Projeto foi idealizado após o muçulmano Zehaf-Bibeau matar um soldado e tentar atacar o Parlamento canadense em outubro de 2014
No Canadá, a comunidade muçulmana Ahmadi encontrou uma maneira bem
criativa e convidativa para discutir a questão do preconceito contra o
Islã. Assim, desmistificando a ideia de que o islamismo só se resume a
terroristas extremistas, intolerância religiosa e homens bomba, a
campanha Meet a Muslim Family (Conheça
uma família muçulmana) incentiva outras famílias da comunidade a abrir
as portas de suas casas e mesquitas aos vizinhos.
A ação, que aconteceu de 1 a 14 de março, contou com a participação
de internautas que se cadastraram pelo site da campanha. Em seguida, os
interessados eram encaminhados para o encontro com alguma família.Depois
da visita, os participantes podiam publicar os relatos de suas
experiências no Twitter .
O Presidente francês, François Hollande, instou o Luxemburgo a
"ir o mais longe possível" em matéria de harmonização fiscal, após o
escândalo LuxLeaks ter revelado um sistema de evasão fiscal maciça no
Grão-Ducado.
As declarações foram feitas durante a visita de
Hollande ao Grão-Ducado, na sexta-feira. "O Luxemburgo comprometeu-se a
desenvolver novas
práticas", disse Hollande, durante uma conferência de imprensa com o
primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel.
Saudando os
"esforços desenvolvidos" pelo Luxemburgo, nomeadamente a aceitação da
troca automática de informações em matéria de tributação de rendimentos de poupanças,
o Presidente francês convidou o Governo luxemburguês a "ir o mais longe possível
nesta harmonização" fiscal.
Xavier Bettel recusou novamente
as críticas ao Luxemburgo, defendendo que é "redutor" limitar o
Grão-Ducado a um país com vantagens fiscais. "A
maior empresa no Luxemburgo é a ArcelorMittal, mas disso não se fala",
lamentou.
"O Luxemburgo não bloqueará nada" em matéria de
harmonização fiscal, acrescentou Bettel, defendendo no entanto que "é
preciso encontrar regras comuns para os 28 países" da União Europeia.
Hollande
confirmou que a França forneceu a outros países informações
provenientes dos ficheiros do banco suíço HSBC, na origem do escândalo
SwissLeaks. "Alguns países já nos fizeram o pedido e nós já acedemos",
declarou.
"Disse a todos os países europeus que quisessem dispor
destas informações que podiam dirigir-se aos nossos Ministérios (...) e
que tudo lhes seria fornecido, em função das regras europeias",
acrescentou.
Na quinta-feira, o ministro das Finanças francês, Michel Sapin, indicou
que a lista com clientes suspeitos de fraude fiscal "já foi entregue a
19 países".
A
investigação do caso SwissLeaks teve origem em Hervé Falciani, um
funcionário italo-francês
do HSBC, que já em 2008 tinha feito denúncias ao Governo francês.
A investigação então lançada ficou conhecida como "lista Lagarde", já
que na
altura a actual líder do FMI era ministra das Finanças em França.
O jornal francês Le Monde e o Consórcio Internacional de Jornalistas de
Investigação (ICIJ) tiveram acesso a dados de mais de 100 mil clientes,
de 203 países, parte dos quais divulgaram no início de Fevereiro. Hollande anuncia oito mil milhões de euros para plano Juncker
Durante a visita, o Presidente francês anunciou também que o seu país
vai disponibilizar mais oito mil milhões de euros de investimentos no
âmbito do plano Juncker.
"Para ter um efeito estimulante, o plano
Juncker deve apelar a outras contribuições: públicas, financeiras,
privadas. E anunciei que a França, através da Caixa de Depósitos e da
Banca Pública de Investimentos (BPI), vai acrescentar oito mil milhões
de euros" ao plano, declarou Hollande na presença de Werner Hoyer,
presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI).
O
objectivo é "permitir que estes investimentos sejam utilizados de
imediato, designadamente graças a fórmulas de pré-financiamento, que o
Banco Europeu de Investimento vai pôr em prática", precisou.
Estes
oito mil milhões permitirão "co-financiar os projectos seleccionados no
âmbito do plano de investimento anunciado pelo presidente da Comissão
Europeia, Jean-Claude Juncker", avaliado em 315 mil milhões de euros,
precisou um dirigente do BEI.
Na terça-feira, a Alemanha prometeu
cinco mil milhões de euros suplementares de investimentos, ao nível das
autarquias, até 2018, quatro meses após ter anunciado dez mil milhões
de euros de investimentos, designadamente em infra-estruturas. No final
de Fevereiro, a Espanha também prometeu 1,5 mil milhões de euros através
de co-financiamento de projectos.
