quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O ex-rei espanhol Juan Carlos enfrenta processo de paternidade

 

 
Suprema Corte da Espanha concordou em examinar a alegação de uma mulher belga de ser a filha ilegítima do ex-rei Juan Carlos, que abdicou no verão passado.
Ingrid Sartiau diz que sua mãe teve um caso com ele na década de 1960, enquanto ele era casado e um príncipe herdeiro.
Funcionários reais disseram que respeitada a independência do tribunal, mas recusou fazer mais comentários.
O caso só pode ser ouvido porque o rei perdeu sua imunidade após sua abdicação.
O tribunal rejeitou um pedido separado por Alberto Sola, nascido em Barcelona em 1956, que disse que sua mãe também teve um caso com Juan Carlos.
Mas um funcionário confirmou o caso da Sra Sartiau, que nasceu em 1966, depois de Juan Carlos casado, seria examinado.
Juan Carlos, 77, terá agora 20 dias para responder ao terno. Em última análise, o ex-rei poderia ser convidado a fazer um teste de paternidade e o caso poderia ir tão longe quanto uma audiência pública.
Ele deixou o cargo em junho passado para abrir caminho para o seu filho, Felipe VI, dizendo que era hora de uma "nova era".
Os dois casos de paternidade tinha sido rejeitada pelos tribunais em 2012, enquanto Juan Carlos ainda tinha imunidade.
Embora o Parlamento concordou em dar o primeiro-lhe um nível de imunidade após a abdicação, deu o corte suprema autoridade para processá-lo.
 
Sua filha, Cristina, está a enfrentar um julgamento por fraude fiscal
Juan Carlos era popular por grande parte de seu reinado de 39 anos, e ele foi creditado com a ajuda de transição de seu país à democracia após a morte do General Franco em 1975.
Mas a sua popularidade, e sua saúde, recusou-se em seus últimos anos como a família real foi atingido por uma série de escândalos.
Ele foi perseguido por inúmeras alegações de infidelidades, e pediu desculpas depois que ele foi fotografado elefantes de caça, no auge da crise financeira da Espanha.
Uma de suas duas filhas, a princesa Cristina, está enfrentando atualmente um julgamento por fraude fiscal sobre supostas ligações com negócios de seu marido.
Seu marido Inaki Urdangarin é acusado de desviar milhões de dólares em fundos públicos com um ex-parceiro de negócios.

O POEMA DO IMPERADOR JAPONÊS

Na cerimônia de Ano Novo Poetry Reading anual no Imperial Palace na quarta-feira, o Imperador representado um dia de outono, quando ele estava colhendo arroz à mão com a aproximação da noite, em um campo no Imperial Palace Grounds.
Poema do Imperador foi baseado no tema deste ano para poemas waka: a palavra "hon", que pode significar livro, origem, ou essência ou raiz das coisas.
O Imperador, a Imperatriz, outros membros da família imperial e 10 pessoas do público, cujos poemas foram escolhidos a partir de 20.861 entradas participou da cerimônia, juntamente com aqueles que selecionou os poemas. Makiko Kasuga, um poeta que dirige a sociedade tanka Mizugame, foi especialmente convidado pelo Imperador e, assim como todos os presentes, recitou seu poema de uma forma tradicional.
O poema do Imperador é traduzido da seguinte forma:
Ao entrar no campo de arroz
No crepúsculo reunindo
Eu coloco a minha foice
Na raiz da planta de arroz
Tendo uma colheita abundante.
Todos os anos, o Imperador semeia as sementes de arroz na primavera, plantas mudas de arroz nos campos no início do verão e colhe os grãos no outono. Uma parte do arroz colhido é oferecido no ritual Kanname-sai por boas colheitas no Ise Grande Shrines.
A imperatriz expressou sua familiaridade e gratidão por livros, lembrando tempos em que os livros trouxe a paz ao seu coração e lhe deu a sensação de descansar à sombra de uma árvore.
O poema pela Imperatriz é traduzido da seguinte forma:
Quantas vezes
Será que eu encontrar ao longo do caminho
Conforto e consolo
Na sombra protetora
De uma madeira com o nome de livros.

Príncipe dinamarquês pede desculpas por atravessar ponte em tempestade

 

Príncipe herdeiro Frederik foi inicialmente permitido passado a barreira para a sua própria segurança
 
Da Dinamarca príncipe herdeiro Frederik pediu desculpas por condução em toda a maior ponte do país, enquanto foi fechado durante uma grande tempestade.
Gale ventos com força tinha feito a ponte Storbelt demasiado perigoso para atravessar.
O correspondente da BBC Malcolm Brabant, em Copenhague, diz o príncipe foi autorizado a passar a barreira da ponte para a sua própria segurança.
Mas ao contrário de outros motoristas que tiveram que esperar o tempo melhorar, ele seguiu em frente para atravessar a 6,7 ​​km (4 milhas) ponte a caminho de casa para a capital.
A ponte liga as Storbelt partes oriental e ocidental da Dinamarca
O diretor da ponte descreveu a decisão do príncipe de conduzir no no meio da tempestade como "completamente inaceitável e completamente irresponsável".
Enquanto infracções de trânsito reais são normalmente tratadas discretamente, a polícia nesta ocasião pediu publicamente o futuro rei de uma explicação.
E na sequência de queixas por parte de outros motoristas que não estavam contentes de ser preso enquanto assistia seu monarca-a-ser expulsar sem impedimentos e escoltado, um pedido de desculpas foi prontamente entregues.
A cabeça da casa real de imprensa, Lene Balleby disse à emissora dinamarquesa DR: "O príncipe herdeiro está arrependido sobre o que aconteceu e entende que a situação aumenta a frustração e raiva dessas pessoas que tiveram de esperar horas para atravessar a ponte".

