quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Transparência oblige: Casa Real espanhola fixa salário para a rainha Sofia e Letizia

 


É uma pequena revolução na tradicionalista monarquia espanhola. Em nome da transparência, a Casa Real espanhola fixou, pela primeira vez, um salário para a rainha Sofia e para a princesa Letizia – remunerações indexadas à do Rei Juan Carlos e que não incluem as igualmente generosas despesas de representação.
Os valores atribuídos às duas consortes foram divulgados no dia em que o Palácio da Zarzuela, a residência oficial dos monarcas espanhóis, divulgou as contas da Casa Real em 2013 e o orçamento previsto para 2014, o último antes da entrada em vigor da nova Lei da Transparência, que a obrigará a divulgar em detalhe todos os rendimentos e gastos anuais.
Segundo o jornal El País, que cita os documentos oficiais, em 2014 a rainha Sofia receberá uma remuneração anual de 63.234 euros, o equivalente a 45% do salário atribuído ao rei, a que se soma um valor semelhante (68.505 euros) destinadas a despesas de representação. A mulher do príncipe Filipe receberá 49.182 euros em salário (35% da remuneração de Juan Carlos) e 53.282 para gastar em roupas, pessoal e outras despesas no âmbito das suas funções.
Até agora, a Casa Real divulgava apenas o montante total ao dispor dos elementos femininos da família real, que era dividido em função dos actos oficiais a que compareciam: em 2013, a rainha Sofia, a princesa Letizia e a infanta Helena puderam gastar 260 mil euros – a infanta Cristina, que não comparece em cerimónias oficiais desde que o marido foi acusado num caso de corrupção, não estava abrangida.
Um porta-voz do palácio assegura que os gastos serão idênticos aos de anos anteriores e que a diferença é sobretudo contabilística. “É mais transparente, mais justo e mais profissional fazê-lo assim”, disse, citado pelo El País.
Nas contas divulgadas nesta segunda-feira, a Casa Real revela ainda que as três intervenções cirúrgicas a que Juan Carlos foi submetido no ano passado custaram mais de 165 mil euros e que o rei gastou perto de 100 mil euros a renovar a página oficial.
Em 2014, a Casa Real receberá dos contribuintes uma dotação de 7,7 milhões de euros, um valor que o Governo assegura ser 2% inferior ao do ano passado. Tanto o rei como o herdeiro vão manter o seu salário (o príncipe Filipe recebe metade da remuneração do pai). Um valor que o Governo do Partido Popular disse, aquando da discussão do último orçamento, ser muito inferior à média das casas reais europeias e que equivalia a apenas 17 cêntimos por contribuinte. Contudo, sublinha o El País, neste montante não estão incluídos os gastos com viagens oficiais, suportadas pelo orçamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros, ou a manutenção dos palácios reais, que é da responsabilidade da Direcção de Património.
A monarquia espanhola atravessa o seu pior momento desde a transição para a democracia – na qual Juan Carlos, chamado ao cargo pelo ditador Francisco Franco, jogou um papel central –, depois dos gastos com as viagens do rei e das suspeitas de corrupção que recaem sobre Cristina e o marido.
Numa tentativa de superar a desconfiança, a Casa Real anunciou, em Abril, estar a negociar com o Governo a forma de ser abrangida pela Lei de Transparência, Acesso à Informação e Bom Governo, que viria a ser aprovada cinco meses depois. Ao abrigo do diploma, que entra em vigor no próximo ano, o Palácio passará a revelar em pormenor as despesas da Casa Real, de quanto gasta em cada banquete oficial às despesas com jardinagem, por exemplo, mas algumas informações permanecerão confidenciais, como é o caso dos gastos com segurança.