No
entanto, diversos governos europeus hesitam em associar-se a este
plano. Na quinta-feira, durante uma conferência de imprensa em Bruxelas,
Juncker tinha sublinhado esta situação, e ao recordar os recentes
anúncios de Berlim e Madrid disse ter "convidado a França a fazer o
mesmo".
O presidente da Comissão Europeia apresentou o seu plano
no final de 2014 para relançar o crescimento e o emprego e apoiar a
retoma na Europa. O projecto prevê a criação de um “Fundo europeu para os
investimentos estratégicos” (FEIS), destinado a mobilizar 325 mil
milhões de euros em três anos, contando com um efeito de "alavanca". No
entanto, o Fundo é de momento apenas financiado pela Comissão Europeia e
o Banco Europeu de Investimento (BEI), com um ‘plafond’ de 21 mil
milhões de euros. Os Estados que não contribuíram directamente preferem
envolver-se no co-financiamento de projectos nacionais.
O
Grão-Duque Henrique, do Luxemburgo, salientou hoje, na Cidade da Praia,
a importância da cooperação com Cabo Verde e indicou que o novo
Programa Indicativo, a assinar na quinta-feira, vai permitir abrir uma
nova etapa nas relações bilaterais.
Henrique,
que iniciou hoje uma visita oficial de três dias a Cabo Verde, a
convite do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, destacou que o
IV PIC 2016/20, no montante de 45 milhões de euros (menos 15 milhões de
euros do que o III), alarga a cooperação a novas áreas.
O Grão-Duque, na única declaração aos jornalistas, feita após um
encontro com Jorge Carlos Fonseca, destacou que exemplo disso são as
áreas do turismo, energias renováveis, água, saneamento, economia
marítima, económico-empresariais e cultural.
Salientando que a comunidade cabo-verdiana residente no Grão-Ducado -
9.000 membros no total, em que 4.000 deles já tem nacionalidade
luxemburguesa -, está "bem integrada" e é "trabalhadora", Henrique
destacou que o desenvolvimento económico do arquipélago tem "a simpatia"
das autoridades luxemburguesas.
Jorge Carlos Fonseca, por seu lado, destacou as relações "exemplares"
entre os dois países, realçando a "solidez, extensão e cumplicidade" da
cooperação bilateral, que remonta aos anos 1980.
O chefe de Estado cabo-verdiano, realçando a "nova etapa" nas
relações bilaterais, vai condecorar Henrique com a Medalha Amílcar
Cabral, a mais alta distinção do Estado de Cabo Verde, cerimónia que
decorrerá na ilha de Santo Antão, onde o Luxemburgo iniciou a cooperação
com o arquipélago, e antecederá a assinatura do IV PIC.
Após o encontro com o chefe de Estado, Henrique recebeu as "chaves da
cidade" da capital cabo-verdiana, entregue pelo edil praiense, Ulisses
Correia e Silva e depositou uma coroa de flores no mausoléu Amílcar
Cabral, antes de uma visita ao primeiro-ministro cabo-verdiano, José
Maria Neves, de que não houve declarações.
Pelo meio, e durante um passeio, a pé, pelo centro histórico da
Cidade da Praia, o Grão Duque do Luxemburgo quebrou várias vezes o
protocolo e que espalhou simpatia, ao desdobrar-se em conversas com
elementos da banda municipal que o aguardava junto à câmara praiense e
entusiasmar-se ao som das batucadeiras na praça contígua, para exaspero
dos seguranças dos dois países.
Ao percorrer a Rua Pedonal, em pleno Plateau, ladeado por Correia e
Silva, e pela ministra das Comunidades, Fernanda Fernandas, entrou
subitamente para o mercado municipal, que, a meio da manhã, está
tradicionalmente apinhado.
Os comerciantes, surpreendidos inicialmente com o aparato num espaço
exíguo, desconheciam a origem do visitante, mas acabaram por continuar
as vendas, alguns deles a queixarem-se da "invasão" de seguranças e de
alguns empurrões à mistura.
Sempre a sorrir e a interagir com vendedeiras e populares, e
novamente na Rua Pedonal, o Grão Duque Henrique ainda parou outra vez
numa pequena esplanada, onde pediu a um cabo-verdiano, que tinha na mão
um cavaquinho, para tocar e cantar algo.
A "roda" foi engrossando e os sorrisos e gargalhadas foram uma
constante, o que levou a ministra das Comunidades cabo-verdiana a
confidenciar à agência Lusa que, desta forma, não há protocolo que
resista.