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Erupção em arquipélago polinésio de Tonga cria nova ilha

 

Vulcão despertou após cinco anos.
    As erupções de um vulcão no arquipélago polinésio de Tonga acabou por criar uma nova ilha, anunciaram autoridades locais ontem, 16 de janeiro. A formação se deu pelo acúmulo de enormes rochas e cinzas expelidas há um mês.
    O vulcão fica 65 km a noroeste da capital do reino, Nuku’alofa; despertou em 20 de dezembro pela primeira vez nos últimos cinco anos.
    A nova ilha tem mais de um quilômetro de comprimento, dois de largura e cerca de 100 metros de altura.
    Composto por 170 ilhas e 120.000 habitantes, Tonga está localizado sobre o cinturão de fogo do Pacífico, onde as placas continentais se encontram, o que causa uma atividade sísmica e vulcânica muito intensa.

    1297: Grimaldi conquista Mônaco

     


    Um falso monge busca pousada no castelo de Mônaco, sobre um rochedo íngreme entre a Itália e a França, na tempestuosa noite de 8 de janeiro de 1297. Com esse ardil, Francisco Grimaldi conquistou Mônaco naquela noite.
    Um homem encapuzado busca pousada numa noite tempestuosa. Ele bate à porta do castelo de Mônaco, num rochedo íngreme à beira-mar, localizado entre a Itália e a França de hoje. Sem suspeitar de nada, os sentinelas abrem os portões. E são massacrados pelo falso monge e seus acompanhantes. Com esse ardil, Francisco Grimaldi, conhecido como "o Traiçoeiro", conquistou Mônaco em 8 de janeiro de 1297.
    Grimaldi apoderou-se de um rochedo histórico. Já no século 2º a.C., os gregos utilizavam aqueles dois quilômetros quadrados de costa íngreme como posto avançado da sua navegação marítima. Eles lhe deram o nome de Monoikos. No século 12 d.C., o imperador romano-germânico presenteou o rochedo de Mônaco (nome latino de Monoikos) à República de Gênova, principal centro de comércio internacional da Idade Média.
    Para os genoveses, Mônaco era de grande valia, como base naval para o comércio marítimo. Em Gênova, o poder era disputado entre os gibelinos, fiéis ao imperador, e os guelfos, partidários do Papa. Os gibelinos tinham maior influência. Até que seu poder foi reduzido pelo belicoso guelfo Francisco Grimaldi, pelo menos em Mônaco. Lá, Grimaldi declarou-se príncipe.
    Sobrevivência através de pirataria
    Com atos de pirataria e assaltos às regiões vizinhas, os Grimaldi conseguiram sobreviver. Francisco e seus não menos belicosos descendentes lograram evitar assim que o pequeno pedaço de costa fosse reconquistado. Algumas vezes, a família Grimaldi original viu-se à beira da extinção. Através de uma política astuta, porém, membros de outras famílias nobres foram integrados à dinastia, garantindo assim a continuidade dos Grimaldi. No ano de 1489, o rei da França reconheceu oficialmente a independência do Principado de Mônaco.
    Os tempos dourados de Mônaco começaram durante a chamada "Belle Époque", em meados do século 19. O príncipe Charles 3º Grimaldi e sua mãe Charlotte aproveitaram o majestoso panorama marítimo do seu reino em miniatura, assim como a sua proximidade com a mundana Nice. Em 1865, abriram um luxuoso cassino em Mônaco.
    Já quatro anos mais tarde, era tão fenomenal o êxito econômico, que o príncipe Charles pôde conceder completa isenção de impostos a todos os seus súditos. Também o setor cultural foi fomentado. No palco da pomposa Ópera de Monte Carlo, a capital de Mônaco, apresentavam-se todas as noites os mais famosos artistas da época. Mônaco tornou-se assim o ponto de encontro dos ricos e ávidos de diversão de todo o mundo.
    Mônaco de hoje: dinheiro e badalação
    No dia 18 de abril de 1956, começou o mais recente capítulo na aventurosa história do miniprincipado de Mônaco. O príncipe Rainier 3º Grimaldi casou-se com Grace Kelly, estrela de Hollywood, então com 26 anos de idade. A belíssima noiva loura lhe trouxe um dote de 2 milhões de dólares, que o príncipe necessitava com urgência. Ao país, Mônaco, ela trouxe de volta o brilho, o glamour e uma constante atenção da imprensa. Além disso, ela deu três filhos ao príncipe: a garantia de sobrevivência de Mônaco. Pois, sem herdeiro para o trono, o país é incorporado à França, segundo os termos do acordo estatal.
    Grace Kelly adotou o nome de princesa Gracia Patricia Grimaldi ao casar-se. Ela faleceu em 1982, num acidente de automóvel. Porém, o jet set internacional, que ela atraíra para Monte Carlo, permaneceu fiel a Mônaco. Os apartamentos dos complexos residenciais de Monte Carlo são ocupados pelos super-ricos de todo o mundo, que também abrem contas sigilosas nos 49 bancos de Mônaco.
    Até hoje, os tradicionais privilégios tributários de Mônaco são inigualáveis. As tentativas europeias e internacionais de acabar com as vantagens fiscais monegascas sempre fracassaram. É por isso que o príncipe Rainier 3º denominou Mônaco "a bomba de dinheiro". Os dois monges no brasão estatal relembram como tudo começou, há mais de 700 anos: com Francisco Grimaldi disfarçado de religioso.