Salvas de canhão lembram os 62 anos de Elizabeth II no trono

 

  A rainha Elizabeth II da Inglaterra completa nesta quinta-feira 62 anos no trono, data que foi lembrada com salvas de canhão no Hyde Park e na torre de Londres.
A soberana, que chegou ao trono após a morte de seu pai, o rei George VI, em 6 de fevereiro de 1952, não está comemorando o aniversário de forma especial, segundo o palácio de Buckingham.
Em uma típica manhã cinza e chuvosa de Londres, a Artilharia Real disparou hoje 41 salvas de canhão em Hyde Park, enquanto, na torre de Londres, a Companhia de Artilharia lançou 62 salvas, eventos assistidos por muitos turistas.
A ausência de festejos especiais para este ano contrasta com os de 2012, quando houve vários dias de celebrações em grande estilo e um grande show em junho diante do palácio de Buckingham.
No ano passado, o aniversário da coroação foi recordado com uma cerimônia religiosa na Abadia de Westminster de Londres, o mesmo templo onde Elizabeth II foi coroada em junho de 1953.
Apesar de seus 62 anos no trono e de estar a ponto de completar 88 anos em abril, a soberana britânica exibe boa saúde e deve fazer duas viagens internacionais nos próximos meses.
Em 3 de abril, ela viajará com seu marido, o duque de Edimburgo, de 92 anos, a Roma para se reunir com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, e realizar uma audiência com o papa Francisco.
O destino seguinte será a França, entre 5 e 7 de junho, para participar com seu marido e o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, dos eventos de comemoração do 70º aniversário do desembarque da Normandia.
Devido a sua idade avançada, espera-se que a Rainha reduza seus compromissos oficiais enquanto os do príncipe de Gales aumentarão, já que a abdicação está descartada.
Ainda herdeira do trono, a então princesa Elizabeth prometeu aos 21 anos que dedicaria sua vida a servir ao país.
Durante seu reinado, a soberana britânica viajou muito: foram mais de 260 viagens ao exterior, frequência que diminuiu bastante nos últimos tempos por causa de sua idade.
Elizabeth II se encontrava de viagem pelo Quênia quando chegou ao trono à morte de seu pai, o que a obrigou a voltar imediatamente a Londres com o príncipe Felipe.
O rei George VI, que morreu de câncer, foi soberano de maneira inesperada em 1936 quando seu irmão, o rei Eduardo VIII, decidiu deixar o trono por não poder se casar com a americana Wallis Simpson, que era divorciada.
Elizabeth II é a soberana que reinou mais anos no Reino Unido após sua antepassada a rainha Vitória, que esteve no trono 64 anos e é a única monarca na Commonwealth (comunidade de ex-colônias e ex-protetorados britânicos) que também realizou um Jubileu de Diamante, em 1897.
A monarquia britânica goza atualmente de uma grande popularidade, sobretudo após o casamento do príncipe William - terceiro na linha de sucessão ao trono - com Kate, a duquesa de Cambridge, e o nascimento em julho do ano passado de seu filho, o príncipe George.

Polícia do Dubai adiciona Bugatti Veyron à sua frota

 

 
A troco da quantia de 1,6 milhões de dólares (1,2 milhões de euros), a Polícia do Dubai acaba de adquirir um poderoso Bugatti Veyron para juntar à frota de carros com que patrulha alguns dos principais pontos turísticos da cidade, como a torre mais alta do mundo, a Burj Khalifa. Este mesmo objetivo foi indicado pelo Major Khamis Matter Al Mazelna ao site Huffington Post, afirmando que o carro foi comprado para “modernizar a frota e intensificar a presença em importantes áreas turísticas”.

A notícia da aquisição deste Bugatti Veyron só agora foi confirmada oficialmente, através do meio de comunicação que é habitualmente usado pelas autoridades do país para dar a conhecer as suas novas “bombas”, o facebook da polícia do Dubai. Já antes tinham existido vários rumores sobre a existência do modelo que já foi o mais rápido do mundo (ultrapassado somente pelo “irmão” Veyron Super Sport) nas garagens das autoridades daquele emirado, mas apenas num post no Facebook do dia 6 do presente mês de Fevereiro, as autoridades da nação árabe confirmaram a presença deste carro.