Após o almoço em sua honra, oferecido pelo primeiro-ministro
cabo-verdiano, Henrique participa numa sessão solene no Parlamento,
visitar a embaixada do Grã-Ducado na Cidade da Praia e inaugura o Centro
de Energias Renováveis e de Manutenção Industrial (CERMI), projeto
financiado pela Cooperação Luxemburguesa.
Antes do banquete oficial oferecido pelo chefe de Estado
cabo-verdiano, o Grão-Duque preside à abertura do Fórum Económico e
Empresarial.
O
relatório da organização expõe vários casos de exploração laboral, da
recusa em dar baixa por doença ao trabalho infantil e à discriminação de
grávidas.
A Human Rights Watch
(HRW) denunciou hoje a violação dos direitos laborais em fábricas
têxteis do Camboja subcontratadas por marcas internacionais, com casos
de trabalho infantil e de discriminação de grávidas.
"As
mulheres são as mais afetadas pelas violações dos direitos laborais",
já que representam "90% do total dos trabalhadores", denunciou hoje a
investigadora da HRW, Aruna Kashyap em comunicado.
A HRW, com base em entrevistas a trabalhadores, ativistas, sindicatos e representantes das empresas e do Governo, expõe, num relatório, vários casos de exploração laboral, como a recusa em facultar baixa por doença ou licença de maternidade.
"Pediu
baixa e foi-lhe negada (....). Chorava de dores, mas continuou a
trabalhar porque tinha medo que não lhe renovassem o contrato", diz a
HRW, referindo-se ao testemunho de Lay Thida sobre uma colega grávida e
funcionária de uma subcontratada da marca Marks and Spencer.
Michelle
Obama, a primeira esposa de um presidente americano a visitar o
Camboja, pediu neste sábado às colegiais deste país que se dediquem aos
seus estudos para obter as ferramentas para lutar por mais igualdade e
justiça.
A primeira-dama americana está em visita ao empobrecido
país asiático, que é chefiado pelo mesmo homem forte há trinta anos, o
premiê Hun Sen, para apoiar a educação das meninas, enquanto 62 milhões
delas não têm acesso aos estudos no mundo, uma verdadeira crise, segundo
ela própria.
"Quando as meninas recebem educação, quando elas
aprendem a ler, escrever e pensar, isto dá a elas as ferramentas para se
expressar e falar sobre as injustiças, bem como para exigir um
tratamento igualitário", afirmou em discuso às instalações da
organização de ajuda americana Peace Corps, em Siemp Reap, no oeste do
país.
"Isto ajuda a quem participem da vida política de seu país e exibir prestação de contas a seus dirigentes", acrescentou.
Mais
cedo, Michelle, ela própria uma mulher de origem modesta, que se formou
advogada na prestigiosa Universidade de Harvard, visitou uma escola com
a esposa do premiê cambojano, Bun Rany, para ouvir as meninas sobre os
problemas que elas enfrentam para ter acesso à educação.
As duas
mulheres foram saudadas por estudantes vestindo uniformes nas cores
preta e branca que acenavam bandeiras cambojanas e americanas, que
cumprimentaram a primeira-dama em um inglês treinado com capricho.
Algumas
das jovens descreveram as dificuldades que enfrentam para estudar, tais
como longas viagens que fazem para chegar à escola e a pressão que
sofrem das famílias para encontrar um trabalho ou ajudar nas tarefas
domésticas.
"Todos os dias, eu acordo às 04H00 pra cozinhar o
arroz que trago para a escola", contou uma menina, chamada Sohang. "Eu
levo uma hora de bicicleta para chegar à escola", continuou.
O sistema educacional do Camboja foi devastado nos anos 1970, sob o regime brutal do Khmer Vermelho.
Um
grande número de intelectuais e professores foi assassinado à medida
que o regime de Pol Pot desmantelava a sociedade moderna em sua busca
por uma utopia agrária marxista.
Este período traumático deixou o
país empobrecido e com uma escassez aguda de professores, algo que
ainda assombra o sistema educacional até hoje.
Segundo
estatísticas do governo do Camboja, 68% das crianças estão matriculadas
no ensino básico, mas este percentual despenca para 17,7% nos primeiros
anos do ensino médio e para apenas 8,8% nos últimos anos deste nível.
De
acordo com a organização de caridade "Room to Read", que atua na
educação de crianças no país asiático, há três vezes mais meninos do que
meninas nas escolas.
O governo americano lançou a iniciativa
"Let Girls Learn" (Deixem as meninas aprender), que Michelle Obama
promove durante sua visita. O programa será conduzido por voluntários da
Peace Corps em 11 países e irá impulsionar a educação das meninas.
Antes da visita ao Camboja, a primeira-dama esteve no Japão, um importante doador da iniciativa.
