sexta-feira, 10 de julho de 2015

Catar admite más condições de trabalho de imigrantes para Copa de 2022

 

 
O Catar admitiu nesta segunda-feira que 'falta muito' para melhorar as condições dos trabalhadores imigrantes, depois de novas críticas emitidas sobre a lentidão das reformas enfrentadas por esse país, que deve organizar a Copa do Mundo em 2022. O Jornal do Brasil já havia publicado, no dia 29/05, uma entrevista exclusiva com a secretária-geral da International Trade Union Confederation (ITUC), Sharan Burrow, em que faz denúncias sobre violações de direitos humanos no país. Burrow revelou que o Catar mantém em regime de “escravidão” milhares de imigrantes do sul da Ásia e, mais recentemente, da África.    
Em um comunicado, o novo escritório de comunicação do governo de Doha reiterou o compromisso do Catar em extinguir antes do final de 2015 o sistema da "kafala", que coloca os trabalhadores à mercê de seus empregadores.
"Alguns progressos foram realizados em matéria de legislação do trabalho, mas ainda falta fazer muito", enfatiza o comunicado. “Como nós já havíamos dito: o povo do Catar manifesta seu profundo reconhecimento por aqueles vindos de terras estrangeiras para colaborar com a edificação da nação. Seus direitos sociais e humanos devem e vão ser respeitados”, acrescenta o texto. Na semana passada, o Conselho consultivo do Catar lançou uma dúvida sobre a abolição daqui até o fim de 2015 do sistema de apadrinhamento chamado "kafala". Ele admitiu que o projeto de lei que trata da abolição desse sistema precisava, de fato, de mais empenho.

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