Esta é mais uma adição à potente e exclusiva frota destinada a patrulhar as estradas (e as dunas de areia) do Dubai, à qual já pertencia uma extensa lista de supercarros. Entre as várias compras que as autoridades desta monarquia árabe foram fazendo encontram-se o Dodge Charger, as duas versões (carro e carrinha) do Ford Police Interceptor, o BMW Serie 5 e o Serie 6 Grand Coupé, o Toyota Prado, o Chevrolet Camaro Patrol Car, o Mercedes SL 63, o Aston Martin One-77, o Lamborghini Aventador e o Ferrari FF. As últimas adições à “coleção” foram um Ford Mustang, um Brabus B63S-700 e um McLaren MP4-12C.

Apesar da extensa lista de supercarros das autoridades do Dubai, o Bugatti consegue adicionar ainda mais velocidade à coleção, já que o carro conta com uma velocidade máxima acima dos 400km/h. Com uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em somente 2,6 segundos, provavelmente a maioria das perseguições do Bugatti Veyron da Polícia do Dubai vai terminar praticamente assim que começar.

Oposição tailandesa anuncia batalha judicial para anular legislativas

 

 
A oposição tailandesa prometeu uma nova ofensiva contra o Governo tailandês, desta vez na frente judicial, com o anúncio de que vai pedir ao Tribunal Constitucional a anulação das eleições legislativas de domingo – que boicotou e que considera terem ficado manchadas por inúmeras irregularidades.
O anúncio surge horas depois de um alerta dos Estados Unidos contra a tentação do Exército de voltar a intervir na vida política do país, repetindo os golpes militares do passado. “Não queremos ver, em caso algum, um golpe de Estado ou violência” na Tailândia, respondeu o porta-voz do Departamento de Estado quando questionado sobre uma possível intervenção do Exército para pôr fim a mais de três meses de protestos em Banguecoque. Vários analistas admitem, no entanto, como mais provável uma intervenção da magistratura, muito próxima da monarquia e da oposição.
Dois dias depois da votação – que o Governo da primeira-ministra Yingluck Shinawatra antecipou numa tentativa de pôr fim aos protestos – o Partido Democrata anunciou que vai apresentar dois recursos ao Constitucional. O primeiro visa directamente as eleições, com vista à sua anulação, o segundo pede a dissolução do partido Puea Thai, da primeiro-ministra, “por ter decretado o estado de emergência, o que significou que as eleições não puderam realizar-se em circunstâncias normais”, explicou à Reuters um porta-voz da formação da oposição.
O estado de emergência foi decretado a 22 de Janeiro e, entre outros aspectos, autorizava as forças de segurança a imporem o recolher obrigatório, interditar espaços públicos e deter suspeitos sem acusação. Não há informações de que estas medidas tenham sido efectivamente concretizadas, mas o Partido Democrata vê na decisão do Governo um instrumento “utilizado pelo Puea Thai para se manter no poder por meios inconstitucionais”.
As legislativas decorreram sem grandes incidentes, embora os apoiantes da oposição tenham impedido a votação em cerca de 10% das mesas de voto, não se sabendo ainda quando poderão as eleições realizar-se nestes círculos. Por seu lado, a Comissão Eleitoral revelou que está a analisar denúncias de irregularidades na inscrição de candidatos e alegados abusos de poder por parte do Governo. Nestas circunstâncias, é provável que os resultados da votação demorem semanas ou até mesmo meses a ser divulgados, o que promete arrastar a instabilidade e tornar mais provável uma nova intervenção judicial – na última década foram várias as vezes em que as decisões judiciais influíram no curso político do país, como foi o caso das legislativas de 2006, igualmente boicotadas pelos democratas e mais tarde anuladas por decisão judicial.
Mas ainda que os resultados sejam conhecidos e validados pela justiça é pouco provável que sirvam para pôr fim à instabilidade ou alterem o equilíbrio de forças da disfuncional política tailandesa, em crise há oito anos. Todas as previsões apontam para a reeleição, sem dificuldades, de Yingluck Shinawatra, acusada pela oposição de não ser mais do que um fantoche do irmão, o magnata e antigo primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, exilado desde que em 2008 foi condenado por corrupção, dois anos depois de ter sido afastado por um golpe militar.
Para a oposição, dominante entre as elites urbanas e próximas da monarquia, Thaksin subverteu a democracia do país com as suas políticas populistas, destinadas a angariar o voto dos mais pobres. O antigo primeiro-ministro, imensamente popular nas zonas rurais e nos bairros pobres das grandes cidades, acusa a oposição de rejeitar a democracia e de conspirar com juízes e militares para o manter afastado do poder.