Mais
tarde neste sábado, a comitiva de Michelle a conduziu ao famoso
complexo do templo de Angkor para a surpresa das centenas de turistas
que disparavam suas câmeras na direção da primeira-dama, enquanto ela
caminhava pelo local, considerado um sítio do patrimônio histórico.
Vento de pânico e descontentamento entre os clientes da Banca Privada d’Andorra (BPA), envolvida num escândalo de branqueamento de capitais de grupo criminosos.
Desde ontem, os clientes acorrem à sede em busca de informações. A
nova direção impôs limites aos levantamentos. Permite o levantamento de 2
500 euros por semana e por conta.
Uma cliente explica que precisa do dinheiro para viver até ao fim do mês, diz ter medo e acusa o banco de não dar informações.
Outro acrescenta: “Não sabemos muito bem o que se está a passar. Fomos ao supermercado fazer compras e o cartão não funciona”.
As autoridades de Andorra tentam evitar uma retirada massiva de dinheiro, como a que conduziu à falência do Banco Madrid, a filial espanhola do BPA, dedicada à gestão de fortunas.
Os gestores interinos decidiram cessar todas as operações e pediram uma reunião de credores.
Um cliente diz que tinha no banco 740 mil euros, ou seja, todas as
poupanças e não pode retirar nada. Outro adianta: “Não esperava isto,
tinha aqui o dinheiro mas não era para branquear. Sou cliente há dez ou
12 anos”.
Os depósitos até 100 mil euros estão garantidos. E, segundo o Banco de Espanha, apenas 500 clientes têm somas superiores.
Antes da falência, o Banco Madrid geria 6 mil milhões de euros de ativos. Desde 2011 pertencia a 100% ao BPA, o quarto maior banco de Andorra.
O governo do Principado procura conter os danos do escândalo, evocando a solvabilidade e a transparência dos outros quatro bancos.
Aquela que é a notícia da semana em Espanha veio a público na passada terça-feira.
O supervisor andorrenho – o Institut Nacional Andorrà de Finances
(INAF) – interveio na Banca Privada de Andorra (BPA) por branqueamento
de capitais, tendo sido a acusação procedente de uma denúncia
interposta pela divisão de delitos financeiros do Tesouro dos Estados
Unidos (FinCen) na qual se acusa a instituição de “facilitar
conscientemente transações de lavagem de dinheiro que atuavam em nome de
organizações criminais transnacionais”.
Seguiu-se a ação do supervisor homólogo espanhol, o Banco de Espanha, que tomou medidas semelhantes relativamente ao Banco Madrid – que é em 100% detido pela Banca Privada de Andorra – de forma a assegurar “a continuação da atividade desta entidade”.
Conselhos de administração do BPA e Banco Madrid afastados
O caso polémico e a investigação já despoletaram a demissão do conselho
de administração do Banco Madrid (no final do dia 11 de março,
quarta-feira), enquanto que o chefe do Governo de Andorra, Antoni
Martí, anunciou já esta quinta-feira a demissão de todo o conselho de
administração da Banca Privada de Andorra.
BPA: acusação de branqueamento de capitais
Especificamente, o Tesouro Americano, através da FinCem, classifica a BPA como uma “instituição financeira submetida a uma preocupação de primeira ordem em matéria de branqueamento de capitais”.
No comunicado da entidade é dito que “durante vários anos, altos
quadros do BPA facilitaram conscientemente transações de lavagem de
dinheiro que atuam em nome de organizações criminais transnacionais”,
dedicadas ao crime organizado (apontam a Rússia e a China), à corrupção e
ao tráfico ilegal de seres humanos. Segundo este relatório,
terão sido facilitadas transações da máfia russa através de Andrei
Petrov; mas também operações envolvendo o cidadão chinês Gao Ping, ou a
empresa estatal venezuelana Petróleos da Venezuela (PDVSA), na qual se
calcula que o banco andorrenho tenha branqueado 2.000 milhões de
dólares.
No que diz respeito à intervenção do Banco de Espanha no Banco Madrid -
totalmente detido pela instituição andorrenha – a autoridade espanhola,
em comunicado, diz ter tomado essa decisão de forma a “assegurar a
continuidade da atividade desta entidade, tendo em conta as decisões
adotadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e pelo INAF.
Banco Madrid – qual o posicionamento?
O Banco Madrid dirigi-se exclusivamente ao segmento de clientes de banca privada,
aos quais oferece apenas a função de gestão, não efetuando
aconselhamento. A gestão discricionária de carteiras pode ser apontada
como o ponto forte da entidade. O património mínimo para aceder aos
serviços de banca privada da instituição, segundo referiram à Funds People Espanha numa das edições da revista espanhola, é de 500.000 euros.