quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Obama presta homenagem ao rei Abdullah e defende aliança com Arábia Saudita

 


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta terça-feira a aliança com a Arábia Saudita no campo da segurança, mesmo que seu parceiro receba críticas sobre abuso de direitos humanos. Obama participou de uma comitiva norte-americana que foi prestar homenagem ao rei Abdullah, que faleceu na semana passada.O status de aliado da Arábia Saudita parece, às vezes, deixá-la menos vulnerável a críticas sobre os abusos de direitos humanos que acontecem no país, assim como suspeitas de que dinheiro saudita pode estar irrigando grupos terroristas na região. Obama, entretanto, afirmou que o jeito mais efetivo de lidar com essas questões é pressionar a monarquia "ao mesmo tempo em que levamos outros assuntos importantes a cabo."
"Às vezes, precisamos balancear nossas questões sobre direitos humanos com outras mais imediatas, que têm a ver com contraterrorismo ou a estabilidade regional", disse Obama em uma entrevista televisionada.
O rei Salman Bin Abdul-Aziz Al Saud Salman recebeu pessoalmente Obama e a comitiva dos EUA, que jantaram no palácio de Erga. Após a refeição, o presidente e o rei fizeram sua primeira reunião formal. Obama afirmou, antes da viajar ao Oriente Médio, que não iria levar o assunto do blogueiro Raif Badawi, condenado a dez anos de prisão e mil chicotadas por insultar o islã.
A Arábia Saudita se tornou um dos poucos países em que os EUA podem contar na região. Recentemente, ela foi um dos poucos que se juntaram aos EUA na missão de realizar ataques aéreos contra o grupo extremista Estado Islâmico

 

Príncipe Charles sente culpa por introduzir Diana à Realeza

 


"O príncipe Charles ainda se sente culpado por inserir Diana em um mundo com o qual ela não podia lidar", revelou um antigo cortesão ao Daily Mail. Por outro lado, o herdeiro do trono britânico não se sentiria mais responsabilizado pela morte da esposa, em 1997, de acordo com a mesma fonte. 
"Quando Diana morreu, sua reação instintiva foi se sentir terrivelmente culpado por tudo o que havia conduzido àquele momento trágico", relatou. "Mas ele não se sente mais culpado por sua morte porque aceitou que nada tinha a ver com onde Diana estava ou com quem estava naquela época. Mas o que o faz se sentir culpado é o fato de ele ter introduzido Diana à Realeza e a uma vida com as quais ela não podia lidar", finalizou.
Charles errou a primeira vez - referindo-se ao seu casamento com Dilma -, mas está acertando com Camilla, relatou o cortesão ao jornal.
O interesse público pelo passado e pelo futuro do príncipe foi recuperado após a publicação da biografia não oficial "Charles, o Coração de um Rei".
Uma das passagens da obra revela que, ao passo em que a união do casal real se deteriorava, Diana se tornava mais forte, enquanto Charles ficava mais fraco.  A autora, a jornalista da revista Time Catherine Mayer, ressaltou que o "príncipe se sentia pressionado por Diana, por seus pais e pela imprensa".
A escritora revelou também que a Rainha Elizabeth está preocupada com o estilo de monarquia que seu filho pode estabelecer. Ela sugere que o ativismo de Charles em assuntos como meio ambiente daria origem a um "potencial novo modelo de reinado".
"Alguns cortesãos e a própria soberana temem que seus súditos não tolerem o choque com o novo", escreveu a autora.
 

Bahrein tira nacionalidade de 72 cidadãos por violência

 

 
O Bahrein anunciou neste sábado que tirou a nacionalidade de 72 cidadãos que "prejudicaram os interesses do reino", onde a maioria xiita pede desde 2011 uma monarquia constitucional, segundo a agência oficial BNA.
Segundo a agência, esta decisão, anunciada por decreto, se inscreve dentro das medidas tomadas para "preservar a segurança e a estabilidade e lutar contra os perigos e as ameaças terroristas".
A agência oficial publicou os nomes das 72 pessoas privadas da nacionalidade do Bahrein.
"As autoridades competentes no ministério do Interior tomarão as medidas necessárias para aplicar a decisão governamental", explicou a BNA.
Trata-se do maior número de bahrenitas que perde coletivamente a nacionalidade desde que entrou em vigor uma lei adotada em 2013 que prevê esta sanção para os autores de ações qualificadas como "terroristas".
Pequeno país dirigido pela dinastia sunita Al Khalifa, o Bahrein vive, desde fevereiro de 2011, protestos da maioria xiita, que pede uma verdadeira monarquia constitucional.

