sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

o rei da noruega saúda os heróis contra o fogo

O rei enviou suas saudações ao prefeito em Laerdal em que ele agradece as equipes de resgate que lutaram contra as chamas.
O rei enviou suas saudações ao prefeito em Laerdal em que ele agradece as equipes de resgate que lutaram contra as chamas.
- O incêndio que atingiu Laerdal noite, afeta a todos nós, escreve Rei Harald ao Prefeito janeiro Geir Solheim, de acordo com jornal local Sogn Avis.
O Rei graças a equipe de resgate e voluntários que ajudaram em conexão com o fogo.Ele também agradece a todos que ajudar as pessoas afectada

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Multimilionária perde herança para defender democracia


 Multimilionária perde herança para defender democracia

 
 
 
Chitpas Bhirombhakdi nasceu no seio de uma família da elite asiática, multimilionária e protetora da monarquia, mas decidiu nadar contra a corrente. Aos 27 anos perdeu o apelido de família e a herança de mais de dois mil milhões de euros para defender o seu povo e lutar pela instauração os ideais democráticos na Tailândia, por oposição à monarquia.
Os protestos na Tailândia, que já fizeram oito mortos e centenas de feridos, prolongam-se desde dezembro de 2013, com manifestantes a paralisarem a capital tailandesa para forçar a saída do poder da primeira-ministra, Yingluck Shinawatra.
Entre os manifestantes, de punho em riste e em cima de uma escavadora, não passou despercebida Chitpas Bhirombhakdi. Multimilionária, herdeira da elite do país, juntou-se ao povo, pronta para ajudar os milhares de ativistas que no mês passado tentaram invadir a casa do governo, em Banguecoque, na Tailândia.
"Costumavam chamar-nos minoria silenciosa. Bem, agora acabou-se o silêncio", disse Chiptas aos jornalistas. A jovem multimilionária foi vista a cuidar dos camaradas feridos, o que desencadeou grande polémica.
Fotografias da líder ativista ocuparam as primeiras páginas dos jornais locais e redes sociais, revelando as aspirações revolucionárias da herdeira de um dos principais impérios económicos da Tailândia, construído em torno da popular cerveja Singha, produzida pela empresa da família.
As grandes famílias de Banguecoque apoiam um movimento para fortalecer o papel da monarquia, já influente no país. Assim, as atitudes de Chiptas não têm agradado à família, acostumada a resolver as questões políticas de forma discreta.

Movimento Al-Wifaq Líder da oposição xiita no Bahrein detido

 
A polícia do Bahrein deteve o líder do principal movimento da oposição xiita, Ali Salman, organizador dos protestos contra o governo sunita, anunciou hoje o movimento Al-Wifaq, num comunicado.
Mundo
"O Al-Wifaq pode confirmar que o xeque Ali Salman foi detido", lê-se no curto comunicado.
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"Está sob detenção na sequência de uma série de medidas ilegais, que incluíram a sua comparência no gabinete de investigação criminal e o seu deferimento para a procuradoria", acrescenta o texto.
Num outro comunicado, o movimento indicou que os seus militantes começaram a juntar-se em frente da residência do líder, depois de saberem da sua detenção, para "exigir a sua libertação imediata".
O Al-Wifaq, o mais importante grupo da oposição no Bahrein, defende uma "verdadeira" monarquia constitucional no pequeno reino do Golfo Pérsico, povoado por uma maioria xiita e governado pela dinastia sunita dos Al-Khalifa.
O movimento afirma recusar a violência, mas as autoridades atribuem-lhe os distúrbios que se têm registado no país desde o início da contestação xiita, em fevereiro de 2011.
Perante a persistência da contestação, as autoridades aprovaram este verão um endurecimento das penas para os autores de incidentes violentos e a aplicação da pena de morte ou de prisão perpétua nos casos em que há mortos ou feridos.
As autoridades decidiram também proibir as manifestações na capital, Manamá.
Segundo a Federação Internacional dos Direitos Humanos, 89 pessoas foram mortas no Bahrein desde o início do movimento de contestação.

Na Arábia Saudita, Hollande discute comércio e crises regionais

 

 


O presidente francês François Hollande aterrissou neste domingo na Arábia Saudita, onde deve discutir futuros acordos comerciais e as crises políticas e sociais no Oriente Médio. Entre os assuntos que estarão à mesa, constam o atentado com carro bomba que matou o ex-conselheiro de assuntos internacionais do governo do Líbano Mohamed Chatah, a crise síria e a escalada de violência no Egito.