Tribunal do Bahrein dissolve conselho xiita

 


Um tribunal do Bahrein dissolveu o Conselho Islâmico Olamaa, que reúne importantes clérigos xiitas do país. A denúncia sobre a dissolução do conselho partiu do Al-Wefaq principal grupo xiita de oposição. Não houve confirmação oficial até o momento.

Por meio de nota, o Al-Wefaq qualificou o veredicto de hoje como uma "declaração de guerra" à comunidade xiita do Bahrein.

Há três anos, integrantes da comunidade xiita protestam sistematicamente para reivindicar mais direitos e liberdades civis e afirmam ser discriminados pela monarquia sunita.

Os xiitas representam a maioria da população do Bahrein, mas o país é controlado por uma minoria sunita. A repressão aos protestos ordenada pelo governo resultou na morte de dezenas de pessoas ao longo dos últimos anos.

A pequena nação insular situada no Golfo Pérsico tem grande importância geopolítica. O Bahrein sedia a Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos. 
 
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Contas da realeza britânica na mira dos deputados

 

 
Legisladores britânicos convocaram nesta terça-feira a Casa Real de Elizabeth II a reduzir os gastos.
Segundo um relatório do Comitê de Contas Públicas, as finanças da realeza registraram um prejuízo de 2,3 milhões de libras entre 2012 e 2013.
O grupo encarregado de examinar o sistema financeiro que subsidia a monarquia do Reino Unido destacou ainda a necessidade de diminuir rapidamente os custos das obras de manutenção nos palácios reais ocupados.
O de Buckingham, onde algumas cadeiras têm mais de 60 anos, precisa de reparos no telhado com goteiras da galeria de quadros.
No castelo de Windsor, parte do telhado também deve ser renovado, assim como o sistema de distribuição de água.
Outro ponto mencionado foi a renovação, aguardada há 18 anos, do mausoléu de Victoria e Albert em Londres. 

Britânicos querem Charles com compromissos de Elizabeth II

 


Rainha Elizabeth II: apesar de sua idade, rainha esbanja uma excelente saúde e tem intenção de cumprir a promessa que fez aos 21 anos de servir o Reino Unido toda sua vida
Londres - Cada vez são mais os britânicos que preferem que o príncipe Charles assuma todos os compromissos oficiais de sua mãe, a rainha Elizabeth II, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo, que destaca a popularidade do herdeiro do trono.
A enquete, publicada hoje no dominical "The Sunday Times", indica que 42% dos consultados estão a favor que o príncipe de Gales assuma os trabalhos de Estado da soberana, que no próximo mês de abril completará 88 anos.
Essa porcentagem contrasta com os 36% que preferem que Elizabeth II, apesar de sua avançada idade, continue com seus compromissos oficiais, enquanto os demais se mostram indecisos.
A consulta foi feita pela empresa YouGov, que entrevistou um total de 1.859 adultos no último dia 23.
A pesquisa está sendo divulgada dias depois que a imprensa revelou que a rainha Elizabeth II e o príncipe Charles fundirão seus escritórios de imprensa e terão um único porta-voz, no último sinal de transição na monarquia.
O oficial de imprensa responsável de ambos escritórios estará baseado no palácio de Buckingham, com o objetivo de coordenar melhor a atividade de ambos.
O biógrafo oficial do herdeiro do trono, o jornalista Jonathan Dimbleby, disse aos meios de comunicação britânicos que o trabalho do príncipe de Gales "é reconhecido cada vez mais pelo povo".
Por sua parte, o presidente do YouGov, Peter Kellner, afirmou que o príncipe Charles "recuperou consideravelmente sua aprovação popular (nos últimos cinco anos). Agora as pessoas estão confortáveis com ele, para que se faça cargo de trabalhos" mais importantes .
Apesar de sua idade, Elizabeth II esbanja uma excelente saúde e tem intenção de cumprir a promessa que fez aos 21 anos de servir o Reino Unido toda sua vida, segundo o Palácio de Buckingham.