Rei Juan Carlos recorre de pedido de paternidade

 

O rei Juan Carlos I da Espanha recorreu do pedido de reconhecimento de paternidade feito por uma mulher que garante ser sua filha - informou neste sábado uma fonte judicial.
Os advogados do rei apresentaram um recurso para eludir o primeiro julgamento enfrentado por Juan Carlos I, de 77 anos, desde que perdeu sua imunidade jurídica ao abdicar do trono, em junho de 2014.
No mês passado, o Supremo Tribunal espanhol admitiu o trâmite da demanda de Ingrid Sartiau, uma dona de casa belga de 48 anos.
"Dom Juan Carlos apresentou um recurso contra a admissão de trâmite do pedido de paternidade", garantiu uma fonte judicial à AFP.
Sartiau "recorreu, por sua parte, ao auto de admissão de trâmite porque não recebeu resposta ao que solicitava como prova antecipada, que era o teste de DNA", agregou a fonte.
Os advogados de ambas partes e a promotoria devem estudar os recursos antes que sejam levados ao tribunal, que tomará uma decisão sobre o assunto nas próximas semanas.
Ingrid Sartiau sustenta que é fruto da breve relação entre sua mãe e o então príncipe Juan Carlos no final de 1965, 10 anos antes de sua ascensão ao trono. Juan Carlos se casou com a rainha Sofia em 1962.
O monarca se tornou chefe de Estado em 1975, após a morte do ditador Francisco Franco, e reinou durante 39 anos.
Em junho de 2014, abdicou em favor de seu filho Felipe VI, 46, com a esperança de melhorar a imagem da monarquia, muito deteriorada por uma série de escândalos. O maior de todos eles é a acusação de fraude contra sua filha Cristina, de 49 anos, envolvida num escândalo de corrupção protagonizado por seu marido, Iñaki Urdangarin.
Juan Carlos também foi alvo de críticas em 2012, após viajar para Botsuana para caçar elefantes, enquanto o país estava afundado numa profunda crise econômica. O rei foi a público pedir desculpas pelo ocorrido.
O palácio da Zarzuela se negou neste sábado a fazer qualquer comentário sobre o recurso apresentado pelo rei, por se tratar de um assunto privado.

Os desafios de Salman

Saudita chegou ao trono em uma época de desafios sem precedentes, marcada pelo caos regional e um desperdício consentido do petróleo. Nos primeiros dias de seu reinado, Salman, um homem de 79 anos, doente e de perfil tradicionalista, usou sua recente autoridade com destituições e nomeações fulminantes em setores vitais – como a segurança, a inteligência, a justiça e a economia – às quais o tempo dará o significado exato.
Em um Oriente Médio vulcânico, a ordenada substituição do poder saudita é mais crucial do que nunca. O principal produtor mundial de petróleo não só abriga os dois lugares mais sagrados do Islã, como considera-se farol dos muçulmanos sunitas e única barreira à crescente influência do Irã xiita, envolvido na busca da arma atômica. A luta pela hegemonia entre Riad e Teerã alimenta as guerras civis do Iraque e da Síria e a decomposição de outros países da região, do Iêmen à Líbia.
Neste contexto, a sucessão ordenada do falecido Abdullah por seu meio-irmão Salman é somente um degrau em uma série de desafios formidáveis. Os perigos que espreitam a estabilidade saudita e sua monarquia gerontocrática não vêm somente de um exterior progressivamente caótico, onde o Iêmen, o vizinho do sul, representa o último exemplo de um aliado que desmorona enquanto a Al Qaeda ganha terreno sem ser impedida. O rei Salman enfrenta simultaneamente uma situação interna complexa e inquietante, na qual as rivalidades entre membros da opaca dinastia representam somente um capítulo.
A Arábia Saudita é uma monarquia feudal com desprezo absoluto pelos direitos humanos (onde supostas adúlteras são decapitadas ou um blogueiro é flagelado publicamente) e uma insuperável intolerância religiosa. Uma realidade que coloca agudamente em destaque a maneira como as potências democráticas utilizam de dois pesos e duas medidas nas conversas com Riad. A ambivalência saudita consiste em permitir que seus bombardeiros ataquem o Estado Islâmico junto com os EUA e ao mesmo tempo gastar fortunas para exportar uma visão fanática do Islã, que constitui uma das bases doutrinais do jihadismo. Esse fundamentalismo que envenena o mundo exterior torna-se tóxico também para o futuro de uma dinastia que deve evoluir se quer manter o controle de uma sociedade onde os jovens são maioria, as mulheres começam a ter voz e a Internet ganha espaço.
Se a Arábia Saudita quer manter-se como foco de estabilidade em uma região convulsionada é preciso que comece a aceitar um vislumbre de pluralismo em política e religião. Como é preciso que mude o caráter, agora marcadamente servil, das relações das potências democráticas com Riad, que com os EUA à frente garantem a segurança da monarquia árabe em troca de petróleo. Pelo benefício dos dois mundos, essa aliança próxima deve condicionar-se ao reformismo de um reino anacronicamente ultrapassado.