Neste primeiro dia de visita, o chefe de Estado, é recebido pelo príncipe Salman ben Abdel Aziz em Rawdat Khurayim, a 60 quilômetros da capital Ryad. Depois, os dois têm um jantar de trabalho e o presidente segue para a embaixada francesa, onde concederá uma coletiva de imprensa. Durante a viagem, ele ainda se reunirá com empresários, com o ex-primeiro ministro libanês Saad Hariri, aliado político de Chatah, e com o chefe da oposição síria Ahmed Jarba.
Hollande viajou acompanhado de cerca de trinta diretores de empresas e quatro ministros: Laurent Fabius (Relações Exteriores) Arnaud Montebourg (Recuperação Econômica), Nicole Bricq (Comércio Exterior) e Jean-Yves le Drian (Defesa). Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal local Al-Hayat, o presidente francês expressou sua disposição a "trabalhar pela paz, a segurança e a estabilidade no Oriente Médio". De acordo com
Perspectivas comerciais
Na matéria, Hollande lembra que a Arábia Saudita se tornou o "principal cliente da França" na região, com um volume de trocas que ultrapassou os 8 bilhões de euros em 2013 - dos quais 3 bilhões correspondem a exportações francesas. A balança comercial, no entanto, é deficitária para a França por conta das importações de petróleo.
Entre os negócios que impulsionaram as relações comerciais entre os dois países no ano estão a vitória da francesa Alstom na concorrência para a expansão do metrô de Ryad, o fornecimento de equipamento francês à Guarda Nacional Saudita e a renovação dos navios da marinha saudita, feita pelas empresas DCNS, Thales e MBDA.
O Eliseu espera que 2014 seja um ano "brilhante". Arnaud Montebourg aposta suas fichas no projeto real de construir 16 reatores nucleares nos próximos anos, um empreendimento para o qual "a França está muito bem posicionada", garante o ministro. As oportunidades para a França podem ser impulsionadas por conta do esfriamento nas relações entre Ryad e Washington por conta das posições americanas sobre o Irã e a Síria.
Crises regionais em pauta
"O Líbano deve permanecer unido diante dos perigos que o cercam", afirmou Hollande na entrevista ao Al-Hayat. Certamente, o atentado contra Mohammad Chatah estará no centro do debate entre o presidente francês e os dirigentes sauditas. Assim como a França, a monarquia se preocupa com interferências externas no Líbano, principalmente da parte do Hezbollah.
Outra preocupação comum dos dois governos é o programa nuclear iraniano. Para Hollande, Teerã deve dar "todas as garantias necessárias" para que consiga um "acordo completo" com a comunidade internacional. Os dois países também concordam sobre a questão síria: não há solução política sem a saída de Bashar al-Assad.
O ponto de divergência é o Egito. Ryad fornece apoio incondicional ao novo poder egípcio, enquanto François Hollande pede ao Cairo que permita "a todas as correntes políticas participarem do processo de transição, abdicando da violência".

Imperador japonês faz 80 anos e lembra vítimas de tsunami

 

 

Milhares de pessoas se reuniram nesta segunda-feira diante do palácio imperial de Tóquio para celebrar os 80 anos do imperador Akihito, que fez uma homenagem à mulher, a imperatriz Michiko, e lembrou as vítimas do tsunami. “Ser imperador pode ser uma tarefa solitária”, declarou Akihito em uma entrevista divulgada pela agência imperial. “Mas a presença ao meu lado da imperatriz me trouxe conforto e alegria, ela sempre respeitou e apoiou minha posição”.

Em referência às vítimas do tsunami em março de 2011, Akihito disse que teria os pensamentos voltados aos que sofreram catástrofes e que esperava a felicidade de todos.
Akihito subiu ao trono em 1989, substituindo o pai Hiroito na mais antiga monarquia do mundo. Ele é o único monarca do planeta hoje com o título de imperador. Akihito foi separado dos pais aos três anos para ser educado por tutores, numa época em que a monarquia ainda era considerada sagrada.
Durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial em Tóquio, em 1945, ele e seu irmão mais novo deixaram a capital. No período da ocupação americana, após a capitulação japonesa, Akihito passou a aprender inglês e costumes ocidentais. Em 1953, o príncipe herdeiro do Trono de Crisântemo representou o Japão na coroação da rainha Elizabeth II, em Londres.
Romance plebeu
Em abril de 1959, Akihito casou-se com a plebeia Michiko Shoda, filha de um rico industrial. O casal se conheceu numa quadra de tênis. O filho mais velho do casal é o príncipe herdeiro Naruhito, nascido em 1960.
A imperatriz Michiko foi a primeira integrante da família imperial a criar seus três filhos de perto. Naruhito, por sua vez, tem apenas uma filha, o que vem gerando discussões a respeito da sucessão, uma vez que no Japão apenas os homens têm direito ao trono.
O trono imperial continua a inspirar profundo respeito dos japoneses, mesmo depois que a função de imperador perdeu o status de semideus após a segunda guerra mundial.

