Governo que se formou em 2008.

Thaksin governou desde 2001 até o golpe de estado que o tirou do poder, foi condenado em rebeldia a dois anos de prisão por um delito de corrupção e comunicou que esperava voltar de Laos, onde está exilado, a Bangkok este ano.

Yingluck ganhou o cargo de premiê nas eleições de 2011, às quais se presentou como candidata do partido de seu irmão maior, o Puea Thai.

A Tailândia foi palco de multitudinários protestos de rua, protagonizados pelas "camisas amarelas" e outras entidades que em 2010 causaram 92 mortos e uns mil 800 feridos.

O NACIONALISTA NORUEGUES BREIVIK VISOU TAMBEM O PALÁCIO REAL DA NORUEGA

No quarto dia de seu julgamento, o ultradireitista Anders Behring Breivik, autor confesso dos atentados que mataram 77 pessoas na Noruega no ano passado, afirmou nesta quinta-feira que, além das instalações do governo norueguês em Oslo, seu plano original era atacar também o escritório do Partido Trabalhista e um terceiro alvo, possivelmente o palácio real.

Em 22 de julho, Breivik lançou um duplo atentado, primeiro com um carro-bomba no complexo governamental da capital norueguesa, que deixou oito mortos, e depois ao assassinar 69 pessoas que participavam de um acampamento, na ilha de Utoya.

Ao ser questionado pelos promotores, Breivik disse que sua ideia inicial era explodir três diferentes alvos, que incluiriam o palácio real. Segundo ele, o possível atentado no palácio seria feito de maneira a não ferir os membros da família real. "A maioria dos nacionalistas e conservadores culturais é simpatizante da monarquia, incluindo eu mesmo", afirmou.

Os três atentados à bomba seriam seguidos por uma série de tiroteios, relatou Breivik, que acabou desistindo das explosões múltiplas porque a construção de uma única bomba acabou sendo "muito mais difícil" do que ele imaginava.

A expectativa é que o julgamento de Breivik, iniciado na segunda-feira, se estenda por dez semanas.

Renúncia coletiva do governo antecipará eleições gerais na Holanda



Rutte liderava um governo de coalizão de minorias em busca de mais cortes nos gastos do governo, mas não obteve apoio do Partido da Liberdade, que é de direita. Sem o apoio da sigla no Parlamento, não houve possibilidade de levar adiante a discussão, segundo especialistas.
Apesar de integrar a base governista, o Partido da Liberdade apoiava o governo. No entanto, abandonou a discussão sobre a tentativa de cortar cerca de 16 bilhões de euros (cerca de R$ 39 bilhões) do orçamento do país, causando uma crise governista.
A Holanda é uma monarquia constitucional e o Poder Executivo é formado pelo Conselho de Ministros dos Países Baixos, comandado pelo primeiro-ministro e por uma equipe de ministros que varia de 13 a 16 integrantes. Desde os anos de 1970, o primeiro-ministro holandês também comanda a coalizão no Parlamento.


Dupla protesta em embaixada do Bahrein em Londres


Dois manifestantes subiram no telhado da embaixada do Bahrein em Londres, abrindo uma faixa em protesto à família real bareinita. Uma fotógrafa da Associated Press viu dois homens com uma bandeira no telhado do prédio. No Twitter, um usuário identificado coo Moosa Abd Ali disse ter ocupado o que chamou que de "Al Khalifa den", em referência à família governante do Bahrein.

Uma faixa que foi aberta pelos manifestantes mostra as fotografias do ativista Abdulhadi al-Khawaja, que está em greve de fome, e do graduado líder opositor xiita Hassan Mushaima, ambos sentenciados à prisão perpétua no Bahrein após os protestos pró-democracia realizados no país no ano passado.

"Mais de 60 anos de greve de fome", diz a faixa, em referência a Al-Khawaja. O ativista, que tem cidadania dinamarquesa e bareinita, é o foco de uma campanha internacional que tem como objetivo sua libertação. Manifestações diárias realizadas por seus partidários no Bahrein geralmente atraem resposta violenta das forças de segurança. O primeiro-ministro da Dinamarca descreveu o estado de saúde do ativista como "muito crítico".

O Bahrein nega que a saúde de Al-Khawaja esteja piorando.

O país enfrenta um levante que já dura 14 meses e tem como objetivo de enfraquecer os poderes da monarquia sunita. Ultimamente, o país vem registrando um aumento na violência.

A polícia metropolitana de Londres disse nesta segunda-feira que preparava um comunicado sobre o incidente na embaixada. Equipes de resgate disseram que mantinham duas ambulâncias na praça Belgrave, onde também ficam as embaixadas da Síria e da Alemanha, dentre outras. Ligações telefônicas feitas para a embaixada do Bahrein não foram atendidas.