    Família real do Liechtenstein é discretamente a mais rica da Europa

     

    O príncipe Hans Adams II, do Liechtenstein, tem uma fortuna pessoal avaliada em 3300 milhões de euros
    A revista britânica Tatler revela que a rainha de Inglaterra está em segundo lugar, enquanto o rei da Noruega é o mais pobre.
    Aos 68 anos, o príncipe Hans Adams II, do Liechtenstein, é o soberano com a maior fortuna pessoal, que segundo a revista britânica Tatler está avaliada em 3300 milhões de euros. Na edição deste mês, a publicação apresenta um estudo sobre o património privado das dez monarquias europeias. De acordo com a revista, uma parte da riqueza de Hans Adams II provém do grupo bancário privado Liechtenstein Global Trust, ao qual preside juntamente com o filho Maximiliano, uma vez que o dinheiro que recebe dos 37 mil habitantes do pequeno principado é quase inexistente.
    Já no ano anterior, a revista norte-americana Forbes, que anualmente revela o ranking dos maiores milionários do mundo, havia atribuído a Hans Adams do Liechtenstein o primeiro lugar do pódio das fortunas europeias mais avultadas, então com 3434 milhões de euros.

    Bruxelas Vantagens fiscais dadas à Amazon no Luxemburgo sob suspeita

     

    A Comissão Europeia tem dúvidas sobre a legalidade das vantagens fiscais dadas pelo Luxemburgo à multinacional Amazon, em documentos hoje divulgados pelo executivo comunitário.

    Segundo a informação datada de 07 de outubro de 2014, cuja versão não confidencial foi difundida hoje, Bruxelas considera que o chamado 'tax ruling' [regime fiscal] dado pelo Luxemburgo à subsidiária Amazon EU Sàrl, sediada no Luxemburgo e que reporta a maior parte dos lucros da Amazon na Europa, "pode não estar em linha com as condições de mercado".
     
    Para Bruxelas, o acordo que permitiu à empresa baixar os impostos a pagar deixou o gigante norte-americano em vantagem face a outras empresas, distorcendo a concorrência.
    Ainda na mesma informação, em que se faz saber que a investigação continua, é dito que o Luxemburgo não colaborou completamente com a Comissão Europeia na prestação de informação.
    Além da investigação às vantagens fiscais da Amazon no Luxemburgo, em junho a Comissão Europeia abriu ainda investigações no mesmo sentido à Fiat no Luxemburgo, à Starbucks na Holanda e à Apple na Irlanda.
    A Comissão Europeia tem dado cada vez mais informações sobre investigações a vantagens fiscais dadas por países a empresas, depois do escândalo 'Luxleaks', relativo a acordos fiscais secretos feitos entre o Luxemburgo e centenas de empresas durante os anos em que Jean-Claude Juncker era primeiro-ministro do país.
    Poucos dias depois de Juncker ter tomado posse como presidente da Comissão Europeia, em novembro, uma investigação jornalística revelou que o Luxemburgo fez acordos de otimização fiscal com mais de 300 multinacionais, como Apple, Amazon, Ikea, Pepsi, Heinz, Verizon e AIG, que assim reduziram o pagamento de impostos, o que privou outros países europeus de receitas fiscais de milhares de milhões de euros.
    Em dezembro, Bruxelas informou de que ia pedir a todos os Estados-membros informações sobre que empresas pediram com antecedência aos Estados-membros como seria tratada a sua situação fiscal para aí reportarem os resultados. Esta prática é comummente utilizada por multinacionais que assim poupam muitos milhões de euros em impostos.
    O Governo do Luxemburgo reagiu, entretanto, à publicação da informação hoje por Bruxelas, afirmando que "submeteu à Comissão Europeia toda a informação solicitada e que coopera plenamente com a Comissão na investigação".
    O Grão-Ducado, que diz ainda que o texto hoje divulgado "não tem nenhum elemento novo", reitera estar certo de que "as alegações sobre ajudas de Estado neste caso não têm substância" e que irá convencer a Comissão da legitimidade do 'tax ruling' e da não existência de qualquer "vantagem seletiva