Papa Francisco promove 'revolução suave' na Igreja e mostra 'sinais' de popstar

 

 

Nos últimos nove meses, o papa Francisco quase triplicou o número de pessoas que estiveram presentes em eventos na Cidade do Vaticano.

Até 13 de março do ano passado, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio imaginava que passaria o Natal seguinte já aposentado no bairro de Flores, em Buenos Aires, onde nasceu.

Mas hoje, aos 77 anos, ele leva consigo as esperanças e temores de mais de 1 bilhão de católicos.

O que explica o repentino e renovado interesse atual pelo catolicismo? A que anseios do povo o papa Francisco estaria atendendo?

Há nove meses, a Igreja Católica era assolada por acusações de irregularidades em sua burocracia e em seu banco, e sua reputação estava manchada por escândalos sexuais.

"A narrativa dominante a respeito da Igreja hoje é 'papa pop star conquista o mundo'", disse John Allen, do jornal americano National Catholic Reporter. "Se isso não for uma revolução, ao menos em termos da percepção, então não sei o que (revolução) significa. "

Compaixão

Essa "revolução" tem ocorrido por meio de gestos, como a decisão de Francisco de incluir uma mulher muçulmana no grupo de jovens infratores cujos pés ele lavou na última Páscoa. Ou o abraço instintivo que deu em um homem que tinha o rosto desfigurado por uma doença. Ou sua recusa em viver no apartamento habitual do papa ou vestir as roupas suntuosas que seus antecessores, por tradição, vestiram.

Tudo isso chama a atenção do público.

Irmã Teresa, freira da congregação Filhas de Sant'Anna, estava dando aula para crianças de 11 anos na cidade italiana Casal di Principe, quando seu celular tocou.

"Vi um número longo", ela disse. "Uma voz disse, 'Aqui é o papa Francisco'. Eu respondi, 'Você está brincando, não acredito'. Ele riu e disse, 'Sou eu sim, o pai Bergoglio'".

O papa havia telefonado para abençoar a campanha das freiras contra o despejo de lixo tóxico em locais inapropriados. Ele tinha ficado comovido ao ver fotografias que as irmãs haviam enviado para ele, cada imagem mostrando uma mãe segurando a foto de um bebê morto.

Irmã Teresa disse que, após a conversa, sentiu-se "serena, porque o papa está pensando em nós, nos ama e não nos deixará sozinhas".

Burocracia do Vaticano

Nem todos os católicos, no entanto, aprovam a nova abordagem do papa.

Para alguns tradicionalistas, a pouca disposição de Francisco de se aprofundar nas crenças da Igreja em questões como aborto, uso de anticoncepcionais e homossexualidade deixa muito espaço para valores laicos.

Frases do papa Francisco

Sobre a homossexualidade: "Se uma pessoa é é gay e se está em busca do Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgar?"

Sobre o aborto: "Não é 'progressista' tentar resolver problemas eliminando a vida humana... Essa defesa da vida não nascida está intimamente associada à defesa de todos os direitos humanos"

Sobre a fome: "Com toda a comida que sobra e é jogada fora, poderíamos alimentar tantos. Se fôssemos capazes de parar de desperdiçar e começássemos a reciclar comida, a fome do mundo diminuiria muito"

Kishore Jayabalan, diretor da organização cristã de pesquisas Acton Institute, disse que outros se preocupam com o estilo humilde do papa: "Como regra geral, o papa (costuma) ter a pompa de uma monarquia".

Mas o "efeito Francisco" não se limita a mudanças em estilo e foco.

O papa recrutou oito cardeais para ajudá-lo a reformar a burocracia do Vaticano e tomou medidas para resolver irregularidades na administração do Banco do Vaticano.

Agora, ele pode estar considerando um passo ainda maior.

"Acho que a mudança mais profunda que o papa pretende realizar é uma reforma no sínodo dos bispos", disse Robert Mickens, da publicação católica The Tablet.

"O (sínodo dos bispos) foi criado na década de 1960 e tem sido usado para dar aval a tudo o que o papa queira fazer", explicou.