Rainha Elizabeth teme que Grã-Bretanha se choque com monarquia do rei Charles, diz livro

 

  A rainha Elizabeth teme que a Grã-Bretanha fique chocada com o estilo diferente de monarquia que o príncipe Charles está planejando, de acordo com uma nova biografia de seu herdeiro.
“Charles: O Coração de Um Rei” afirma que a paixão do príncipe de 66 anos por causas às vezes incomuns despertou inquietação no Palácio de Buckingham, onde Elizabeth, de 88 anos, deve superar a rainha Victoria em setembro como monarca britânica há mais tempo no trono.
Quando finalmente chegar a sua vez de assumir a coroa, Charles planeja um novo modelo de realeza que criaria uma monarquia menor e abriria as residências reais ao público, segundo a biografia.
“Nos corredores, nos recessos e nos apartamentos particulares do Palácio de Buckingham existe uma ansiedade crescente à medida que o reinado da rainha chega ao que uma fonte interna chama de ‘seu crepúsculo inevitável’”, afirma Catherine Mayer, a autora do livro, que está sendo publicado aos poucos no jornal Times.
“Ao definir seu papel como primeiro na linha sucessória, o príncipe sinalizou uma redefinição da monarquia. Alguns cortesãos – e a própria soberana – temem que nem a Coroa nem seus súditos irão tolerar o choque da novidade”.
O pai de Charles, o Duque de Edimburgo, está entre seus críticos mais severos, diz o livro, e acredita que o príncipe tem um “comportamento egoísta” ao colocar suas “paixões cerebrais” à frente de seus deveres na realeza.
O próprio Charles é citado pela autora como tendo dito: “Só assumo os desafios mais difíceis... quero despertar aspirações e recriar a esperança na desesperança e a saúde na privação.”
A porta-voz de Buckingham se recusou a comentar o livro, mas a porta-voz do príncipe de Gales emitiu um comunicado detalhado, afirmando que Mayer não teve acesso exclusivo ao príncipe e enfatizando que seu livro não é uma biografia oficial.

Tailândia prende estudantes por insulto à monarquia em peça de teatro

 
 
A Tailândia condenou dois estudantes a dois anos e meio de prisão nesta segunda-feira por insultarem a monarquia em uma peça de teatro universitária, num caso que levou dezenas de activistas a protestarem diante do tribunal, desafiando uma proibição a manifestações.
O país está sob lei marcial desde o golpe de Estado de maio passado. As sentenças vieram à tona em meio a temores sobre a saúde do rei Bhumibol Adulyadej, de 87 anos e atualmente doente, e ao tema da sucessão real. A lei de lesa-majestade de Tailândia é a mais rígida do mundo e considera um crime difamar, insultar e ameaçar o rei, rainha ou herdeiro do trono ou regente.
A junta intensificou uma campanha contra o que se consideram insultos à monarquia desde que assumiu o poder. Patiwat Saraiyaem, de 23 anos, e Porntip Mankong, de 26, foram condenados pela acusação de lesa-majestade, que implica em uma pena de no máximo 15 anos de encarceramento.
“Os dois suspeitos violaram a lei 112 e recebem uma sentença de cinco anos de prisão... reduzidas à metade”, afirmou um juiz, referindo-se à seção do código penal local. A pena foi reduzida porque ambos confessaram, disse ele. Patiwat compareceu ao tribunal com algemas nos pés.
A edupla foi presa em agosto em função de uma peça satírica que encenaram mais de um ano antes na Universidade Thammasat de Bancoc. A peça, intitulada ‘A Noiva do Lobo’, marcou o 40º aniversário da repressão militar de outubro de 1973 contra uma manifestação estudantil pró-democracia na universidade, mostrando um rei e um reinado fictícios.
Na Tailândia, queixas de lesa-majestade podem ser apresentadas por qualquer um contra qualquer um e sempre são investigadas pela polícia.