"Esse papa quer dar (ao sínodo dos bispos) poder real e usá-lo como ferramenta para ajudá-lo a governar a Igreja e, eventualmente, dar (aos bispos) a autoridade para tomar suas próprias decisões. Seria uma mudança revolucionária."

O papa também sugeriu que o poder e a autoridade concentrados no papado durante séculos possa ser devolvido, até certo ponto, às conferências de bispos ao redor do mundo.

"Agora, temos um papa dizendo 'podemos confiar em bispos locais para tomar as decisões'", disse Allen. "No longo prazo, a mudança de poder do centro à periferia, se Francisco conseguir alcançar seu objetivo, é de importância histórica para a vida católica."

Mas pode haver perigos quando se soltam as rédeas em uma Igreja com mais de 1 bilhão de fiéis, distribuídos por sociedades tão diversas do mundo.

O frei Joseph Kramer, da igreja Santíssima Trindade dos Peregrinos em Roma, disse que o papado é necessário por razões práticas, para unificar o clero com propensão a discordar.

"Existe o risco de cismas, divisões e brigas", disse. "Infelizmente, isso acontece nas igrejas do Leste (Ortodoxas) e Protestantes, onde não há autoridades centrais."

Pode haver outras reformas - talvez o fim do veto a que católicos divorciados e casados novamente recebam a comunhão; talvez um papel mais amplo para mulheres na Igreja.

Mas não haverá mudanças nos ensinamentos conservadores em temas fundamentais como homossexualidade, eutanásia e aborto.

Narrativa

Será, então, que Francisco conseguirá reconstruir a fé cristã simplesmente mudando a "narrativa" sobre o catolicismo, sem uma reforma real nos ensinamentos?

John Allen vê o papado de Francisco como um tipo de experimento.

"Existe uma tendência na Igreja Católica progressista que diz que não precisamos mudar as doutrinas para recapturar o interesse do público", disse.

"É preciso que as pessoas vejam o compromisso real com o florescimento humano que está no âmago dessas doutrinas. O que veremos sob a liderança de Francisco é que ele vai acrescentar uma encantadora face humana à mensagem clássica."

A mudança de tom pelo novo papa, ao que parece, é dirigida a uma sociedade que se seculariza. Uma sociedade que, ao menos na visão de um observador, é "pós-cristã".

"A época cristã se foi, acabou, e o papa Francisco sabe disso", disse Mickens, do The Tablet. "Um líder jesuíta disse que a Igreja vinha dando respostas a questões que o povo não está perguntando. O papa Francisco está tentando dar respostas para questões que as pessoas estão fazendo. Por que minha avó está em um lar para idosos? Por que não tem ninguém para cuidar dela? Por que meu filho não consegue arrumar trabalho?"

Francisco tem a atenção do mundo - por mais inconstante e passageira que ela seja. E também uma oportunidade rara de fazer mudanças significativas.

Bahrein: Jogador condenado por crime que não cometeu

 


O futebolista bareinita Hakeem el-Oraybi foi condenado nesta terça-feira a dez anos de prisão pela justiça de seu país depois de ser considerado culpado da acusação de incendiar uma delegacia de polícia durante protestos contra a monarquia sunita que governa o Bahrein com mão de ferro.
A condenação de Oraybi, jogador da seleção de futebol do Bahrein, chama a atenção porque, no exato momento do ataque à delegacia, o atleta de 20 anos de idade disputava uma partida transmitida ao vivo na televisão.
Além de Oraybi, mais oito pessoas foram condenadas pelo incêndio, disse o advogado de defesa Mohamed el-Motawa. Os nove condenados também foram considerados culpados de porte de bombas incendiárias e formação de quadrilha.
O incêndio à delegacia ocorreu em novembro de 2012, em meio a protestos da maioria xiita do Bahrein por mais liberdades e direitos.
Oraybi encontra-se atualmente no Catar para disputar um jogo pela seleção de seu país. A expectativa, segundo o advogado, é que Oraybi seja preso assim que regressar ao Bahrein.
Desde fevereiro de 2011, integrantes da comunidade xiita protestam sistematicamente para reivindicar mais direitos e liberdades civis. Os xiitas representam a maioria da população do Bahrein, mas o país é controlado por uma minoria sunita. A repressão aos protestos ordenada pelo governo resultou na morte de dezenas de pessoas.
A pequena nação insular situada no Golfo Pérsico tem grande importância geopolítica. O Bahrein sedia a Quinta Frota da Marinha dos EUA.